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Cronologia das Cruzadas Cristãs
A Primeira Cruzada
e os novos estados da Terra Santa
(1096 - 1099 - 1143)
1095, começos: Aleixo I Comneno, imperador bizantino, envia uma embaixada ao papa Urbano II, para lhe pedir ajuda.
1095, Primavera O papa Urbano II inicia a sua viagem a França.
1095, 18 de Novembro: Abertura do Concílio de Clermont.
1095, 26 de Novembro: Urbano II lança o seu apelo à Cruzada.
1096, Abril: Partida da Cruzada popular dirigida por Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir. Massacres de judeus na Renânia.
1096, 6 de Julho: Concílio de Nimes: Urbano II confia a Raimundo de Saint-Gilles o comando de uma das expedições à Terra Santa.
1096, 1 de Agosto A Cruzada popular chega a Constantinopla.
1096, Verão: Partida da Cruzada dos barões (Godofredo de Bulhão; Raimundo IV conde de Toulouse; Boemundo de Tarento; Estêvão conde de Blois; Tancredo de Hauteville e Roberto II conde da Flandres). O imperador alemão, Henrique IV, e o rei de França, Filipe I, estando excomungados, não puderam dirigir a Cruzada.
1096, 21 de Outubro: As tropas turcas e búlgaras do sultão de Niceia, Kilij Arslan, aniquilam a Cruzada popular na Anatólia. Pedro, o Eremita escapa ao massacre e foge para Constantinopla.
1096, 23 de Dezembro: Chegada de Godofredo de Bulhão a Constantinopla. O imperador de Bizâncio exige, e obtém, após muitas recusas, a promessa de restituição das terras e das cidades retomadas aos muçulmanos, e a aceitação da sua suserania sobre as novas conquistas.
1097, fim de Abril: O exército dos barões abandona Constantinopla, passando para a Ásia Menor.
1097, Maio: Tiro cai nas mãos dos Fatimidas do Egipto.
1097, Junho: Tomada de Niceia pelos cruzados, restituída a Bizâncio.
1097, 1 de Julho: Vitória franca contra o sultão turco de Iconium (Konya), em Dorileia.
1097, 13 de Setembro: Os cruzados dividem o exército em dois forças em Heracleia.
1097, 20 de Outubro: Chegada dos cruzados a Antioquia, e começo do cerco.
1097, 15 de Novembro: Balduíno de Bolonha abandona o campo dos cruzados e toma a direcção de Edessa, devido ao pedido de apoio do príncipe arménio da cidade.
1098, Fevereiro: Os Bizantinos abandonam o cerco de Antioquia. Balduíno chega a Edessa.
1098, Março: Balduíno de Bolonha proclama-se príncipe de Edessa, após a morte de Thoros, príncipe arménio, que lhe tinha pedido ajuda e o tinha adoptado. Funda assim o primeiro Estado Latino do Oriente.
1098, 3 de Junho: Tomada de Antioquia pelos Cruzados. Boemundo I de Tarento, chefe dos normandos da Itália meridional, recusa devolvê-la aos bizantinos e proclama-se príncipe de Antioquia.
1098, 4 de Junho: Os cruzados são cercados em Antioquia por um exército de socorro, comandado por Kerbogha, enviado pelo Sultanato seljúcida da Pérsia.
1098, 14 de Junho: Pedro Bartolomeu descobre a Santa Lança debaixo das lajes de uma igreja de Antioquia.
1098, 28 de Junho: Os cruzados de Antioquia derrotam as forças sitiantes muçulmanas.
1098, 26 de Agosto: Os Fatimidas ocupam Jerusalém.
1098,12 de Dezembro: Os cruzados apoderam-se de Maarat An Noman, na Siria. A população é massacrada e a cidade destruída.
1099, 13 de Janeiro: Os Francos retomam a sua marcha para Jerusalém.
1099, 2 de Fevereiro: O exército passa por Qal'at-al-Hosn, o futuro Krak dos Cavaleiros.
1099, 7 de Junho: O exército franco chega a Jerusalém.
1099, 13 de Junho: Primeiro assalto à cidade, sem qualquer preparação prévia, que falha.
1099, 10 de Julho: Assalto a Jerusalém. A muralha circundante é atravessada.
1099, 15 de Julho: Conquista de Jerusalém pelos cruzados. Massacre da população muçulmana e judia.
1099, 12 de Agosto: Os Francos derrotam os Egípcios em Ascalon, na costa mediterrânica, a norte de Gaza.
1099, 22 de Julho: Eleito rei de Jerusalém pelos barões, Godofredo de Bulhão só aceita o título de defensor do Santo Sepulcro.
1099, 1 de Agosto: Arnoul Malecorne, patriarca de Jerusalém. É substituído em 31 de Dezembro por Daimbert, bispo de Pisa, legado do papa.
1100: Acordo comercial entre Veneza e o Reino Franco de Jerusalém.
1100, 18 de Julho: Morte de Godofredo de Bulhão. Balduíno de Bolonha, irmão de Godofredo, príncipe de Edessa, é coroado primeiro rei de Jerusalém em Belém, no dia 25 de Dezembro.
1100-1101: Cruzadas de socorro. Cruzada lombarda (1) dirigida pelo arcebispo de Milão, Anselmo du Buis, Raimundo de Saint-Gilles, Estêvão-Henrique, conde de Blois, Estêvão, conde da Borgonha e o primeiro oficial do Santo Sepulcro, Conrado. Cruzadas de Nevers (2) e da Aquitânia (3). Nenhuma delas consegue atravessar a Ásia Menor, sendo sucessivamente vencidas por uma coligação dos diferentes potentados turcos da Anatólia.
1101, Março: Tancredo de Hauteville, um dos chefes da primeira Cruzada, abandona Jerusalém regressando ao Ocidente por Antioquia.
1101, 17 de Maio: Os Francos tomam Cesareia.
1102: Raimundo de Saint-Gilles toma Tortosa.
Vitória de Balduíno em Ramla.
1103: Início do cerco de Trípoli pelos Francos.
1104, 7 de Maio: Derrota dos Francos em Harran: Balduíno du Bourg é feito prisioneiro. Paragem do avanço da Cruzada na Mesopotâmia, que se dirigia para Mossoul, no rio Tigre.
1104, 26 de Maio: Os cruzados tomam Acre com a ajuda de uma esquadra genovesa.
1105, 28 de Fevereiro: Raimundo de Saint-Gilles morre em Mont-Pèlerin, durante o cerco de Trípoli. É sucedido por Bertrand de Saint-Gilles.
1105-1113: Os «Assassinos» redobram de actividade.
1108: Conflito entre Tancredo e Balduíno du Bourg a propósito da restituição de Antioquia a este último.
1109, Julho: Trípoli cai na mão dos Francos. O conde Bertrand conquista finalmente a cidade de que é titular.
1110: Conquista do Castelo Branco (Safita) e do Krak dos Cavaleiros.
1111: Mawdud, emir ortoqida de Mossul, ataca os Francos, e massacra a população de Edessa quando esta se dirigia para a margem ocidental do rio Eufrates.
1113: Bula do papa Pascoal II reconhecendo oficialmente a ordem do Hospital de São João de Jerusalém.
1115: Conquista pelos francos do castelo de Shawbak (Montréal), a sul do Mar Morto.
1118: Morte do imperador Aleixo Comneno; a sua filha Ana começa a redacção da Alexíada.
1118, Abril: Morte de Balduíno I; sucede-lhe Balduíno du Bourg.
1119: Batalha de «Ager sanguinis» (do campo de sangue). O emir el Ghazi, de Diyarbakir aniquila o exército franco de Antioquia, pertp de Atareb.
1119-1120: Nove cavaleiros ocidentais fundam, em Jerusalém, a Milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo (Futura Ordem do Templo).
1123, 29 de Maio: Os Egípcios são derrotados em Ibelin pelo primeiro oficial do rei, Eustáquio Garnier, regente do reino durante o cativeiro de Balduíno II.
1124, 7 de Julho: Tomada de Tiro pelos cruzados.
1129, Janeiro: Concílio de Troyes: a Ordem do Templo é oficialmente reconhecida pelo papa Honório III.
1129, 18 de Junho: Zinki instala-se em Alepo; faz apelo à Jihad contra os Francos.
1131, 14 de Setembro: Morte de Balduíno II; Foulques V, de Anjou, rei de Jerusalém.
1135: O Hospital de São João de Jerusalém transforma-se em ordem militar.
1142: O Krak dos Cavaleiros é cedido aos Hospitalários de São João.
