Liturgia Episcopal 1



11. O múnus do Bispo, como doutor, santificador  e pastor  da sua  Igreja, revela-se  principalmente  na
celebração da sagrada liturgia, que realiza com o povo.
“Por isso, todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita em redor do
Bispo, sobretudo na igreja catedral, convencidos de que a principal manifestação da Igreja se faz numa plena
e ativa participação de todo o povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma
Eucaristia, numa única oração, em volta do mesmo altar, a que preside o Bispo rodeado do seu presbitério e
dos ministros”.

12. Conseqüentemente, as celebrações sagradas, presididas pelo Bispo manifestam o mistério da Igreja, na
qual Cristo está presente; não são, portanto, mero aparato cerimonial.
Importa, além disso, que estas celebrações sirvam de modelo para toda a diocese e se distingam pela
participação ativa do  povo. Assim, a  comunidade reunida participe pelo  canto, pelo diálogo,  pelo silêncio
sagrado, pela atenção interior e pela comunhão sacramental.


13. Em determinados termos e nos dias principais do ano litúrgico, preveja-se esta plena manifestação da
Igreja particular;  e para ela se  convide o povo das diversas partes da diocese e, na medida do possível, os
presbíteros. Para que os fiéis e presbíteros possam mais facilmente acorrer de toda a parte, marque-se, uma
vez por outra, esta reunião em diversos lugares da diocese.

14. Nestas reuniões, dilate-se a caridade dos fiéis à Igreja universal, e suscite-se neles um maior fervor no
serviço do Evangelho e dos homens.

IV. MÚNUS DA PREGAÇÃO A DESEMPENHAR PELO BISPO

15. Entre os principais encargos do Bispo, ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho. O Bispo é
o  arauto  da  fé,  que  para  Cristo conduz novos discípulos.  Ele  é  o doutor autêntico, enquanto dotado da
autoridade  de  Cristo, que  prega  ao  povo a  ele  confiado a  fé que se  deve  crer  e  aplicar  na  vida prática. Ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo, e extraindo do tesouro da Revelação coisas novas e  antigas, fá-la frutificar e, com a sua vigilância afasta os erros que ameaçam o seu rebanho.
Este seu múnus, o  Bispo  desempenha-o  igualmente  na sagrada  liturgia, quando  faz a  homilia  na
Missa, nas celebrações da Palavra de Deus e, sendo oportuno, em Laudes e Vésperas, e ainda quando faz a catequese ou profere as exortações na celebração dos sacramentos e sacramentais.

16. Esta pregação “deve inspirar-se principalmente nas fontes da Sagrada Escritura e da liturgia, pois se
trata da proclamação das maravilhas de Deus na história da salvação, ou seja, no mistério de Cristo, o qual
está sempre presente e operante no meio de nós, sobretudo nas celebrações litúrgicas”.

17. Sendo,  a  pregação  múnus próprio  do Bispo,  de  tal modo que  os  outros  ministros  sagrados  só a
exercem como seus substitutos, é ao Bispo, presidente a ação litúrgica, que pertence fazer a homilia. O Bispo faz a pregação sentado na cátedra, de mitra e báculo, salvo se lhe parecer melhor de outro modo.

Fonte:

 C e r i m o n i a l  d o s  B i s p o s


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