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Marcos, papa ( ? - 336)


 Papa por menos de um ano e santo da Igreja Cristã Romana nascido em Roma, que eleito em 18 de janeiro em substituição a Silvestre I (314-335), foi titular do trono de Pedro, a sede apostólica romana, apenas até o dia 7 de outubro do mesmo ano, quando faleceu. Tido por romano, pouco se conhece da sua vida e como foi educado, mas que trabalhou pela Igreja durante o pontificado de Silvestre, e tornou-se pastor da Igreja de Roma e promotor do seu calendário litúrgico. Deu seguimento a construção das basílicas de São Marcos e de Santa Balbina e estabeleceu que os papas seriam consagrados pelos Bispos de Óstia. Instituiu o pálio, tecido com lã branca de cordeiro e com cruzes negras, como paramento papal e organizou o primeiro calendário com as festas religiosas. Aparentemente as mais antigas listas conhecidas de papas e mártires, como Depositio episcoparum e Depositio martyrum, começaram a ser compiladas no seu pontificado. O papa de número 34 morreu em Roma e foi sucedido por Júlio I (337-352) e depois por Líbero (352-366).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPMarco1.html

Silvestre I, Papa e Confessor (293 - 335)


 Papa italiano da igreja cristã romana (314-335) nascido em Roma, eleito papa em substituição a SãoMilcíades, o primeiro a usar a coroa. Cabendo-lhe a tarefa não pequena de iniciar a organização da vida da Igreja em condições de normalidade às quais ela não estava habituada, depois de 250 anos de clandestinidade, foi sob seu pontificado que começaram a ser estabelecidas, como locais de culto, as grandes basílicas romanas. Durante seu pontificado, o Imperador Constantino, sob a influência da mãe, Santa Helena, tornou-se o protetor da Igreja, decretou o fim da crucificação e da perseguição aos cristãos. Realizou o primeiro Concílio Ecumênico, de Nicéia (325), que formulou o Credo e condenou a heresia ariana, que negava a divindade de Jesus Cristo. Criou a Coroa de Ferro, com um cravo da Cruz, e converteu a basílica de São João em Catedral. Antes dois outros concílios também foram realizados em seu Pontificado, o de Arles e o de Ancira (314). Nesses concílios, a Igreja defendeu sua integridade contra os erros e desvios suscitados, naqueles tempos, como em todos os séculos, pelo demônio, na tentativa de atingir a integridade do Corpo Místico de Jesus Cristo, e reafirmando a promessa de seu Divino Fundador, de que a Igreja é imortal e perdurará até à consumação dos séculos. Homem capaz e influente, convenceu Constantino a libertar todos os escravos, instituir o domingo como feriado universal, para recordar a Ressurreição, dispensar o clero dos impostos públicos e criar hospitais para os doentes. O clero e os bispos da Itália e das províncias receberam permissão para usar o transporte imperial gratuitamente e, assim, podiam mais facilmente peregrinar a Roma e encontrar-se com o Papa. Santa Helena construiu uma igreja para venerar as relíquias da Santa Cruz, que ela trouxera de Jerusalém. O Imperador também mandou construir uma basílica sobre o túmulo de São Pedro (333) e, pessoalmente, contribui para a construção de outras Igrejas. Papa de número 33 mandou erigir a imagem de Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos, em gratidão à Maria Santíssima pelo fim da perseguição contra a Igreja e veio a falecer em Roma, no último dia do ano (335) e foi substituído por São Marco (336).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPSilvs1.html

Melquíades, Papa


 Papa (311-314) e santo da Igreja Cristã Romana nascido na África, sucessor de Eusébio, foi papa que durante o seu pontificado o Imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos (312), oficializando a igreja, decretando o cristianismo como religião do estado e passando de papa da perseguição para o papa da liberdade dos cristãos. De origem africana, fez parte do clero Romano, até que com o falecimento do Papa Eusébio, foi eleito sucessor de São Pedro. No período de seu governo, sofreu com a perseguição aos cristãos, que só teve um descanso quando o Imperador Constantino venceu a histórica batalha de Roma (312) a qual atribuiu ao Deus dos cristãos. Por meio do Edito de Tolerância de Milão (313), os cristãos receberam do Imperador, movido pela visão do in hoc signo vinces, a liberdade de culto para praticar sua religião. Constantino, além de converter o cristianismo na religião oficial do Estado, cedeu seu próprio palácio, em Latrão, para ser a residência oficial do Papa. Este palácio permaneceu como residência oficial dos Papas por 770 anos (313-1083).  No mesmo ano realizou o sínodo em Latrão, em que foi condenado o bispo Donato de Cartago. Durante os quatro anos de pontificado foi um grande defensor da fé e combateu principalmenteas as ameaças que nasciam do interior da Igreja com os hereges. Aproveitou a liberdade religiosa para organizar as sedes paroquiais em Roma e recuperar os bens da Igrejas perdidos durante a perseguição. Recebeu de volta os bens da Igreja confiscados durante as perseguições do passado e construiu a Basílica de São João e, através da Eucaristia, semeou a unidade da Igreja de Roma com as demais igrejas. O papa de número 32 morreu em Roma, em 2 de janeiro (314) e foi sucedido por São Silvestre I (314-335).

