CÉSARES E ANTÔNIOS: A HISTORIOGRAFIA ATUAL SOBRE OS MILITARES ROMANOS E AS BIOGRAFIAS PLUTARQUIANAS

RESUMO:  Este  artigo  busca  analisar  as  biografias  plutarquianas,  Vida  de  César  e  Vida  de

Antônio, realizando uma breve comparação entre os dados biografados por Plutarco de Queronéia
e os dados divulgados pela historiografia contemporânea sobre a vida destes dois personagens
romanos.

Palavras-chave: Plutarco – Júlio César – Marco Antônio

As obras de historiadores antigos se constituem em uma importante referência para que
conheçamos os personagens e sociedades que retratam a partir de seus olhares, segundo as suas
próprias concepções. As obras nos deixadas por Plutarco de Queronéia apresentam esta mesma
importância,  uma  vez  que  este  analisa  e  descreve  sociedades  distintas  da  sua,  deixando
transparecer suas próprias opiniões sobre os eventos que narra. Leia o Artigo Completo

Fonte:
NATÁLIA FRAZÃO JOSÉ

Alétheia - Revista de estudos sobre Antigüidade e Medievo, Volume 2, Agosto/Dezembro de
2009 - ISSN: 1983-2087



A doutrina de Justino sobre Cristo

SÃO JUSTINO

O ponto de partida de Justino é que a razão ou Logos germinal é aquilo que une os homens a Deus e lhes dá conhecimento dEle. Antes da vinda de Cristo os homens possuíam como que sementes do Logos e foram capazes de chegar a facetas fragmentárias da verdade. O Logos, porém, agora,
"tomou forma e se fêz carne" 

em Jesus Cristo, encarnando-se inteiramente nEle.

Referências:  S. Justino:1 Apol. 32,8; 5,4.
Idem: 2 Apol. 8,1; 10,2; 13,3; 10,1.

O Logos é aqui concebido como a inteligência ou o pensamento racional do Pai; mas Justino afirmou que Ele não era distinto do Pai somente pelo nome, mas era numericamente distinto também.
Referências:  S. Justino: Dial. 128,4. 
Provas de que o Logos é outro que não o Pai. 
  Que o Verbo é outro que não o Pai pode ser mostrado:
 Pelas aparições de Deus no Velho Testamento,  
  como por exemplo, a Abraão entre os carvalhos de Manre, o que sugere que
"abaixo do Criador de todas as coisas,
existe um outro que é,
e é chamado,
Deus e Senhor", 

já que é inconcebível que o
"Mestre e Pai de todas as coisas
tivesse abandonado
todos os seus afazeres supra celestes
e se tornado visível
em um diminuto recanto do mundo". 


 
B. Pelas freqüentes passagens do Velho Testamento,  
  como por exemplo, em Gênesis 1, 26:
"Façamos o homem
à nossa imagem e semelhança", 

que representam Deus como que conversando com um outro, que presumivelmente é um ser racional como Ele mesmo.


Pelos textos que tratam da sabedoria, como Provérbios 8,22 e seguintes:

"O Senhor possuíu-me
no início de seus caminhos,
desde o princípio,
antes que fizesse suas obras.
Na eternidade fui concebida,
desde épocas antigas,
antes que a terra fosse feita", 

já que todos concordam que o gerado é diverso do gerante.
 Referências:  S. Justino: Dial. 56,4; 60,2; 62,2; 129,3 ss; 61,3-7; 62,4. 

 O Verbo é divino. 

  Embora diverso do Pai, o Verbo é divino, diz São Justino:
"Sendo Verbo
e primogênito de Deus,
Ele também é Deus".
"Assim, portanto,
Ele é adorável,
Ele é Deus", e
"nós adoramos e amamos,
depois de Deus,
o Logos derivado de Deus
incriado e inefável,
vendo que por nossa causa
Ele se fêz homem". 

Referências:  S. Justino: 1 Apol. 63,15;
Idem: Dial. 63,5;
Idem: 2 Apol. 13,4. 

 As funções do Logos. 

  À parte a Encarnação, as funções especiais do Logos são, de acordo com Justino, ser o agente do Pai em criar e ordenar o Universo, e revelar a verdade aos homens.
Referências:  S. Justino: 1 Apol. 59; 64,5; 5,4; 46; 63,10;
Idem: 2 Apol. 6,3; 10,1. 

 
 A natureza do Logos. 