1143, 25 de Dezembro: Zinki, atabaque de Alepo e de Mossul, toma Edessa.
A Segunda Cruzada
e o aparecimento de Saladino,
(1147 - 1149 - 1189)
1145, 14 de Dezembro: O Papa Eugénio III proclama a 2.ª Cruzada.
1146, 31 de Março: Sermão de São Bernardo de Claraval na basílica de Vézelay, a pregar a Cruzada.
1146, 15 de Setembro: O atabaque de Alepo, Zinki é assassinado pelos seus pajens. O reino de Edessa é partilhado pelos seus dois filhos, Ghazi e Nur ed-Din.
1146, 27 de Outubro – 3 Novembro: Jocelino II reocupa Edessa.
1146, 25-27 de Dezembro: São Bernardo de Claraval ordena a Conrado III, imperador alemão, que dirija a cruzada.
1147: Partida do rei de França, Luís VII, e de Conrado III para a Palestina.
1147, 4 de Outubro: Luís VII chega a Constantinopla.
1147, 26 de Outubro: Os cruzados alemães, abandonados pelos bizantinos, são esmagados em Dorileia.
1148, Março: Luís VII desembarca em Antioquia.
1148, 23 de Julho: As tropas francesas, os sobreviventes da cruzada alemã e os cavaleiros da Terra Santa põem cerco a Damasco. Abandonam-no cinco dias depois, sem terem conseguido conquistar a cidade.
1149, Primavera: Luís VII e Conrado regressam a França. A Segunda Cruzada falha e o mito da invicibilidade dos Francos é destruído.
1149, 29 de Junho: Nur ed-Din derrota os francos em Ma'arra, e mata Raimundo de Poitiers.
1150: Perante a ameaça muçulmana, Balduíno III abandona Turbessel e outras fortalezas do Norte do reino de Jerusalém.
1153, 19 de Agosto: Os Francos tomam Ascalon, que lhes resistia desde a Primeira Cruzada.
1153, 20 de Agosto: São Bernardo morre no mosteiro cistercense de Claraval, de que era abade desde 1115.
1154: Nur ed-Din entra em Damasco.
1155: Ataque normando contra Alexandria, no Egipto.
1155-1156: Renaud de Châtillon, príncipe de Antioquia, põe Chipre a saque.
1158: Harim é retomada por Balduíno III.
1159: O Príncipe de Antioquia reconhece o Imperador Bizantino como seu suserano.
Os Francos com a ajuda dos Bizantinos põem cerco a Alepo.
Os Bizantinos fazem a paz com Nur ed-Din.
1162, 10 de Janeiro: Morte de Balduíno III. O seu sobrinho, Amaury I sobe ao trono de Jerusalém.
1164: Amaury I cerca Pelusa, mas tem que levantar o cerco porque Nur ed-Din retoma Harim.
1167: Amaury I, rei de Jerusalém, ocupa o Cairo.
1168: Expedição de Amaury I ao Egipto, que fracassa.
Nur ed-Din reocupa o Cairo.
1169: Saladino (Salah ed-Din), fundador da dinastia curda dos Ayyubidas, é nomeado vizir do Egipto por Nur ed-Din, califa de Damasco.
1170: Amaury I bate Nur ed-Din no Mar Morto e Saladino em Gaza.
1171: Saladino suprime o califado fatimida do Cairo. A divisão dos muçulmanos entre o califado de Damasco e o califado do Cairo desaparece.
1173: Saladino manda construir uma nhanqab (convento) no Cairo. Adopta o título de malik - rei - e ocupa o Alto Egipto e envia uma expedição ao Iémen.
1174, 15 de Maio: Morte de Nur ed-Din. Saladino apodera-se do poder na Síria.
Morte de Amaury I. Começo do reinado de Balduíno IV.
1176: Os Turcos seljucidas do Rum aniquilam o exército bizantino do imperador Manuel Comneno em Myriocéfalo.
Saladino começa a construção da grande cidadela do Cairo.
1177: Cruzada dirigida pelo conde da Flandres, Filipe da Alsácia.
1177, 25-26 de Novembro: Saladino é derrotado em Montgisard por Balduíno IV.
1179: Saladino ataca Tiro.
1180: Saladino e Balduíno IV assinam uma trégua.
1182, Agosto: Saladino ataca Nazaré e Tiberíade e tenta tomar Beirute para dividir em dois os Estados latinos.
Massacre de Latinos em Constantinopla.
1183: Expedição de Renaud de Châtillon contra Medina. A expedição é aniquilada por Saladino, que se torna o grande vingador do Islão. A trégua de 1180 acaba.
1183-1184: Saladino ataca Alepo e devasta a Samaria e a Galileia.
1184: Advento de Abu Yusuf Ya'qub al-Mançur. Apogeu do império almóada..
1185: Assinatura de uma nova trégua de quatro anos entre Saladino e Balduíno IV.
1187: Guy de Lusignan torna-se rei de Jerusalém, depois do breve reinado de Balduíno V, impedindo a subida ao trono de Raimundo III de Tripoli, que se refugia em Tiberíade.
Renaud de Châtillon ataca uma caravana que se dirigia para Meca, pondo fim à trégua acordada dois anos antes.
1187, 4 de Julho: Desastre de Hattin, onde Guy de Lusignan é feito prisioneiro.
Saladino volta a tomar Acre, Jafa, Cesareia, Sídon, Beirute e Ascalon.
1187, 20 de Setembro – 2 de Outubro: Cerco e tomada de Jerusalém pelos muçulmanos. O Santo Sepulcro é fechado e as mesquitas reabertas.
A Terceira Cruzada
(1189 - 1192 - 1197)
1187: O arcebispo de Tiro prega a Cruzada.
1188: Frederico Barba-Roxa, imperador alemão, Filipe Augusto, rei de França, e Ricardo Coração de Leão, rei de Inglaterra, organizam uma Cruzada a pedido do papa Gregório VIII.
1188, 1 de Janeiro: Saladino abandona o cerco de Tiro, defendido por Conrado de Montferrat, marquês piemontês.
1188: Saladino conquistou todo o território franco, tirando Tripoli, Tiro e Antioquia.
1189: Guy de Lusignan, antigo rei de Jerusalém, preso por Saladino, é liberto e cerca São João de Acre.
1189, Maio: Frederico Barba-Roxa parte para a Terra Santa.
1190: Fundação da Ordem Teutónica.
1190, 18 a 20 de Maio: Frederico conquista Konya, capital do sultanato turco da Ásia Menor.
1190, 10 de Junho: Frederico afoga-se nas águas do Selef na Cilícia.
1190: A Cruzada alemã dirigida por Frederico da Suábia, filho de Barba-Roxa, dirige-se para S. João de Acre.
1190, 4 de Julho: Filipe Augusto e Ricardo Coração de Leão partem de Vézelay para a Palestina, passando pela Sicília, onde se demorarão seis meses.
1191, 20 de Abril: Filipe Augusto desembarca em São João de Acre.
1191, 6 de Maio a 6 de Junho: Ricardo Coração de Leão conquista Chipre aos Bizantinos, e dirige-se em seguida para São João de Acre.
1191, 12 de Julho: São João de Acre é reconquistada.
1191, 2 de Agosto: Filipe Augusto, rei de França, regressa à Europa.
1191, 7 de Setembro: Ricardo derrota Saladino no palmar de Arsouf.
1192: Guy de Lusignan, antigo rei de Jerusalem, recebe de Ricardo Coração de Leão a ilha de Chipre, enquanto feudo.
1192, 28 de Abril: Assassínio de Conrado de Monferrat, senhor de Tiro, rei consorte de Jerusalém, por dois membros da seita dos Assassinos.
1192, Maio: Henrique II de Champagne casa com Isabel, viúva de Conrado de Monferrat, e torna-se rei de Jerusalém.
1192, 1 e 5 de Agosto: Batalha de Jafa: vitória de Ricardo Coração de Leão sobre Saladino.
1192, 2 de Setembro: Paz de Jafa entre Saladino e Ricardo Coração de Leão: trégua de três anos. Os muçulmanos mantêm-se em Jerusalém, mas permitem as peregrinações ao Santo Sepulcro. Os cruzados ocupam uma faixa contínua de território de Tiro a Jafa.
1193, 3 de Março: Morte de Saladino em Damasco.
1194: Amaury de Lusignan sucede a Guy de Lusignan no trono de Chipre.
1197, 10 de Setembro: Henrique II de Champagne, rei de Jerusalem, tendo morrido acidentalmente, Amaury de Lusignan, rei de Chipre, casa com a sua viúva e torna-se rei sob a designação de Amaury ll.
