Papa com mais de seis milhões de seguidores no Twitter



O Papa acaba de ultrapassar o total de seis milhões de seguidores na sua conta da rede social Twitter, ‘@pontifex’, disponível em nove línguas, incluindo o português.

Francisco publicou hoje a 28ª mensagem desde o início do pontificado, a 10ª consecutiva na conta principal, de língua inglesa.

“Tenhamos confiança na ação de Deus! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos”, escreveu o Papa, esta manhã.

A conta tem mais de 280 mil seguidores em português e as mensagens são publicadas ainda em inglês, espanhol, italiano, francês, alemão, polaco, árabe e latim.

O Twitter é a ferramenta de microblogging mais difundida no mundo das comunicações virtuais, com mais de 500 milhões de utilizadores.

A sua denominação deriva da palavra inglesa com a mesma grafia, que em português pode ser traduzida por “gorjear” ou “piar”, razão pela qual o logótipo daquela rede social representa um pássaro.

Fonte:

Agência Ecclesia

Diocese de Bauru decide excomungar padre.



comunicado da Diocese de Bauru:
É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da "liberdade de expressão" traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a "Lei da Igreja", visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de cinco membros do Conselho dos Presbíteros.
O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.
A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do "direito de liberdade de expressão" para atacar a Fé, na qual foi batizado.
Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a "demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto".
Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar "um ponto final" nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, "que nos conduz", ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é "Mãe e Mestra".
Bauru, 29 de abril de 2013.
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.


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A Igreja Católica decidiu excomungar o padre de Bauru (a 329 km de São Paulo) que havia se afastado de suas atividades religiosas neste final de semana após declarações de apoio aos homossexuais.


A decisão da excomunhão foi divulgada pela Diocese de Bauru num comunicado publicado em seu site. O texto é assinado pelo Conselho Presbiteral Diocesano, formado por dez sacerdotes da cúpula do órgão.

Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, Roberto Francisco Daniel, 48, o padre Beto, realizou suas últimas missas neste domingo (28), em duas igrejas que ficaram lotadas de fiéis em clima de comoção.
Ele havia recebido prazo do bispo de Bauru, Caetano Ferrari, 70, para se retratar e "confessar o erro" cometido em declarações divulgadas na internet nas quais afirma que existe a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexuais.

Beto também questiona dogmas católicos e chama a atenção pelo estilo. Fora da igreja, usa piercing, anéis, camisetas com estampas "roqueiras" ou com a imagem do guerrilheiro comunista Che Guevara e frequenta choperias.

Após o ultimato, o religioso anunciou que iria se afastar de suas funções religiosas, mas disse que considerava a hipótese de voltar um dia.
"Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador", afirmou. "Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão".
Nesta segunda-feira de manhã, ele tentou entregar o pedido de afastamento, mas foi informado sobre a excomunhão.

No comunicado, a diocese afirma que "uma das obrigações do bispo diocesano é defender a fé, a doutrina e a disciplina da igreja" e que, por isso, o padre "não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a santíssima eucaristia), pois está excomungado".

O bispo convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico e o nomeou como juiz instrutor para tratar a questão e aplicar a "Lei da Igreja". A partir da decisão da excomunhão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a "demissão do estado clerical".
Ainda segundo o comunicado, o bispo tenta há muito tempo o diálogo para "superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação". Segundo a diocese, todas as iniciativas foram esgotadas. O juiz instrutor teria tentando mais uma vez o diálogo com o padre, mas Beto reagiu agressivamente e recusou a conversa, afirma a diocese.
Ainda segundo o comunicado, o padre "feriu a Igreja" ao fazer as declarações e ao negar "obediência ao seu pastor", o que resulta "no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos".
A assessoria de imprensa da diocese informou que após a decisão nenhum pronunciamento será feito pelo bispo ou padres da diocese. O silêncio é uma determinação do juiz instrutor do processo.

Ao lado de uma advogada, Padre Beto procurou um cartório para registrar seu pedido de afastamento logo após ser informado sobre a excomunhão.
"Ainda bem que não tem fogueira", disse ao comentar de forma irônica a decisão do bispo. Padre Beto afirmou ainda que a decisão não vai mudar nada em sua vida, pois já havia decidido pelo afastamento da Igreja.

Fonte:

Folha de S. Paulo

Jesuítas no Brasil


Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, na expedição de Tomé de Souza, tendo como Superior o Pe.Manuel da Nobréga. Desembarcam na Bahia, onde ajudaram na fundação da cidade de Salvador. Atendiam aos portugueses também fora da Bahia, percorrendo as Capitanias próximas. Com o 2º Governador Geral Duarte da Costa (1553), chega o jovem José de Anchieta.

Em 1554, no dia da conversão de São Paulo, funda em Piratininga um Colégio. Aprendeu logo a língua dos índios e escreveu a primeira gramática, dicionário e doutrina em guarani. O Governador Geral Mem de Sá, em 1560 e 1567 expulsa os franceses do Rio de Janeiro e com seu sobrinho Estácio de Sá funda definitivamente a cidade. Até o fim do séc. XVI, os jesuítas firmam sua ação através dos seus três maiores colégios: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco. Nesse tempo deram seu sangue por Cristo o Irmão João de Souza e o escolástico Pedro Correia (1554), mortos pelos índios carijós em Cananéia; o Beato Inácio de Azevedo e 39 companheiros, Mártires do Brasil pelos calvinistas perto das ilhas Canárias (1570). Outros 12 missionários jesuítas que vinham para o Brasil sofreram o mesmo martírio um ano depois (1571). No princípio do séc. XVII os jesuítas chegam ao Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e daí para toda a Amazônia. As duas casas, fundadas em São Luís (1622) e em Belém (1626), transformaram-se com o tempo em grandes colégios e em centros de expansão missionária para inúmeras aldeias indígenas espalhadas pelo Amazonas. Antônio Vieira, apesar de seus triunfos oratórios e políticos, em defesa da liberdade dos indígenas, foi expulso pelos colonos do Pará, acusado e preso pela Inquisição.


Em 1638, Pernambuco é tomada por holandeses protestantes, liderados pelo conde Maurício de Nassau. A resistência se organiza numa aldeia jesuítica. Dos 33 jesuítas de Pernambuco, mais de 20 foram capturados, maltratados e levados para a Holanda; cerca de 10 faleceram em conseqüência dessa guerra. No séc. XVII, quando da descoberta das minas e do povoamento do sertão, os jesuítas passavam periodicamente por esses locais em missão volante. Quando Mariana (MG) foi elevada à diocese (1750), foram chamados para dirigir e ensinar no seminário. Em 1749 já estavam em Goiás, fundando aldeias. No séc. XVIII, Paranaguá tornou-se centro de atividades sacerdotais e pedagógicas, através de uma residência (1708) e do Colégio em 1755. Na ilha de Santa Catarina, visitada pelos jesuítas já desde 1635, se fundou a residência dos jesuítas (1749) e um colégio (1751). Em 1635, os missionários chegaram à aldeia de Caibi, próximo à atual Porto Alegre. Quando voltaram em 1720, já então se tratava do tratado de permuta entre a Colônia do Sacramento e os territórios das missões jesuíticas espanholas sediadas no Rio Grande. Os jesuítas trabalharam na Colônia do Sacramento desde 1678 até 1758, quando foram expulsos. Chegaram a ter uma residência de ministérios apostólicos e um próspero colégio por vários anos.


Supressão da Companhia de Jesus No Brasil (1760-1843)

Aparece nesta altura da história dos jesuítas o Marquês de Pombal. Ab-roga todo o poder temporal exercido pelos missionários jesuítas nas aldeias indígenas. Para esconder os fracassos da execução do Tratado de Limites da Colônia do Sacramento, culpou os jesuítas desencadeando contra eles uma propaganda terrível. No grande terremoto de Lisboa (1755), os jesuítas foram censurados por pregarem a penitência ao povo e ao governo. Por ocasião do atentado (1757) contra D. José I, rei de Portugal, os jesuítas foram acusados de alta traição.

Em fim, o velho e santo missionário do Nordeste brasileiro, o Pe. Gabriel Malagrida, foi condenado publicamente pela Inquisição como herege, e queimado vivo em praça pública de Lisboa. Preparado o terreno, veio a lei de expulsão dos jesuítas dos domínios de Portugal. Foram postos incomunicáveis, condenados e privados de todo o direito de defesa. Do Pará e de outros portos, foram embarcados e encarcerados em Lisboa. Naquele momento havia no Brasil 670 jesuítas. De Portugal alguns foram transladados para os Estados Pontifícios, onde o Papa Clemente XIII os recebeu com afeto e hospedou em antigas casas romanas. Com a morte de D. José I em 1777 e a subida ao poder de Dona Maria I, o Marquês de Pombal foi processado e condenado. Só escapou à prisão e à morte por respeito à sua idade e achaques.

Restauração da Companhia e Nova Vitalidade no Brasil (1843)

O Papa Pio VII restaurou a Companhia de Jesus em 1814. Alguma influência exerceu no ânimo do Papa a amizade de um jesuíta brasileiro, o Pe. José de Campos Lara, que profetizara sua eleição papal. Em 1842 os jesuítas espanhóis que trabalhavam na Argentina, começaram a ter dificuldades com o ditador Rosas. Em 1845, expulsos da Argentina, abriram um colégio em Florianópolis, que prosperou rapidamente. Em 1847 abriram uma escola de latim em Porto Alegre. Em 1849 constituíram residência entre os índios Bugres, Coroados e Botocudos. Em 1858 começaram a chegar jesuítas alemães em S. Leopoldo e outras vilas do interior gaúcho.