  No que diz respeito à sua natureza, enquanto os outros seres são coisas feitas ou criaturas, o Logos é "gerado" de Deus, sua "criança" e "filho único":
"Antes de todas as criaturas", 

diz ainda Justino,
"Deus gerou,
no início,
uma potência racional
além de si mesmo". 

Por esta geração, entretanto, Justino não se refere à origem última do Logos ou razão do Pai, o que ele não discute; mas sua emissão para os propósitos da criação e revelação.
Esta geração ou emissão não acarreta, porém, nenhuma separação entre o Pai e seu Filho. Nós observamos em muito a mesma coisa quando um fogo é acendido de outro: o fogo do qual é acendido não é diminuído, mas permanece o mesmo, enquanto que o fogo que é acendido dele é visto existir por si mesmo sem diminuir o fogo original.

Referências:  S. Justino: 2 Apol. 6,3;
Idem: Dial. 62,4; 61,1; 100,2; 125,3; 105,1; 61,2;
Idem:1 Apol. 21,1.

Fonte:

O Verbo nos Escritos dos Padres Apologistas

O adocionismo,O Monarquianismo e o Sabelianismo

O adocionismo foi a teoria de que Cristo era um simples homem sobre o qual desceu o Espírito de Deus. Originou-a um mercador de couro bizantino chamado Teodoto, que a trouxe até Roma em torno do ano 190.  Teodoto sustentava que até o seu batismo Jesus viveu a vida de um homem ordinário, com a diferença, porém, que havia sido um homem supremamente virtuoso. O Espírito, ou Cristo, então desceu sobre Ele, e a partir daquele momento operou milagres sem, entretanto, tornar-se divino. Mais tarde, alguns dos seguidores de Teodoto admitiram que após sua ressurreição Jesus teria sido deificado.
Teodoto foi excomungado pelo Papa S. Vitor, mas a partir daí seus seguidores provavelmente passaram a suspeitar que a ortodoxia pregava a crença em dois Deuses, pois, segundo Novaciano, presbítero de Roma naquela época, afirmavam que
"Se o Pai é um e o Filho é outro,
e se o Pai é Deus e Cristo é Deus,
então não há um só Deus,
mas há dois Deuses
simultaneamente colocados,
o Pai e o Filho". 

Referências:  Hipólito : Refutatio 7,35;
Novaciano : De Trinitate 30. 

O adocionismo foi uma heresia de um grupo relativamente isolado de pessoas, (pois, embora negando a Trindade, o faziam a partir da suposição de que Jesus não fosse Deus). Embora os adocionistas afirmassem que essa tinha sido sempre a posição da Igreja, Hipólito não teve dificuldade em apontar a grande sucessão de teólogos que, desde o primeiro século,
"teologizaram a Cristo", 

e em cujas obras está proclamado que
"Cristo é tanto Deus como homem". 

Que a suposição fundamental do adocionismo nunca tivesse sido a posição da Igreja era, pois, bastante evidente para a maioria dos cristãos para que esta heresia pudesse ter se espalhado.
Este, porém, já não seria mais o caso para o monarquianismo, conforme será exposto a seguir.

Referências:  Eusébio de Cesaréia : Hist. Ecles. 5,28.


 O Monarquianismo.

 O primeiro teólogo que formalmente colocou as posições monarquianistas foi Noeto de Esmirna. Embora condenado em suas teorias pelos presbíteros de sua cidade, que as confrontaram, com as regras da fé da Igreja, um dos discípulos de Noeto trouxe suas idéias até Roma, onde se difundiram.
O monarquianismo, ao contrário do adocionismo, estava firmemente convencido tanto da unidade de Deus como da plena divindade de Cristo. Esta teoria começou a ganhar simpatizantes em Roma quando alguns teólogos, alguns dos quais já mencionados neste texto, começaram a representar a divindade como tendo se revelado na economia como tri- personal. Para os monarquianistas, qualquer sugestão de que o Verbo ou o Espírito pudessem ser um outro ou uma pessoa distinta do Pai seria uma afirmação da existência de dois deuses.
Para, entretanto, não negarem que Cristo era Deus, afirmaram que havia apenas um único Deus, o Pai. Se Cristo é Deus, então ele deve ser idêntico ao Pai, senão ele não seria Deus. Portanto, é o próprio Pai que sofreu e passou pelas experiências humanas do Cristo. Por isto, tal doutrina passou a conhecer-se como patripassianismo. Os monarquianistas rejeitaram a doutrina do Verbo, afirmando que o prólogo do Evangelho de São João deveria ser interpretado alegoricamente.
Os monarquianistas acreditavam em uma única e idêntica divindade, que podia ser designada indiferentemente como Pai ou Filho; estes termos diferentes não implicariam distinções reais, mas seriam apenas nomes aplicáveis em tempos diferentes.