Encontros e desencontros: Papa Francisco e a Teologia da Libertação


O Papa Francisco recebeu, na semana passada, o sacerdote dominicano de origem peruana Gustavo Gutiérrez, talvez com a intenção de colocar as coisas no lugar e acabar com as expectativas dos que querem ver o Pontífice como um novo líder a serviço da revolução. Gutiérrez é um dos "pais fundadores" do movimento teológico latino-americano que acabou sendo chamado de Teologia da Libertação.

A audiência privada foi um gesto que, para muitos, pode ser considerada como demonstração da "cultura do encontro" promovida pelo Papa Francisco; mas, para outros, foi um erro que traz à tona esse velho fantasma que já consideravam "superado".

A recepção de Gutiérrez pelo Papa repercutiu em todos os cantos da Igreja latino-americana, chegando aos ouvidos de Leonardo Boff e dos seguidores deste movimento teológico surgido após a 2ª Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano, realizada em Medellín (Colômbia) em 1968, com a presença do Papa Paulo VI.

A Teologia da Libertação se caracteriza não pela opção "preferencial", mas "exclusiva" pelos pobres; concebe a Igreja como uma instituição revolucionária, que deve mudar as estruturas da sociedade e acompanhar a viagem dos marginalizados para libertá-los, libertando-se, ela mesma, do seu suposto "compromisso histórico" com a burguesia, com o poder econômico e político.

Considerado como um dos moderados da Teologia da Libertação, Gustavo Gutiérrez não foi chamado a prestar contas no Vaticano e, aos 85 anos de idade, com uma inegável influência em grande parte da Igreja Católica sul-americana, escreveu um texto junto ao atual prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig Müller, que trabalhou em comunidades pobres do Peru, junto a Gutiérrez.

Um ponto em comum: os pobres

O livro de Gutiérrez e Müller, "Da parte dos pobres. Teologia da Libertação, teologia da Igreja", busca estender uma ponte entre os elementos positivos da Teologia da Libertação e a opção preferencial pelos pobres – esta última emana da doutrina social da Igreja. A obra não foi um grande êxito nas livrarias; havia sido escrita em alemão, há mais de uma década.

Esta opção foi enfatizada pelo Papa Francisco desde que – no início do seu pontificado, em 16 de março –, ele exclamou, diante dos jornalistas do mundo inteiro acreditados no conclave que o elegeu como sucessor de Pedro, aquela frase que se tornou famosa: "Ah, como eu gostaria de ver uma Igreja pobre e para os pobres!".

Obviamente, houve interpretações errôneas, como a do presidente da Bolívia, Evo Morales, quem disse que o Papa Francisco era um "partidário" da Teologia da Libertação. Ainda que o próprio Leonardo Boff tenha sido cauto e até próximo do Papa, sem questionar seus postulados, a realidade é que, entre a ala radical da Igreja latino-americana, o Papa teria de dar um salto rumo a posturas heterodoxas, que saíssem do que eles qualificam como "imposições" de Roma.

Mas Francisco não fará isso. Para ele, a "vaidade autorreferencial" é um dos fardos mais pesados dos grupos, movimentos, leigos e sacerdotes. E o tema do grupo de teólogos da libertação, assim como o dos anti-teólogos da libertação, é este: que não estão abertos ao outro.

Enfrentada duramente pelas correntes católicas de direita, a Teologia da Libertação incorpora – de maneira matizada, mas constante – as categorias de interpretação marxistas, chegando a justificar – também veladamente – o uso da violência para derrubar velhas estruturas e regimes de opressão ao povo. Esta é uma interpretação fechada, de lobby. E o Papa deixou isso claro no voo que o levou do Rio de Janeiro a Roma: "Todos os lobbies são ruins".

Iluminar as práticas sociais

O L'Osservatore Romano dedicou um amplo espaço a comentar o livro de Gutiérrez e Müller. Analistas e teólogos enfrentaram a dura tarefa de desenredar as páginas de um texto escrito a quatro mãos, que envolve elementos delicados, por exemplo, na hora de falar dos pontificados de João Paulo II e Bento XVI.