1197, 24 de Outubro Amaury II reconquista Beirute aos muçulmanos e assina a paz com Melik-al-Adel, sultão do Egipto e irmão de Saladino.
A Quarta Cruzada
(1202 - 1204 - 1212)
1198: O Papa Inocêncio III proclama a 4.ª cruzada, que será pregada por Foulques de Neuilly e dirigida por Bonifácio I de Montferrat e Balduíno IX de Flandres.
1200, Verão: Os barões reunidos em Compiègne nomeiam seis representantes, entre os quais Godofredo de Villehardouin, para negociar com a República de Veneza o transporte dos cruzados até à Terra Santa.
1201, começos: Tratado entre os cruzados e a República de Veneza, para o transporte de 33.500 combatentes até à Palestina, por 85.000 marcos de prata.
1201, 24 de Maio: Thibaud III de Champagne morre. A 4.ª cruzada perde um dos seus principais chefes.
1201, Agosto: Bonifácio, marquês de Monferrat, é escolhido para comandante da expedição.
1202, Verão: Os cruzados chegam a Veneza. Os combatentes e o dinheiro não são suficientes para cumprir o tratado acordado no ano anterior. O doge veneziano Enrico Dándolo propõe a tomada da cidade de Zara, como pagamento do transporte dos cruzados.
1202, Novembro: Conquista e pilhagem de Zara na costa ocidental dos Balcãs, na Dalmácia.
1203, Janeiro: Os cruzados recebem uma embaixada de Aleixo Ange, filho do imperador bizantino destronado Isaac ll. Em nome daquele propõem aos cruzados que reponham o basileus no trono em troca de uma ajuda financeira e material para prosseguir a cruzada.
1203, 17 de Julho: Primeira conquista de Constantinopla. O Imperador Isaac ll é restaurado.
1203, 1 de Agosto: Aleixo Ange é proclamado imperador associado, com o nome de Aleixo IV, e pede aos cruzados que prolonguem a sua estadia por mais um ano, para fortalecer a sua posição.
1203-1204, Inverno: As relações entre Francos e Bizantinos degradam-se sensivelmente, devido à falta de cumprimento do prometido por Aleixo IV.
1204, Fevereiro: Assassínio de Aleixo IV, sendo o pai deste afastado. Aleixo Doukas «Murzuphle», faz-se proclamar imperador, mas também não cumpre as promessas feitas aos cruzados por Aleixo IV.
1204,12 de Abril: Segunda tomada de Constantinopla pelos Francos. Pilhagem da cidade e massacre da população.
1204, 9 de Maio: Balduíno IX da Flandres é eleito imperador do Oriente. Torna-se Balduíno I de Constantinopla, dando origem ao Império Latino do Oriente.
1205, Abril: Morte de Amaury ll, rei de Jerusalém. Maria, filha de Isabel e de Conrado de Montferrat torna-se rainha. Devido a só ter 14 anos, a regência é confiada ao seu tio João de Ibelin, senhor de Beirute.
1210, 14 de Setembro: João de Brienne casa com Maria de Monferrat, rainha de Jerusalém. A 3 de Outubro o casal é consagrado enquanto rei e rainha de Jerusalém na catedral de Tiro.
1212: Cruzada das crianças. Milhares de rapazes e raparigas embarcam em Marselha. Os armadores dirigem-nos para Alexandria onde são vendidos como escravos.
Uma coligação de forças cristãs vindas de todos os estados hispânicos, derrota os muçulmanos na Batalha de Navas de Tolosa. O reino almóada da Hispânia, existente desde 1145, desaparece.
Veja Também:
A Quinta Cruzada
(1217-1221)
A Sexta Cruzada
(1228-1244)
A Sétima Cruzada
(1248-1250-1269)
A Oitava Cruzada
(1270)
O CONFLITO ENTRE AS AUTORIDADES RELIGIOSAS E LAICAS E O DIREITO MEDIEVAL: OS CASOS DE EXCOMUNHÃO DO ‘LIVRO DAS CONFISSÕES’ DE MARTIM PEREZ
Autoridades eclesiásticas e autoridades laicas à serviço do poder centralizador monárquico
disputaram nos pergaminhos e manuscritos a autonomia de valores das instituições que incorporavam.
Disputa essa que se dava no campo da justiça e do direto, deixando entrever os projetos de organização da
sociedade que estavam em jogo. Dessas questões emerge a literatura canônica que serve de base para
Martim Perez escrever seu ‘Livro das confissões’, obra penitencial muito influente na Península Ibérica
durante os séculos XIV e XV. Os casos de sentença de excomunhão ali previstos dão uma clara ideia de
como crescia a preocupação das intervenções laicas em questões de doutrina religiosa, num momento em
que o Estado se armava de um aparato jurídico crescente. A Igreja Católica procurava se defender da
extinção de privilégios e imunidades, e a sentença de excomunhão podia ser usada para equilibrar um
pouco as coisas. Leia o texto completo
Palavras-chave: Península Ibérica; Século XIV; Direito eclesiástico; Confissão.
Fonte:
Schulz,Marcos.Revista do Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em História
Graduando em História – Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail para
contato: qkschulz@superig.com.br.
Saber e Educação na Antigüidade Tardia: os Padres monásticos e eclesiásticos diante da cultura greco-romana
A Antiguidade Tardia é certamente um dos períodos mais importantes para a compreensão de nossa civilização e sua cultura. Berço do cristianismo e daquilo que viria a ser a civilização cristã ocidental, para nos restringirmos ao mundo latino, é neste período que surge e toma corpo, senão propriamente nossas estruturas materiais, em grande medida nossas estruturas mentais, uma vez que devemos ao cristianismo e sua principal corrente de pensamento desta época, a Patrística, o essencial não só de nosso credo religioso, mas mesmo da gênese de nosso modo e razão de pensamento. A cultura cristã, por sua vez, fora devedora de outras tradições religiosas e culturais, a partir das quais se edificou ao incorporá-las. Este processo deu-se, sobretudo, nesse período que nos ocupa e por meio de muitos daqueles que viriam a ser conhecidos como padres da Igreja.
Mirabilia: Revista Eletrônica de História Antiga e Medieval, ISSN 1676-5818, Nº. 6, 2006
Fonte:
O Império e o Renascimento Carolíngio: uma abordagem
Resumo:
Entre os séculos VIII e IX, o franco Carlos Magno, principal igura da estirpe Carolíngia, constituiu o maior império cristão do ocidente europeu durante a Alta Idade Média. Dentre seus feitos, além das contribuições para a emergência do feudalismo, empreendeu esforços para reverter parte do processo de degradação da cultura grego-romana que marcou o referido período histórico, consequência das sucessivas ondas de invasões dos povos que, outrora, foram caracterizados pelos romanos como bárbaros. Nesse sentido, o intento deste artigo é ater-se a alguns aspectos da apropriação e fusão cultural promovida na ocasião, uma vez que seus resultados derivaram o que alguns estudiosos concebem como Renascimento Carolíngio.
Palavras-chave: Medievo. Cultura. Cristianismo. Educação. Renascimento.Abstract:
Between the and century, the French Charles Magnus, head Carolingean lineage, founded
the greatest Christian empire of Western Europe in the High Middle Ages. Among his feats, besides con-
tributions for the emergence of feudalism, he made eforts to reverse part of the degradation process of
the Greco-Roman culture that is a mark of this very historical period, due to successive invasions waves of
people, named barbarians by the Romans. hus, the aim of this article is to attain to some aspects of cultural
appropriation and fusion promoted at that time, once its results derived what some scholars conceive as
Carolingean Renaissance.
the greatest Christian empire of Western Europe in the High Middle Ages. Among his feats, besides con-
tributions for the emergence of feudalism, he made eforts to reverse part of the degradation process of
the Greco-Roman culture that is a mark of this very historical period, due to successive invasions waves of
people, named barbarians by the Romans. hus, the aim of this article is to attain to some aspects of cultural
appropriation and fusion promoted at that time, once its results derived what some scholars conceive as
Carolingean Renaissance.
Keywords: Medieval, culture. Christianism. Education. Renaissance.