Referências:  Hipólito : Contra Noetus 2; 6; 15;
Idem : Refutatio 9,10;
Epifânio : Haereses 57. 

Sabelianismo. 

  Na pessoa de Sabélio surgiu uma forma de monarquianismo mais sofisticado, que de alguma forma percebia a ingenuidade do monarquianismo simples, e levava em conta elementos tomados de empréstimo ao trinitarianismo econômico que os monarquianistas criticavam.
Sabélio, embora afirmando a unidade de Deus, ensinou que a divindade se expressa em três operações. Comparando a divindade com o Sol, objeto único que irradia tanto calor como luz, o Pai seria a forma ou a essência da Divindade, o Filho e o Espírito Santo modos de sua auto expressão. Assim, a única Divindade, vista como Criadora e Legisladora seria o Pai; para a obra da Redenção operou como Filho; para inspirar e conferir a graça operou como Espírito.

Referências:  Hipólito : Refutatio 9,11 ss;
Epifânio : Haereses 6,1,4 ss; 62,1; 


 A atitude da Igreja de Roma. I. 

  Num estágio inicial, o movimento monarquianista esteve em ascendência na Igreja de Roma. Os papas do final do século segundo e início do terceiro (São Zeferino, entre 198 e 217 e São Calisto, entre 217 e 222), embora estivessem conscientes dos erros do monarquianismo, conforme mostra a afirmação do papa Zeferino citada por Hipólito de que
"não foi o Pai quem morreu,
mas o Filho",

e a excomunhão de Sabélio pelo Papa Calisto, por outro lado simpatizavam com a reação popular contra as teorias de Hipólito e Tertuliano, que eles consideravam como conduzindo ao diteísmo. Estes papas viam com suspeita o uso que estes autores faziam do termo "Pessoa" aplicado à Trindade.
Em pouco tempo, porém, a teologia de Roma iria assimilar as principais colocações da doutrina de Tertuliano e inclusive aprofundá-la. É o que, no ano 250, encontramos na obra intitulada De Trinitate, escrita por um presbítero de Roma denominado Novaciano.

Referências:  Hipólito : Refutatio 9,11;
Tertuliano : Adv. Praxeam. 3. 

 
 A atitude da Igreja de Roma. II. Novaciano. 

  No ano 250 Novaciano, presbítero da Igreja de Roma, escrevia um livro intitulado De Trinitate onde encontra-se a doutrina de Tertuliano e mais o reconhecimento de que a geração do Filho e sua conseqüente distinção do Pai como Pessoa não é fruto da "economia", mas pertence à vida pré temporal da Divindade pois, já que o Pai é sempre Pai, sempre deve ter tido um Filho. Assim, pois, a geração do Filho é desvinculada da Criação.
Segundo Novaciano a única Divindade é o Pai, autor de toda a realidade; mas além dEle,

"quando Ele quis,
gerou um Filho,
seu Verbo".

Conforme dissemos, a geração do Filho não é vinculada à Criação, mas é pré-temporal. O Filho é Deus porque a Divindade lhe foi transmitida pelo Pai, existindo uma
"uma comunhão de substâncias" 

entre Eles. Esta doutrina, diz Novaciano, não implica uma dualidade de deuses, porque o Filho, embora uma
"segunda Pessoa além do Pai", 

não é não gerado ou sem origem; se o fosse, haveria dois deuses, mas como o Verbo é outro além do Pai como Filho, e deve seu ser inteiramente ao Pai, não há divisão da natureza divina.
Novaciano afirma que o Pai necessariamente "precede" o Filho, e que antes que o Filho existisse com o Pai como uma Pessoa, Ele estava imanente "no Pai"; entretanto, esta prioridade não parece ser uma prioridade real, mas de razão, porque Novaciano também insiste que o Pai sempre teve o seu Filho.
Quanto ao Espírito Santo, a doutrina de Novaciano é rudimentar. Ele considera o Espírito Santo como a potência divina que operou nos profetas, nos apóstolos e na Igreja, inspirando-os e santificando-os. Não faz, porém, menção de sua subsistência como Pessoa.

