São Teófilo, 05 de Março

Bispo e Confessor (+ Palestina, 195)
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Teófilo era bispo da Cesaréia da Palestina e seu maior feito na Igreja foi a regularização da data da comemoração da Páscoa.
Em algumas regiões da Ásia, a Páscoa era comemorada na lua cheia de março, contrariando as comunidades do Ocidente que a celebravam segundo a tradição judaica.  Fiel ao papa, Teófilo organizou um encontro no qual foi redigido um documento que exortava a todos a seguirem o determinado por Roma para a comemoração da Ressurreição do Senhor. Tal documento obteve tamanho êxito que, até os nossos dias, toda a Igreja celebra a Páscoa em unidade, sem conflitos de datas. 
Findo o trabalho, Teófilo retornou à sua cidade de origem, voltando a se dedicar à sua comunidade, tratando a todos, ricos ou pobres, com igual carinho e atenção.  E todos o consideravam como um verdadeiro pai.

Ele é conhecido pela sua oposição aos quartodecimanos, foi citado por Eusébio como tendo participado de um sínodo sobre a Páscoa. Segundo São Jerônimo em De Viris Illustribus ("Sobre Homens Ilustres"), ele escreveu uma epístola de grande utilidade contra aqueles que comemoravam a Páscoa juntamente com os judeus (Páscoa judaica), no décimo-quarto dia do mês Quartodecimanismo.

Fonte:

Wikipédia

Lepanto

Amaivos

Santos da Roma antiga

A

Abra de Poitiers
Acaico de Corinto
Acácio de Melitene
Tadeu de Edessa
Albano da Inglaterra
Santo Aleixo
Alexandre de Jerusalém
Papa Alexandre I
Alexandre de Constantinopla
Alexandre I de Alexandria
Ambrósio de Alexandria
Alípio de Tagaste
Ambrósio de Milão
Amplíato
Ananias de Damasco
Papa Anastácio I
Andrônico da Panônia
Papa Aniceto
Papa Antero
Antão do Deserto
Apeles de Heraclião
Apolinário Cláudio
Aristarco de Tessalônica
Aristides de Atenas
Aristóbulo da Britânia
Arquipo
Arsênio, o Grande
Artemas de Listra
Asclepíades de Antioquia
Astério de Petra
Asíncrito de Hircânia
Atanásio de Alexandria
Santa Augusta

B

Barnabé (Bíblia)
Barsanúfio da Palestina
Basílio de Cesareia
Basílio de Ancira
Basílio, o Velho
Bábilas de Antioquia

C

Papa Calisto I
Carpo de Beroea
Cassiano de Autun
Castino de Bizâncio
Cesário de Nazianzo
Cirilo de Alexandria
Clemente de Sardes
Papa Cornélio
Cosme e Damião
Crescêncio
Crispo
Cucufate (santo)

D

Demétrio de Alexandria
Digna e Emérita
Dionísio de Alexandria
Dionísio de Corinto
Santa Doroteia
Doroteu de Gaza
Doroteu de Tiro

E

Efraim de Antioquia
Emília de Cesareia
Epafrodito
Epeneto de Cartago
Erasmo de Formia
Erasto de Paneas
Papa Estêvão I
Eufêmia
Eugênia de Roma
Papa Eleutério
Eustátio de Antioquia
Papa Eutiquiano
Evódio de Antioquia

F

Papa Fabiano
Febe (Bíblia)
Papa Félix I
Félix e Adauto
Filipe de Creta
Filólogo de Sínope
Firmino de Amiens
Flaviano de Constantinopla
Flaviano I de Antioquia
Flegonte de Maratona
Fortunato (Bíblia)

G

Gaio (Bíblia)
Gervásio e Protásio
Getúlio Mártir
Gregório de Nazianzo
Gregório de Elvira
Gregório de Nazianzo, o Velho
Gregório Taumaturgo

H

Hermas da Dalmácia
Hermes de Filipópolis
Herodião de Antioquia
Herodião de Patras
Papa Hilário
Héraclas de Alexandria

I

Inácio de Antioquia
Santa Inês
Papa Inocêncio I
Irêneo de Sírmium
Isaque de Nínive
Isidoro de Pelúsio

J

Januário de Benevento
Jasão de Tarso
José Barsabás
Papa Júlio I
Justino
LPapa Leão I
Legião Tebana
São Lucas
Luciano de Antioquia
Papa Lúcio I
São Lupo
Lúcio de Cirene

M

Macrina Maior
Macrina, a Jovem
Macário de Alexandria
Macário do Egito
São Manuel (mártir)
Papa Marcelino
Marcelino e Pedro
São Marcelino e São Pedro
Papa Marcelo I
Papa Marcos
Martinho de Tours
São Mauro
Maximiano de Constantinopla
Melécio de Antioquia
Metrófanes de Bizâncio
Metódio de Olimpos
Máximo de Alexandria
Máximo de Turim
Máximo, o Confessor

N

Narciso de Atenas
Nectário de Constantinopla
Nicanor, o Diácono
Nilo do Sinai
Nona de Nazianzo

O

Olimpas
Onesíforo

P

Pacômio
Papa Lino
Papias de Hierápolis
Paulino de Nola
Paulo I de Constantinopla
Pedro de Sebaste
Pedro I de Alexandria
Pedro II de Alexandria
São Pedro
Pinito de Creta
Papa Pio I
Polícrates de Éfeso
Papa Ponciano
Pôncio de Cartago
Priscila e Áquila
Proclo de Constantinopla
Santa Pudenciana
Pudêncio
Pátrobas de Potole
Pânfilo de Cesareia
Públio de Malta

Q

Quarto de Berytus

R

Retício de Autun
Rufo de Tebas

S

Santa Bibiana
Santa Julita e São Ciro
Santa Marcela
Santo Estêvão
Santo Onofre
Melito de Sardes
Saturnino de Tolosa
Serapião de Antioquia
Setenta Discípulos
Silas (Bíblia)
Papa Silvestre I
Simpliciano de Milão
Papa Simplício
Papa Sirício
Papa Sisto I
Papa Sisto II
Papa Sisto III
Sosípatro de Icônio
Santa Sotéria
Papa Sotero
São Floriano
São Julião de Anazarbus
São Piónio
São Quadrado de Atenas
São Silvano
Sóstenes

T

Papa Telésforo
Teodoro de Heracleia
Teonas de Alexandria
Teódoto de Ancira
Teófilo de Cesareia
Teótimo de Tomis
Tiago, o Justo
Timóteo de Éfeso
Tito (bíblico)
Tércio de Icônio
Tíquico

Santa Águeda (ou Ágata)

Virgem e Mártir (+ Sicília, 251)