Com destreza, o jornal da Santa Sé fez que seus leitores percebessem o que muitas vezes não se pôde ou não se quis ver: que a Teologia da Libertação possui aspectos positivos. E que o encontro de Gustavo Gutiérrez com o Papa não seria uma mudança de rumo de Francisco, nem um "reconhecimento" do movimento, contra seus antecessores, mas que a Teologia da Libertação já teria superado as "doenças da adolescência".

No demais, A Igreja realizou dois pronunciamentos oficiais sobre a impossibilidade de conciliar a Teologia da Libertação como tal e o magistério da Igreja: a instrução "Libertatis nuntius" (1984), sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação, e a instrução "Libertatis conscientia" (1986), sobre a liberdade cristã e a libertação.

O documento de 1986 afirma que a libertação, "em sua significação primordial, que é soteriológica, prolonga-se, assim, em missão libertadora, em exigência ética. Aqui encontra o seu lugar a doutrina social da Igreja, que ilumina a práxis cristã no âmbito da sociedade".

Em outras palavras, a genuína libertação não é a das ataduras da política, da economia, da justiça ou do poder, mas a libertação do mal e do pecado.

Esta libertação – querida pela Igreja – tem Cristo como caminho, verdade e vida. E é uma exigência de perfeição, de moral, de ética, que ilumina toda a missão dos católicos, com o compromisso de construir uma ordem católica na terra, e não um ordenamento marxista ou de nenhuma outra espécie ideológica.

Fonte:

Aleteia 

aleteia.org é uma iniciativa de evangelização no mundo digital, lançada no outono de 2011 em Roma

Papa critica obsessão da igreja com aborto, gays e contracepção


Pontífice admitiu ainda que sofre críticas por evitar tratar desses temas



O papa Francisco afirmou que a Igreja Católica se tornou “obcecada” com a pregação contra o aborto, o casamento gay e a contracepção, e que ele escolheu deliberadamente não falar sobre esses assuntos por entender que ela deve ser uma “casa para todos”, e não uma “pequena capela” focada na doutrina, na ortodoxia e em uma agenda limitada de ensinamentos morais. 

As declarações foram dadas em uma entrevista concedida ao jornal jesuíta “La Civiltà Cattolica” no mês de agosto, durante três encontros. O conteúdo da conversa foi divulgado nesta quinta-feira (19) por 16 jornais jesuítas de diferentes países. 

“Não podemos insistir apenas em assuntos relacionados ao aborto, ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível”, disse o papa ao também jesuíta Antonio Spadaro, editor-chefe do “La Civiltà Cattolica”. 

O pontífice admitiu ainda que sofre críticas por evitar tratar desses temas. “Eu não falei muito sobre essas coisas, e fui repreendido por isso. Mas, quando falamos sobre essas questões, temos que falar sobre elas em um contexto. O ensinamento da igreja quanto a isso é claro, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário falar sobre esses assuntos o tempo inteiro”, acrescentou. 

O papa disse ainda que “os ensinamentos dogmáticos e morais da igreja não são todos equivalentes” e que o ministério pastoral não deve ser “obcecado” com a transmissão de “doutrinas desarticuladas que se tenta impor de forma insistente”.

Fonte:

Disponível em < http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/papa-critica-obsessao-da-igreja-com-aborto-gays-e-contracepcao/ >


Eusébio papa ( ? - 310)


Da Igreja Cristã Romana (309-310) de origem grega nascido em Casano Jônico, eleito em 18 de abril (309) como sucessor de São Marcelo I, o papa mais amado e venerado pelos cristãos do seu tempo devido à sua grande bondade e misericórdia demonstradas nos poucos meses de pontificado. Foi eleito durante a perseguição de Diocleciano (284-305) e enfrentou com coragem e decisão a espinhosa questão dos lapsos, cristãos que, no tempo das perseguições, tinham renegado a fé cristã pelo temor de perderem seus bens, enfrentar o exílio, os tormentos ou a morte, porém passado o perigo, arrependidos da apostasia, pediam para ser readmitidos na Igreja. Enfrentou as polêmicas sobre estas apostasias que levaram a Igreja à iminência de um cisma e conseguiu unir a firmeza de posições em favor do perdão a uma grande caridade. Parte do clero de Roma, chefiada por Heráclio, influente dignitário da Igreja, era absolutamente contrária, enquanto o papa tinha-se declarado abertamente favorável ao perdão. A luta desembocou até em luta aberta, tanto que o imperador Maxêncio exilou os expoentes das duas facções opostas, atestada pelo papa Dâmaso na inscrição colocada diante da sua tumba: vetuit lapsos peccata dolere. Eusebius miseros docuit sua crimina flere. Exilado na Sicília, enviado pelo Imperador Maxêncio em 17 de setembro (309), morreu martirizado e vítima das privações, principalmente fome. Logo o papa de número 31 foi considerado mártir pela Igreja de Roma e seu corpo foi transladado à capital e sepultado nas Catacumbas de São Calisto. A cripta, que dele recebe o nome, adornada de mármore e tornada preciosa pela inscrição do papa Dâmaso, foi uma das mais visitadas pelos peregrinos daqueles tempos. Outros papas mártires foram Ponciano, Fabiano, Cornélio e Sisto II, e foi o último papa a ser sepultado em São Calisto, numa cripta que traz o seu nome, e foi sucedido por São Miltíades (311-314).

