Lucius Septimius Severus, Lúcio Septímio Severo (146 - 211)



 De origem africana, fundador da dinastia dos Severos (193-235), e o primeiro imperador romano nascido em Leptis Magna, antiga cidade situada na costa do Mediterrâneo, a leste de Tripoli, no norte da África. Chegou à Roma no início da década de 160, e iniciou sua carreira militar. Foi eleito questor em Roma (169), degrau necessário para a posterior participação no Senado, e serviu como questor provincial na Sardenha (171), região insular da Itália no Mediterrâneo Ocidental, a 200 km da Península itálica. Nomeado legado (173), cargo de emissário ou oficial do estado-maior, do procônsul na África, Gaio Septímio Severo, voltou a Leptis e casou-se (176) com Paccia Marciana, que morreu sem ter filhos, poucos anos mais tarde. Tornou-se pretor (177), comandante de legião na Síria (180-182) e nomeado governador da Galia Lugdunense (184), antiga região da Europa que compreendia a França, parte do território Belga e oeste da Alemanha. Viúvo, casou-se (187) com Julia Domna, membro de importante família de sacerdotes de Emesa, com teve os filhos Caracalla (188) e Geta (189). Tornou-se governador da Sicília (190), cônsul e governador da Panônia (191). Após os assassinatos de Cômodo (192) e de Pertinax (193), impôs-se pelas armas contra os partidários de Dídio Juliano e foi proclamado imperador por suas tropas, jurando vingar a morte de seu predecessor, chegando até a acrescentar Pertinax a seu próprio nome. Para combater Pescênio Niger que havia sido proclamado imperador pelas legiões do Oriente, marchou para a Itália, encontrando pouca resistência, e, depois que a maioria do Senado o apoiou, Dídio Juliano foi morto e os pretorianos que haviam assassinado Pertinax fugiram. Niger foi finalmente derrotado e morto em Antióquia (194), cidade do sul da Turquia, hoje chamada Antakya. Puniu severamente as cidades e as províncias desleais e iniciou (195) a invasão do Mesopotâmia, onde subjugou os árabes osroenes, Adiabenes e Cenitas. Voltou a Roma (196) e marchou para Lyon para enfrentar o antes aliado Albino que, depois de violenta batalha, viu suas tropas dispersarem-se e suicidou-se. O vitorioso imperador reorganizou as províncias do noroeste e voltou para Roma, onde se vingou dos senadores que haviam apoiado Albino, seguindo uma sua característica política: recompensar os amigos prodigamente e castigar os inimigos com severidade. Mais afeito ao campo de batalha, nomeou Caracalla imperador (197) e partiu par uma campanha vitoriosa contra os persas (198-199), em seguida visitou o Egito, onde se empenhou em extensa reforma administrativa. Mais tarde, visitou a Síria, voltando a Roma (203) para celebrar o jubileu de dez anos de governo, com a construção de um magnífico arco do triunfo e participar da celebração dos Jogos Seculares (204). Organizou uma expedição para a Bretanha (207), levando consigo a esposa e os dois filhos e lá permaneceu até sua morte (211) em York, após realizar com sucesso várias campanhas no norte, com o desejo de expandir o controle de Roma sobre toda a ilha. Preocupado com a instabilidade mental de Caracala, fez com que Geta (209) se tornasse césar, segundo posto de comando após o imperador. Seu último conselho para os filhos, em seu leito de morte, foi: "Não disputem um com o outro, dêem dinheiro aos soldados e desprezem todos os outros". Como governante demonstrou ser um sábio administrador e reformador e mantenedor da obediência às leis, porém devido ao temperamento inconstante, sua capacidade inflexível de trabalho e sua política de expansão das fronteiras do Império, transformaram-no numa personagem difícil de avaliar com justiça.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LuciusSS.html

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