Também vieram alguns padres jesuítas italianos. Em 1862 chega outro grupo de padres italianos e alemães. Em 1865 funda-se de novo o colégio de Florianópolis, que, por diversas circunstâncias, não vingou. Os religiosos se retiraram, pouco a pouco, para Nova Trento, terra habitada por colonos italianos. Em 1867 funda-se o Colégio S. Francisco Xavier do Recife, fechado em 1873 por causa das perseguições da Maçonaria, pois os jesuítas apoiavam o bispo D. Vital, nas questões religiosas de então. Neste ínterim, o Pe. Razzini, considerado o restaurador da Companhia de Jesus no Brasil, vencendo todas as oposições, começa o Colégio S. Luiz, na cidade de Itú, onde se fixara o Pe. Campos Lara. A partir daí surgiram o colégio Anchieta (Nova Friburgo/RJ) e o Santo Inácio do Rio de Janeiro. Mais tarde a missão dos japoneses com seu Colégio S. Francisco Xavier e a dos russos e lituanos em S. Paulo.

Desde 1894 fundara-se o Noviciado de Campanha em Minas. Ocupando o grande prédio do Colégio Anchieta, fundava-se ao mesmo tempo a Faculdade de Filosofia, mais tarde transferida para S. Paulo, Rio de Janeiro e ultimamente em Belo Horizonte (1981). Com a Missão Alemã no sul do Brasil surgiram diversos Colégios: Anchieta (1890) em Porto Alegre; Ginásio Gonzaga (1895) de Pelotas; Sagrado Coração de Jesus na cidade do Rio Grande. O Ginásio Catarinense (1906), tornou-se centro de ensino e cultura científica. Mais tarde ainda vieram os Colégios Medianeira em Curitiba, Santo Inácio em Salvador do Sul e o Ginásio de Itapiranga. Novas gerações de jesuítas são formadas na casa de formação de Pareci Novo e no Colégio Cristo Rei (S. Leopoldo), onde brilhou a santidade do Pe. João B. Réus. Merece especial atenção o apostolado social através de cooperativas, fundadas por toda parte, entre os colonos alemães. Em 1911 os jesuítas portugueses voltam ao território norte do Brasil, formando assim a Missão Portuguesa. Fundaram logo o Colégio Antônio Vieira (1911) em Salvador e o Instituto S. Luiz de Caiteté; o Colégio Nóbrega (1917) no Recife, que preparou a atual Universidade Católica de Pernambuco.

Ao mesmo tempo fundavam-se Residências importantes em Belém do Pará e S. Luís do Maranhão. Para a formação de novos jesuítas construíram-se a Escola Apostólica e o Noviciado de Baturité no Ceará. Mais tarde fundou-se o Colégio Santo Inácio de Fortaleza. Salientemos ainda a tarefa da formação do Clero. Desde a fundação do Colégio Pio-Brasileiro em Roma (1934) para a formação de sacerdotes, os jesuítas do Brasil fornecem seus dirigentes, muitos professores e auxiliares. Neste século, fundaram-se Casas de Exercícios Espirituais, como a do Padre Anchieta no Rio; Vila Fátima, perto de Belo Horizonte; Vila Manresa (Porto Alegre); Morro das Pedras, perto de Florianópolis; S. José (Olinda); a de Baturité, no Ceará; a de Mar Grande na Bahia. Outras, são adaptações de antigas casas, como o Centro de Espiritualidade de Itaicí (SP) e o Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em S. Leopoldo. Dois movimentos religiosos foram especialmente promovidos pelos jesuítas do Brasil: o Apostolado da Oração e a Congregação Mariana. Quanto à obra das missões indígenas, uma das primeiras preocupações foi restaurar as missões do Rio Grande do Sul (1848-52).


Outra tentativa foi feita em Goiás com os índios Apinagés (1888-91) e no Mato Grosso (1923). Mas a empresa que vingou foi a Missão de Diamantino em Mato Grosso (1927), hoje Diocese. Trabalharam aí cerca de quarenta missionários, que conseguiram a pacificação paulatina de várias tribos. Distinguiu-se o Pe. João Bosco Penido Burnier, que sofreu o martírio em 1976. Outra missão, hoje também Diocese, foi a de Ponta de Pedras na ilha de Marajó, confiada aos jesuítas da Bahia. Os jesuítas se destacam também no apostolado intelectual, principalmente no ensino universitário. Diversas Universidades do país são dirigidas pelos jesuítas: a PUC (RJ), a UNISINOS (S. Leopoldo) e a UNICAP (Recife). Alguns jesuítas trabalham também em Universidades do Governo e em algumas Faculdades próprias ou de outras entidades. As três antigas Missões (Alemã, Italiana e Portuguesa) passaram a ser Vice-Províncias e posteriormente Províncias. Em 1952 os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás constituíram a Vice-Província Goiano-Mineira, confiada à Província espanhola de León.

A Vice-Província do Norte tornou-se a Província do Nordeste, cedendo os estados da Bahia, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas à Província da Bahia, constituída em grande parte por jesuítas italianos da Província de Veneza. Por seu lado, a Província do Nordeste foi ajudada por jesuítas do Canadá francês. Em 1973, tornaram-se a reunir as duas Províncias Central e Vice-Província Goiano-Mineira, formando a Província Centro-Leste. A Missão de Diamantino, fundada pela Província Central foi atribuída à Província do Sul. Em 1995 foi criado o Distrito Missionário da Amazônia, desmembrando da Província da Bahia os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Acre. Em 1999 foi criada a Região do Mato Grosso, desmembrando da Província do Sul os estados do Mato Grosso e Rondônia. Atualmente os jesuítas no Brasil estão distribuídos em 4 Províncias, uma Região e um Distrito.

Fonte:

http://www.anchietanum.com.br/site/jesuitas.php










Cronologia das Cruzadas Cristãs


A Primeira Cruzada
e os novos estados da Terra Santa
(1096 - 1099 - 1143)