Marcelo I, papa ( ? - 309)

Nascido em Roma, eleito quatro anos após a morte de Marcelino I (296-304) devido às terríveis condições em que viviam os cristãos perseguidos impiedosamente pelo Imperador Diocleciano. Naqueles tempos o imperador tornou obrigatório o culto a Júpiter, com quem se identificava, e ordenou uma violenta perseguição aos cristãos (303), que se estenderia por mais de dez anos, na Itália, África e no Oriente. No seu breve mandato, o pontífice dedicou-se à recomposição da comunidade de Roma e ocupou-se da difícil tarefa de obter o perdão para os cristãos que tinham renegado a fé, durante a perseguição. Tomou duas decisões importantes, sendo que na primeira proibiu a realização de concílios sem a expressa autorização do papa. Na segunda, embora mantivesse uma atitude severa para com os lapsi, cristãos que tinham renegado a fé, durante a perseguição do imperador, estabelecia condições a respeitar nos casos em que se concedesse o perdão a essas pessoas. Essa difícil decisão de conceder o perdão para os lapsos, gerou intensos tumultos que apressaram a intervenção do imperador Massêncio, retirando todos os seus poderes. Preso e acusado de tentar reorganizar a Igreja no exílio, foi condenado a servir nos estábulos imperiais com o objetivo de humilhar-lhe. Libertado pelos cristãos, refugiou-se na casa da matrona Lucina que transformara sua casa e uma igreja. Descoberto, foi novamente condenado, preso precisamente na igreja que recebera de Lucila e que foi transformado em um novo estábulo, onde morreu vítima de privações e humilhações. O trigésimo papa da da Igreja de Roma, morreu martirizado na cidade eterna. Sepultado no Cemitério de Priscila e foi sucedido por Eusébio (309-310).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPMarce1.html

Marcelino papa (283-296)


Nascido em Roma, sucessor de São Caio (283-296), que durante o seu pontificado, teve de enfrentar a perseguição de Diocleciano. Após cinco anos de paz, teve que esconder-se nas catacumbas, onde confortava os cristãos, para fugir à perseguição de Diocleciano, que condenara à morte toda pessoa que professasse a religião cristã. O seu nome porém, é recordado na famosa inscrição do diácono Severo, que se encontra nas Catacumbas de São Calisto, na Via Ápia. Em hexâmetros latinos, Severo descreveu a construção de um cubículo com arcossólios como tranqüila morada na paz para si e seus caros, autorizado pelo seu papa. O termo papa, como sinônimo do bispo de Roma aparece pela primeira vez nessa inscrição, com a sigla abreviada PP, usada ainda hoje pelos papas em suas assinaturas. O papa de número 29, morreu em Verona, durante a perseguição de Diocleciano, mas não como mártir, embora seu nome figure na lista dos mártires do imperador, e foi sepultado na Catacumba de Priscila. Foi sucedido por São Marcelo I (308-309), quatro anos depois. No século V, os donatistas africanos julgaram-no traidor da fé, mas foi reabilitado em conseqüência da perseguição a que foi submetido pelo Imperador que, no clímax da violência, incendiou Igrejas e queimou textos sagrados e deixou entre suas vítimas, mártires como Santa Lúcia, Santa Inês, Santa Bibiana, São Sebastião e São Luciano.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPMarci1.html

Caio ou Gaio, papa (? - 296)