Foi uma virgem e mártir das tradições cristãs, padroeira de Catânia, filha de nobres cataneses, alegadamente viveu entre os séculos III e IV durante a dominação romana do pro-cônsul Quinciano e foi martirizada durante as perseguições de Décio o Diocleciano. Seu nome aparece no Cânon Romano já em tempos remotíssimos.
Águeda (em italiano e siciliano Agata) nasceu em Catânia. Alguns historiadores cristãos apontam seu ano de nascimento entre 230 e 235. Segundo a tradição cristã, Águeda consagrou-se a Deus com quinze anos de idade. Depois de inúmeras tentativas de Quinciano para "corrompê-la", Águeda foi "encarcerada brevemente e depois torturada". Foi "chicoteada e seus seios foram arrancados com tenazes" mas, segundo a tradição, ela foi "curada" de seus ferimentos por São Pedro que a visitou na prisão. Por fim, Águeda foi submetida ao suplício de brasas ardentes e na noite seguinte, 5 de fevereiro de 251 (alguns sugerem o ano de 254), faleceu em sua cela.
Sua morte foi "seguida de um tremor de terra que abalou toda a cidade". Conta a tradição que "um ano após sua morte, o Etna teria entrado em erupção, despejando um mar de lava em direção a Catânia". Então os habitantes teriam "colocado um véu que cobria a sepultura de Ágata diante do fogo que parou imediatamente, poupando a cidade".

 As relíquias

As relíquias da santa foram levadas a Constantinopla em 1040 por um general bizantino, em 1126 dois soldados (talvez franceses), Giliberto e Goselino, furtaram os restos mortais de Águeda, que foram entregue ao bispo Maurício no Castelo de Aci. Em 17 de agosto de 1126, as "relíquias" voltaram ao duomo de Catânia, onde até hoje permanecem em nove relicários: cabeça e busto, mãos, braços, pés e pernas, as mamas e o Santo Véu.

Fonte:

Lepanto

Wikipédia




São Sebastião, 20 de Janeiro

Mártir (+ Roma, 288)

São Sebastião (França, 256 d.C. – 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).
A reprodução do martírio de São Sebastião, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas é uma imagem milhares de vezes retratada em quadros, pinturas e esculturas, por artistas de todos os tempos. Entretanto, nem todos sabem que o destemido Santo não morreu daquela maneira. O suplício das flechas não lhe tirou a vida, resguardada pela fé em Cristo. Vejamos como tudo aconteceu.

Sebastião nasceu em Narbônia, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registros de Santo Ambrósio. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos.

Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele.

Sempre que pôde, salvou cristãos da tortura e da morte; e, quando incapaz de fazê-lo, exortou-os a morrer por Cristo Deus Vivo sem voltar atrás. Dois irmãos, Marcos e Marcelino, que haviam sido presos por Cristo e já estavam a um passo de repudiá-lo e adorarem os ídolos, foram confirmados na Fé por Sebastião, que os revigorou para o martírio. Enquanto falava com eles, encorajando-os a não temer a morte por Cristo, sua face se iluminou. Todos viram seu rosto radiante como o de um anjo de Deus.

Sebastião também confirmou suas palavras com milagres: curou Zoé, mulher do carcereiro Nicóstrato, que era muda havia seis anos; levou ela, Nicóstrato e sua família inteira ao batismo; curou os dois filhos doentes de Cláudio, o comandante, e trouxe ele e sua família ao batismo; curou Tranquilino, pai de Marcos e Marcelino, de gota e dores nas pernas que o atormentavam havia onze anos, e levou-o ao batismo com toda a sua casa; curou o Eparca romano Cromácio da mesma doença e trouxe ele e seu filho Tibúrcio ao batismo. O primeiro deles a sofrer foi Santa Zoé, capturada junto ao túmulo do Apóstolo Pedro, onde orava a Deus. Depois de a torturarem, lançaram-na no Rio Tibre. Em seguida prenderam Tibúrcio, e o juiz pôs carvões em brasa diante dele, dizendo-lhe que escolhesse entre a vida e a morte, isto é, atirar incenso sobre os carvões e incensar os ídolos ou permanecer descalço sobre os carvões quentes. São Tibúrcio fez o sinal da Cruz, pisou descalço sobre os carvões incandescentes e permaneceu ileso. Depois disso, foi degolado. Nicóstrato foi morto com uma estaca, Tranquilino foi afogado, e Marcos e Marcelino foram torturados e trespassados por lanças.

Por estar contrariando o seu dever de oficial da lei, teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. Sebastião foi levado perante o sanguinário Imperador Diocleciano que lhe dispensara admiração e confiara nele, esperando vê-lo em destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira e por isso considerou-se traído. Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno e o encontrou vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado.

Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.

Os algozes cumpriram a ordem e, para evitar a sua veneração, foi jogado numa fossa, de onde a piedosa cristã Santa Luciana o tirou, para sepulta-lo junto de São Pedro e São Paulo. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião em Roma a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação. Em outras ocasiões foi constatado o mesmo fato; em 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ambas ficando livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião.

No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas.

Ele é o protetor da Humanidade, contra a fome, a peste e a guerra e do cartão postal do Brasil, a "cidade maravilhosa" de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Fonte:
Lepanto
Wikipédia

Félix de Nola 14 de Janeiro

Confessor (+ 256)