1095, começos: Aleixo I Comneno, imperador bizantino, envia uma embaixada ao papa Urbano II, para lhe pedir ajuda.
1095, Primavera O papa Urbano II inicia a sua viagem a França.
1095, 18 de Novembro: Abertura do Concílio de Clermont.
1095, 26 de Novembro: Urbano II lança o seu apelo à Cruzada.
1096, Abril: Partida da Cruzada popular dirigida por Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir. Massacres de judeus na Renânia.
1096, 6 de Julho: Concílio de Nimes: Urbano II confia a Raimundo de Saint-Gilles o comando de uma das expedições à Terra Santa.
1096, 1 de Agosto A Cruzada popular chega a Constantinopla.
1096, Verão: Partida da Cruzada dos barões (Godofredo de Bulhão; Raimundo IV conde de Toulouse; Boemundo de Tarento; Estêvão conde de Blois; Tancredo de Hauteville e Roberto II conde da Flandres). O imperador alemão, Henrique IV, e o rei de França, Filipe I, estando excomungados, não puderam dirigir a Cruzada.
1096, 21 de Outubro: As tropas turcas e búlgaras do sultão de Niceia, Kilij Arslan, aniquilam a Cruzada popular na Anatólia. Pedro, o Eremita escapa ao massacre e foge para Constantinopla.
1096, 23 de Dezembro: Chegada de Godofredo de Bulhão a Constantinopla. O imperador de Bizâncio exige, e obtém, após muitas recusas, a promessa de restituição das terras e das cidades retomadas aos muçulmanos, e a aceitação da sua suserania sobre as novas conquistas.
1097, fim de Abril: O exército dos barões abandona Constantinopla, passando para a Ásia Menor.
1097, Maio: Tiro cai nas mãos dos Fatimidas do Egipto.
1097, Junho: Tomada de Niceia pelos cruzados, restituída a Bizâncio.
1097, 1 de Julho: Vitória franca contra o sultão turco de Iconium (Konya), em Dorileia.
1097, 13 de Setembro: Os cruzados dividem o exército em dois forças em Heracleia.
1097, 20 de Outubro: Chegada dos cruzados a Antioquia, e começo do cerco.
1097, 15 de Novembro: Balduíno de Bolonha abandona o campo dos cruzados e toma a direcção de Edessa, devido ao pedido de apoio do príncipe arménio da cidade.
1098, Fevereiro: Os Bizantinos abandonam o cerco de Antioquia. Balduíno chega a Edessa.
1098, Março: Balduíno de Bolonha proclama-se príncipe de Edessa, após a morte de Thoros, príncipe arménio, que lhe tinha pedido ajuda e o tinha adoptado. Funda assim o primeiro Estado Latino do Oriente.
1098, 3 de Junho: Tomada de Antioquia pelos Cruzados. Boemundo I de Tarento, chefe dos normandos da Itália meridional, recusa devolvê-la aos bizantinos e proclama-se príncipe de Antioquia.
1098, 4 de Junho: Os cruzados são cercados em Antioquia por um exército de socorro, comandado por Kerbogha, enviado pelo Sultanato seljúcida da Pérsia.
1098, 14 de Junho: Pedro Bartolomeu descobre a Santa Lança debaixo das lajes de uma igreja de Antioquia.
1098, 28 de Junho: Os cruzados de Antioquia derrotam as forças sitiantes muçulmanas.
1098, 26 de Agosto: Os Fatimidas ocupam Jerusalém.
1098,12 de Dezembro: Os cruzados apoderam-se de Maarat An Noman, na Siria. A população é massacrada e a cidade destruída.
1099, 13 de Janeiro: Os Francos retomam a sua marcha para Jerusalém.
1099, 2 de Fevereiro: O exército passa por Qal'at-al-Hosn, o futuro Krak dos Cavaleiros.
1099, 7 de Junho: O exército franco chega a Jerusalém.
1099, 13 de Junho: Primeiro assalto à cidade, sem qualquer preparação prévia, que falha.
1099, 10 de Julho: Assalto a Jerusalém. A muralha circundante é atravessada.
1099, 15 de Julho: Conquista de Jerusalém pelos cruzados. Massacre da população muçulmana e judia.
1099, 12 de Agosto: Os Francos derrotam os Egípcios em Ascalon, na costa mediterrânica, a norte de Gaza.
1099, 22 de Julho: Eleito rei de Jerusalém pelos barões, Godofredo de Bulhão só aceita o título de defensor do Santo Sepulcro.
1099, 1 de Agosto: Arnoul Malecorne, patriarca de Jerusalém. É substituído em 31 de Dezembro por Daimbert, bispo de Pisa, legado do papa.
1100: Acordo comercial entre Veneza e o Reino Franco de Jerusalém.
1100, 18 de Julho: Morte de Godofredo de Bulhão. Balduíno de Bolonha, irmão de Godofredo, príncipe de Edessa, é coroado primeiro rei de Jerusalém em Belém, no dia 25 de Dezembro.
1100-1101: Cruzadas de socorro. Cruzada lombarda (1) dirigida pelo arcebispo de Milão, Anselmo du Buis, Raimundo de Saint-Gilles, Estêvão-Henrique, conde de Blois, Estêvão, conde da Borgonha e o primeiro oficial do Santo Sepulcro, Conrado. Cruzadas de Nevers (2) e da Aquitânia (3). Nenhuma delas consegue atravessar a Ásia Menor, sendo sucessivamente vencidas por uma coligação dos diferentes potentados turcos da Anatólia.
1101, Março: Tancredo de Hauteville, um dos chefes da primeira Cruzada, abandona Jerusalém regressando ao Ocidente por Antioquia.
1101, 17 de Maio: Os Francos tomam Cesareia.
1102: Raimundo de Saint-Gilles toma Tortosa.
  Vitória de Balduíno em Ramla.
1103: Início do cerco de Trípoli pelos Francos.
1104, 7 de Maio: Derrota dos Francos em Harran: Balduíno du Bourg é feito prisioneiro. Paragem do avanço da Cruzada na Mesopotâmia, que se dirigia para Mossoul, no rio Tigre.
1104, 26 de Maio: Os cruzados tomam Acre com a ajuda de uma esquadra genovesa.
1105, 28 de Fevereiro: Raimundo de Saint-Gilles morre em Mont-Pèlerin, durante o cerco de Trípoli. É sucedido por Bertrand de Saint-Gilles.
1105-1113: Os «Assassinos» redobram de actividade.
1108: Conflito entre Tancredo e Balduíno du Bourg a propósito da restituição de Antioquia a este último.
1109, Julho: Trípoli cai na mão dos Francos. O conde Bertrand conquista finalmente a cidade de que é titular.
1110: Conquista do Castelo Branco (Safita) e do Krak dos Cavaleiros.
1111: Mawdud, emir ortoqida de Mossul, ataca os Francos, e massacra a população de Edessa quando esta se dirigia para a margem ocidental do rio Eufrates.
1113: Bula do papa Pascoal II reconhecendo oficialmente a ordem do Hospital de São João de Jerusalém.
1115: Conquista pelos francos do castelo de Shawbak (Montréal), a sul do Mar Morto.
1118: Morte do imperador Aleixo Comneno; a sua filha Ana começa a redacção da Alexíada.
1118, Abril: Morte de Balduíno I; sucede-lhe Balduíno du Bourg.
1119: Batalha de «Ager sanguinis» (do campo de sangue). O emir el Ghazi, de Diyarbakir aniquila o exército franco de Antioquia, pertp de Atareb.
1119-1120: Nove cavaleiros ocidentais fundam, em Jerusalém, a Milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo (Futura Ordem do Templo).
1123, 29 de Maio: Os Egípcios são derrotados em Ibelin pelo primeiro oficial do rei, Eustáquio Garnier, regente do reino durante o cativeiro de Balduíno II.
1124, 7 de Julho: Tomada de Tiro pelos cruzados.
1129, Janeiro: Concílio de Troyes: a Ordem do Templo é oficialmente reconhecida pelo papa Honório III.
1129, 18 de Junho: Zinki instala-se em Alepo; faz apelo à Jihad contra os Francos.
1131, 14 de Setembro: Morte de Balduíno II; Foulques V, de Anjou, rei de Jerusalém.
1135: O Hospital de São João de Jerusalém transforma-se em ordem militar.
1142: O Krak dos Cavaleiros é cedido aos Hospitalários de São João.
1143, 25 de Dezembro: Zinki, atabaque de Alepo e de Mossul, toma Edessa.


A Segunda Cruzada
e o aparecimento de Saladino,
(1147 - 1149 - 1189)

1145, 14 de Dezembro: O Papa Eugénio III proclama a 2.ª Cruzada.
1146, 31 de Março: Sermão de São Bernardo de Claraval na basílica de Vézelay, a pregar a Cruzada.
1146, 15 de Setembro: O atabaque de Alepo, Zinki é assassinado pelos seus pajens. O reino de Edessa é partilhado pelos seus dois filhos, Ghazi e Nur ed-Din.
1146, 27 de Outubro – 3 Novembro: Jocelino II reocupa Edessa.
1146, 25-27 de Dezembro: São Bernardo de Claraval ordena a Conrado III, imperador alemão, que dirija a cruzada.
1147: Partida do rei de França, Luís VII, e de Conrado III para a Palestina.
1147, 4 de Outubro: Luís VII chega a Constantinopla.
1147, 26 de Outubro: Os cruzados alemães, abandonados pelos bizantinos, são esmagados em Dorileia.
1148, Março: Luís VII desembarca em Antioquia.
1148, 23 de Julho: As tropas francesas, os sobreviventes da cruzada alemã e os cavaleiros da Terra Santa põem cerco a Damasco. Abandonam-no cinco dias depois, sem terem conseguido conquistar a cidade.
1149, Primavera: Luís VII e Conrado regressam a França. A Segunda Cruzada falha e o mito da invicibilidade dos Francos é destruído.
1149, 29 de Junho: Nur ed-Din derrota os francos em Ma'arra, e mata Raimundo de Poitiers.
1150: Perante a ameaça muçulmana, Balduíno III abandona Turbessel e outras fortalezas do Norte do reino de Jerusalém.
1153, 19 de Agosto: Os Francos tomam Ascalon, que lhes resistia desde a Primeira Cruzada.
1153, 20 de Agosto: São Bernardo morre no mosteiro cistercense de Claraval, de que era abade desde 1115.
1154: Nur ed-Din entra em Damasco.
1155: Ataque normando contra Alexandria, no Egipto.
1155-1156: Renaud de Châtillon, príncipe de Antioquia, põe Chipre a saque.
1158: Harim é retomada por Balduíno III.
1159: O Príncipe de Antioquia reconhece o Imperador Bizantino como seu suserano.
  Os Francos com a ajuda dos Bizantinos põem cerco a Alepo.
  Os Bizantinos fazem a paz com Nur ed-Din.
1162, 10 de Janeiro: Morte de Balduíno III. O seu sobrinho, Amaury I sobe ao trono de Jerusalém.
1164: Amaury I cerca Pelusa, mas tem que levantar o cerco porque Nur ed-Din retoma Harim.
1167: Amaury I, rei de Jerusalém, ocupa o Cairo.
1168: Expedição de Amaury I ao Egipto, que fracassa.
  Nur ed-Din reocupa o Cairo.
1169: Saladino (Salah ed-Din), fundador da dinastia curda dos Ayyubidas, é nomeado vizir do Egipto por Nur ed-Din, califa de Damasco.
1170: Amaury I bate Nur ed-Din no Mar Morto e Saladino em Gaza.
1171: Saladino suprime o califado fatimida do Cairo. A divisão dos muçulmanos entre o califado de Damasco e o califado do Cairo desaparece.
1173: Saladino manda construir uma nhanqab (convento) no Cairo. Adopta o título de malik - rei - e ocupa o Alto Egipto e envia uma expedição ao Iémen.
1174, 15 de Maio: Morte de Nur ed-Din. Saladino apodera-se do poder na Síria.
  Morte de Amaury I. Começo do reinado de Balduíno IV.
1176: Os Turcos seljucidas do Rum aniquilam o exército bizantino do imperador Manuel Comneno em Myriocéfalo.
  Saladino começa a construção da grande cidadela do Cairo.
1177: Cruzada dirigida pelo conde da Flandres, Filipe da Alsácia.
1177, 25-26 de Novembro: Saladino é derrotado em Montgisard por Balduíno IV.
1179: Saladino ataca Tiro.
1180: Saladino e Balduíno IV assinam uma trégua.
1182, Agosto: Saladino ataca Nazaré e Tiberíade e tenta tomar Beirute para dividir em dois os Estados latinos.
  Massacre de Latinos em Constantinopla.
1183: Expedição de Renaud de Châtillon contra Medina. A expedição é aniquilada por Saladino, que se torna o grande vingador do Islão. A trégua de 1180 acaba.
1183-1184: Saladino ataca Alepo e devasta a Samaria e a Galileia.
1184: Advento de Abu Yusuf Ya'qub al-Mançur. Apogeu do império almóada..
1185: Assinatura de uma nova trégua de quatro anos entre Saladino e Balduíno IV.
1187: Guy de Lusignan torna-se rei de Jerusalém, depois do breve reinado de Balduíno V, impedindo a subida ao trono de Raimundo III de Tripoli, que se refugia em Tiberíade.
  Renaud de Châtillon ataca uma caravana que se dirigia para Meca, pondo fim à trégua acordada dois anos antes.
1187, 4 de Julho: Desastre de Hattin, onde Guy de Lusignan é feito prisioneiro.
  Saladino volta a tomar Acre, Jafa, Cesareia, Sídon, Beirute e Ascalon.
1187, 20 de Setembro – 2 de Outubro: Cerco e tomada de Jerusalém pelos muçulmanos. O Santo Sepulcro é fechado e as mesquitas reabertas.