Texto completo
Fonte:
Fábio Antunes Vieira
Montes Claros, v.12, n1/2 - jan./dez. 2010-UNIMONTES CIENTÍFICA
Adriano II, Papa
![]() |
| Adriano II |
Papa da Igreja Cristã Romana (867-872) nascido em Roma, que tentou apaziguar as discórdias entre os povos católicos e deu permissão para celebrar a liturgia na língua eslava. Padre e cardeal de São Marcos, foi eleito papa (867), sucedendo São Nicolau I, o Grande (858-867). Obrigou Lotário II, da Lotaríngia, a deixar a concubina Waldrada, excomungada por seu antecessor, e aceitar de volta a esposa, Teutberga. Também interveio nos conflitos entre os carolíngios e, com a morte de Lotário (869), sem herdeiros legítimos, apoiou Luís II contra Carlos II, o Calvo, e depois contra Adelchi, príncipe de Benevento. Reintroduziu a coroação em São Pedro (872) como símbolo de poder imperial e recebeu os missionários Cirilo e Metódio em Roma, aprovando o uso da língua eslava na liturgia, procedimento condenado por Nicolau I seu antecessor. Após a morte de Cirilo, nomeou Metódio bispo de Sírmio, com jurisdição sobre a Panônia, a Morávia e a Sérvia. Quando o imperador do Oriente, Basílio, o Macedônio, depôs o patriarca Fócio, restituindo a Sé de Constantinopla a Inácio, o papa confirmou (869) a condenação de Fócio e aceitou a decisão do Concílio de Constantinopla (869-870), que reconhecia ao patriarcado constantinopolitano o segundo lugar depois de Roma. Coroou Alfredo, o Grande, Rei da Inglaterra, o primeiro soberano inglês abençoado em Roma). Papa de número 107, morreu em 14 de dezembro, em Roma e foi sucedido por João VIII (872-882).
Fonte:
UFCG
Adriano I, Papa
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| Carlos Magno e o papa Adriano I |
Papa da Igreja Cristã Romana (772-795) nascido em Roma, diácono quando foi consagrado papa de número 96 em 9 de fevereiro (772), como sucessor de Estêvão ou Estéfano IV (767-772), que estabeleceu novas e ampliadas fronteiras e a codificação dos Estados Pontifícios ou Estados Papais. De família nobre romana, fortaleceu as muralhas da cidade de Roma e restaurou os antigos aquedutos. Restabeleceu uma milícia regular e empreendeu uma política hostil aos lombardos, e diante da ameaça de invasão do Estado Pontifício, excomungou o rei Desidério. Ao mesmo tempo pediu ajuda a Carlos Magno, rei dos francos, que chegou à Itália, os derrotou em Verona e ocupou Pávia (774). O rei adotou-o como pai e deu-lhe a Doação de Carlos Magno, correspondente a cerca de dois terços da Itália, e recebeu o título de rei dos lombardos. Considerado um político e um santo, assumiu o controle dos ducados de Spoleto e da Toscana (781) e, de Carlos Magno, obteve Viterbo, Orvieto e Soana (787). Ainda estendeu seus domínios pontifícios a Pentápolis e Exarcado, sob tutela do rei Carlos Magno. Com o apoio da imperatriz do Oriente Irene, enviou legados ao II Concílio ecumênico de Nicéia (787), cujas decisões foram rejeitadas pela Igreja francesa com os Livros Carolíngios de Alcuíno. Convocou o 7º Concílio Ecumênico, edificou a estátua de ouro da tumba de São Pedro e morreu em 25 de dezembro, em Roma e foi sucedido por São Leão III (795-816).
Fonte:
UFCG
A CRISTIANIZAÇÃO E A TRADIÇÃO CLÁSSICA NA TRANSIÇÃO DA ANTIGÜIDADE PARA A IDADE MÉDIA
Embora não se constitua como algo inovador qualquer esforço que pretenda, de uma maneira geral, destacar a existência de uma estreita associação entre a Cultura Clássica e o Cristianismo na Idade Média, insistiremos nesse ponto. Tal encaminhamento justifica-se na medida em que pretendemos, particularmente, observar como, concomitantemente à divulgação da mensagem cristã e vinculado a ela, propiciou-se no âmbito de um Reino Bárbaro, o suevo, a recuperação e valorização de aspectos da herança greco-romana.
O Cristianismo no Império Romano, sabemos, não esteve sempre identificado com os valores clássicos. Dos primeiros momentos de expansão da nova fé até a idade de ouro da Patrística houve um longo percurso.
Entre os séculos IV e V, a Patrística, apesar das eventuais crises de angústia de alguns dos seus pensadores, como Jerônimo, já superara a hesitação frente à utilização de elementos da tradição Clássica. Buscava-se, dessa forma, não mais a sua negação, especialmente acentuada em autores do
século II, como Tertuliano , no que se referia à filosofia, mas a incorporação de parte desse precioso conjunto.
Assim, o Cristianismo pôde realizar um trabalho vultuoso enquanto veículo dessa tradição para a posteridade. Observamos, todavia, que esse processo não tem uma continuidade crescentemente ininterrupta e que, obviamente, não significou a adoção em bloco de tudo que a Cultura Clássica representou. Ao contrário, é descontínuo e responde a uma lógica seletiva. A herança greco-romana não enfrentou apenas as crises de consciência dos padres da Igreja para alcançar a Idade Média, precisou também ser relida a partir de uma perspectiva particularmente nova, após o século V.
Leia o artigo completo
Fonte:
Leila Rodrigues Roedel
Professora de História Medieval do Departamento de História da Universidade Federal do Rio
de Janeiro.
Boletim CPA, Campinas, n°4,Jul/Dez. 1997
O Cristianismo no Império Romano, sabemos, não esteve sempre identificado com os valores clássicos. Dos primeiros momentos de expansão da nova fé até a idade de ouro da Patrística houve um longo percurso.
Entre os séculos IV e V, a Patrística, apesar das eventuais crises de angústia de alguns dos seus pensadores, como Jerônimo, já superara a hesitação frente à utilização de elementos da tradição Clássica. Buscava-se, dessa forma, não mais a sua negação, especialmente acentuada em autores do
século II, como Tertuliano , no que se referia à filosofia, mas a incorporação de parte desse precioso conjunto.
Assim, o Cristianismo pôde realizar um trabalho vultuoso enquanto veículo dessa tradição para a posteridade. Observamos, todavia, que esse processo não tem uma continuidade crescentemente ininterrupta e que, obviamente, não significou a adoção em bloco de tudo que a Cultura Clássica representou. Ao contrário, é descontínuo e responde a uma lógica seletiva. A herança greco-romana não enfrentou apenas as crises de consciência dos padres da Igreja para alcançar a Idade Média, precisou também ser relida a partir de uma perspectiva particularmente nova, após o século V.
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Fonte:
Leila Rodrigues Roedel
Professora de História Medieval do Departamento de História da Universidade Federal do Rio
de Janeiro.
Boletim CPA, Campinas, n°4,Jul/Dez. 1997
RISO RITUAL, CULTOS PAGÃOS E MORAL CRISTÃ
A revista Annales, em seu mais recente número, apresenta-nos um dossiê dedicado ao riso. Na introdução, Jacques le Goff chama a atenção dos historiadores para o interesse que o assunto deveria merecer, propon-
do uma série de questões, cujo esclarecimento dependerá do grau de aprofundamento das pesquisas em torno desse objeto de estudo. De fato, a elevação do riso à categoria de objeto de estudo enquadra-se bem dentro das abordagens da tendência denominada Antropologia Histórica, pois ao gesto estão relacionados códigos culturais, valores morais e representações sociais divergentes, ficando o mesmo aberto às abordagens interdisciplinares, levantando problemas que remetem tanto para a trama complexa do cotidiano, quanto para os fenômenos da psicologia coletiva e do imagináriosocial .
do uma série de questões, cujo esclarecimento dependerá do grau de aprofundamento das pesquisas em torno desse objeto de estudo. De fato, a elevação do riso à categoria de objeto de estudo enquadra-se bem dentro das abordagens da tendência denominada Antropologia Histórica, pois ao gesto estão relacionados códigos culturais, valores morais e representações sociais divergentes, ficando o mesmo aberto às abordagens interdisciplinares, levantando problemas que remetem tanto para a trama complexa do cotidiano, quanto para os fenômenos da psicologia coletiva e do imagináriosocial .
