O crescimento da igreja e os grupos familiares

 Por  José Olavo da Costa, Mestre em Teologia pelo Instituto Bíblico Betel Brasileiro-PB, Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER, Graduado em Pedagogia pela UFRN e em Teologia pela Escola Superior de Teologia-EST, e Aluno do Curso de Filosofia da Faculdade Dom Heitor Sales – FAHS

É pertinente observarmos que a igreja primitiva surge e se estabelece por um longo período nos lares. Havia grade comunhão, pois “[...] partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46). Compreendemos que o propósito da comunhão e da singeleza de coração da igreja primitiva, ocorria na relação dos pequenos grupos familiares, ou seja, “de casa em casa”. As igrejas nos lares possibilitam um espaço ideal, para vivermos em favor do outro com responsabilidade recíproca. Isso não dispensará a confissão mútua de pecados. Como afirma Simson:
 Quando as pessoas confessam uma diante das outras seus pecados e se perdoam mutuamente (Cl 2.13), elas param de ter uma vida dúplice uns perante os outros, rompendo o poder do pecado oculto. Confessam suas próprias carências de perdão e graça, podem tirar as belas máscaras e finalmente ser autênticas, ganhando assim a aceitação e o amor de outros pecadores, que na verdade estão na mesma situação (Simson, 2001, p.104).

Somente os pequenos grupos, que se reúnem regularmente para desenvolver a mutualidade, geram o espaço onde os relacionamentos profundos podem acontecer. A igreja não conseguirá outro meio de ser igreja a menos que fracione seu rebanho em pequenas células (que chamamos de pequenos grupos) reprodutoras de relacionamentos (KIVITZ, 2008, p.63).

Para Grudem (2005, p. 88): “um pequeno grupo deve tratar de como as ovelhas podem aprender e graciosamente cuidar uma das outras conforme a palavra de Deus”. Vendo a necessidade que a igreja possui de compreender sobre a importância do cuidado mútuo de um para com o outro, seguindo o exemplo do amor de Cristo. Faz-se necessário discorre-se sobre a importância do ministério de casais como instrumento de crescimento da igreja local e do fortalecimento da comunhão no convívio familiar.

O crescimento da igreja e o ministério de casais

Entre o casal, ocorre à evangelização recíproca, feita por palavras e por gestos que testemunham o milagre intimo operado por Deus em cada um: “os cônjuges cristãos constituem um para o outro, para os filhos e demais familiares, cooperadores da graça e cooperadores da fé”. (SPREAFICO, 1992, p.82). 


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