A Terceira Cruzada
(1189 - 1192 - 1197)

1187: O arcebispo de Tiro prega a Cruzada.
1188: Frederico Barba-Roxa, imperador alemão, Filipe Augusto, rei de França, e Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra, organizam uma Cruzada a pedido do papa Gregório VIII.
1188, 1 de Janeiro: Saladino abandona o cerco de Tiro, defendido por Conrado de Montferrat, marquês piemontês.
1188: Saladino conquistou todo o território franco, tirando Tripoli, Tiro e Antioquia.
1189: Guy de Lusignan, antigo rei de Jerusalém, preso por Saladino, é liberto e cerca São João de Acre.
1189, Maio: Frederico Barba-Roxa parte para a Terra Santa.
1190: Fundação da Ordem Teutónica.
1190, 18 a 20 de Maio: Frederico conquista Konya, capital do sultanato turco da Ásia Menor.
1190, 10 de Junho: Frederico afoga-se nas águas do Selef na Cilícia.
1190: A Cruzada alemã dirigida por Frederico da Suábia, filho de Barba-Roxa, dirige-se para S. João de Acre.
1190, 4 de Julho: Filipe Augusto e Ricardo Coração de Leão partem de Vézelay para a Palestina, passando pela Sicília, onde se demorarão seis meses.
1191, 20 de Abril: Filipe Augusto desembarca em São João de Acre.
1191, 6 de Maio a 6 de Junho: Ricardo Coração de Leão conquista Chipre aos Bizantinos, e dirige-se em seguida para São João de Acre.
1191, 12 de Julho: São João de Acre é reconquistada.
1191, 2 de Agosto: Filipe Augusto, rei de França, regressa à Europa.
1191, 7 de Setembro: Ricardo derrota Saladino no palmar de Arsouf.
1192: Guy de Lusignan, antigo rei de Jerusalem, recebe de Ricardo Coração de Leão a ilha de Chipre, enquanto feudo.
1192, 28 de Abril: Assassínio de Conrado de Monferrat, senhor de Tiro, rei consorte de Jerusalém, por dois membros da seita dos Assassinos.
1192, Maio: Henrique II de Champagne casa com Isabel, viúva de Conrado de Monferrat, e torna-se rei de Jerusalém.
1192, 1 e 5 de Agosto: Batalha de Jafa: vitória de Ricardo Coração de Leão sobre Saladino.
1192, 2 de Setembro: Paz de Jafa entre Saladino e Ricardo Coração de Leão: trégua de três anos. Os muçulmanos mantêm-se em Jerusalém, mas permitem as peregrinações ao Santo Sepulcro. Os cruzados ocupam uma faixa contínua de território de Tiro a Jafa.
1193, 3 de Março: Morte de Saladino em Damasco.
1194: Amaury de Lusignan sucede a Guy de Lusignan no trono de Chipre.
1197, 10 de Setembro: Henrique II de Champagne, rei de Jerusalem, tendo morrido acidentalmente, Amaury de Lusignan, rei de Chipre, casa com a sua viúva e torna-se rei sob a designação de Amaury ll.
1197, 24 de Outubro Amaury II reconquista Beirute aos muçulmanos e assina a paz com Melik-al-Adel, sultão do Egipto e irmão de Saladino.


A Quarta Cruzada
(1202 - 1204 - 1212)

1198: O Papa Inocêncio III proclama a 4.ª cruzada, que será pregada por Foulques de Neuilly e dirigida por Bonifácio I de Montferrat e Balduíno IX de Flandres.
1200, Verão: Os barões reunidos em Compiègne nomeiam seis representantes, entre os quais Godofredo de Villehardouin, para negociar com a República de Veneza o transporte dos cruzados até à Terra Santa.
1201, começos: Tratado entre os cruzados e a República de Veneza, para o transporte de 33.500 combatentes até à Palestina, por 85.000 marcos de prata.
1201, 24 de Maio: Thibaud III de Champagne morre. A 4.ª cruzada perde um dos seus principais chefes.
1201, Agosto: Bonifácio, marquês de Monferrat, é escolhido para comandante da expedição.
1202, Verão: Os cruzados chegam a Veneza. Os combatentes e o dinheiro não são suficientes para cumprir o tratado acordado no ano anterior. O doge veneziano Enrico Dándolo propõe a tomada da cidade de Zara, como pagamento do transporte dos cruzados.
1202, Novembro: Conquista e pilhagem de Zara na costa ocidental dos Balcãs, na Dalmácia.
1203, Janeiro: Os cruzados recebem uma embaixada de Aleixo Ange, filho do imperador bizantino destronado Isaac ll. Em nome daquele propõem aos cruzados que reponham o basileus no trono em troca de uma ajuda financeira e material para prosseguir a cruzada.
1203, 17 de Julho: Primeira conquista de Constantinopla. O Imperador Isaac ll é restaurado.
1203, 1 de Agosto: Aleixo Ange é proclamado imperador associado, com o nome de Aleixo IV, e pede aos cruzados que prolonguem a sua estadia por mais um ano, para fortalecer a sua posição.
1203-1204, Inverno: As relações entre Francos e Bizantinos degradam-se sensivelmente, devido à falta de cumprimento do prometido por Aleixo IV.
1204, Fevereiro: Assassínio de Aleixo IV, sendo o pai deste afastado. Aleixo Doukas «Murzuphle», faz-se proclamar imperador, mas também não cumpre as promessas feitas aos cruzados por Aleixo IV.
1204,12 de Abril: Segunda tomada de Constantinopla pelos Francos. Pilhagem da cidade e massacre da população.
1204, 9 de Maio: Balduíno IX da Flandres é eleito imperador do Oriente. Torna-se Balduíno I de Constantinopla, dando origem ao Império Latino do Oriente.
1205, Abril: Morte de Amaury ll, rei de Jerusalém. Maria, filha de Isabel e de Conrado de Montferrat torna-se rainha. Devido a só ter 14 anos, a regência é confiada ao seu tio João de Ibelin, senhor de Beirute.
1210, 14 de Setembro: João de Brienne casa com Maria de Monferrat, rainha de Jerusalém. A 3 de Outubro o casal é consagrado enquanto rei e rainha de Jerusalém na catedral de Tiro.
1212: Cruzada das crianças. Milhares de rapazes e raparigas embarcam em Marselha. Os armadores dirigem-nos para Alexandria onde são vendidos como escravos.
  Uma coligação de forças cristãs vindas de todos os estados hispânicos, derrota os muçulmanos na Batalha de Navas de Tolosa. O reino almóada da Hispânia, existente desde 1145, desaparece.

Veja Também:


A Quinta Cruzada 
(1217-1221)

A Sexta Cruzada 
(1228-1244)

A Sétima Cruzada 
(1248-1250-1269)

A Oitava Cruzada 
(1270)





Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo (Lib. 1,10,1-3:PG 7,550-554) (Séc.II)


A pregação da verdade
        A Igreja, espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra, recebeu dos apóstolos e de seus discípulos a fé em um só Deus, Pai todo-poderoso, que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe (cf. At 4,24); em um só Jesus Cristo Filho de Deus, que se fez homem para nossa salvação; e no Espírito Santo, que, pela boca dos profetas, anunciou antecipadamente os desígnios de Deus: a vinda de Jesus Cristo, nosso amado Senhor, o seu nascimento de uma Virgem, a sua paixão e ressurreição de entre os mortos, a ascensão corporal aos céus, a sua futura vinda do céu na glória do Pai. Então ele virá para recapitular o universo inteiro (cf. Ef 1,10) e ressuscitar todos os homens, a fim de que, segundo a vontade do Pai invisível, diante de Cristo Jesus nosso Senhor, Deus, Salvador e Rei, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua o proclame (cf. Fl 2,10-11), e ele julgue todos os homens com justiça.
        A Igreja recebeu, como dissemos, e guarda com todo cuidado esta pregação e esta fé; apesar de espalhada pelo mundo inteiro, guarda-a como se morasse em uma só casa. Acredita nela como quem possui uma só alma e um só coração; e a proclama, ensina e transmite, como se tivesse uma só boca. Porque, embora através do mundo haja línguas muito diferentes, a força da Tradição é uma só e a mesma para todos.
        As Igrejas fundadas na Germânia, as que se encontram na Ibéria e nas terras celtas, as do Oriente, do Egito e Líbia, ou as do centro do mundo, não creem nem ensinam de modo diferente. Assim como o sol, criatura de Deus, é um só e o mesmo para todo o universo, igualmente a pregação da verdade brilha em toda parte e ilumina todos os homens que querem chegar ao conhecimento da verdade.
        E dos que presidem às Igrejas, nem mesmo o mais eloquente, dirá coisas diferentes das que afirmamos, pois ninguém está acima do divino Mestre; nem o orador menos hábil enfraquecerá a Tradição. Sendo uma só e mesma a fé, nem aquele que muito diz sobre ela a aumenta, nem aquele que diz menos a diminui.

Hino de SÃO MARCOS, EVANGELISTA


Quinta, 25 de abril de 2013  SÃO MARCOS, EVANGELISTA
Vésperas

Cantamos hoje alegremente,
ó São João Marcos, teu louvor,
pois tu trouxeste a toda gente
a Boa-nova do Senhor.

Por mestre a Pedro tu tiveste,
suas palavras recolhias,
e, se a Jesus não conheceste,
era a Jesus que nele ouvias.