Tema relativamente recente entre os historiadores, o riso preocupa há mais tempo filósofos, semiólogos, antropólogos, sociólogos e, inclusive, psicanalistas. Quando considerado em seu aspecto coletivo e social, ele pode revelar condicionamentos grupais, expressar comportamentos, padrões de conduta, atitudes valorizadas e desvalorizadas. Enfim, investigar suas manifestações implica em considerá-lo fenômeno histórico de primeira grandeza, dotado de significados distintos, de acordo com os diferentes es-
paços geográficos e temporais, bem como de acordo com os diferentes grupos sociais de uma mesma comunidade. Assim sendo, nem sempre o ato de rir esteve relacionado com a liberdade do indivíduo, como sói acontecer na atualidade. Em certas circunstâncias, rir tinha conotações completamente alheias à alegria e ao estado de humor dos indivíduos. Como sesabe, existem diferentes convenções, aceitas coletivamente, que estabelecem a fronteira entre seriedade e derrisão. Na Antigüidade e no medievo,uma dessas associava, em determinadas cerimônias, o riso coletivo com a esfera do sagrado. Eis a questão a ser enfocada no presente trabalho. Leia o artigo completo
paços geográficos e temporais, bem como de acordo com os diferentes grupos sociais de uma mesma comunidade. Assim sendo, nem sempre o ato de rir esteve relacionado com a liberdade do indivíduo, como sói acontecer na atualidade. Em certas circunstâncias, rir tinha conotações completamente alheias à alegria e ao estado de humor dos indivíduos. Como sesabe, existem diferentes convenções, aceitas coletivamente, que estabelecem a fronteira entre seriedade e derrisão. Na Antigüidade e no medievo,uma dessas associava, em determinadas cerimônias, o riso coletivo com a esfera do sagrado. Eis a questão a ser enfocada no presente trabalho. Leia o artigo completo
Fonte:
José Rivair Macedo Professor - Departamento de História - UFRGS
Boletim do CPA, Campinas,n°4 Jul/Dez 1997
A REFORMA PAPAL, A CONTINÊNCIA E O CELIBATO ECLESIÁSTICO:
Resumo
Do século XI ao XIII, o papado liderou o movimento reformador que buscava uma transformação na organização da igreja e da própria sociedade. Dentre as muitas questões que receberam a atenção do papado neste período, encontrava-se a preocupação com a moral clerical, em especial no tocante à continência e ao celibato, visando um controle do corpo dos religiosos em prol da discretio. Nossa preocupação central é discutir como, na prática legislativa, o ideal da continência e do celibato clerical foi apreendido. Neste sentido, em nossa investigação, optamos por estudar dois tipos de documentos legislativos: os cânones lateranenses I, II, III e IV, textos normativos de caráter geral, e as correspondências pontifícias do período do pontificado Inocêncio III (1198-1216). Leia o artigo completo
Do século XI ao XIII, o papado liderou o movimento reformador que buscava uma transformação na organização da igreja e da própria sociedade. Dentre as muitas questões que receberam a atenção do papado neste período, encontrava-se a preocupação com a moral clerical, em especial no tocante à continência e ao celibato, visando um controle do corpo dos religiosos em prol da discretio. Nossa preocupação central é discutir como, na prática legislativa, o ideal da continência e do celibato clerical foi apreendido. Neste sentido, em nossa investigação, optamos por estudar dois tipos de documentos legislativos: os cânones lateranenses I, II, III e IV, textos normativos de caráter geral, e as correspondências pontifícias do período do pontificado Inocêncio III (1198-1216). Leia o artigo completo
Fonte:
Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva/Marcelo Pereira Lima
Texto publicado In: História: Questões e Debates. Instituições e poder no medievo, Curitiba: Programa
de Pós-Graduação em História da UFPR / Editora da UFPR, (37), jul-dez 2002, p. 85-110.
de Pós-Graduação em História da UFPR / Editora da UFPR, (37), jul-dez 2002, p. 85-110.
A Reforma Protestante e a Contra Reforma Católica
Resumo: Este trabalho tem por objetivo dissertar a cerca da problemática envolvendo as causas e
conseqüências da reforma protestante e subseqüente contra-reforma católica. O texto inicia-se com a fundação da Igreja Católica Apostólica Romana, cujo marco inicial fora o nascimento de Jesus Cristo (Yeshua Ben(bar)-Yoseph), tal acontecimento tornou-se o estopim do movimento messiânico que mudou a história da civilização ocidental. Durante sua trajetória, a Igreja católica, acumulou grande poderio econômico e político, regendo assim a vida de milhares de fieis, transformando-se na instituição mais poderosa da Idade Medieval.
Entretanto, as mudanças no espírito humano decorrentes da evolução do pensamento e de novas práticas
comerciais aliadas aos abusos clericais dão as bases ao movimento da reforma Protestante, abrindo uma
profunda fresta no poderio até então incontroverso do Catolicismo. Leio o texto completo
Palavras-chaves: cristianismo, catolicismo, protestante, reforma, contra-reforma, capitalismo.
Fonte:
Faculdade José Augusto Vieira – FJAV
conseqüências da reforma protestante e subseqüente contra-reforma católica. O texto inicia-se com a fundação da Igreja Católica Apostólica Romana, cujo marco inicial fora o nascimento de Jesus Cristo (Yeshua Ben(bar)-Yoseph), tal acontecimento tornou-se o estopim do movimento messiânico que mudou a história da civilização ocidental. Durante sua trajetória, a Igreja católica, acumulou grande poderio econômico e político, regendo assim a vida de milhares de fieis, transformando-se na instituição mais poderosa da Idade Medieval.
Entretanto, as mudanças no espírito humano decorrentes da evolução do pensamento e de novas práticas
comerciais aliadas aos abusos clericais dão as bases ao movimento da reforma Protestante, abrindo uma
profunda fresta no poderio até então incontroverso do Catolicismo. Leio o texto completo
Palavras-chaves: cristianismo, catolicismo, protestante, reforma, contra-reforma, capitalismo.
Fonte:
Faculdade José Augusto Vieira – FJAV
O corpo e a renúncia aos prazeres da carne na Idade Média Cristã
Introdução
Michel Foucault, precursor dos estudos referentes à sexualidade, problematizou as questões da sexualidade humana e sua relação com o corpo. A sexualidade, para ele, não é uma qualidade herdada da carne que várias sociedades louvam ou reprimem – não como pensava Freud, um impulso biológico que a civilização canaliza em uma direção ou outra. Mas sim, uma forma de moldar o self “na experiência da carne”, que por si só é constituída em torno de certas formas de comportamento (LAQUEUR, 2001: 24). O sexo, assim como o ser humano, é contextual. É impossível isolá-lo de seu meio discursivo e de sua caracterização socialmente determinada, ao tentar fazer isso incorre ao erro. O corpo privado, incluso, estável, que parece
existir na base das noções modernas de diferença sexual, é também produto de momentos específicos, históricos e culturais. Ele também, como os sexos opostos, entra e sai de foco (LAQUEUR, 2001: 27).
O presente artigo objetiva mostrar como a construção das relações e das práticas sociais institui normas de condutas, estabelece espaços culturais por meio de interdições ou ritos de passagem. Tais normas se aplicam ao corpo de cada indivíduo, grupo, categoria ou classe social. Os estudos referentes à sexualidade e ao corpo constituem-se em objetos essenciais para o entendimento dos diversos significados das relações humanas, compreendidas no seus mais variados e complexos sentidos.
Michel Foucault, precursor dos estudos referentes à sexualidade, problematizou as questões da sexualidade humana e sua relação com o corpo. A sexualidade, para ele, não é uma qualidade herdada da carne que várias sociedades louvam ou reprimem – não como pensava Freud, um impulso biológico que a civilização canaliza em uma direção ou outra. Mas sim, uma forma de moldar o self “na experiência da carne”, que por si só é constituída em torno de certas formas de comportamento (LAQUEUR, 2001: 24). O sexo, assim como o ser humano, é contextual. É impossível isolá-lo de seu meio discursivo e de sua caracterização socialmente determinada, ao tentar fazer isso incorre ao erro. O corpo privado, incluso, estável, que parece
existir na base das noções modernas de diferença sexual, é também produto de momentos específicos, históricos e culturais. Ele também, como os sexos opostos, entra e sai de foco (LAQUEUR, 2001: 27).
Fonte:
Sheila Rigante Romero/UFRJ
Judaísmo e Cristianismo na Germânia à época das Cruzadas
O século XI passou por transformações que são reflexos de mudanças importantes que ocorriam na Europa Ocidental. Para entendermos como se formulou a ideia de uma peregrinação em massa em direção à terra santa com intuito de libertar os lugares sagrados tomados pelos muçulmanos, precisamos elucidar algumas dessas mudanças que serão cruciais para o entendimento desse fenômeno.
