Sotero, Papa

Papa de origem grega da igreja cristã romana (166-175) nascido em Fondi, no reino de Nápoles, substituto de Aniceto e  o primeiro pontífice a prescrever, canonicamente, o caráter sacramental da união, apesar de estar já estabelecida desde os primórdios da Igreja. De descendência grega cristã, nasceu e cresceu dentro de uma esmerada educação católica, de forma que tornou-se uma pessoa muito caritativa e amável e grande luminar na Igreja de Cristo. Assim reconhecido, foi escolhido para assumir o governo da Igreja por unanimidade.durante seu pontificado manteve sua preocupação em relação aos problemas e necessidades da Igreja na terra de seus pais. Apesar dos poucos dados biográficos, sabe-se que seu governo foi marcado pela prática da caridade, o zelo e a compaixão pelos mais humildes e a firmeza da fé com relação aos hereges, como se pode concluir pelos fragmentos de uma interessante carta a ele dirigida por Dionisio de Corinto. Promulgou vários decretos canônicos, dentre os quais, um que proibiu as monjas de tocarem os vasos sagrados e corporais, bem como da administração do incenso em cerimônias da Igreja. Tradicionalmente é lembrado pelo seu costume de fazer o bem para todos os irmãos em muitas formas, e enviar esmolas para muitas igrejas em toda cidade, aliviando a pobreza dos que enviavam pedidos e dos irmãos de fé. Dar esmolas já era um velho e tradicional hábito dos romanos que o santo pontífice não só preservou, mas incentivou, além de consolar com palavras abençoadas todos os irmãos que vieram a ele, como um pai amoroso as suas crianças. Coibiu os abusos e ensinou com caridade a verdade. Seu pontificado foi marcado pela cruel e implacável perseguição que o Imperador Marco Aurélio, o imperador filósofo, sob o qual os cristãos foram cruelmente perseguidos. Durante mais esta perseguição contra os cristãos, muitos deles foram lançados aos leões no anfiteatro, outros despedaçados em cadafalsos, e até outros enterrados vivos. Diante  das constantes perseguições e dos espetáculos de horror, dedicava-se em consolar e atender aos fiéis. Publicou instruções, especialmente através de cartas apostólicas, exortando e animando os atormentados cristãos a perseverarem da fé, sempre unidos e obedientes aos ministros da Igreja, para que juntos pudessem sofrer com paciência e resignação todos as investidas e tormentos que surgiam de todos os lados. Pessoalmente visitava lugares subterrâneos e cavernas usadas como refúgio pelos cristãos, levando sua palavra de alento e confiança, aos fiéis perseguidos pela causa de Cristo. Combateu publicamente à heresia de Montano, iniciada quatro anos antes de ser martirizado, elaborando escritos de alta inspiração, que depois foram continuamente empregados pela Igreja para combater vigorosamente o surgimento de novas heresias. Mesmo enfrentando as constantes e cruéis perseguições, não se curvou ao ver os cristãos de Roma, sendo trucidados aos montes e, como todos os seus predecessores, também foi martirizado, dando sua vida em defesa da fé. O papa de número 12 morreu em Roma, foi substituído por Eleutério (175-189) e é comemorado liturgicamente em 22 de abril. Os mártires cristãos puderam contar com o seu auxílio paternal e ele próprio sofreu o martírio e, canonizado, é comemorado a 22 de abril, juntamente com outro papa, mas não mártir, Caio (283-296). Alguns pesquisadores acham que a Segunda Epístola de Clemente,.foi um dos textos de sua autoria.

Fonte:

UFCG

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