Papa italiano da igreja católica romana (283-296) nascido em Salona, Dalmácia, substituto de Eutiquiano (275-283), cujo pontificado coincidiu com o período de paz que antecedeu à perseguição no governo do Imperador Diocleciano (284-305). Pouco se sabe de preciso sobre sua vida e pontificado, sobre o qual faltam dados históricos que elucidem a origem e a indicação desse papa da igreja cristã. Sabe-se que descendia da família imperial de Diocleciano, seu tio, e estabeleceu que ninguém poderia ser ordenado bispo sem antes passar pelos graus de ministro da Eucaristia, leitor, acólito, exorcista, subdiácono, diácono e sacerdote. O papa de número 28 proporcionou paz aos cristãos e construiu amplas igrejas, por toda Roma. Como o imperador Dioclesiano foi um perseguidor implacável do cristianismo e durante o seu governo muitos foram martirizados por não abjurarem da fé cristã. Aparentemente ele procurava por muito tempo os esconderijos das catacumbas, para assim, atender às necessidades dos cristãos. Como papa chegou a aconselhar alguns cristãos refugiados na casa de campo do então convertido prefeito Cromâncio, de Roma, para que fugissem da cidade antes de serem presos, pois sabia que muitos destes cristãos fraquejar diante do martírio. Conta-se que este mesmo conselho foi dado a São Sebastião, mas este preferiu ficar em Roma, para animar e defender os irmãos da Igreja. Inclusive este santo, por permanecer na arena da luta defendo a Igreja de Cristo, foi severamente martirizado. O papa morreu em Roma, mas não há citações conclusivas de que tenha morrido como um mártir, completando um papado de doze anos, quatro meses e sete dias, desde 17 de dezembro (283) até 22 de abril (296), de acordo com o Catálogo Liberiano. Foi substituído por Marcelino (296-304) e, posteriormente canonizado, é comemorado a 22 de abril, juntamente com outro papa e mártir, Sotero (166-175). Foi sepultado no cemitério da capela dos papas. Vale observar que as criptas dos papas Caio, Eusébio e de Cornélio, nas Catacumbas de São Calisto, encontram-se escritas páginas gloriosas da Igreja de Roma.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPCaio01.html

Eutiquiano ou Êutiques, papa ( ? - 283)



 Papa da Igreja Cristã de Roma (275-283) nascido em  Luni, Ligúria, eleito em 4 de janeiro (275) como sucessor de Félix I (269-274), o último papa a ser sepultado na cripta dos papas. Pouco se sabe de preciso desse papa como de seu sucessor. Governou a Igreja durante oito anos, período em que ordenou que os mártires fossem objeto de grandes honras e seus corpos cobertos pela dalmática,  uma túnica roxa similar aos usados pelos Imperadores Romanos, hoje vestimenta dos diáconos nas cerimônias solenes, e instituiu a benção da colheita nos campos. Para evitar que o Santíssimo Sacramento fosse profanado, proibia aos leigos até mesmo de portar as Sagradas Espécies aos doentes: Nullus præsumat tradere communionem laico vel femminæ ad deferendum infirmo, ou seja, Ninguém ouse entregar a comunhão a um leigo ou a uma mulher para portá-la a um enfermo. Papa de número 27, morreu martirizado em 7 de dezembro (283), em Roma, foi sepultado na cripta dos papas, nas catacumbas de São Calisto, Via Ápia, e sucedido por Caio (283-296). É venerado pela Igreja Católica em 7 de dezembro, data tida como de seu martírio.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPEutiq1.html

Félix I, papa ( ? - 274)


 Papa (269-274) e santo da Igreja Cristã de Roma nascido nesta cidade, que foi escolhido para suceder Dionísio (260-268) e ficou conhecido por ter iniciado o sepultamento dos mártires sob o altar e a celebração da missa sobre seu túmulos. As informações sobre sua vida são escassas e poucas confusas. Como papa interveio na questão da deposição de Paulo de Samósata, bispo de Antioquia no século III, que foi condenado por suas doutrinas trinitárias e cristológicas no sínodo de Antioquia (268). Esse bispo pregava que o Cristo-Logos e o Espírito Santo significavam apenas qualidades de único Deus: o Jesus homem obtinha inspiração do Alto e, quanto mais homem se tornava, tanto mais recebia o Espírito acabando por identificar-se com o Pai quando da ressurreição. O Liber pontificalis atribui a este papa, um decreto com que se autorizava a celebração da missa sobre os túmulos dos mártires. Durante o Concílio de Éfeso (431), teria pronunciado que Jesus Cristo, filho de Deus, nascido da Virgem Maria, é homem e Deus em uma única pessoa, afirmando a divindade e a humanidade de Cristo e as duas naturezas distintas em uma só pessoa. Juntou-se aos fiéis nas catacumbas, para escapar à perseguição do Imperador Aureliano. Segundo a tradição, o papa de número 26 teria morrido martirizado em 30 de dezembro (274), sepultado na Catacumba de São Calisto, na Via Ápia, e foi sucedido por Eutiquiano (275-283).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPFelix1.html

Dinis ou Dionísio, papa (~ 220 - 268)