A primeira pregação formal do Concílio ocorreu no concílio de Clermont em 1095. Ele tratou vários assuntos, dentre eles a condenação de abusos da Igreja, a arbitragem dos diferendos entre a Chaise-Dieu e Cluny, entre Archambaud de Bourbon e Souvigny, as regras das Tréguas de Deus e a excomunhão do Rei Filipe I, que residia, então, na abadia de Mozac, perto de Riom . Em 27 de novembro, em uma plataforma ao ar livre, Urbano II prega a necessidade de correr em auxílio dos irmãos do Oriente, pois os Turcos avançavam pelo coração das terras cristãs, maltratando seus habitantes e violando seus santuários. Salientou a santidade de Jerusalém e descreveu o sofrimento dos peregrinos que para lá viajavam. Tendo pintado o sombrio quadro, fez seu apelo. Que a cristandade ocidental partisse em resgate do Oriente .
Desde os primeiros séculos medievais, o Ocidente em processo de cristianização, atentou-se com desvelo para a questão da guerra e o papel que ela ocuparia no universo do Cristianismo.Leia o texto completo
Fonte:
Cristiano Ferreira de Barros
Universidade Gama Filho
A primeira pregação formal do Concílio ocorreu no concílio de Clermont em 1095. Ele tratou vários assuntos, dentre eles a condenação de abusos da Igreja, a arbitragem dos diferendos entre a Chaise-Dieu e Cluny, entre Archambaud de Bourbon e Souvigny, as regras das Tréguas de Deus e a excomunhão do Rei Filipe I, que residia, então, na abadia de Mozac, perto de Riom . Em 27 de novembro, em uma plataforma ao ar livre, Urbano II prega a necessidade de correr em auxílio dos irmãos do Oriente, pois os Turcos avançavam pelo coração das terras cristãs, maltratando seus habitantes e violando seus santuários. Salientou a santidade de Jerusalém e descreveu o sofrimento dos peregrinos que para lá viajavam. Tendo pintado o sombrio quadro, fez seu apelo. Que a cristandade ocidental partisse em resgate do Oriente .
Desde os primeiros séculos medievais, o Ocidente em processo de cristianização, atentou-se com desvelo para a questão da guerra e o papel que ela ocuparia no universo do Cristianismo.Leia o texto completo
Fonte:
Cristiano Ferreira de Barros
Universidade Gama Filho
CRUZADAS NA IDADE MÉDIA
As Cruzadas foram um movimento gerado no Ocidente que resultou num longo enfrentamento militar desenrolado nos limites da Cristandade, especialmente nas regiões da Síria e Palestina, entre os séculos XI e XIII, e na Península Ibérica, entre os séculos VIII e XV.
As guerras ocorridas nas regiões da atual Palestina e Israel foram chamadas de Cruzadas do Oriente e justificavam-se pela necessidade de os cristãos reconquistarem a Terra Santa. Os conflitos na Península Ibérica — onde os territórios anteriormente em posse dos cristãos e conquistados pelos muçulmanos —
resultaram no que ficou conhecido como Reconquista cristã.
Quais as razões que moveram milhares de pessoas de várias extrações sociais até essas regiões distantes? O que de fato buscavam? Em busca de respostas, procuraremos observar as Cruzadas dentro do seu contexto original. Trataremos também de seu legado para as regiões em que se desenrolaram os conflitos e para o
Ocidente como um todo, ou seja, verificaremos como as Cruzadas mudaram a História. Leia o artigo na integra
Ocidente como um todo, ou seja, verificaremos como as Cruzadas mudaram a História. Leia o artigo na integra
Fonte:
Fátima Regina Fernandes
História das guerras / Demétrio Magnoli, organizador. 3. ed. São Paulo : Contexto, 2006.
As relações do império com a Igreja Católica e os Habsburgo
Na então chamada de França Oriental, após um período de enfraquecimento do poder católico, assumiu o poder em 919 o duque da Saxônia, Henrique, sagrado pelo papa como Henrique 1º, rei dos germanos. Tal sagração é tida como a origem do reino alemão, já em forte vinculação com a Igreja.
Essa relação império germânico com Roma foi intensificada em 962, quando o papa sagrou o filho de Henrique 1º, Otto 1º, imperador dos germanos. É esse episódio que é usualmente considerado como a gênese do Sacro Império.
O sacro império romano-germânico foi palco da Guerra dos Trinta Anos.
Histórico
O poder político da Igreja Católica consolidou-se ao longo da Idade Média, paralelamente ao declínio da noção de Estado que trouxe o fim do Império Romano.
No vácuo gerado pela pulverização do poder político, cada vez mais fragmentado pelas relações de vassalagem, a Igreja assumiu um papel centralizador na vida européia. Um dos fatos que marcou essa importância católica na vida política foi a coroação de Carlos Magno como imperador, no ano de 800.
Numa Europa já quase integralmente cristã, o título de imperador pressupunha um poder sobre a cristandade. A idéia vigente na época era de que havia um único poder, o poder de Deus, manifestando-se em termos espirituais no papado que legava ao imperador os assuntos temporais (da Terra).
O Tratado de Verdun, assinado entre os netos de Carlos Magno, em 843, dividindo o Império, representou um primeiro golpe nessa suposta unidade sob Deus, o papa e o imperador.
Na área ocidental do Império, basicamente a atual França, o declínio do poder dos descendentes direto de Carlos Magno permitiu a ascensão de Hugo Capeto, em 938. Esse rei, fundador da dinastia capetíngia, visando consolidar seu poder entrou em atritos com a Igreja Católica, não sendo confiável ao papado.
O poder papal mantinha, então, mais força na região alemã, onde havia surgido o sacro império. O título de imperador, ali, não era dinástico (ou seja, não passava de pai para filho, através de dinastia). Era eleito por governantes de alguns dos principais Estados componentes do Império.
A configuração do eleitorado variou até o ano de 1356, quando a Bula Dourada fixou os 7 eleitores, mantidos até o final do Império, estabelecendo ainda funções para cada um dos chamados "príncipes eleitores".
Eram eles o arcebispo de Mainz, arce-chanceler do império para a Alemanha; o arcebispo de Trier, arce-chanceler do império para a Gália; o arcebispo de Colônia, arce-chanceler do império para Itália; o rei da Boêmia, arce-copeiro do Império; o conde Palatino do Reno (cujas terras eram conhecidas como o Palatinado), arce-comissário do Império; o conde Palatino e duque da Saxônia, arce-marechal do Império; e o marquês de Brandemburgo, arce-camareiro do Império.
Dinastia dos Habsburgo
Paralelamente a isso, consolidava-se o poder da mais importante família reinante européia no início da Idade Moderna, os Habsburgo. A família tem origem no século 12 e o nome deriva de Habichtsburg, o castelo do falcão, sua morada oficial, construído em 1020, na Suíça.
A casa de Habsburgo subirá pela primeira vez ao trono imperial com Rodolfo I, que reinará o Sacro Império Romano-Germânico de 1273 a 1291. Em 1278, após a derrota e morte do Rei da Boêmia Otokar 2º na batalha de Dürnkrut (no Marchfeld), o imperador obteve os ducados da Áustria e da Estíria.
Os Habsburgo ampliaram sua influência graças à política de casamentos. A fórmula Bella gerant alii; tu, felix Austria, nube (que outros guerreiem (enquanto) você, feliz Áustria, faz casamentos) sintetiza essa prática.
A eleição de Alberto 2º em 1438 e a de Frederico 3º em 1440 marcam o início de uma presença duradoura da chamada Casa da Áustria na chefia do Sacro Império. A partir daí, todos os imperadores, até o final do Império, com exceção do período entre 1740 e 1745, pertenceram a essa família.
O apogeu do poder Habsburgo começou a se firmar com Maximiliano I, imperador do Sacro Império entre 1508 e 1519. Com seu casamento com Maria da Borgonha, passou a governar Países Baixos, Luxemburgo e a Borgonha, além do Franco Condado, um território a leste na França, na fronteira com a Suíça.
Ao casar-se com a infanta Joana de Castela, seu filho Filipe, o Belo, tornou-se rei de Castela, Aragão, Nápoles e senhor das terras espanholas do Novo Mundo. Pelo tratado de Viena, em 1515, Maximiliano 1º assegurou o casamento de seus dois netos com as herdeiras de Ladislau II da Polônia, dando aos Habsburgos as coroas da Boêmia e da Hungria a partir de 1526.
O neto de Maximiliano 1º da Áustria, Carlos 1º da Espanha (filho de Filipe, o Belo, arquiduque da Áustria, e de Joana, a Louca, rainha de Castela), foi o o grande herdeiro dessa política. Herdando os domínios Habsburgo, Borgonha, Aragão, Castela, além dos imensos domínios espanhóis no Novo Mundo, ele foi eleito, em 1519, imperador do Sacro Império, com o título de Carlos 5º. Nunca o ideal de uma monarquia imperial fortemente aliada à Igreja de Roma esteve tão próximo.