Breve o Evangelho que escreveste,
tão dilatado em seu amor:
em poucas páginas puseste
as maravilhas do Senhor.

Deixa-te Paulo, e a Paulo segues,
vais imitando a sua lida;
perfeita é a cópia que consegues,
dando por Cristo a própria vida.

Filho de Deus O proclamemos,
por ti e Pedro alimentados,
e face a face O contemplemos,
ao céu um dia transportados.


Oração
Ó Deus, que concedestes a São Marcos, vosso evangelista, a glória de proclamar a Boa-nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos do Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Ordem Franciscana Secular


Foi fundada por volta de 1221 para congregar os leigos que desejavam seguir São Francisco de Assis participando do movimento franciscano. Tem como padroeiros Santa Isabel da Hungria e São Luis IX, Rei de França.

O primeiro casal a seguir a vocação franciscana secular foi o Bem-Aventurado Luquésio (ou Lúcio) e sua esposa Buonadona. Sua memória comemora-se no dia 28 de abril.

Tantas outras pessoas ilustres participaram da Ordem, como Dante Alighieri, Thomas More, o Beato Pio IX, Papa Leão XIII, São Pio X, Beato João XXIII (e mais outros 2 papas), Chiara Lubich etc.
A primeira regra para conduzir a vivência dos irmãos terceiros foi aprovada, em 1289, pelo Papa Nicolau IV. Essa regra, com pequenas alterações, existiu até 1883 quando o Papa Leão XIII lhe aplicou grande reforma. Essa alteração visava ampliar a contribuição dos franciscanos seculares diante dos problemas sociais da época. Em 24 de junho de 1978, o Papa Paulo VI aprovou a Regra atualmente em vigor.


A Ordem Franciscana Secular é constituída por Fraternidades abertas a todos os cristãos seculares. Nelas há lugar para jovens, para casados, viúvos e celibatários no mundo; para clérigos e leigos; para todas as classes sociais, todas as profissões, para todas as raças; para homens e mulheres. Há lugar para todos porque se busca viver segundo o Santo Evangelho como irmão e irmãs da penitência.
Os franciscanos seculares constituem uma verdadeira Ordem na Igreja. Não formam um mero movimento ou associação qualquer, mas uma ordem reconhecida como tal pela Igreja, que lhe apresenta uma forma de vida chamada Regra.

Cronologia Franciscana no Brasil


Presença Esporádica: 1500-1585
1500 -  1ª missa, celebrada por Frei Henrique de Coimbra
1503 - 1ª “missão” franciscana em Porto Seguro
1505 - “Protomártires” do Brasil, martirizados em Porto Seguro
1534 - Frei Diogo de Borda na Bahia de Caramuru
1538-1548 (+ ou -) Franciscanos espanhóis, em missão em S. Catarina
1558 - Frei Pedro Palácios em Espírito Santo (Penha)

Presença Missionária: 1585-1750
1584 - Fundação da Custódia de Santo Antônio do Brasil
1585 - Chegada dos primeiros franciscanos em Olinda
1617 - Fundação do Comissariado de Santo Antônio, do Pará
1647 - Autonomia da Custódia de Santo Antônio do Brasil
1657 - Autonomia da Província de Santo Antônio do Brasil
1659 - O Rei limita a 200 os frades da Província de Santo Antônio
1659 - Criada a Custódia da Imaculada Conceição do Brasil
1675 - Autonomia da Província da Imaculada Conceição
1693 - Fundação do Comissariado da Piedade, no Grão Pará
1715 - Fundação do Comissariado da Terra Santa
1740 - O Rei Proíbe a Aceitação de Noviços na Prov. De Santo Antônio, até que os frades se reduzam a 400

Presença em Crise de Extinção
De Pombal à República : 1750 – 1889
1750-1777 - Governo de Pombal: restrições à vida religiosa
1757 - Os religiosos perdem as “missões” indígenas
1757 - Os frades da Piedade são expulsos, de volta a Portugal
1764 - A Prov. De S. Antônio proibida, por 14 anos, de receber noviços
1844 - A Assembléia da Bahia restringe o número de Noviços
1845 - Proibição imperial de receber noviços sem licença régia
1847 - Os franciscanos sem mais licença de receber noviços na Bahia
1854 - Os frades do Pará são incorporados à Prov. de S. Antônio
1855 - Proibição imperial de noviciados em todo o Brasil
1870 (a 1894) - Missão no Amazonas, pelos franciscanos italianos
1871 - Pedido (denegado) da Prov. da conceição, de receber noviços
1884 - A Prov. de S. Antônio recorre ao Geral para a sua restauração.
1886 - A Santa Sé sujeita aos Bispos os religiosos do Brasil
1888 - Projeto do Arcebispo da Bahia de restaurar a Prov. de S. Antônio
1889 - O Ministro Geral recorre à Província da Saxônia, que aceita o encargo de restaurar a Província de Santo Antônio

Presença Restauradora: 1889-1963
1891 - Franciscanos da Saxônia chegam a Santa catarina
1892 - Chegam à Bahia os Franciscanos da Saxônia
1893 - Compromisso jurídico da Prov. da Saxônia, de Restaurar a Província de Santo Antônio do Brasil
1899 - Compromisso de restauração da Prov. da Imaculada Conceição
1899 - Franciscanos espanhóis fundam uma “missão” em Goiás
1899 (1903) - Os frades holandeses fundam o Comissariado da Sta. Cruz
1901 - Autonomia da Província restaurada de Santo Antônio do Brasil
1901 - Autonomia da Província restaurada da Imaculada Conceição
1907 - Criação da Prelazia de Santarém, confiada à Prov. de S. Antônio
1911 - Frades portugueses fundam um Comissariado no Rio G. do Norte
1911 - O Comissariado da Santa Cruz passa a abranger o Rio G. do Sul
1937 - Frades da Turíngia fundam um Comissariado no Mato Grosso
1941 - Rio Grande do Sul se torna Comissariado
1943 - Frades americanos fundam em Goiás um Comissariado
1943 - Frades americanos fundam um Comissariado em Fordlândia, PA
1947 - Frades italianos fundam uma Custódia em S. Paulo
1949 - Belterra (PA) se torna sede do Comissariado dos americanos
1950 - É constituída e Província de Santa Cruz (MG)
1951 - Maranhão e Piauí são desmembrados da Província de Santo Antônio e confiados à Prov. da Saxônia
1953 - Frades italianos criam no Triângulo Mineiro uma Fundação
1956 - A Prelazia de Santarém é confiada pela Prov. de Santo Antônio à Província americana do S. Coração de Jesus
1957 - Os frades da Prov. de Santo Antônio passam de Santarém para o novo Comissariado de Óbidos.

Presença em Renovação: 1963-2000
1966 - Rio Grande do Sul é constituído como Custódia
1968 - Fundação Missionária dos Frades Italianos no Piauí
1971 - O Rio Grande do Sul se torna Vicariato de S. Francisco
1976 - A Custódia de Santa Cruz (MG) é elevada a Província
1976 - O Vicariato de S. Francisco (RS) é elevado a Província
1988 - A Custódia das 7 Alegrias (Mato Grosso) se Torna Vice-Província
1990 - Instituíção da Vice-Província de S. Benedito da Amazônia
1992 - Autonomia da Vice-Província de Nossa Senhora da Assunção (MA/PI)

Datas principais da história da Província
1585 - Até esta data frades avulsos
1585 - Chegada dos fundadores ao Brasil
1591 - Convento de São Francisco de Vitória, ES
1608 - Fundação no Rio
1659 - Criação da Custódia Imaculada Conceição da Virgem Nossa Senhora, pelo Definitório
1670 - Confirmação da Custódia pelo Ministro Geral
1675 a 15 de julho – Criação da Província por um Breve de Clemente X
1719 - Implantação da “Alternativa” (Portugueses x Brasileiros)
1855 a 09 de janeiro – Suspensão do Noviciado
1891 - Restauração da Província
1975 - Tricentenário da Província
1990 - Início da Missão em Angola
1991 - Centenário da Restauração
1997 - Criação da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola

Ordem Franciscana no Brasil


A terra de Vera Cruz, de Santa Cruz, do Brasil foi descoberta, em 1500, para o Rei por D. Pedro Álvares Cabral, para a santa religião pelos franciscanos. Achavam-se estes em companhia de Cabral, que navegava para as Índias.

Frei Henrique, superior da caravana de missionários, celebrou no dia 26 de abril, domingo da Pascoela, a primeira missa no ilhéu da Coroa Vermelha, na qual fez “solene e proveitoso sermão”.

Outra missa celebrou no mesmo no dia 1° de maio; mas já foi na terra firme e com assistência de muitos índios, que todos, em atitude semelhante à dos descobridores, acompanharam o ato solene.

Nesta ocasião, Cabral e Frei Henrique ergueram uma grande Cruz, sinal da tomada de posse em nome de Cristo e do Rei. Em seguida, Cabral continuou a viagem às Índias e com ele os franciscanos.

Não tardou, porém, a chegada de outros missionários da Ordem Seráfica. De 1503 a 1505, estiveram em Porto Seguro dois, que, tendo zelosamente exercido o seu ministério, foram ambos trucidados pelos selvagens e assim se tornaram os protomártires do Evangelho no Brasil.

Decorridos trinta anos, em 1532, aportaram com Martim Afonso a São Vicente dois franciscanos, onde celebraram, junto com o padre secular Gonçalo Monteiro, que ficou de vigário, o primeiro culto divino e levantaram uma capela em honra de Santo Antônio.

Um deles teve de oferecer a Deus o sacrifício de sua vida, pois foi flechado por um índio ao atravessar um rio. Em 1534, achamos alguns franciscanos na Bahia, onde batizaram duas filhas naturais de Diogo Álvares Correia, o lendário Caramuru.

