INSTRUÇÃO SOBRE ALGUNS ASPECTOS A RESPEITO DOS SANTOS ÓLEOS

1. A História

            O óleo litúrgico é o óleo de oliveira. Servia no Antigo Testamento para a consagração do Altar, de Sacerdotes, profetas, reis e fazia parte dos sacrifícios. No Novo Testamento é mencionado como meio de honrar o hóspede (Lc 7, 46) e pessoas de estima (Maria Madalena), de curar doentes (Mc 6, 13).

            2. O Uso

            No rito moderno distinguem-se três espécies de óleos santos: o óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o óleo do crisma (é óleo misturado com bálsamo).

a) O óleo dos enfermos constitui matéria do Sacramento da Unção dos Enfermos. Dá a saúde corporal e espiritual, e constitui a unção real para o trono eterno.

b) O óleo dos catecúmenos servia na antiguidade cristã, como o Crisma, para unção dos catecúmenos. Chamava-se o óleo do exorcismo porque devia proteger o catecúmeno contra o demônio. Por isto, no rito do Batismo, a unção com este óleo é feita antes do Batismo.

c) O óleo do crisma remonta, como o óleo dos catecúmenos, ao princípio do terceiro século e se chamava “óleo de ação de graças”. É matéria do Sacramento da Confirmação. Significa a santificação pelo Espírito Santo e sua presença na alma. Por isso, a unção com o Crisma se faz depois do Batismo. É empregado para a ordenação de bispos e presbíteros, na consagração das igrejas e dos altares.

            3. Observações quanto ao manuseio e guarnição

            *Os Santos Óleos devem ser renovados?

Sim. Os Óleos a serem usados nos Sacramentos sejam abençoados ou consagrados recentemente pelo Bispo (cânon 847). Não devem ser usados Óleos velhos. Por isso entende-se que, por ocasião da Missa da Quinta-feira Santa, pela manhã, sejam levados pelos senhores Párocos os Óleos consagrados no dia (em virtude do novo ano, é conveniente esta renovação dos Santos Óleos).

*Que fazer com os Santos Óleos do ano anterior?

            Devem ser queimados. Como não sabemos precisar a evolução de uma possível deterioração dos Santos Óleos, devemos eliminá-los convenientemente. Assim: tomam-se flocos de algodão embebendo-os com os Óleos. Em seguida, coloca-se fogo tendo o cuidado para que os Santos Óleos não se derramem. Assim que o algodão foi consumido pelo fogo, sejam enterrados seus restos.

            *Como conservar os Santos Óleos?

            O Catecismo da Igreja Católica faz menção no n. 1183 para que o Crisma tenha um lugar para ser conservado e venerado. Perto dele podem-se colocar os outros dois óleos. O cânon 847 § 2 diz: “o Pároco obtenha do próprio Bispo os Santos Óleos e com diligência os conserve decorosamente guardados”.

            *Como lavar os vidrinhos?

            Devem ser cuidadosamente lavados com água quente. Esta água deposita-se em plantas ou enterra-se.

            *Que fazer com os vidrinhos vazios?

            Cada ano se precisa novos vidros. É recomendável que sejam trazidos à igreja Catedral para reposição.

            Em espírito de fé, devoção e unidade, colocamos nas mãos dos senhores Párocos este subsídio, para ajudar no trato com os Santos Óleos.

            Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral

Fontes:

A Bíblia de Jerusalém. São Paulo 19852.

Elliott, Peter J., Guía Práctica de Liturgia, EUNSA, 19983.

João Paulo PP II, Carta Apostólica Vicesimus Quintus Annus (04 de dezembro de 1988).

Vv.Aa., Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Vozes; São Paulo: Paulinas, Loyola, Ave-Maria, 19933.

Vv.Aa., Código de Direito Canônico. Conferência dos Bispos do Brasil. Edições Loyola, São Paulo, 199811.

Elaborado pelos Revmos. Mons. Américo Cemin e Pe. César Augusto Worst.

Paroquia da Piedade

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