De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

Nascido los Nola, Perto de Nápoles, e viveu no Século III. Após a morte de seu pai, ele distribuiu quase todos os seus DEPOIS de SUA pai, a Morte, elemento distribuiu Quase de Todos os Bens SEUS bens entre os pobres, e foi ordenado sacerdote pelo empreendedorismo OS Pobres, e FOI Ordenado Sacerdote Pelo Máximo Máximo Bispo de Nola. Bispo de Nola. No ano 250, quando a perseguição Décio eclodiu, No 250 Anos, Quando o Décio Perseguição irrompeu, Maximus Maximus foi obrigado a fugir. Forcado FOI um fugir. Os perseguidores aproveitou Os perseguidores apreendidos los Felix Felix e ele foi cruelmente açoitado, carregado com correntes, e lançado na prisão. e elementos FOI cruelmente açoitado, Carregado com Correntes, e lança-SE da Prisão. Uma noite, um anjo lhe apareceu e ordenou-lhe que vão ajudar Uma Noite, Um Anjo apareceu e ordenou LHE-LHE Que Vão ajudar Maximus Maximus. . Suas correntes caiu, as portas se abriram, eo santo foi habilitado para trazer alívio para o bispo, que era então fala do frio e da fome. SUAS Correntes Caiu, como Portas abriram si, EO santo estava habilitado parágrafo trazer alivio parágrafo o bispo, Que era entao Fala do Frio e da fome. Sobre os perseguidores fazer uma segunda tentativa para assegurar Sem perseguidores Fazer UMA Segunda Tentativa parágrafo assegurar Felix Felix, sua fuga foi milagrosamente efectuada por uma aranha tecendo sua teia sobre a abertura de um buraco em que ele tinha, Sua fuga FOI UMA milagrosamente efectuada Por aranha Tecendo SUA teia Sobre a abertura de hum buraco los Que elementos tinha apenas somente rastejou. rastejou. Assim enganado, eles procuravam as suas presas em outros lugares. ASSIM enganado, enguias procuravam como SUAS Presas Lugares Outros los. A perseguição deixou no ano seguinte, e A Perseguição não deixou Ano seguinte, e Felix Felix, que tinha ficado escondido em um poço seco para seis meses, retornou a suas funções. , Que tinha ficado escondido los hum poço seco parágrafo SEIS Meses, retornou AO Seu deveres. Com a morte de um de Morte Com Maximus Maximus era desejado ardentemente como bispo, mas ele convenceu o povo a escolher um outro, mais velho no sacerdócio. elementos era ansiosamente Desejada Como bispo, convenceu o elemento Mas um povo escolher hum Outro, Mais velho sem sacerdócio. O remanescente de sua propriedade ter sido confiscados durante a perseguição, ele se recusou a levá-la de volta, e para a sua subsistência alugado três hectares de terra, que ele lavrados com suas próprias mãos. O Remanescente de Propriedade ter SIDO SUA confiscados nd Perseguição, elementos si só recusou um lev-la de volta, e parágrafo um SUA subsistência hectares alugado Três de terra, Que elementos lavrados com Mãos SUAS proprias. O que ficou mais que ele deu aos pobres, e se ele tivesse duas camadas, a qualquer momento ele invariavelmente deu-lhes o melhor. O Que Mais ficou DEU EAo Pobres, e si elementos tinha Dois casacos, um QUALQUÉR Momento elementos invariavelmente DEU-lhes o Melhor. Ele viveu até uma idade avançada e morreu 14 de janeiro (dia em que ele é comemorado), mas o ano de sua morte é incerta. Elementos viveu ATÉ UMA IDADE Avançada e Morreu 14 de janeiro (dia los Que elementos comemorado é), Mas o Ano de SUA Morte e incerta. Cinco Cinco igrejas Igrejas foram construídas em sua honra, fora Nola, onde seus restos mortais são mantidos, mas algumas relíquias também estão em Roma e Benevento. St. foram construidos los SUA Honra, fóruns Nola, Onde SEUS restos Mortais São mantidos, Mas ALGUMAS Relíquias estao also in Roma e Benevento. São Paulino, que Paulino, Que agiu como agiu porter para um destes Como porteiro Desses de hum Igrejas igrejas, atesta a numerosas peregrinações feitas em honra de, Atesta um peregrinações numerosas feitas los Honra de Felix Felix. . Os poemas e letras de Os poemas e cartas de Paulino Paulino no em Felix Felix são a fonte de onde St. São uma Fonte de Onde São Gregório de Tours, Beda Venerável, eo padre Gregório de Tours, Beda Venerável, EO padre Marcelo Marcellus tiraram suas biografias (ver Paulino de Nola). temperatura atraído SUAS BIOGRAFIAS (ver Paulino de Nola). Há um outro HA hum Outro Félix de Nola, bispo e mártir sob um de Félix de Nola, bispo e Mártir soluço hum Prefeito Prefeito Marciano Marciano. . Ele é considerado por alguns como sendo o mesmo que o acima. Elementos e considerado Por alguns Como Sendo o MESMO Que o acima.

Fonte:

 Enciclopédia Católica

Lepanto

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Diretório de Mídias Católicas

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Portal Um -Continente Digital do Povo de Deus

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Fonte: Um Continente Digital

Portal 1.º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil (SECOBB)

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Fonte:

Agência Ecclesia

Lista dos Papas por orem alfabética

Adeodato I (615-618)
Adeodato II (672-676)
Adriano I (772-795)
Adriano II (867-872)
Adriano III (884-885)
Adriano IV (1154-1159)
Adriano V (1276)
Adriano VI (1522-1523)
Ágapto (678-681)
Agápto I (535-536)
Agápto II (946-955)
Alexandre I (107-115)
Alexandre II (1061-1073)
Alexandre III (1159-1181)
Alexandre IV (1254-1261)
Alexandre V (desconsiderado pelo Concilio de Pisa - 1409) 
Alexandre VI (1492-1503)
Alexandre VII (1655-1667)
Alexandre VIII (1689-1691)
Anacleto (ou Cleto) (76-88)
Anastácio I (399-401)
Anastácio II (496-498)
Anastácio III (911-913)
Anastácio IV (1153-1154)
Aniceto (155-166)
Antero (235-236)
Benedito I (575-579)
Benedito II (684-685)
Benedito III (855-858)
Benedito IV (900-903)
Benedito V (964)
Benedito VI (973-974)
Benedito VII (974-983)
Benedito VIII (1012-1024)
Benedito IX (1032-1045)
Benedito IX (1045)
Benedito IX (1047-1048)
Benedito X (nunca houve um papa com esse nome)
Benedito XI (1303-1304)
Benedito XII (1334-1342)
Benedito XIII (1724-1730)
Benedito XIV (1740-1758)
Benedito XV (1914-1922)
Benedito XVI (2005 - )
Bonifácio I (418-422)
Bonifácio II (530-532)
Bonifácio III (607)
Bonifácio IV (608-615)
Bonifácio V (619-625)
Bonifácio VI (896)
Bonifácio VII (considerado antipapa)
Bonifácio VIII (1294-1303)
Bonifácio IX (1389-1404  ] 
Caio (283-296)
Calisto I (217-222)
Calisto II (1119-1124)
Calisto III (1455-1458)
Celestino I (422-432)
Celestino II (1143-1144)
Celestino III (1191-1198)
Celestino IV (1241)
Celestino V (1294)
Clemente I (88-97)
Clemente II (1046-1047)
Clemente III (1187-1191)
Clemente IV (1265-1268)
Clemente V (1305-1314)
Clemente VI (1342-1352)
Clemente VII (1523-1534)
Clemente VIII (1592-1605)
Clemente IX (1667-1669)
Clemente X (1670-1676)
Clemente XI (1700-1721)
Clemente XII (1730-1740)
Clemente XIII (1758-1769)
Clemente XIV (1769-1774)
Cónon (686-687)
Constantino (708-715)
Cornélio (251-253)
Damaso I (366-383)
Damaso II (1048)
Dionísio (260-268)
Dono (676-678)
Eleutério (175-189)
Estéfano I (254-257)
Estéfano II (752)
Estéfano III (752-757)
Estéfano IV (767-772)
Estéfano V (816-817)
Estéfano VI (885-891)
Estéfano VII (896-897)
Estéfano VIII (929-931)
Estéfano IX (939-942)
Estéfano X (1057-1058)
Eugênio I (655-657)
Eugênio II (824-827)
Eugênio III (1145-1153)
Eugênio IV (1431-1447)
Eusébio (309 - 310)
Eutiquiano (275-283)
Evaristo (98-107)
Fabiano (236-250)
Félix I (269-274)
Felix II (III) (483-492)
Félix III (IV) (526-530)
Formoso (891-896)
Gelásio I (492-496)
Gelásio II (1118-1119)  Gregório I (590-604)
Gregório II (715-731)
Gregório III (731-741)
Gregório IV (827-844)
Gregório V (996-999)
Gregório VI (1045-1046)
Gregório VII (1073-1085)
Gregório VIII (1187)
Gregório IX (1227-1241)
Gregório X (1271-1276)
Gregório XI (1370-1378)
Gregório XII (1406-1415)
Gregório XIII (1572-1585)
Gregório XIV (1590-1591)
Gregório XV (1621-1623)
Gregório XVI (1831-1846)
Higino (136-140)
Hilário (461-468)
Honório I (625-638)
Honório II (1124-1130)
Honório III (1216-1227)
Honório IV (1285-1287)
Hormisdas (514-523)
Inocêncio I (401-417)
Inocêncio II (1130-1143)
Inocêncio III (1198-1216)
Inocêncio IV (1243-1254)
Inocêncio V (1276)
Inocêncio VI (1352-1362)
Inocêncio VII (1406-1406)
Inocêncio VIII (1484-1492)
Inocêncio IX (1591)
Inocêncio X (1644-1655)
Inocêncio XI (1676-1689)
Inocêncio XII (1691-1700)
Inocêncio XIII (1721-1724)
João I (523-526)
João II (533-535)
João III (561-574)
João IV (640-642)
João V (685-686)
João VI (701-705)
João VII (705-707)
João VIII (872-882)
João IX (898-900)
João X (914-928)
João XI (931-935)
João XII (955-963)
João XIII (965-972)
João XIV (983-984)
João XV (985-996)
João XVI (considerado antipapa)
João XVII (1003)
João XVIII (1003-1009)
João XIX (1024-1032)
João XX (nunca houve um papa com esse nome)
João XXI (1276-1277)
João XXII (1316-1334)
João XXIII (1958-1963) 
João Paulo I (1978)
João Paulo II (1978 - 2005)
Júlio I (337-352)
Júlio II (1503-1513)
Júlio III (1550-1555)
Lando (913-914)
Leão I Magno (440-461)
Leão II (682-683)
Leão III (795-816)
Leão IV (847-855)
Leão V (903)
Leão VI (928)
Leão VII (936-939)
Leão VIII (963-964)
Leão IX (1049-1054)
Leão X (1513-1521)
Leão XI (1605)
Leão XII (1823-1829)
Leão XIII (1878-1903)
Líbero (352-366)
Lino (67-76)
Lúcio I (253-254)
Lúcio II (1144-1145)
Lúcio III (1181-1185)
Marcelino (296-304)
Marcelo I (308-309)
Marcelo II (1555)
Marco (336)
Marino I (882-884)
Marino II (942-946)
Martinho I (649-655)
Martinho II e III (nunca houve papas com esses nomes)
Martinho IV (1281-1285)
Martinho V (1417-1431)
Miltíades (311-314)
Nicolau I, o Grande (858-867)
Nicolau II (1058-1061)
Nicolau III (1277-1280)
Nicolau IV (1288-1292)
Nicolau V (1447-1455)
Pascoal I (817-824)
Pascoal II (1099-1118)
Paulo I (757-767)
Paulo II (1464-1471)
Paulo III (1534-1549)
Paulo IV (1555-1559)
Paulo V (1605-1621)
Paulo VI (1963-1978)
Pedro (32-67) (o primeiro p/os católicos)
Pelágio I (556-561)
Pelágio II (579-590)  Pio I (141-155)
Pio II (1458-1464)
Pio III (1503)
Pio IV (1559-1565)
Pio V (1566-1572)
Pio VI (1775-1799)
Pio VII (1800-1823)
Pio VIII (1829-1830)
Pio IX (1846-1878)
Pio X (1903-1914)
Pio XI (1922-1939)
Pio XII (1939-1958)
Ponciano (230-235)
Romano (897)
Sabiniano (604-606)
Sérgio I (687-701)
Sérgio II (844-847)
Sérgio III (904-911)
Sérgio IV (1009-1012)
Severino (640)
Silvério (536-537)
Silvestre I (314-335)
Silvestre II (999-1003)
Silvestre III (1045)
Símaco (498-514)
Simplício (468-483)
Sírico (384-399)
Sisino (708)
Sixto (ou Xisto) I (115-125)
Sixto II (257-258)
Sixto III (432-440)
Sixto IV (1471-1484)
Sixto V (1585-1590)
Sóter (166-175)
Telésforo (125-136)
Teodoro I (642-649)
Teodoro II (897)
Urbano I (222-230)
Urbano II (1088-1099)
Urbano III (1185-1187)
Urbano IV (1261-1264)
Urbano V (1362-1370)
Urbano VI (1378-1389)
Urbano VII (1590)
Urbano VIII (1623-1644)
Valentino (827)
Víctor I (189-199)
Victor II (1055-1057)
Victor III (1086-1087)
Vigílio (537-555)
Vitaliano (657-672)
Zacarias (741-752)
Zefirino (199-217)
Zósimo (417-418) 