Retiraram-se com Martim Afonso de Souza para as Índias. Não consta se um deles tivesse ficado, mas certo é que uns quinze anos depois um franciscano percorria a zona da Bahia doutrinando os tupinambás. Construiu uma capela em honra de São Francisco.

Poucos anos depois, temos notícia de cinco franciscanos espanhóis que, em viagem ao Rio da Prata, foram acossados pela tempestade até ao porto de Dom Rodrigo, hoje São Francisco do Sul, e em seguida missionaram entre os carijós. O seu superior Frei Bernardo escreveu em 1° de maio de 1538 que mal bastavam as horas do dia para batizar a todos que pediam o sacramento.

A estes missionários refere-se Nóbrega ao chegar a São Vicente (1549) com estas palavras: “Os gentios são de diversas castas, uns se chamam guaianases, outros, carijós. Este é um gentio melhor do que nenhum desta casta. Os quais foram, não há muitos anos, dois frades castelhanos [na verdade foram cinco] ensinar e tomaram tão bem a sua doutrina, que têm já casas de recolhimento para mulheres como de freiras e outras de homens como de frades”.

Já se vê, pelos frutos, que o trabalho dos cinco franciscanos foi metódico e incansável. Depois da chegada dos inacianos, em 1549, as crônicas dão notícia de dois frades menores que durante alguns anos puderam exercer benéfico apostolado.

São Frei Pedro Palácios e Frei Álvaro da Purificação. O primeiro, apesar de irmão leigo, missionou na Capitania do Espírito Santo de 1558 a 70. Frei Álvaro, que em 1577 foi levado por ventos contrários da ilha da Madeira para as costas do Brasil, trabalhou em Olinda tão zelosamente que era geral o pedido de ele ficar, e o donatário D. Jorge de Albuquerque Coelho instou que obtivesse de Portugal maior número de franciscanos. Não só não o conseguiu, mas teve o desprazer de receber ordens para voltar.

Por este tempo consta de mais alguns mártires. No dia 4 de outubro de 1580 foram mortos pelos selvagens diversos frades em Olinda ou nos arredores e, em 1583, foi assassinado por um soldado espanhol, em São Paulo, o irmão leigo Frei Diogo, que repreendeu o soldado por causa das suas constantes blasfêmias.

Tinha vindo com outros três franciscanos na armada de Diogo Flores Valdez. Foi dito que o donatário não conseguiu mais franciscanos por intermédio de Frei Álvaro. Por isto, passados alguns anos, ele mesmo fez igual pedido ao Rei Felipe, que por sua vez, o transmitiu ao ministro geral da Ordem, Frei Francisco Gonzaga.

Achava-se este em visita canônica aos conventos de Portugal e quando celebrou Capítulo em Lisboa, aos 13 de março de 1584, decretou a fundação de uma Custódia no Brasil – a Custódia de Santo Antônio – e destinou para isso seis religiosos de virtude e zelo, sendo superior Frei Melquior de Santa Catarina, com, patente de custódio. Todos eles pertenciam à Província reformada de Santo Antônio chamada dos Currais, cujos religiosos o povo alcunhava de “capuchos” por causa do capuz piramidal que traziam.

A palavra “capucho”, que não se deve confundir com “capuchinho”, encontra-se frequentemente nos documentos e não significa outra coisa que franciscano, pobre, observante. A dita expedição chegou a Pernambuco aos 12 de abril de 1585 e foi recebida com grandes demonstrações de júbilo e veneração. O primeiro Convento que se fundou foi o de N. Sra. Das Neves de Olinda.

Uma generosa benfeitora, D. Maria da Rosa, havia antecedentemente construído para os frades uma casa com capela ao lado e de tudo fez doação à Ordem por escritura de 27 de setembro do mesmo ano de 1585. Oito dias depois, na festa do Seráfico Patriarca, os fundadores passaram para essa residência em solene procissão, assistida pelo donatário com seu senado, clero e muito povo.

Desde logo iniciaram os frades o seu trabalho na vila e arredores e de tal modo granjearam a estima de todos que, decorrido apenas um ano, isto é, em 1586, abriram noviciado para os candidatos à Ordem e juntamente um seminário, isto é, educandário para os filhos dos índios.

Na catequese dos indígenas, destacou-se nesses anos até 1590 Frei Francisco de São Boaventura. As suas excelentes qualidades de índole unia um conhecimento perfeito da língua brasiliense, que em pouco tempo falava tão bem que os próprios Índios se admiravam, tendo-o por grande feiticeiro. Enquanto os poucos missionários franciscanos labutavam arduamente na vinha do Senhor nas partes de Pernambuco, a fama de seu zelo e religiosa observância espalhava-se pelas outras capitanias. De diversas localidades vinham pedidos de fundação de conventos e missões.

Em 1587, o Custódio acedeu à solicitação do bispo e do governador geral, aceitando por escritura de 8 de abril o sítio para um Convento na Baía, iniciando ele mesmo a construção. Quando, em abril de 1588, o Custódio voltou a Olinda, encontrou a recém-chegada segunda turma de seis missionários. Com isto se animou a aceitar novas fundações.

A primeira foi a de Iguaraçú, em junho do mesmo ano. A Câmara e o povo haviam oferecido um sítio com casa, que foi transformada em Convento. Os seus melhores esforços dedicaram os franciscanos ali à catequese dos índios, doutrinando-os e arrebanhando-os em aldeias. As três missões de Itapessima, Ponta das Pedras e Itamaracá passaram para a história como obra de Frei Antônio de Campomaior, que as fundou na sua segunda estada em Iguaraçú, de 1592 a 94.

Em 1589 principiou-se a fundação de um Convento na vila de Paraíba, a instâncias do Cardeal Alberto, Governador do Reino de Portugal. Na mesma ocasião, o Custódio providenciou acerca das missões entre os índios daquela zona. Tal era o estado, próspero na verdade, da missão franciscana no Brasil, quatro anos depois da chegada dos fundadores da Custódia.

Foi justamente em 1589 que dois religiosos vieram para a capitania do Espírito Santo encaminhar a fundação do Convento de Vitória, o primeiro convento franciscano nas partes do Sul, como também o primeiro da que mais tarde foi a Província da Imaculada Conceição.

O cristianismo e o direito: a revolução cristã no campo jurídico


O cristianismo representou uma grande revolução no sentido exato e extenso dessa palavra. Sua mensagem irradiou-se para a humanidade toda, seus princípios éticos tornaram as pessoas melhores, mais solidá-
rias, mais pacíficas. O cristianismo contribuiu para tornar as pessoas mais felizes, introduzindo o princípio da esperança, na cultura de milhões e milhões de seres humanos. Em nome dele têm sido feitas obras sociais e humanitárias que mitigam dores e sofrimentos, levam a educação às crianças e adultos, ensinam o reto caminho. Leia o texto completo.

Fonte:

Pedro Braga. Revista de Informação Legislativa: Brasília a. 39 n. 156 out./dez. 2002

A REFORMA PAPAL, A CONTINÊNCIA E O CELIBATO ECLESIÁSTICO: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS PRÁTICAS LEGISLATIVAS DO PONTIFICADO DE INOCÊNCIO III (1198-1216)


Do século XI ao XIII, o papado liderou o movimento reformador que buscava uma
transformação na organização da igreja e da própria sociedade. Dentre as muitas questões que
receberam a atenção do papado neste período, encontrava-se a preocupação com a moral clerical, em
especial no tocante à continência e ao celibato, visando um controle do corpo dos religiosos em prol da
discretio. Nossa preocupação central é discutir como, na prática legislativa, o ideal da continência e do
celibato clerical foi apreendido. Neste sentido, em nossa investigação, optamos por estudar dois tipos de
documentos legislativos: os cânones lateranenses I, II, III e IV, textos normativos de caráter geral, e as
correspondências pontifícias do período do pontificado Inocêncio III (1198-1216).
Leia o texto completo

Fonte:


Texto publicado In: História: Questões e Debates. Instituições e poder no medievo, Curitiba: Programa
de Pós-Graduação em História da UFPR / Editora da UFPR, (37), jul-dez 2002, p. 85-110


Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva

Professora Adjunta do Departamento de História da UFRJ, Coordenadora Adjunta do Programa de
Estudos Medievais da UFRJ, Pesquisadora do CNPq.


Marcelo Pereira Lima
Mestre em História Social (PPGHIS - UFRJ). Professor da rede municipal de Angra dos Reis e da
cidade do Rio de Janeiro.


O CONFLITO ENTRE AS AUTORIDADES RELIGIOSAS E LAICAS E O DIREITO MEDIEVAL: OS CASOS DE EXCOMUNHÃO DO ‘LIVRO DAS CONFISSÕES’ DE MARTIM PEREZ


Autoridades eclesiásticas e autoridades laicas à serviço do poder centralizador monárquico
disputaram nos pergaminhos e manuscritos a autonomia de valores das instituições que incorporavam.
Disputa essa que se dava no campo da justiça e do direto, deixando entrever os projetos de organização da
sociedade que estavam em jogo. Dessas questões emerge a literatura canônica que serve de base para
Martim Perez escrever seu ‘Livro das confissões’, obra penitencial muito influente na Península Ibérica
durante os séculos XIV e XV. Os casos de sentença de excomunhão ali previstos dão uma clara ideia de
como crescia a preocupação das intervenções laicas em questões de doutrina religiosa, num momento em
que o Estado se armava de um aparato jurídico crescente. A Igreja Católica procurava se defender da
extinção de privilégios e imunidades, e a sentença de excomunhão podia ser usada para equilibrar um
pouco as coisas. Leia o texto completo

Palavras-chave: Península Ibérica; Século XIV; Direito eclesiástico; Confissão.

