O ANTIJUDAÍSMO DE JUSTINO MÁRTIR NO DIÁLOGO COM TRIFÃO

Por  JUAN PABLO SENA PERA


Esta dissertação objetiva identificar as linhas mestras que se opõem ao judaísmo no corpo da obra
Diálogo com Trifão, de Justino Mártir, a partir da metodologia engendrada por Norbert Elias, em Os Estabelecidos e os Outsiders. Em conseqüência, pretende retificar o estatuto da obra do filósofo cristão, pretendido por muitos estudiosos como proselitista, tomando-a documento formativo da identidade cristã e de sua dissociação do judaísmo. Para isso, o presente texto investiga e revista o aspecto sócio-cultural e político que deu origem ao cristianismo, o período do judaísmo do Segundo Templo, considerando as ponderações e dicotomias daí resultantes como propiciadoras, no seio da comunidade judaica, à ruptura manifesta na ascensão e disseminação do cristianismo na Roma do século II. 

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Fonte:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

2 comentários:

  1. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

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  2. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

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