PAPAS CATÓLICOS

O catolicismo é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. Nenhuma história conta mais sobre os últimos 2 000 anos da presença humana no planeta do que a  Igreja Católica. O termo católico deriva do grego katholikos, que quer dizer universal, exprimindo, pois, a idéia de uma igreja que pode levar a salvação a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. A sua doutrina baseia-se na canonização dos cristãos que de tornaram mártires na defesa da fé ou realizado atos milagrosos, reconhecendo-os como santos. Seus fiéis veneram estes santos como intermediários entre os homens e Deus. A dogmática Maria, mãe de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição, teria nascido sem pecado e concebido seu filho virgem. Cconsiderada a principal intermediária entre os católicos e seu filho divino, teria ascendido aos céus em corpo e alma. A veneração aos santos e os dogmas marianos são dois dos principais pontos que distinguem os católicos romanos dos demais cristãos, especialmente os protestantes ou autoditos evangélicos.
A Igreja Católica Romana tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do papa, que é eleito por um colegiado superior de prelados. O chefe supremo da Igreja Católica, considerado infalível desde 1870, também é chamado de Pontífice Romano ou Sumo Pontífice. Sua veste habitual é a sataina branca. Entre os ornamentos que lhe são reservados, merecem destaque a tiara e o anel de São Pedro. É também soberano do Estado do Vaticano, tem um corpo diplomático e tem como seu principal colaborador o secretário de Estado.
A sede da Igreja Católica Romana fica no Vaticano, um pequeno Estado independente no centro de Roma, Itália. O Estado da Cidade do Vaticano, com seus 0,44 quilômetros quadrados de superfície, o menor e o menos populoso país do mundo e que se encontra dentro da cidade de Roma, Itália, separado com cerca de 4 quilômetros de fronteira, foi fundado com o Pacto de Latrão, firmado entre a Igreja e o governo italiano, através de Benito Mussolini, em 11 de fevereiro (1929), durante o pontificado de Pio XI, encerrando uma luta de seis décadas depois do desmoronamento dos Estados Pontifícios.
O Pacto de Latrão foi assinado pelo Cardeal Gasparri, então o Cardeal Secretário de Estado da Santa Sé. Por esse tratado, o governo italiano reconhecia o Vaticano como Estado soberano. Por seu lado, a Santa Sé cedia à Itália todas as terras dos antigos Estados Pontifícios, que o Papa havia governado desde o século V até 1870, quando o Piemonte tomou à força os territórios pontifícios. Entre 1870 e 1929, os Papas se consideravam prisioneiros no Vaticano, com relações cortadas com o Estado italiano, que conquistara Roma pela força.
O título de papa não existia antes de 306 e até 325, com o Concílio de Nicéia, exercia apenas a função de um metropolita, como bispo de Roma. Anteriormente o nome Papa era dado a todos os bispos da Igreja Católica. Aos poucos, foi reservado ao bispo de Roma, também patriarca do Ocidente e primaz da Itália. Em 609 foi instituído o papado, com poder central, mantendo sob suas rédeas toda a hierarquia romana. Em 1074, Gregório VII criou o celibato, proibindo o casamento para os papas. No ano seguinte, os padres casados se divorciaram. Em 1303, a Igreja Católica Apostólica Romana proclamou-se a única e verdadeira e só nela o homem encontraria a salvação. Em 1864 a autoridade do papa foi declarada sobre toda a Igreja, em concílio realizado no Vaticano e no ano de 1870 foi declarada a infalibilidade do Papa. Das organizações do tempo do Império Romano, o Papado foi a única que sobreviveu.
Na Lista de todos os Papas da Igreja Católica, entre os sucessores de São Pedro até o 266º.- Bento XVI, ou Benedito XVI (Joseph Ratzinger) foram 212 italianos, 17 franceses, 11 gregos, 6 sírios, 6 alemães, 3 espanhóis, 3 norte-africanos, 2 dálmatas (croatas), 2 portugueses, 1 inglês, 1 neerlandês, 1 cretense (grego) e 1 polaco. Desde a Idade Média os papas são eleitos por um colégio especial de cardeais. Com o decreto de Gregório X, no início do século XIII, o conclave torna-se uma votação secreta para evitar a interferência de pressões externas. Atualmente existem cerca de 150 cardeais no mundo, dos quais aproximadamente 120 têm direito a votar. A escolha do novo papa começa com uma missa solene na Basílica de São Pedro. Depois, os cardeais se dirigem à Capela Sistina, onde é realizada a eleição, que pode durar vários dias. Durante esse processo, eles ficam incomunicáveis e são proibidos de deixar o local da votação.
Nesta lista sucessória tradicionalmente aceita pela Igreja Católica, com indicação dos seus anos de papado, encontram-se algumas curiosidades, especialmente na numeração. Por exemplo, nunca houve um papa com o nome de João XX, nem Martinho II e III, ou um Bento X. Os nomes mais comuns são João (21), Gregório (16), Bento (14), Clemente (14) e Inocêncio e Leão (13). Outras curiosidades interessantes: 1 - Nas listas em português Estêvão e Estéfano representam o mesmo papa assim como Benedito e Bento; 2 - Entre a morte de Clemente IV(1268) e a indicação de Gregório X (1271), decorreu o mais longo "periodo eleitoral"; 3 - Bento IX assumiu a Igreja católica três vezes: entre 1032 e 1044 (quando foi deposto), em 1045 (renunciou após um mês) e entre 1047 e 1048; 4 - Ao assumir o pontificado, em 1978, o papa polonês Karol Wojtyla adotou o nome de João Paulo II e tornou-se no primeiro não italiano eleito para o cargo em 456 anos e, sob sua liderança, a Igreja Católica pôs em dúvida a infalibilidade papal ao, por exemplo, admitir pioneiramente ter cometido erros durante a Inquisição.
Nas listas papais sempre aparecem nomes de antipapas, para a Igreja falsos papas, usurpadores da jurisdição do legítimo. Os verdadeiros antipapas foram Hipólito (222-235), Novaciano (251-258), Eulálio (418-419), Lourenço (498-505), Dióscoro (530), Teodoro II (687), Pascoal I (687-692), Constantino II (767), Filipe (767), João VIII (844), Anastácio III (855) e João XVI (993). Bonifácio VII (974/984-985) aparece para uns historiadores como antipapa e para outros especialistas como um pontífice eleito paralelamente.
Urbano VI (1378-1389), não pôde evitar os antipapas de Avinhão, Clemente VII (1378-1394) e Bento XIII (1394-1423), que criaram o Cisma do Ocidente, que durou mais de 40 anos. Como papa Gregório XII (1406-1415) viveu o período mais triste do cisma avinhonense, com três sedes papais: Ele, em Roma, Bento XIII, em Avinhão (1394-1423), e Alexandre V, em Pisa (1409-1410). Ao Concilio de Pisa (1409), nem Alexandre nem Benedito compareceram e ambos foram considerados depostos. No Concílio de Cividale del Friuli, próximo a Aquileia (1409), Bento e Alexandre foram acusados de cismáticos, de cometer perjúrios e de serem devastadores da Igreja. Quando Alexandre morreu (410), os cardeais de Pisa elegeram o antipapa João XXIII (1410-1415).
Algumas listas também consideram antipapas Félix II (353-365), Ursino (366-367), Cristóvão (903-904) e Félix V (VI) (1439-1449). 

Fonte:

O ESTADO DO VATICANO



Mapa do Vaticano com destaque para a localização da Basílica e a Praça de São Pedro, local de contato do Papa com a multidão de fiéis que visitam a Santa Sé diariamente. 