Referências:  Novaciano : De Trinitate.

Fonte:

J.N.D.Kelly




Acemetas Monges do Século V

Los acemetas, acaemetas, acoemetae o acoemeti (del griego Άκοίμηται, es decir, "los que no duermen", vigilante o no durmiente) eran unos monjes bizantinos de la comunidad fundada a principios del siglo V por San Alejandro el Acemeta, cuyo instituto exigía que una parte de su comunidad cantase o rogase a Dios mientras que la otra descansaba.

Algunos autores han escrito sin reflexión que estos monjes tenían siempre los ojos abiertos y que nunca dormían. Esta es una cosa físicamente imposible pero lo que es cierto que estos acemetas estaban divididos en tres coros, cada uno de los cuales cantaba los salmos a su vez y relevaba a los demás de modo que este ejercicio duraba sin interrupción todas las horas del día y de la noche, conservando de este modo una salmodia perpetua.

La característica que distingue a los Acemetas de los otros monjes basilios fue el ininterrumpido servicio a Dios. Sus monasterios, que sumaban cientos de monjes y, a veces miles, estaban distribuidos en grupos nacionales: latinos, griegos, sirios y egipcios, y cada grupo, disponía de tantos coros como el número de miembros permitiese, y el servicio requiriese. Con ellos, el oficio divino, literalmente, llevaba a cabo el Salmo cxviii, 164: "Siete veces al día he dado gloria a Tí", que consta de siete horas: orthrinon, trite, ekte, enate, lychnikon, prothypnion, mesonyktion, que a través de San Benito de Nursia, pasó a la Iglesia de Occidente con los nombres equivalentes de prima, tercia, sexta, nona, vísperas, completas, maitines (nocturnos) y laudes.

Su influencia en la vida cristiana fue considerable. El esplendor de sus servicios religiosos, en gran medida, contribuyó a dar forma a la liturgia. Su idea de la laus perennis y otras instituciones similares pasaron a la Iglesia de Occidente con San Mauricio de Agaune y San Denís. Nuestra moderna adoración perpetua proviene de allí.

Incluso antes de la época de los estuditas, la copia de manuscritos fue en honor entre los acemetas, y la biblioteca de su "gran monasterio", fue consultada incluso por los Romanos Pontífices y mencionada por los historiadores de Bizancio. Las aproximadamente 2.000 cartas de Isidoro de Pelusio son conocidas a través de los manuscritos escritos en los scriptoriums de loa acemetas del siglo VI.

Con dificultades con el emperador Justiniano I, y sospechosos de nestorianismo, fueron condenados por el Papa Juan II en el año 534, y finalmente desaparecieron a finales del siglo VI.

Según San Gregorio de Tours y otros muchos autores, Segismundo rey de Borgoña, estableció en Francia los acemetas. Así se introdujo la salmodia perpetua en muchos monasterios. Se podría también dar el nombre de acemetas a algunas casas religiosas, en las que la adoración perpetua del Santísimo Sacramento forma parte de la regla y que se llaman por esta razón religiosos de la adoración perpetua: de modo que hay noche y dia algunas personas de la comunidad ocupadas en este piadoso ejercicio. Se ha llamado también algunas veces a los Estylitas acemetas y a los acemetas estuditas.

Fonte:
Diccionario de derecho canónico, Michel Andrés, 1847.

O PÁTHOS DAS NARRATIVAS CRISTÃS DOS PRIMEIROS TEMPOS

Resumo:
O presente trabalho enfoca a formação e a função de alguns gêneros discursivos no início do cristianismo, como ‘Atos Apócrifos’, ‘Relatos de Martírio’ e ‘Vidas de Santos’, num período que vai do século I ao IV d.C. Como esta época é marcada pelo advento do romance antigo e, como consequência, pela influência do discurso romanesco sobre a produção literária pagã e cristã, serão analisadas as diversas formas de hibridismos, entrecruzamentos e assimilações entre o corpus literário cristão nascente e a narrativa romanesca. Em relação à prosa romanesca, o legado da cultura greco-romana é refigurado numa assimilação de temas, técnicas e recursos literários na constituição desse produto que é o romance, sendo uma das principais criações da época pós-clássica, gênero esse que contaminou os outros registros discursivos com vários de seus procedimentos diegético-literários.
No tipo de romance grego ideal, os personagens sofrem de um páthos que os atinge e os afeta de uma forma total e absoluta. Isso vale também para a protagonista de um dos atos apócrifos,
Tecla (e para uma personagem de narrativa romanesca judaica como Aseneth), mas o páthos, nesse caso, vincula,irresistivelmente,  noções  cruciais  do  ensinamento  moral  cristão  e  judaico.  Assim,  pretendemos
verificar essa ambiguidade do páthos nesses escritos cristãos e a problemática de sua inserção no gênero romanesco.
Palavras-chave: Gênero discursivo, Cristianismo, Prosa romanesca.