Papa (259-268) e santo da Igreja Cristã de Roma provavelmente nascido na Grécia, sucessor de Sisto II, que manteve uma longa correspondência com Dionísio de Alexandria acerca da doutrina ortodoxa da Trindade. Sua origem grega não é de todo confirmada, nem se sabe com exatidão informações sobre sua formação anterior. Foi eleito (259), um ano após a morte do seu antecessor, por causa das perseguições desenvolvidas contra a Igreja pelo Imperador Valeriano I. Coube ao seu pontificado a missão de reorganizar a Igreja Romana em meio a graves desordens e em um momento em que os bárbaros se acercavam das portas do Império Romano. Reorganizou as paróquias romanas e enviou grande quantidade de dinheiro aos cristãos da Capadócia, para reequilibrar suas comunidades e restaurar os templos que haviam sido devastados pelos persas. Estabeleceu a paz com o  Imperador Galieno, e obteve deste a liberdade para os cristãos com a publicação de um editto di tolleranza por parte do governo. Papa de número 25, morreu em 26 de dezembro (268), de morte natural e foi sepultado na Catacumba de São Calisto. Foi o primeiro papa a não ser indicado claramente como mártir e foi substituído por São Félix I (269-274).

Sisto ou Sixto ou Xisto II, papa


Papa da Igreja Cristã Romana (257-258) de origem grega, foi eleito o vigésimo quarto papa para substituir São Estêvão I (254-257) e governou a Igreja durante um ano. Possuía caráter bondoso e solucionou as discórdias que haviam atormentado a Igreja durante o governo de Cornélio, Lúcio e Estêvão. Trouxe de volta à Igreja as pessoas de Antioquia e os africanos que se haviam separado devido à controvérsia sobre a validação do batismo ministrado por hereges e efetuou o translado dos restos de São Pedro e São Paulo. O imperador Valeriano decretou que era proibido aos cristãos entrarem nas catacumbas e aí realizarem funções religiosas. Em um segundo decreto estabeleceu que os bispos, sacerdotes e diáconos fossem decapitados no mesmo lugar onde fossem encontrados, sumariamente sem julgamento. Assim os soldados imperiais ao surpreenderem o papa enquanto anunciava as divinas escrituras, agarraram o pontífice, com os quatro diáconos que estavam com ele na Catacumba de São Calisto, e os decapitaram naquele local, no dia 6 de agosto (258). Foi sepultado na Catacumba de São Calisto, segundo a Depositio Martyrum, o Liber Pontificalis e o De locis sanctis martyrum, na cripta dos papas e foi sucedido por São Dionísio (260-268). Escreveram sobre ele Eusébio de Cesaréia, em sua História Eclesiástica, e e Cipriano de Cartago e o papa poeta São Dâmaso dedicou-lhe um carme, um conjunto de versos líricos. As inscrições de cinqüenta carmes de Dâmaso causam admiração pela beleza de seus caracteres, filocalianos clássicos, pela sonoridade dos versos latinos, pela concisão da expressão, e celebram os mártires da Igreja de Roma.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPSisto2.html

Papa Francisco comenta sobre: Comunicação e Dialogo


Na passada quarta-feira, o Vaticano recebeu cerca de 200 alunos católicos e budistas de uma escola japonesa

O Papa sublinhou que é importante e necessário a comunicação entre as mais diversificadas culturas e religiões.

"Qual é a atitude mais profunda para dialogar? Suavidade, capacidade para entender as pessoas e as culturas de paz, a capacidade de fazer perguntas inteligentes, ouvir e falar. Este é o diálogo que faz a paz. Todas as guerras e todas as lutas estão relacionadas com a falta de comunicação ", afirmou o Papa.

Fonte:

Jornal de Notícias

Da Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus (AAS42 [1950], 760-762. 767-769) (Séc.XX), do papa Pio XII


 Teu corpo é santo e cheio de glória

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, santos padres e
grandes doutores dela falaram como de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a
expuseram; apresentaram seu sentido e conteúdo com profundas razões, colocando
especialmente em plena luz o que esta festa temem vista: não apenas que o corpo morto da
Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte
e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade da tradição,
comparando a Assunção em corpo e alma da Mãe de Deus com seus outros dons e privilégios,
declarou com vigorosa eloqüência: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no
parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que
aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.
Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha
que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente
no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o
que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.

São Germano de Constantinopla julgava que o fato de o corpo da Virgem Mãe de Deus estar
incorrupto e ser levado ao céu não apenas concordava com sua maternidade divina, mas ainda
conforme a peculiar santidade deste corpo virginal: “Tu, está escrito, surges com beleza (cf. Sl
44,14); e teu corpo virginal é todo santo, todo casto, todo morada de Deus; de tal forma que ele
está para sempre bem longe de desfazer-se em pó; imutado, sim, por ser humano, para a excelsa
vida da incorruptibilidade. Está vivo e cheio de glória, incólume e participante da vida
perfeita”.