Vista frontal da Basílica
e a Praça de São Pedro

O Estado do Vaticano é o menor país independente do mundo e a última monarquia absolutista da Europa. Um minúsculo território independente de 44 hectares em Roma, sob jurisdição pontifícia, que tem sua existência calcada espiritualmente na criação do cristianismo e politicamente nos extintos Estados Pontifícios.
Os Estados Pontifícios ou Estados Papais foram fundados (752) pelo papa Estêvão III, e codificado quase trinta anos depois (781). Ocupavam uma grande área, basicamente no centro da península itálica e tinha um governo teocrático com capital Roma, com língua oficial latim e religião católica, sob a autoridade civil dos Papas.
Também chamado de Estados da Igreja, eram formados por um aglomerado de territórios, que se mantiveram como um estado independente por mais de onze séculos (756-1870).
O Vaticano é o resultado de uma longa história de mais de dois milênios, desde os tempos em que o papa era apenas o bispo de Roma, uma entre muitas lideranças vinculadas às origens do cristianismo, quando Roma virou centro da seita judaica originada no Oriente Médio.
Com a instituição a sede episcopal de Roma, os fiéis poderosos, especialmente os imperadores cristãos, foram fazendo doações de bens territoriais à Igreja romana, abrangendo áreas até mesmo fora da península italiana. Criou-se, então, o que se conheceu como Patrimônio de São Pedro, administrado pelos papas católicos que ganharam autênticas prerrogativas de chefes de estado através da Pragmática Sanção (554) promulgada pelo imperador Justiniano I, inclusive a de possuir um respeitável exército, que em algumas ações esteve sob o comando do próprio pontífice.
Com o declínio da influência do Império Bizantino sobre Roma, o distanciamento em relação ao império do Oriente tornou-se cada vez mais profundo, a ponto do papa Constantino I, enfrentar o imperador Filípico Bardanes, chamando-o de herege. Durante a ofensiva do lombardo Astolfo contra Roma, o papa Estêvão II pediu socorro ao rei dos francos, Pepino, o Breve. Depois da derrota de Astolfo, o pontífice recebeu o domínio temporal de um Estado que compreendia o antigo exarcado de Ravenna, os bispados de Rimini, Pesaro, Fano, Senigallia e Ancona e a região de Roma.
O papa Estêvão II exibiu um documento de três anos antes, de autenticidade duvidosa e que chamaria de Doação de Constantino, segundo o qual o imperador bizantino havia cedido ao papa Silvestre I, para si e seus sucessores, não só o palácio de São João de Latrão, mas também a possessão de toda a península Itálica e a dignidade imperial.
Assim surgia um Estado que haveria de perdurar durante mais de onze séculos (756-1870). Pêlos seus corredores passariam reis, criaram-se e decidiram-se guerras, o melhor da arte e até alguns santos, escrevendo uma página da história humana correspondente a mais de onze séculos. Em seu auge, pontífices se consideravam os senhores do mundo, desencadeavam disputas e tomavam decisões de todas as naturezas, em nome de Deus.
A autonomia começou a cair quando uma primeira parte do território foi anexada pelo Reino da Itália (1860) e terminou com a anexação do restante (1870) pelos nacionalistas peninsulares.
A Itália meridional nunca formou parte dos Estados Pontifícios e com o surgimento dos movimentos revolucionários nacionalistas italianos do século XIX, originaram-se fortes correntes políticas pela unidade nacional. Em meados do século as rebeliões contra a autoridade papal eram freqüentes. Finalmente, algumas cidades da Romanha resolveram anexar-se ao reino de Sardenha (1860) do rei Victor Manuel II, que entrou em guerra contra o pontífice Pio IX pelo controle das regiões da Umbria e das Marcas. Com as derrotas militares em Castelfidardo e em Ancona (1860), o estado papal perdeu aquelas regiões que, em união com a Toscânia, Parma e Módena e o reino de Sardenha, passaram a se chamar de Reino de Itália.
Com a deflagração da guerra franco-prussiana, os Estados Pontifícios apoiaram os francos, enquanto o Reino da Itália apoiou os Austríacos. O exército de oito mil soldados do papa Pio IX não foi páreo para as divisões reais, que entravam em Roma (1870) e declararam a cidade capital do Reino de Itália. Estabelecida a corte do rei Victor Emanuel II no Palácio do Quirinal, decretou-se o fim dos Estados Papais com a anexação do restante dos territórios pontifícios.
Somente 59 anos depois, em 11 de fevereiro (1929), quando as portas do Palácio de Latrão, quartel-general da Cúria Romana, se abriram para a entrada do homem mais temido da Itália, o ditador Benito Mussolini, chefe do regime fascista que governava o país, é que o desejo da volta de um estado católico politicamente independente voltou a ser real.
Mussolini queria que a Igreja reconhecesse oficialmente o regime e a Igreja queria recuperar o que havia perdido, durante o processo da unificação italiana, ou seja, o direito a um Estado soberano. Naquele mesmo dia, Mussolini assinou o Tratado  de Latrão, que concedia ao papa Pio XI um território independente dentro de Roma e, em troca, a Igreja reconhecia o tirano como legítimo titular do governo da Itália como estado soberano.
Nascia assim, o Estado do Vaticano como ele é hoje: o menor país independente do mundo, com um território de 44 hectares, em Roma, mas sob jurisdição pontifícia.

Fonte:


Lucas, 18 de Outubro

Evangelista (+ séc. I)

Segundo São Paulo, era médico:  «Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas» (Colossenses 4,14).


Exercia a profissão de médico em Antioquia, quando foi convertido por São Paulo, que o chama de "médico bem amado". Acompanhou o Apóstolo dos Gentios em várias viagens missionárias e esteve com ele no cárcere. Possuía sólida cultura científica e literária, tendo escrito o terceiro Evangelho e os Atos dos Apóstolos. Segundo uma antiga tradição, foi pintor e deixou um retrato da Santíssima Virgem. Não se conhece com certeza como foi o término de sua vida terrena. Embora uma tradição autorizada assegure que foi mártir, um documento do século III diz que morreu de morte natural aos 74 anos de idade, solteiro e virgem, com a alma cheia do Espírito Santo.

Evangelista cristão de formação grega nascido em Antióquia, na Síria, autor do terceiro dos evangelhos sinóticos e dos Atos dos Apóstolos, seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento. Por seu estilo literário, acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada e, de acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e tinha talento para a pintura. Converteu-se ao cristianismo e tornou-se discípulo e amigo de Paulo de Tarso, porém segundo seu próprio relato, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus Cristo, pois ainda era muito criança quando o Messias foi crucificado. Paulo o chamava de colaborador e de médico amado e segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das Cartas de São Paulo, que constituem os únicos dados biográficos autênticos, acompanhou o apóstolo em sua segunda viagem missionária de Trôade a Filipos, onde permaneceu por seis anos seguintes. Depois novamente acompanhou Paulo, desta vez  numa viagem de Filipos a Jerusalém (57-58). Também esteve presente na prisão do apóstolo em Cesaréia e o acompanhou até Roma. Com a execução do apóstolo e seu mestre (67), deixou Roma e, de acordo com a tradição cristã, enquanto escrevia seu Evangelho, teria pregado em Acaia, na Beócia e também na Bitínia, onde teria morrido (70). Porém existem várias versões sobre o local e como morreu. Uma versão registra que foi martirizado em Patras e, segundo outras, em Roma, ou ainda em Tebas. Comprometido com a verdade histórica, registrou em seu evangelho o que ouvira diretamente dos apóstolos e discípulos que testemunharam a vida de Jesus. Uma tradição bizantina mais tardia, no século VI, quase com certeza apócrifa, considera que ele também se dedicava à pintura e chegou a lhe atribuir alguns retratos de Maria, mãe de Jesus. O exame do vocabulário de seu Evangelho levou a crítica moderna a confirmar a antiga tradição de que era um médico e excelente escritor, preocupado em manter-se fiel aos fatos históricos e, politicamente, com as injustíças sociais. Seu símbolo como evangelista é o touro e, na tradição litúrgica, seu dia é comemorado em 18 de outubro.