Abstract: This paper focuses on the formation and function of some genres in early Christianity, such
as 'Apocryphal Acts', 'Reports of Martyrdom’ and ‘Lives of Saints', a period that goes from I to IV
century AD. Since that time is marked by the advent of Ancient Novel and, as a consequence, by the
influence of the Romanesque discourse on the literary production pagan and Christian, the various
forms of hybridism, and crossovers and assimilations between the nascent corpus of the Christian
literature and the Romanesque narrative will be examined. In relation to the Romanesque prose, the
legacy of Greco-Roman culture is refigured in an assimilation of themes, techniques and literary
devices in the constitution of that product that is the novel, one of the major creations of the post-
classical  period,  a  genre  that  has  tainted  the  other  discursive  registers  with  many  of  its
diegeticoliterary procedures. In the ideal standard of Greek novel, the characters suffer under a pathos
that reaches and affects them  totally and absolutely. This also applies to the protagonist of one of the
apocryphal acts, Tecla (and a character of a Jewish Romanesque narrative such as Aseneth), but the
pathos, in this case, binds irresistibly crucial notions of moral teaching Christian and Jewish. Thus, we
intend to verify this ambiguity of the pathos in these Christian writings and the issue of its insertion in
the Romanesque genre.

Keywords: Genre, Christianism, Novel.


Fonte:

Pedro Ipiranga Júnior UFPR
AISTHE, nº 6, 2010 ISSN 1981-7827

Análise Crítica-Literária e Tradução da Carta Circular da Igreja de Esmirna Sobre o Martírio de São Policarpo


A carta que a Igreja de Esmirna enviou à de Filomélio, narrando este martírio, é um documento de meados do séc. II (156 d.C.); a mais antiga narrativa de martírio que se conhece; transcende em importância, razão pela qual se procura evidenciar que nenhum estudo da Igreja pode ser completo sem a discussão das Atas dos primeiros mártires. Há muito, eruditos têm confiado na monumental coleção destes Atos do literato marista – Thierry Ruinart, e sua Acta primorum martyrum sincera (1689, 1801 e 1859); ao mesmo tempo, com a grande coleção de vitae e passiones dos Jesuítas em Antwerp (1643) sob a orientação do
estudioso Jean Bolland, foi feito muito para estabelecer realmente os textos dos Atos. Outras mais recentes edições encontram-se debaixo deste escopo. Porém, não é muito grandiosa a tarefa de justificar a necessidade de novas edições críticas e traduções para os Atos e Relatos de Martírio, ferramentas tão necessárias a todos os estudantes do império romano e da história do cristianismo primitivo. As palavras de Hebert Mussurilo,  expert desta questão, são:

“Nossas pesquisas em Grego e Latim amplamente dispersas, e a existência de diferentes
recensões adicionais torna delicado o surgimento de alguma edição; comentários e traduções
são esparsas ou não existem” (1972, p.v.). Não é possível embarcar em uma nova tradução
sem antes chamar as palavras de Edward Gibbon. Os tempos mudaram desde que ele escreveu

A negligência total da verdade e provavelmente destes martírios primitivos foi
ocasionada por um grande erro natural. Os escritores eclesiásticos dos quartos
e quintos séculos atribuíram aos magistrados de Roma o mesmo ardor
implacável e empenho severo com o qual encheram seus próprios peitos de
encontro aos heréticos ou aos idolatras de suas épocas (1952, p. 467).

Certamente a críticas de Gibbon, impaciente com o estado da erudição contemporânea,
acelerou o surgimento da história na Igreja primitiva baseada em fundamentos mais
adequados. 