Outro antiqüíssimo escritor assevera: “Portanto, como gloriosa mãe de Cristo, nosso Deus
salvador, doador da vida e da imortalidade, foi por ele vivificada para sempre em seu corpo na
incorruptibilidade; ele a ergueu do sepulcro e tomou para si, como só ele sabe”.

Todos estes argumentos e reflexões dos santos padres apóiam-se como em seu maior
fundamento nas Sagradas Escrituras. Estas como que põem diante dos olhos a santa Mãe de
Deus profundamente unida a seu divino Filho, participando constantemente de seu destino.

De modo especial é de lembrar que, desde o segundo século, os santos padres apresentam a
Virgem Maria qual nova Eva para o novo Adão: intimamente unida a ele – embora com
submissão – na mesma luta contra o inimigo infernal (como tinha sido previamente anunciado
no proto-evangelho [cf. Gn 3,15]), luta que iria terminar com a completa vitória sobre o pecado
e a morte, coisas que sempre estão juntas nos escritos do Apóstolo das gentes (cf. Rm 5 e 6;
1Cor 15,21-26.54-57). Por este motivo, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo era parte
esencial e o último sinal desta vitória, assim também devia ser incluída a luta da santa Virgem,
a mesma que a de seu Filho, pela glorificação do corpo virginal. O mesmo Apóstolo dissera:
Quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que foi escrito: A
morte foi tragada pela vitória (1Cor 15,54; cf. Os 13,14).

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus Cristo, pelo mesmo
desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem
inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que
obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências, ela alcançou ser guardada imune da
corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho,
uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à
direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

A história do papamóvel





Os papas foram transportados em liteiras, carruagens e, desde 1929, em veículos motorizados de diversos fabricantes e nacionalidades. Quase todos os carros continuam no Vaticano, no Padiglione delle Carrozze, uma das três garagens papais e que pode ser visitada. Conheça a origem e a história de 20 papamóveis notáveis. Veja as fotos 

Séc. XVISede Gestatória

A Sede Gestatória é um trono feito para carregar os Papas. Era usado em certas ocasiões solenes e cerimônias pontifícias e conduzido no ombro por doze homens (palafrenieri, em italiano). Foi usada pela última vez pelo Papa João Paulo I, em 1978.

1826 Carruagem de Grande Gala

A carruagem foi construída em 1826 para o Papa Leão XII. Era puxada pelas ruas de Roma durante o século XIX por seis cavalos.
Em 1841, a pedido do Papa Gregório XVI, o veículo foi luxuosamente decorado com símbolos do poder papal em ouro.

Anos 1920 Os primeiros carros

Entre 1870 e 1929, uma disputa territorial com o governo italiano impediu os papas de sair do Vaticano. Somente após o confinamento, a ideia de que o Sumo Pontífice tivesse carros oficiais fez sentido. 
O Papa Pio XI aceitou de bom grado ter automóveis. As carruagens papais foram aposentadas e, em 1931, os carros do Vaticano passaram a ter placas com as letras SCV (Stato della Città del Vaticano). 
Os automóveis eram doados por fiéis endinheirados, entre eles um Bianchi Tipo 15, um Fiat 525, um Isotta Fraschini, um Citroën C6 Lictoria e um Graham-Paige. 
Começava a história dos papamóveis.

1929 Graham-Paige 837

A limusine foi presenteada pela fábrica americana tornou-se a preferida nas viagens de Pio XII. A parte traseira da carroceria apresentava botões para acender sinais que eram vistos pelo chofer. Os Papas podiam ordenar, por exemplo, “mais rápido” ou “mais devagar”. Sua carroceria foi desenhada elo americano LeBaron.

1930 Mercedes-Benz Nürburg 460 Pullman

Primeiro Mercedes-Benz presenteado pela fábrica alemã ao Papa, iniciando uma tradição que perdura até hoje. A ideia foi de Robert Katzenstein, homem de marketing da Daimler-Benz. Com projeto de ninguém menos do que Ferdinand Porsche, o Nürburg 460 tem motor de oito cilindros em linha, 4.622cm³ e modestos 80cv - alcançando a máxima de 100km/h. Uma pomba bordada na forração do teto representa o Espírito Santo. Há um painel com comandos elétricos para dar instruções ao motorista.

1943 Mercedes 230

Quando os americanos bombardearam Roma, em 1943, o Papa Pio XII deixou o Vaticano a bordo de um Mercedes 230 (da geração W153, lançada em 1938) para confortar a população da cidade devastada. Era um modelo relativamente discreto para o Sumo Pontífice. O Mercedes, contudo, quebrou e o Papa voltou ao Vaticano a bordo de seu velho Graham Paige 837.