Fonte:

 Schulz,Marcos.Revista do Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em História
Graduando em História – Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail para
contato: qkschulz@superig.com.br.

A ESTABILIZAÇÃO DO DIREITO CANÔNICO E O DECRETO DE GRACIANO


Esta investigação analisa o Decreto de Graciano, documento do Direito Canônico datado do século XII realizador de uma primeira e fundamental tentativa de sistematização das fontes e dos conteúdos do Direito Canônico até então desenvolvido. Discute, ainda que de forma breve, as circunstâncias históricas nas quais o Decreto se insere para tornar compreensível a sua forma e o seu conteúdo. Para ler o texto completo clique aqui.


Palavras-chave: Direito Canônico; Graciano;
História do Direito; Direito Romano

Fonte:

Roesler,Claudia Rosane.  Revista Seqüência, nº 49, p. 9-32, dez. 2004

Professora do Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica, da Universidade do
Vale do Itajaí – UNIVALI. Doutora em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo – USP. Autora do livro Theodor Viehweg e a Ciência do
Direito: Tópica, Discurso, Racionalidade. Florianópolis: Momento Atual, 2003.


Origem do Ofício de Leituras ou Matinas


A sua origem está na antiga oração de Matinas, palavra que significa madrugada. Era esta constituída por uma série de vigílias, ou nocturnos, cujo número variava conforma a importância e solenidade do dia litúrgico. A partir do costume romano de dividir a noite em vigílias, as primeiras comunidades monásticas, sobretudo com São Bento de Núrsia, instituíram também uma oração ao longo da madrugada, que previa vários nocturnos, em que o sono se interrompia para a oração.
Matinas é a hora mais temporã do amanhecer e que servia como hora de oração na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa na liturgia das Horas canónicas. O termo também se usou em algumas denominações do Protestantismo para descrever os serviços matutinos.
Após o Concílio Vaticano II as Matinas da Igreja Católica foram mudadas e agora denominam-se oficialmente Ofício de Leitura. Algumas ordens religiosas monásticas mantêm a designação "matinas" para esse momento de oração. Tal costume foi adaptado também para comunidades não monásticas e para os clérigos na recitação individual. Contudo, face à dificuldade de adoptar rigorosamente o costume monástico de várias orações durante a madrugada, o ofício de Matinas foi adaptado e reduzido, sem contudo perder o seu carácter nocturno.
Ao longo dos séculos, assim, esta oração apresentava-se como a oração nocturna. No entanto a prática e as exigências pastorais não permitiam que esse horário fosse observado por grande número de clérigos seculares.
Deste modo, face à necessidade de adaptar o ofício divino às exigências actuais, e de dar às leituras bíblicas e patrísticas o seu papel central nesta oração, o Concílio Vaticano II decretou que “as Matinas, continuando embora, quando recitadas em coro, com a índole de louvor nocturno, devem adaptar-se para ser recitadas a qualquer hora do dia; tenham menos salmos e leituras mais extensas” (Sacrosanctum Concilium 89 c).
A reforma incidiu também sobre as leituras constantes do Ofício. Face a muitas delas, sobretudo as que se propunham para a celebração dos santos, que se entretinham em pormenores lendários e que davam uma noção algo imperfeita da santidade das personagens, o Concílio decretou também que
“Quanto às leituras, sigam-se estas normas:
a) Ordenem-se as leituras da Sagrada Escritura de modo que se permita mais fácil e amplo acesso aos tesouros da palavra de Deus;
b) Faça-se melhor selecção das leituras a extrair das obras dos Padres da Igreja|Santos Padres, Doutores da Igreja|Doutores e Escritores eclesiásticos;
c) As «Paixões» ou vidas dos Santos sejam restituídas à verdade histórica.” (Sacrosanctum Concilium 92)
A oração passou assim a chamar-se Ofício de Leitura (em latim Officium lectionis), podendo ser rezada a qualquer hora do dia.

Esquema da celebração do Ofício de Leitura


Nas matinas é habitual a leitura de três salmos, uma leitura bíblica e o seu responsório.
Invocação inicial: Vinde ó Deus em meu auxílio.R: Socorrei-me sem demora. e [Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.R: Assim como era no princípio, agora e sempre.Amém.Aleluia.].
Hino.
Salmodia: três salmos, ou partes de salmo, cada um com a respectiva antífona.
Versículo simples, para servir de transição entre a salmodia e as leituras.
Leitura bíblica, longa, seguida de responsório.
Leitura hagiográfica (nas celebrações dos Santos) patrística, ou do Magistério, (nos outros dias) seguida de responsório.
Nos Domingos (excepto do Advento e da Quaresma), solenidades e festas, diz-se o hino Te Deum.
Oração conclusiva, na celebração comunitária proferida pelo presidente.
Despedida (V. Bendigamos ao Senhor R. Graças a Deus)
O Ofício de Leitura pode também ser celebrado em forma de vigília, na noite anterior a um Domingo ou solenidade. Nesse caso, antes do hino Te Deum, rezam-se três cânticos do Antigo Testamento e lê-se o Evangelho da Ressurreição.

Fonte:

Wikipédia

Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo (Lib. 5,2,2-3:SCh153,30-38) (Séc.I)


A Eucaristia, penhor da resurreição

Se não há salvação para a carne,também o Senhor não nos redimiu com o seu sangue. Sendo
assim, nem o cálice da eucaristia é a comunhão do seu sangue nem o pão que partimos é a
comunhão do seu corpo. O sangue, efetivamente, procede das veias, da carne, e do que pertence
à substância humana. Essa substância, o Verbo de Deus assumiu-a em toda a sua realidade e por
ela nos resgatou com o seu sangue, como afirma o Apóstolo: Pelo seu sangue, nós fomos
libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas (Ef 1,7).

Nós somos seus membros e nos alimentamos das coisas criadas que ele próprio nos dá, fazendo
nascer o sol e cair a chuva segundo sua vontade. Por isso, o Senhor declara que o cálice, fruto
da criação, é o seu sangue, que fortalece o nosso sangue; e o pão, fruto também da criação, é o
seu corpo, que fortalece o nosso corpo.

Portanto, quando o cálice de vinho misturado com água e o pão natural recebem a palavra de
Deus, transformam-se na eucaristia do sangue e do corpo de Cristo. São eles que alimentam e
revigoram a substância de nossa carne. Como é possível negar que a carne é capaz de receber o
dom de Deus, que é a vida eterna, essa carne que se alimenta com o sangue e o corpo de Cristo
e se torna membro do seu corpo?

O santo Apóstolo diz na Carta aos Efésios: Nós somos membros do seu corpo (Ef 5,30), da sua
carne e de seus ossos (cf. Gn 2,23); não é de um homem espiritual e invisível que ele fala – o
espírito não tem carne nem ossos (cf. Lc 24,39) – mas sim do organismo verdadeiramente
humano, que consta de carne, nervos e ossos, que se nutre com o cálice do seu sangue e se
robustece com o pão que é seu corpo.

O ramo da videira plantado na terra, frutifica no devido tempo, e o grão de trigo, caído na terra
e dissolvido, multiplica-se pelo Espírito de Deus que sustenta todas as coisas. Em seguida, pela
arte da fabricação, são transformados para uso do homem. Recebendo a palavra de Deus,
tornam-se a eucaristia, isto é,o corpo e o sangue de Cristo. Assim também os nossos corpos,
alimentados pela eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu
tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a ressurreição para a glória do Pai. É ele que
reveste com sua imortalidade o corpo mortal e dá gratuitamente a incorruptibilidade à carne
corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus.

3ª Semana: Hino do Tempo Pascal, autor desconhecido



3ª SEMANA DO TEMPO PASCAL COMPLETAS


Ó Jesus Redentor,
do universo Senhor,
Verbo eterno do Pai,
Luz da Luz invisível,
que dos vossos remidos
vigilante cuidais.

Vós, artista do mundo,
e de todos os tempos
o sinal divisor,
no silêncio da noite
renovai nosso corpo
que lutando cansou.

Afastai o inimigo,
vós, que os fundos abismos
destruís, ó Jesus!
Não consiga o Maligno
seduzir os remidos
pelo sangue da Cruz

Quando o corpo cansado
for de noite embalado
pelo sono e a calma,
de tal modo adormeça,
que ao dormir nossa carne
não cochile nossa alma.

Escutai-nos, ó Verbo,
por quem Deus fez o mundo,
e o conduz e mantém.
Com o Pai e o Espírito,
vós reinais sobre os vivos
pelos séculos. Amém.

Ordem dos Irmãos de Nossa Senhora de Belém


A Ordem dos Irmãos de Nossa Senhora de Belém foi fundada na Guatemala em 1658 pelo terciário franciscano natural das Ilhas Canárias São Pedro de San José de Betancur (1619-1667) como uma irmandade para a evangelização dos índios, de assistência aos pobres e às crianças doentes e abandonadas.
A Coroa espanhola aprovou a fundação no dia 2 de Maio de 1667 permitindo que os membros construíssem o Antigo Hospital de Nossa Senhora de Belém.

Sob a liderança do irmão Frei António da Cruz, que sucedeu a São Pedro de Betancur como superior geral da fraternidade, os Irmãos Betlemitas transformaram-se em religiosos mendicantes de votos solenes submetidos à Regra de Santo Agostinho e, pouco depois, a fraternidade foi aprovada pelo Papa Inocêncio XI enquanto ordem religiosa com a bula pontifícia a 26 de Março de 1687 e reiterada pelo Papa Clemente XI a 3 de Abril de 1710.