Mas foi durante seu reinado que a unidade sob o Império e Roma começou a ruir, com o advento da reforma luterana na Alemanha, dando início ao movimento protestante que se alastrou por grande parte da Europa.
Não há uma linha divisória clara entre as questões religiosas e políticas no período as contestações ao poder imperial ou dinástico assumissem sempre um caráter de contestação ao poder também de Roma.
Tal vinculação já se evidenciara na própria Boêmia, palco da Guerra dos Trinta Anos, ainda no século 15. Ali, um movimento liderado por John Huss, propunha a reforma da Igreja, questionando a autoridade do papado em assuntos temporais. Excomungado e morto na fogueira, Huss deixou a semente de uma rebeldia nacional contra a autoridade do papado e do Império. Essa mesma semente, decisiva para a vitória do movimento luterano, não foi contemplada na Boêmia, onde o poder católico voltaria a ser questionado.
O final das guerras de religião na Alemanha, advindas da reforma luterana, estabelecia o princípio do cujus regio ejus religio, cada governante teria a liberdade de adotar a religião que quisesse e essa seria a religião dos súditos.
Tal fórmula, entretanto, aplicava-se apenas às religiões católica e luterana. Por outro lado, a segunda metade do século 16 foi marcada por uma forte penetração das idéias calvinistas na Alemanha, notadamente na região da Boêmia, encontrando ali um terreno fértil dada a herança que vinha desde John Huss.
Esse fato confrontava-se com as medidas católicas visando recuperar a força perdida. A ação catequizante, notadamente dos jesuítas, permitiu a Roma recuperar parte dos seus fiéis, levando a uma posição de confronto com os luteranos e principalmente com os calvinistas, não contemplados por qualquer liberdade dentro do Império.
Sacro Império Romano-Germânico
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| IMAGEM USP |
No século XI recebeu o nome de Império Romano e no século XII, Sacro Império. A denominação de Sacro Império Romano-Germânico foi adotada no século XIII. Embora suas fronteiras tenham se ampliado de forma notável ao longo de sua história, os estados germânicos foram sempre seu núcleo principal. Desde o século X, seus governantes eram eleitos reis da Germânia e, geralmente, pretendiam que os papas os coroassem em Roma como imperadores, embora nem sempre o conseguissem.
O Sacro Império Romano foi na realidade uma tentativa de reviver o Império Romano do Ocidente, cuja estrutura política e legal sucumbiu durante os séculos V e VI para ser substituída por reinos independentes, governados por nobres germânicos. O trono imperial de Roma ficou vago depois que Rômulo Augústulo foi deposto em 476. Durante o turbulento início da Idade Média, o conceito tradicional de um reino temporal convivendo com o reino espiritual da Igreja foi encorajado pelo Papado. O império bizantino, com capital em Constantinopla (hoje Istambul, Turquia), que controlava as províncias do Império Romano do Oriente, conservava nominalmente a soberania sobre os territórios que anteriormente eram possessões do Império do Ocidente. Muitas tribos germânicas que haviam conquistado esses territórios reconheceram formalmente o imperador de Bizâncio como seu senhor. Devido em parte a essa situação e também a outras razões, entre as quais se incluem a dependência derivada da proteção bizantina contra os lombardos, os papas reconheceram a autoridade do Império do Oriente durante um grande período de tempo depois da abdicação forçada de Rómulo Augústulo.
Depois da fusão das tribos germânicas, motivo da criação de uma série de estados cristãos independentes nos séculos VI e VII, a autoridade política dos imperadores bizantinos praticamente desapareceu no ocidente. Ao mesmo tempo, foram sentidas as conseqüências religiosas da divisão da Igreja ocidental, de modo particular durante o pontificado (590-604) de Gregório I. Conforme o prestígio político do império bizantino declinava, o Papado se mostrava cada vez mais ressentido pela ingerência das autoridades civis e eclesiásticas de Constantinopla nos assuntos e atividades da Igreja ocidental. A conseqüente inimizade entre as ramificações da Igreja alcançou seu ponto crítico durante o reinado do imperador bizantino Leão III o Isauro, (717-741) que tentou abolir o uso de imagens nas cerimônias cristãs.
A resistência do Papado ao decreto de Leão culminou (730-732) com a ruptura com Constantinopla. O Papado alimentou então o sonho de ressuscitar o Império do Ocidente. Alguns papas estudaram a possibilidade de embarcar no projeto e assumir a liderança desse futuro estado. Sem força militar alguma nem administração de fato, e em uma situação de grande perigo pela hostilidade dos lombardos na Itália, a hierarquia eclesiástica abandonou a idéia de um reino temporal unido ao reino espiritual e decidiu outorgar o título imperial à potência política dominante na Europa Ocidental no momento: o reino dos francos. Alguns dos governantes francos já haviam provado sua fidelidade à Igreja; Carlos Magno, que ascendeu ao trono franco em 768, havia demonstrado uma grande capacidade para tão elevado cargo, especialmente pela conquista da Lombardia em 773 e pela ampliação de seus domínios até alcançar proporções imperiais.
Em 25 de dezembro do ano 800, o papa Leão III coroou Carlos Magno como imperador. Esse ato originou um precedente e criou uma estrutura política que estava destinada a representar um papel decisivo nos assuntos da Europa Central. O precedente estabeleceu a pretensão papal de eleger, coroar e também depor os imperadores, direito que fez valer, pelo menos em teoria, durante quase 700 anos.
Fonte:
Idade Média, Tempo do Sacramento
Por MARCUS BACCEGA
Este breve artigo ensaia a proposição de uma compreensão sistêmica que possa abranger todo o período medieval a partir de uma lógica singular. Propõe-se aqui um recorte cronológico estendido de Santo Agostinho (século IV da Era Cristã) a João Calvino (século XVI da Era Cristã) para se pensar a longa duração medieval e nela perscrutar um elemento central de identificação e singularização, que a justifique enquanto recorte temporal e epistemológico. Valendo-se do conceito teológico de sacramento, cuja elaboração se deu, gradativamente, ao longo de todo o período medieval, o ensaio procura compreender esta formulação conceitual da existência mistérica cristã como eixo estruturador do imaginário medieval. Este complexo articulado de representações mentais será enfocado sob o signo da idéia de sistema. Propugna-se, destarte, por um retorno à compreensão sistêmica da própria história medieval. Para ler o texto completo, clique aqui
Fonte:
Praça de São Pedro será totalmente restaurada no Vaticano
A praça de São Pedro, com a célebre colunata de Bernini, será totalmente restaurada para reencontrar o brilho do século 17, anunciou nesta sexta-feira (12) o jornal do Vaticano, "l'Osservatore Romano".
As obras, que já começaram em torno de uma parte da colunata barroca à esquerda da praça, devem durar 30 meses, para recuperar as cores e a beleza deste imenso conjunto em travertino, um tipo especial de calcário, informou ao jornal o diretor dos serviços técnicos da governadoria do Estado do Vaticano, Pier Carlo Cuscianna. Serão restauradas 376 colunas e pilastras, 140 estátuas, 1.200 metros de varandas e cornijas, as fontes gêmeas Clementina e Gregoriana, o obelisco egípcio no centro da praça, construída em 1586 por Sisto V. Até mesmo os lampadários, datando do século 19, em torno do obelisco passarão por reformas. Para "l'Osservatore Romano", a colunata é uma "criação artística de forte conteúdo alegórico, expressando o abraço ecumênico da Igreja Universal em todos os povos".
"Patrocinadores generosos" estão financiando estas obras importantes, declarou Cuscianna, sem revelar os nomes. As responsabilidades artística, científica e histórica dos trabalhos são de competência dos museus do Vaticano, dirigidos por Antonio Paolucci. Duas empresas italianas foram escolhidas para os trabalhos.