OBS.:

Os outros evangelhos sinóticos são os de Marcos e o de Mateus. Os três Evangelhos são assim chamados porque permitem uma vista de conjunto, dada a semelhança de suas versões e apresentam Jesus como uma personagem humana destacando-se dos comuns pelas suas ações milagrosas. O Quarto Evangelho, o de João, descreve um Jesus como um Messias com um carácter divino, que traz a redenção absoluta ao mundo, relatando a história de Jesus de um modo substancialmente diferente, pelo que não se enquadra nos sinópticos. Em bom português sinóptico vem do grego synoptikós, que significa de um só golpe de vista entender várias coisas. Relativo a sinopse; que tem forma de sinopse; resumido.

Fonte:






Inácio de Antioquia, 17 de Outubro

Bispo e Mártir (+ Roma, 107)

Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação.



Foi  bispo de Antioquia, sucedendo a São Pedro e Santo Evódio. Já idoso, levaram-no prisioneiro a Roma. Tendo sabido que os cristãos da Cidade Eterna faziam esforços para libertá-lo, escreveu-lhes uma carta célebre, em que dizia que seu mais veemente anseio era ser triturado pelos dentes das feras, como o trigo é moído para se transformar no pão que é apresentado ao Senhor. Sofreu, efetivamente, glorioso martírio no Coliseu, lançado às feras. É considerado um dos mais ilustres Padres Apostólicos, e dele restam escritos de grande valor teológico e incomparável beleza literária.

Confira as cartas escritas por ele:

Patrístico do período pré-nissênico foi o segundo bispo de Antióquia, assumindo a chefia desta comunidade depois de Evódio. Alguns estudiosos o consideram o terceiro bispo de Antioquia, pois consideram São Pedro (10 a. C. - 67)  o primeiro bispo, por este ter fundado esta comunidade. Também cognominado Theoforos que significa carregado por Deus, por ser identificado como a criança que Nosso Senhor Jesus Cristo tomou nos braços. Tornou-se célebre por sua peregrinação forçada, em cadeias, de Antioquia a Roma (~100-107). Nas paradas que fazia para descanso, escrevia à comunidades que o tinham recebido ou que lhe enviara representantes. Condenado em Roma durante o reinado (98-117) de Trajano (53-117) e, prestes a ser martirizado, a força de sua fé ficou demonstrada em uma Carta aos Romanos: "... Deixem-me ser pasto das feras, pelas quais chegarei a Deus. Sou o trigo de Deus, moído pelos dentes das feras para tornar-me o pão duro de Cristo... Quando o mundo não puder mais ver  o meu corpo, serei verdadeiramente discípulo de Cristo.". Na Liturgia Oriental sua memória é celebrada no dia 17 de outubro, enquanto que na Ocidental é celebrado no dia 1º de Fevereiro.
OBS:

A cidade de Antióquia foi fundada (300 a. C.) por Seleuco I Nicátor (354-281 a. C.), general de Alexandre Magno (356-323 a. C.) e herdeiro da satrapia da Babilônia, com o nome de Antiokheia, ou seja, cidade de Antíoco, em homenagem a seu pai e general de Filipe II da Macedônia (382-336 a. C.), este pai de Alexandre, hoje chamada de Antakya, na Turquia. Tornou-se a capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico. Conquistada pelos romanos (64 a. C.), conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do império depois de Roma e Alexandria, chegando a abrigar 500 mil habitantes. Evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé, tornou-se uma metrópole religiosa, sede de um patriarcado e centro de numerosas controvérsias, entre elas o arianismo, o monofisismo e nestorianismo.

Fonte:







GOVERNO ECLESIÁSTICO

A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos à medida  que surgiam - geralmente de um modo muito informal.

Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas às igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O Novo Testamento não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo Espírito Santo (At 20.28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14.23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes para o ministério. Alguns  ministros chamados  evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa "homens que manuseiam o evangelho". Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem  um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.

Algumas cartas do Novo Testamento referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um tanto confuso, visto que esses "bispos" não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20.28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1.5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisionar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros  da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.

Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o Espírito Santo concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (1Co 12.28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.

A igreja primitiva não possuía um centro terreno de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20.28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar  os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, "que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o corpo de Cristo   (Ef 1.23),  que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Jesus voltaria para o seu povo, a "noiva" de Cristo (Ap 21.2; 22.17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12).

PADRÕES DE ADORAÇÃO
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Não temos um quadro claro da adoração Cristã primitiva até 150 d.C., quando Justino Mártir descreveu os cultos típicos de adoração. Sabemos que a igreja primitiva realizava seus serviços no domingo, o primeiro dia da semana. Chamavam-no de "o Dia do Senhor" porque foi o dia em que Cristo ressurgiu dos mortos. Os primeiros cristãos reuniam-se no templo em Jerusalém, nas sinagogas, ou nos lares (At 2.46; 13.14-16; 20.7-8). Alguns estudiosos crêem que a referência aos ensinos de Paulo na escola de Tirano (At 19.9) indica que os primitivos cristãos às vezes alugavam prédios de escola ou outras instalações. Não temos prova alguma de que os cristãos tenham construído instalações especiais para seus cultos de adoração durante mais de um século após o tempo de Cristo. Onde os cristãos eram perseguidos, se reuniam em lugares secretos como as catacumbas (túmulos subterrâneos) de Roma.

Crêem os eruditos que os primeiros cristãos adoravam nas noites de domingo, e que seu culto girava em torno da Ceia do Senhor. Mas nalgum  ponto os cristãos começavam a manter dois cultos de adoração no domingo, conforme descreve Justino Mártir - um bem cedo de manhã e outro ao entardecer. As horas eram escolhidas por questão de segredo e para atender às pessoas trabalhadoras que não podiam comparecer aos cultos de adoração durante o dia.

ORDEM NO CULTO 
Geralmente o culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. O serviço improvisado de adoração dos cristãos no dia de Pentecostes sugere um padrão de adoração que podia ter sido geralmente adotado. Primeiro Pedro leu as Escrituras, depois pregou um sermão que aplicou as Escrituras à situação presente dos adoradores (At 2.14-36). As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas, seguindo o exemplo do próprio Senhor.  Os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação (1Co 14.26).