Fonte:
Elias Santos do PARAIZO JÚNIOR ,Especialista pela UFPR-UMESP ; contato: espjr1996@hotmail.com
Anais XXIII SEC, Araraquara, p. 214-227, 2008
 

A CRISTIANIZAÇÃO E A TRADIÇÃO CLÁSSICA NA TRANSIÇÃO DA ANTIGÜIDADE PARA A IDADE MÉDIA

Embora não se constitua como algo inovador qualquer esforço que pretenda, de uma maneira geral, destacar a existência de uma estreita associação entre a Cultura Clássica e o Cristianismo na Idade Média, insistiremos nesse ponto. Tal encaminhamento justifica-se na medida em que pretendemos, particularmente, observar como, concomitantemente à divulgação da mensagem cristã e vinculado a ela, propiciou-se no âmbito de um Reino Bárbaro, o suevo, a recuperação e valorização de aspectos da herança greco-romana.
O Cristianismo no Império Romano, sabemos, não esteve sempre identificado com os valores clássicos. Dos primeiros momentos de expansão da nova fé até a idade de ouro da Patrística houve um longo percurso.
Entre os séculos IV e V, a Patrística, apesar das eventuais crises de angústia de alguns dos seus pensadores, como Jerônimo, já superara a hesitação frente à utilização de elementos da tradição Clássica. Buscava-se, dessa forma, não mais a sua negação, especialmente acentuada em autores do
século II, como Tertuliano , no que se referia à filosofia, mas a incorporação de parte desse precioso conjunto.

Assim, o Cristianismo pôde realizar um trabalho vultuoso enquanto veículo dessa tradição para a posteridade. Observamos, todavia, que esse processo não  tem  uma  continuidade  crescentemente  ininterrupta  e  que, obviamente, não significou a adoção em bloco de tudo que a Cultura Clássica representou. Ao contrário, é descontínuo e responde a uma lógica seletiva. A herança greco-romana não enfrentou apenas as crises de consciência dos padres da Igreja para alcançar a Idade Média, precisou também ser relida a partir de uma perspectiva particularmente nova, após o século V.

Leia o artigo completo

Fonte:
Leila Rodrigues Roedel
Professora de História Medieval do Departamento de História da Universidade Federal do Rio
de Janeiro.

Boletim CPA, Campinas, n°4,Jul/Dez. 1997

RISO RITUAL, CULTOS PAGÃOS E MORAL CRISTÃ

A revista Annales, em seu mais recente número, apresenta-nos um dossiê dedicado ao riso. Na introdução, Jacques le Goff chama a atenção dos historiadores para o interesse que o assunto deveria merecer, propon-
do  uma  série  de  questões,  cujo  esclarecimento  dependerá  do  grau  de aprofundamento das pesquisas em torno desse objeto de estudo. De fato, a elevação do riso à categoria de objeto de estudo enquadra-se bem dentro das abordagens da tendência denominada Antropologia Histórica, pois ao gesto estão relacionados códigos culturais, valores morais e representações sociais divergentes, ficando o mesmo aberto às abordagens interdisciplinares, levantando problemas que remetem tanto para a trama complexa do cotidiano, quanto para os fenômenos da psicologia coletiva e do imagináriosocial .
Tema relativamente recente entre os historiadores, o riso preocupa há mais tempo filósofos, semiólogos, antropólogos, sociólogos e, inclusive, psicanalistas. Quando considerado em seu aspecto coletivo e social, ele pode  revelar  condicionamentos  grupais,  expressar  comportamentos,  padrões de conduta, atitudes valorizadas e desvalorizadas. Enfim, investigar suas manifestações implica em considerá-lo fenômeno histórico de primeira grandeza, dotado de significados distintos, de acordo com os diferentes es-
paços geográficos e temporais, bem como de acordo com os diferentes grupos sociais de uma mesma comunidade. Assim sendo, nem sempre o ato de rir esteve relacionado com a liberdade do indivíduo, como sói acontecer na atualidade. Em certas circunstâncias, rir tinha conotações completamente alheias à alegria e ao estado de humor dos indivíduos. Como sesabe, existem diferentes convenções, aceitas coletivamente, que estabelecem a fronteira entre seriedade e derrisão. Na Antigüidade e no medievo,uma dessas associava, em determinadas cerimônias, o riso coletivo com a esfera do sagrado. Eis a questão a ser enfocada no presente trabalho. Leia o artigo completo

Fonte:

José Rivair Macedo Professor - Departamento de História - UFRGS
Boletim do CPA, Campinas,n°4 Jul/Dez 1997