196 0Mercedes-Benz 300 d Landaulet

O Papa João XXIII encomendou à Daimler-Benz um carro do tipo landaulet, cuja parte traseira da capota é de lona e pode ser aberta em aparições públicas. O carro era 10 centímetros mais alto e a tinha distância entre-eixos 45cm maior do que a do modelo convencional. 
Seu motor de 3,0 litros e 160cv permitiria alcançar 160km/h - mas duvidamos que João XXIII tenha chegado perto disso...Outras modernidades para 1960 eram um intercomunicador e ar-condicionado.

1965 Mercedes-Benz 600 Landaulet

O modelo era moda entre monarcas, chefes de estado e popstars da década de 1960. Orgulhosa de sua luxuosa criação, a fábrica alemã preparou uma 600 com modificações especialmente para o Papa Paulo VI. 
As portas traseiras eram 25,6 cm mais largas, para facilitar o acesso do Sumo Pontífice. Como na antecessora, havia ar-condicionado e intercomunicador. Para mover o gigante de 6,24m de comprimento foi providenciado um motor V8 de 6.332cm³ e 250cv.

1966 Mercedes-Benz 300 SEL Landaulet

O sedã foi modificado para ser menor, mais prático e discreto que o modelo 600. Não tinha luxo nem ar-condicionado.
O modelo foi utilizado pelo menos até a década de 1990, já no pontificado de João Paulo II. Um detalhe diferente desse automóvel é que o trono (normalmente em posição central) pode ser movido para o lado, abrindo espaço para um passageiro em um banquinho dobrável. Após o atentado de 1981, o carro recebeu blindagem.







Papas no Brasil



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Game do Papa



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 Anunciado em março deste ano, o papa Francisco realiza neste mês, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), sua primeira viagem internacional. Em visita ao Brasil, o Papa põe à prova sua popularidade conquistada em pouco mais de quatro meses da pontificado.
Nos últimos 200 anos, 16 papas passaram pela Santa Sé: cada um à sua maneira, os pontífices imprimiram suas virtudes e fragilidades na Igreja Católica. Navegue nas próximas páginas e jogue com os 16 papas mais recentes, de Pio VII a Francisco. Compare suas qualidades e divirta-se tentando adivinhar quem é o melhor em cada atributo!

Papa Francisco anuncia que voltará ao Brasil em 2017


O papa Francisco anunciou nesta quarta-feira em Aparecida (São Paulo) que voltará à Basílica de Nossa Senhora em 2017, ano em que se completará o 300º aniversário da descoberta da imagem da padroeira do Brasil.

Francisco fez o anúncio no final da missa celebrada na parte externa do santuário e quando cumprimentava os cerca de 200 mil fiéis que assistiram ao ato.

"Em 2017 voltarei", disse o papa, falando em espanhol, aos fiéis, que acolheram o anúncio com uma grande ovação.

Em 2017 também será o décimo aniversário da V Assembleia Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe (Celam).

Nessa assembleia, o então arcebispo de Buenos Aires e hoje papa Francisco redigiu o Documento de Aparecida, que marcou as linhas que devem ser seguidas pela Igreja Latinaomericana no século XXI e a nova evangelização.

Nossa Senhora de Aparecida, de apenas 40 centímetros de altura e quatro quilos de peso, foi encontrada no dia 12 de outubro de 1717 no rio Paraíba por três pescadores que tinham sido enviados ao local para pescar pelo então governador de São Paulo e Minas Gerais, Pedro de Almeida.

A imagem é negra, de acordo com os estudiosos por causa da lama do rio e da fumaça das velas. Entretanto, segundo a tradição, Nossa Senhora é negra "porque quer estar ao lado dos oprimidos, dos pobres e dos excluídos, especialmente os negros escravos daqueles anos.

Fonte

Notícias Terra
EFE - Agencia EFE 

Homilia do Papa Francisco na Basílica de Nossa Senhora Aparecida



O cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno (esq.), entrega a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para o Papa Francisco, que a beija durante a celebração da missa na Basílica de Aparecida (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

 "Venerados irmãos no episcopado e sacerdócio, queridos irmãos e irmãs!

Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério.

Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja.

E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.

Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno.

Para tal, gostaria de chamar atenção para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.

Conservar a esperança: A segunda leitura da missa apresenta uma cena dramática: uma mulher, figura de Maria e da Igreja, sendo perseguida por um dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo.

Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados!

Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar a esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.

Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.

Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo.

Neste santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Paraíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus!

Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria.

O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura. Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados.

O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui, neste santuário: “o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”.

Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ele nos pede: “Fazei o que Ele vos disser”. Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja."

Fonte:

G1