Fonte:
Folha de S Paulo
Cronologia da História da Igreja III (591 - 1514)
591 Gregório de Tours escreve, em 10 livros, a história
dos francos;
596 O monge Agostinho funda o arcebispado de Canterbury
_ Cantuária;
664 A questão da fixação da data da páscoa e, por
conseguinte, da quaresma , é resolvida para a Igreja
anglo-saxônica pelo sínodo de Whitby;
680 - 681 3º Concílio de Constantinopla 6º Concílio
Ecumênico;
1054 16 de Julho Cisma da Igreja Oriental -
Ocidental;
1057 Revolta popular em Milão contra a mundanização
da Igreja: padres, que conseguiram seus cargos pela
simonia ou que viviam em concubinato são perseguidos e
forçados ao celibato;
1142 Morte de Abelardo
Com Anselmo de Cantuária é considerado o fundador da
escolástica;
1150 Fundação da Universidade de Paris;
1170 Tomás Becket, chanceler de Henrique II da Inglaterra
(1155-1162), depois arcebispo de Cantuária, é assassinado
na catedral por cavalheiros do rei;
1209 Início da guerra dos albigenses;
1212 Milhares de jovens de França e Alemanha partem para
a cruzada em Terra Santa - cruzada das crianças -
Chamada assim em razão da venda de crianças no
mercado de escravos de Alexandria por parte dos
navegantes que transportavam os jovens para a cruzada na
terra santa;
1208 Francisco de Assis é consagrado à vida monástica
1210 Mulheres que não acham lugar nos conventos cheios,
resolvem formar comunidades (sem votos). São conhecidas
por Beguinas, em razão da vestimenta que utilizavam
1230 A Universidade de Paris se torna o centro da
Escolástica
1309 Clemente V, antigo arcebispo de Bordéus, transfere a
residência papal de Roma para Avinhão. Cai assim - bem
como os seus sucessores - sob a completa influência do
rei da França; é o chamado “cativeiro babilônico” da
Igreja: 1309 - 1377;
1339-1453 Guerra dos cem anos entre França e Inglaterra;
1348 Fundação da Universidade de Praga, a primeira do
império Alemão, segundo o modelo da Universidade de
Paris;
1348-1352 Epidemia de peste negra na Europa
Cerca de um terço da população da França e da
Alemanha morre; na Inglaterra, o número de habitantes
desce de 4 milhões para 2,5 milhões;
1350 Com o estudo da literatura antiga, começa na Itália
a época do Humanismo - fase científica e cultural da
renascença;
1370 Nasce John Huss
1391 Perseguição dos judeus em Castela, Aragão, Catalunha
- eles não tinham outra escolha senão a morte ou o
batismo -
A mesma conversão forçada é imposta aos mouros
1384 Morte de John Wycliff
Nascido em 1328, na Inglaterra
Professor de filosofia e teologia em Oxford
Traduziu a Bíblia para o inglês
Rejeitou o papado - “o papa é o anticristo”
Seus adeptos, os “lolardos” (=hereges) viriam
a ser cruelmente perseguidos a partir de 1400
1415 Morte de Huss
John Huss é preso durante o concílio de Constança,
apesar de salvo conduto do imperador Sigismundo, é
julgado como herege e queimado
1450 John Gutemberg desenvolve a imprensa
desde o início do século já se fabricava papel como
material para a escrita
1464 Morte de Nicolau de Cusa
1484 - 1492 Inocêncio VIII. Festas no Vaticano para o
casamento de seus filhos ilegítimos. A falta de
moralidade dos príncipes italianos da Renascença se
reflete sobre os cardeais e sobre a corte papal;
1469 União dos reinos de Castela e Aragão, pelo casamento
de Isabel e Fernando - A Espanha alcança o patamar de
grande potência européia;
1484 Os inquisidores de Colônia, Jacob Sprenger e
Henrique Institoris, organizam, com base na bula “Summis
desiderantes affectibus” de Inocêncio VIII, os processos
de feitiçaria na Alemanha
1492 Tomada de Granada
toda a Espanha submete-se à soberania cristã;
1492 - 1503 O papa Alexandre VI casa com príncipes seus
filhos, Lucrécia Borja e César borja, para estender o
domínio da igreja;
1498 Jerônimo Savonarola é queimado em Florença;
Descoberta da América, Cristóvão Colombo;
1500 Descoberta do Brasil - Pedro Álvares Cabral;
1506 O papa proclama indulgência para construir a
Basílica de São Pedro;
1508 A coroa espanhola recebe de Roma a
responsabilidade da missão nos territórios recémconquistados;
1509 Nasce Calvino
1514 Portugal obtém os mesmos direitos;
Fonte:
SEMINÁRIO TEOLÓGICO PRESBITERIANO DO RIO DE JANEIRO
Abril de 2000
Abril de 2000
Cronologia da História da Igreja II (313 - 590) - Período Imperial
313 Edito de Milão
Igualdade de direitos entre os cristãos e
as demais religiões;
314 Concílio em Arles
Convocado por Constantino para acabar com o
conflito donatista;
318 Ário, presbítero de Alexandria, prega que o
Filho não é eterno como o Pai
319 Exclusão de Ário;
324 Constantino - autoridade máxima
Privilégios concedidos aos cristãos:
•
construção de igrejas;•
serviços, por parte dos clérigos;
Dispensa de impostos e da prestação de•
funcionários;
equiparação dos bispos com os altos•
325 Concílio de Nicéia
Convocado por Constantino
Combate ao arianismo;
337 Morte de Constantino;
337 - 361 Os filhos de Constantino continuam sua
política;
359 Bispos do Oriente e do Ocidente se reúnem
separadamente, em Selêucida e Rímini. Uma fórmula de
compromisso entre arianos e católicos, assinada enfim
também pelo sínodo ocidental, substitui a expressão
“substancialmente igual” por “semelhante ao Pai”;
361 O movimento donatista, apoiado pelo imperador
Juliano, alcança seu apogeu com o Bispo Parmeniano;
375 Graciano é o primeiro imperador romano que renuncia
ao título de sumo-pontífice;
381 Concílio de Constantinopla - 2º Concílio Ecumênico;
385 - 406 Jerônimo traduz a bíblia para o latim
(VULGATA);
386 Ambrósio, Bispo de Milão desde 374, exige do
imperador a subordinação à Igreja nos assuntos de fé;
387 Agostinho, nascido em 354, é batizado, junto com o
filho, por Ambrósio;
391 Ordenação Presbiterial na cidade de Hipona;
395 Agostinho é Bispo de Hipona;
cerca de 400 Agostinho escreve as “Confissões”
410 Os visigodos (godos ocidentais) conquistam e
saqueiam Roma;
Agostinho escreve “a cidade de Deus”;
418 Concílio de Cartago
Condenação ao Pelagianismo;
420 Morte de Jerônimo (Vulgata);
430 Agostinho morre durante o sítio de Hipona por parte
dos vândalos;
431 Concílio de Éfeso - 3º Concílio Ecumênico;
451 Concílio de Calcedônia 4º Concílio Ecumênico;
476 O último imperador Romano do Ocidente, Rômulo
Augústulo, é deposto pelo germano Odoacro - é
simbolicamente o fim do império Romano do Ocidente;
553 2º Concílio de Constantinopla 5º Concílio
Ecumênico;
570 Nascimento de Maomé, em Meca;
doação de propriedades de terras.Fonte:
SEMINÁRIO TEOLÓGICO PRESBITERIANO DO RIO DE JANEIRO
Abril de 2000
Abril de 2000
Ladainha Lauretana
![]() |
| Papa Sixto V |
A Ladainha Lauretana ou Ladainha da Santíssima Virgem foi composta quando há pouco se encerrava a Idade Média. Guarda esse nome devido à aprovação do Papa Sixto V, no ano de 1587, dada à ladainha habitualmente utilizada pelos fiéis que freqüentavam a Santa Casa, na cidade de Loreto. Com essa aprovação, as demais ladainhas acabaram por ser suprimidas. Alguns dos títulos que constam atualmente foram acrescentados solenemente à ladainha original por uma série de Papas ao longo da história.
- A santidade de Maria: Primeira parte é composta por três avocações, que destacam: a santidade de Maria como pessoa, seu papel como Mãe (genitora) de Jesus Cristo e sua vocação como virgem.
- Maria, a Mãe: Segunda parte composta por doze avocações referentes à maternidade de Maria.
- Maria, a Virgem: Terceira parte formada por seis títulos honra Maria como virgem, tratando não só de seus méritos como tal, mas também da eficácia de sua virgindade.
- Símbolos de Maria: Depois se seguem treze avocações simbólicas, em sua maioria retirados do Antigo Testamento e referentes a N.Sra, evidenciando suas virtudes e seu papel como co-redentora da humanidade.
- Maria, a Intercessora: Os quatros títulos seguintes exaltam o papel de Maria como intercessora nas obras de misericórdia espirituais e corporais.
- Maria, a Rainha: E no último trecho da ladainha exaltamos por meio de treze títulos Maria como Rainha.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos.Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor.Amém.
Veremos um pouco do significado das avocações a seguir. Comecemos então a elucidar um pouco o grande tesouro do catolicismo que se encerra nessa belíssima oração.
Fonte: Gustavo
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