A CEIA DO SENHOR 
Os primitivos cristãos tomavam a refeição simbólica da Ceia do Senhor para  comemorar a Última Ceia, na qual Jesus e seus discípulos observaram a tradicional festa judaica da Páscoa. Os temas dos dois eventos eram os mesmo. Na Páscoa os judeus regozijavam-se porque Deus os havia libertado de seus inimigos e aguardavam com expectação o futuro como filhos de Deus. Na  Ceia do Senhor, os cristãos celebravam o modo como Jesus os havia libertado do pecado e expressavam sua esperança pelo dia quando Cristo voltaria   (1Co 11.26).  A princípio, a Ceia do Senhor era uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava  com oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.

Algumas pessoas conjeturavam que os cristãos estavam participando de um rito secreto quando observavam a Ceia do Senhor, e inventaram estranhas histórias a respeito desses cultos. O imperador Trajano proscreveu essas reuniões secretas por volta do ano 100 dC. Nesse tempo os cristãos começaram a observar a Ceia do Senhor durante o culto matutino de adoração, aberto ao público.

O BATISMO
O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no tempo de Paulo  (Ef 4.5). Contudo, os cristãos não foram os primeiros a celebrar o batismo. Os judeus batizavam seus convertidos gentios; algumas seitas judaicas praticavam o batismo como símbolo de purificação, e João Batista fez dele uma importante parte de seu ministério. O Novo Testamento não diz se Jesus batizava regularmente seus convertidos, mas numa ocasião, pelo menos, antes da prisão de João, ele foi encontrado batizando. Em todo o caso, os primitivos cristãos eram batizados em nome de Jesus, seguindo o seu próprio exemplo (Mc 1.10; Gl 3.27).

Parece que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo de vários modos - como símbolo da morte de uma pessoa para o pecado (Rm 6.4; Gl 2.12), da purificação  de pecados (At 22.16; Ef 5.26), e da nova vida em Cristo (At 2.41; Rm 6.3). De quando em quando toda a família de um novo convertido era batizada (At 10.48; 16.33; 1Co 1.16), o que pode significar o desejo da pessoa de consagrar a Cristo tudo quanto tinha.

O CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO
O Novo Testamento não apresenta evidência alguma de que a igreja primitiva observava quaisquer dias santos, a não ser sua adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1Co 16.2; Ap 1.10). Os cristãos não observam o domingo como dia de descanso até ao quarto século de nossa era, quando o imperador Constantino designou-o como um dia santo para todo o Império Romano. Os primitivos cristãos não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.

O historiador Eusébio diz-nos que os cristãos celebravam a Páscoa desde os tempos apostólicos; 1Coríntios 5.6-8 talvez se refira a uma Páscoa cristã na mesma ocasião da Páscoa judaica. Por volta do ano 120 d.C., a igreja de Roma mudou a celebração para o domingo após a Páscoa judaica enquanto a igreja Ortodoxa Oriental continuou a celebrá-la na Páscoa Judaica.

CONCEITO DE IGREJA NO NOVO TESTAMENTO
É interessante pesquisar vários conceitos de igreja no Novo Testamento. A Bíblia refere-se aos primeiros cristãos como família e templo de Deus, como rebanho e noiva de Cristo, como sal, como fermento, como pescadores, como baluarte sustentador da verdade de Deus, de muitas outras maneiras. Pensava-se na igreja como uma comunidade mundial única de crentes, da qual cada congregação local era afloramento e amostra. Os primitivos escritores cristãos muitas vezes se referiam à igreja como o "corpo de Cristo" e o "novo Israel".  Esses dois conceitos revelam muito da compreensão que os primitivos cristãos tinham da sua missão no mundo.

O CORPO DE CRISTO
Paulo descreve a igreja como "um só corpo em Cristo" (Rm 12.5) e "seu corpo" (Ef 1.23). Em outras palavras, a igreja encerra numa comunhão única de vida divina todos os que são unidos a Cristo pelo Espírito Santo mediante a fé. Esses participam da ressurreição  (Rm 6.8), e são há um tempo chamados e capacitados  para continuar seu ministério de servir e sofrer para abençoar a outros (1Co 12.14-26). Estão ligados numa comunidade que personifica o reino de Deus no mundo.

Pelo fato de estarem ligados a outros cristãos, essas pessoas entendiam que o que faziam com seus próprios corpos e capacidades era muito importante (Rm 12.1; 1Co 6.13-19; 2Co 5.10). Entendiam que as várias raças e classes tornam-se uma em Cristo (1Co 12.3; Ef  2.14-22), e deviam se aceitar e amarem uns aos outros de um modo que revelasse tal realidade.

Descrevendo a igreja com o corpo de Cristo, os primeiros cristãos acentuaram que Cristo era a cabeça da igreja (Ef 5.23). Ele orientava as ações da igreja e merecia todo o louvor que ela recebia. Todo o poder da igreja para adorar e servir era dom de Cristo.

O NOVO ISRAEL
Os primitivos cristãos identificavam-se com Israel, povo escolhido de Deus. Acreditavam que a vinda e o ministério  de Jesus cumpriram a promessa de Deus aos patriarcas (Mt 2.6; Lc 1.68; At 5.31), e sustentavam que Deus havia estabelecido uma Nova Aliança com os seguidores de Jesus (2Co 3.6; Hb 7.22, 9.15).

Deus, sustentava eles, havia estabelecido seu novo Israel na base da salvação pessoal, e não  em linhagem de família. Sua igreja era uma nação espiritual que transcendia a todas as heranças culturais e nacionais. Quem quer que depositasse fé na Nova Aliança de Deus, rendesse a vida a Cristo, tornava-se descendente espiritual de Abraão e, como tal, passava a fazer parte do "novo Israel" (Mt 8.11; Lc 13.28-30; Rm 4.9-25; Gl 3-4; Hb 11-12).

CARACTERÍSTICAS
Algumas qualidades comuns emergem das muitas imagens da igreja que encontramos no Novo Testamento. Todas elas mostram que a igreja existe porque Deus trouxe à existência. Cristo comissionou seus seguidores a levar avante a sua obra, e essa é a razão da existência da igreja.

As várias imagens que o Novo Testamento apresenta da igreja acentuam que o Espírito Santo a dota de poder e determina a sua direção. Os membros da igreja participam de uma tarefa comum e de um destino comum sob a orientação do Espírito.

A igreja é uma entidade viva e ativa. Ela participa dos negócios deste mundo; demonstra o modo de vida que Deus tenciona para todas as pessoas, e proclamam a Palavra de Deus para a era presente. A unidade e a pureza espirituais da igreja estão em nítido contraste com a inimizade e a corrupção do mundo. É responsabilidade da igreja em todas as congregações particulares mediante as quais ela se torna visível, praticar a unidade, o amor e  cuidado de um modo que mostre que Cristo vive verdadeiramente naqueles que são membros do seu corpo, de sorte que a vida deles é a vida de Cristo neles. 


Fonte:

O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida

Santo Vivo