Desaparecida em 1820, a espiritualidade da Ordem dos Irmãos de Belém foi resgatada pela madre superiora Beata Encarnación Rosal (1815-1886) que, em 1861, fundou o ramo feminino da ordem sob o nome de Instituto das Irmãs Betlemitas Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Por seu lado, o ramo masculino foi restaurado em 1984 pelo próprio Papa João Paulo II que, em 2002, canonizou o fundador da Ordem. A 31 de Janeiro de 2005, a Ordem dos Irmãos de Nossa Senhora de Belém contava com tinha sete religiosos e dois conventos.

Ordem da Imaculada Conceição


D. Beatriz da Silva nasceu em Campo Maior, Portugal, filha de Rui Gomes da Silva, alcaide da vila, e D. Isabel de Meneses, esta última aparentada com as casas reais de Espanha e Portugal.
Ao unir-se em segundas núpcias o Rei João II de Castela com D. Isabel de Portugal, é nessa altura que chega à corte castelhana a nobre D. Beatriz para ser a dama de honor da nova Rainha de Castela.

Segundo a tradição, D. Beatriz teve uma aparição em que Santíssima Virgem Maria que lhe confiou o desejo de fundar uma ordem consagrada ao culto e à sua honra da Imaculada Concepção de Maria. Nesse momento, D. Beatriz saiu da corte e refugiou-se no Mosteiro das Irmãs Dominicanas de Toledo, vivendo 30 anos em ambiente religioso, apesar não ser na altura freira. A Rainha D. Isabel, a Católica, filha da referida Infanta D. Isabel de Portugal, Rainha de Castela, a que foi dama Beatriz e a ajudou muito na fundação da nova Ordem, doou-lhe o Palácio de Galiana em Toledo e facilitou-lhe também as negociações com a Santa Sé.

D. Beatriz da Silva, então religiosa, começou sua nova vida contemplativa com doze companheiras. A Ordem da Imaculada Conceição foi aprovada pelo Papa Inocêncio VIII no dia 30 de Abril de 1489, com direito ao uso de hábito religioso e outros usos próprios.

No ano de 1492, na sua cama, doente e vestida com o seu hábito religioso, faleceu a fundadora da Ordem da Imaculada Conceição. Isso fez com que, a partir desse momento, com o seu desaparecimento e orientação, a Ordem tenha ficado desprotegida.
Esta Ordem religiosa não nasceu franciscana, apesar de logo se notar a sua grande influência desde o início, e foi com as reformas levadas a cabo pelo Cardenal Cisneros em que Igreja Católica espanhola determinou que a mesma ficasse sobre a regra de São Francisco de Assis. Desse modo, esta passou também a estar relacionada com os franciscanos.

Ordem de São Basílio Magno



A Ordem Basiliana é considerada como a mais antiga comunidade de vida religiosa existente no mundo. A vivência e a prática da espiritualidade desta comunidade fundamenta-se no ensinamento e no projeto de vida cristã comunitária de São Basílio Magno ( 330 - 379 ), um Padre grego, dos mais destacados da Antiguidade cristã.


A vida religiosa segundo os ideais de S. Basílio — que se encontra presente em diversos lugares do Oriente— adquiriu um caráter próprio em terras ucranianas. No século 17, dois grandes vultos da Igreja ucraniana, o bispo-metropolita José Benjamin Rutskei e São Josafat, levaram a termo uma reestruturação da Ordem Basiliana, imprimindo-lhe uma orientação particular e configurando-a como um ramo distinto da família basiliana, que por isso recebeu a denominação de "Ordem Basiliana de São Josafat".


O fluxo migratório que, no final do século passado, trouxe ao Brasil milhares de ucranianos, motivou os Pa¬dres Basilianos a acompanhá-los a fim de lhes prestar assistência espiritual e pastoral.

    O primeiro basiliano a desembarcar no Brasil, foi o Pe. Silvestre Kizema, em junho de 1897. Depois dele, vieram outros, e desde o início, lado a lado do Povo de Deus, eles se puseram a desenvolver uma intensa atuação missionária em diversos núcleos populacionais ucranianos, nos Estados do Paraná e Santa Catarina.

    Em 100 anos, a comunidade basiliana cresceu, se tornou Província religiosa e conta hoje com 110 membros, muitos deles trabalhando até em outros países.

    No Brasil, os basilianos continuam a desempenhar sua atuação preferencial no meio étnico ucraniano disperso na região Sul. Sua expressão cristã e litúrgica é o rito bizantino-ucraniano e seu trabalho caracteriza-se pela ação pastoral em paróquias, promoção de missões e atividade educacional em suas casas de formação.

Artigo em: Cristianismo primitivo


 A cristianização ea tradição clássica na transição da antigüidade para a idade média; o caso do reino suevo

LR Roedel - BOLITM DO CPA. Campinas: IFCH-UNICAMP, 1997 - ifch.unicamp.br

Platonismo e Cristianismo: irreconciabilidade radical ou elementos comuns

BS Santos - Veritas, 2003 - fil.ufes.br

O problema da identidade no cristianismo primitivo: Interação, conflitos e desafios

JL Izidoro - São Bernardo do Campo–SP: Orácula, 2007 - oracula.com.br

A originalidade singular do cristianismo

C Palácio - Perspectiva Teológica, 2011 - faje.edu.b

Mujeres, carisma y castidad en el cristianismo primitivo

MJH de la Vega - Gerión. Revista de Historia Antigua, 1993 - revistas.ucm.es

A composição social dos cristãos em 1 Coríntios

C Santos - Revista Jesus Histórico - revistajesushistorico.ifcs.ufrj.br

Artigos em: Igreja Católica no Brasil



Igreja Católica e seu papel político no Brasil

D Azevedo - Estudos Avançados, 2004 - SciELO Brasil


Lista de Imperadores de Roma



1a DINASTIA: DINASTIA DOS JULIUS E CLAUDIUS 
(27 a.C. a 68 d.C.)

Otávio Augusto (31 a. c. - 14 d. C.) 
Tibério (14 - 37) 
Calígula (37 - 41) 
Cláudio (41 - 54) 
Nero (54 - 68)

DINASTIA DOS FLÁVIUS E ANTONINUS 
(68 a 193 d.C.)

Galba (68 - 69) 
Oto (69) 
Vitélio (69) 
Vespasiano (69 - 79) 
Tito (79 - 81) 
Domiciano (81 - 96) 
Nerva (96 - 98) 
Trajano (98 - 117) 
Adriano (117 - 138) 
Antonino Pio (138 - 161) 
Lúcio Vero (161- 169) 
Marco Aurélio (161 - 180) 
Cômodo (180 - 192)

DINASTIA DOS SEVERUS 
 (193 a 235 d.C.)

Pertinax e Dídio Juliano (provisórios: 193) 
Sétimo Severo (193 - 211) 
Geta (211 - 212) 
Caracala (212 - 217) 
Macrino (217 - 218) 
Heliogábalo (218 - 222) 
Alexandre Severo (222 - 235)

IMPERADORES MILITARES E USURPADORES 
(235 a 284 d.C.)

Maximo Trax ou Maximino I (235 - 238) 
Gordiano I (238) 
Gordiano II (238) 
Balbino (238) 
Pupieno (238) 
Gordiano III (238 - 244) 
Filipo I (244 - 249) 
Trajano Décio (249 -251) 
Treboniano Galo (251-253) 
Emílio Emiliano (253) 
Valeriano (253 - 260) 
Galieno (253 - 268) 
Cláudio II Gótico (268 - 270) 
Quintílio (270) 
Aureliano (270 - 275) 
Tácito (275 - 276) 
Floriano (276) 
Probo (276 - 282) 
Caro (282 - 283) 
Numeriano (283 - 284) 
Carino (283 - 285)

TETRARQUIA 
(284 a 324 d.C.)
CISMA ORIENTAL-OCIDENTAL

Diocleciano (284 - 305) 
Maximiano (286 - 305) 
Constâncio I Cloro (305 - 306) 
Galério (305 - 311) 
Licínio (308 - 324)

CASA DE CONSTANTINUS I 
(307 a 392 d.C.)

Constantino I o Grande (306 - 337)

RE-UNIFICAÇÃO

Constantino II (337 - 340) 
Constâncio II (337 - 361) 
Constante (337 - 350) 
Juliano II o Apóstata (361 - 363) 
Joviano (363 - 364)

CISMA OCIDENTAL-ORIENTAL

Valenciniano I Oc. (364 - 375) 
Valêncio Or. (364 - 378) 
Graciano Oc. (375 - 383) 
Valenciniano II Oc. (375 - 392)

CASA DE THEODOSIUS I 
(392 a 476 d.C.)

Teodósio I o Grande Or. (379 - 395) 
Arcádio Or. (395 - 408) 
Honório Oc. (395 - 423) 
Teodósio II Or. (408 - 450) 
João Oc (423 - 425) 
Valenciniano III Oc. (425 - 455) 
Marciano Or. (450 - 457) 
Petrônio Máximo Oc. (455)

BIZANTINOS

Macilio Ávitos Oc. (455 - 456) 
Leão I Or ( 457 - 474) 
Julio Majoriano Oc. (457 - 461) 
-Líbio Severo Oc. (461 - 465) 
Procópio Antêmio Oc. (467 - 472) 
Aíicio Olíbrio Oc. (472)

473 d.C. CAPITULAÇÃO DE ROMA

Glicério Oc. (473 - 474) 
Júlio Nepos Oc. (474 - 480) 
Zenão Or. (474 - 491) 
Rômulo Augústulo Oc. (475 - 476)

FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE 
(476 d.C.) 
(clique aqui para ler resumo histórico)

CONTINUAÇÃO DO IMPÉRIO BIZANTINO 
OU ROMANO DO ORIENTE 
(284 a 1453)