Catolicismo: 60 anos do bom combate em defesa da civilização cristã.

Em janeiro de 1951, Catolicismo explicitava na primeira página do seu primeiro número a Cruzada do Século XX, em artigo de autoria de Plinio Corrêa de Oliveira, inspirador e principal colaborador da nossa publicação. No curso desses 60 anos de existência, sempre procuramos ser inteiramente fiéis ao programa delineado no memorável artigo, que se tornou o nosso ideário.*
Atalaia em prol da Igreja e da civilização cristã e paladino das verdades esquecidas, é o que pretende Catolicismo ter como sua missão no conjunto de órgãos da imprensa católica. Sendo católicos seus colaboradores, têm todos muito presente a orientação expressa pelo Papa Pio XI quando, em 26 de janeiro de 1923, sintetizou na encíclica Rerum omnium o papel dos jornalistas católicos:
“O exemplo do Santo Doutor [São Francisco de Sales] lhes traça claramente sua linha de conduta: estudar com o maior cuidado a doutrina católica e possuí-la na medida das próprias forças; evitar que seja alterada a verdade, atenuá-la ou dissimulá-la, sob pretexto de não ferir os adversários; cuidar da forma e da beleza do estilo, realçar e ornar as idéias com o brilho da linguagem, de modo a tornar a verdade atraente ao leitor; quando um ataque se impõe, saber refutar os erros e se opor à malícia dos artífices do mal, de maneira a sempre mostrar que se está animado de intenções retas, e que se age antes de tudo em um sentimento de caridade”.
Caminha esta posição em inteira coerência com o que determinou nosso Divino Mestre: “Que o vosso sim seja sim, e o vosso não, não” (Mt 5, 37). Como podem atestar nossos leitores, Catolicismo sempre procurou não atenuar a verdade a fim de ser bem aceito, ou de não melindrar eventuais adversários.
Como pretendemos defender a doutrina católica, temos o dever de nos opor aos erros contrários à lídima doutrina da Igreja, consubstanciada em suas verdades claras e cristalinas. Nisto agimos segundo o lema de São Pio X: Restaurar todas as coisas em Nosso Senhor Jesus Cristo — meta à qual nos dedicamos. Renovando este propósito no 60º aniversário de nossa publicação, somos muito agradecidos à Santíssima Virgem por sua maternal e generosa proteção, que sempre tivemos e pedimos que Ela continue a nos conceder.

Há meio-século: Congresso Latino-americano de Catolicismo.

Na presente edição, não poderíamos deixar de mencionar ainda outra grande data de nossa história, que é também um marco na irradiação do pensamento contra-revolucionário nas Américas: 50 anos do Congresso Latino-americano de Catolicismo.
Dez anos após o aparecimento de Catolicismo em janeiro de 1951 (ainda em formato de jornal), sua rápida difusão junto aos católicos de pensamento tradicional — dentre os quais se destacavam, por todo o Brasil, congregados marianos e antigos leitores do semanário Legionário, que fora dirigido pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira — havia angariado e congregado muitos admiradores e propagandistas, em trabalho que se dera ao longo dos anos.
Uma primeira reunião desses colaboradores se realizara quando Catolicismo tinha apenas dois anos de publicação, e a iniciativa foi repetida com êxito no ano imediato, consolidando-se nos anos seguintes, sempre no mês de janeiro. Eram dias de estudos com a duração de uma semana, e com número crescente de participantes. Em 1959, na VII Semana de Estudos, esse número chegara a 180.
Pari passu foram se estabelecendo Agências de notícias que congregavam os propagandistas, criadas nas cidades mais importantes do País. Circunstâncias de momento determinaram a não realização do encontro em 1960, entretanto tudo foi disposto para sua retomada no ano seguinte, quando se realizaria a VIII Semana de Estudos. Esse intervalo acarretou grande expectativa acerca do evento. Ao mesmo tempo, os contatos estabelecidos por Catolicismo com pessoas de idéias afins na América Latina ocasionaram grande número de inscrições do exterior.

Fonte: Revista Catolicismo

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