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Significado de Quarta-feira de Cinzas
A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.
A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
TABELA DOS DOS DIAS LITÚRGICOS DIAS LITÚRGICOS Segundo as normas universais sobre normas universais sobre o o oo ano ano Litúrgico LLLitúrgico e e ee o calendário, n.59 o calendário, n.59--61 --61
A precedência entre os dias litúrgicos, no que se refere à sua celebração, rege-se
unicamente pela tabela seguinte:
I
1. Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.
2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes.
Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.
Quarta-feira de Cinzas.
Dias da Semana Santa, de Segunda a Quinta-feira inclusive.
Dias dentro da oitava da Páscoa.
3. Solenidades do Senhor, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos inscritos no
Calendário geral.
Comemoração de todos os fiéis defuntos.
4. Solenidades próprias, a saber:
a) Solenidade do Padroeiro principal do lugar ou da cidade.
b)Solenidade da Dedicação e do aniversário de Dedicação da igreja própria.
c) Solenidade do Titular da igreja própria.
d)Solenidade do Titular,do Fundador, ou do Padroeiro principal da Ordem ou
Congregação.
II
5. Festas do Senhor inscritas no Calendário geral.
6. Domingos do Tempo do Natal e domingos do Tempo comum.
7. Festas da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos do Calendário geral.
8. Festas próprias, a saber:
a) Festa do Padroeiro principal da diocese.
b)Festado aniversário de Dedicação da igreja catedral.
c) Festado Padroeiro principal da região ou província, da nação ou de um território mais
amplo.
d) Festa do Titular, do Fundador, do Padroeiro principal da Ordem ou Congregação e da
província religiosa, salvo o prescrito no n.4.
e) Outras festas próprias de uma Igreja.
f) Outras festas inscritas no Calendário de alguma diocese ou Ordem ou Congregação.
9. Os dias de semana do Advento, de 17 a 24 de dezembro inclusive.
Dias dentro da oitava do Natal.
Dias de semana da Quaresma. III
10. Memórias obrigatórias do calendário geral.
11. Memórias obrigatórias próprias, a saber:
a) Memórias do Padroeiro secundário do lugar, da diocese, da região ou província, da
nação, de um território mais amplo,da Ordem ou Congregação e da província religiosa.
b)Outras memórias obrigatórias próprias de uma Igreja.
c) Outras memórias obrigatórias inscritas no Calendário de uma Diocese, Ordem ou
Congregação.
12. Memórias facultativas, que podem contudo ser celebradas também nos dias de que fala o
n. 9, segundo o modo descrito nas Instruções sobre a Missa e o Ofício. Do mesmo modo, as
memórias obrigatórias, que costumam ocorrer nos dias de semana da Quaresma, poderão
ser celebradas como memórias facultativas.
13. Os dias de semana do Advento até 16 de dezembro inclusive. Os dias de semana do
Tempo do Natal, de 2 de janeiro até o sábado depois da Epifania.
Os dias de semana do Tempo Pascal, de segunda-feira depois da oitava da Páscoa até o
sábado antes de Pentecostes inclusive.
Os dias de semana do Tempo comum.
A OCORRÊNCIA E A CONCORRÊNCIA
DAS CELEBRAÇÕES
Se várias celebrações ocorrem no mesmo dia, celebra-se aquela que ocupa lugar superior na
tabela dos dias litúrgicos.
Entretanto, a solenidade impedida por um dia litúrgico que goze de precedência seja
transferida para o dia livre mais próximo, fora dos dias fixados na tabela de precedência,
nos n. 1-8, observado o que se prescreve no n. 5 das Normas do Ano Litúrgico. Omitem-se
nesse ano as outras celebrações.
Se no mesmo dia devem celebrar-se as Vésperas do Ofício corrente e as Vésperas do dia
seguinte, prevalecem as Vésperas da celebração que ocupa lugar superior na tabela dos dias
litúrgicos; em caso de igualdade, porém,celebram-se as Vésperas do dia corrente.
Mensagem quaresmal do bispo de Lamego
O Papa Bento XVI inspirou-se na bela homilia que é a Carta aos Hebreus para falar, nesta Quaresma, ao coração da Igreja inteira e fazer soar e ressoar as suas cordas mais sensíveis, no sentido de nos fazer acordar da nossa letargia e nos persuadir a «prestar atenção uns aos outros, para acender em nós o paroxismo do amor e das obras boas e belas» (Hebreus 10,24).
«Prestar atenção» significa, como bem indica o verbo grego katanoéô, olhar de forma nova, próxima e dedicada para os outros e pelos outros. Olhar atentamente para os outros será sempre, em boa verdade, olhar pelos outros, pondo-nos ao seu serviço. Este olhar novo, limpo e diaconal dissolve o nosso olhar tantas vezes patronal, e faz-nos compreender que o outro, qualquer outro, tem sempre prioridade e precedência sobre nós.
Este procedimento novo de nos descentrarmos de nós mesmos para ficarmos por amor atentos aos outros e a olhar pelos outros é o caminho por excelência ou hiperbólico da vida cristã, como bem nos indicou São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (12,31). Por isso, nos tempos difíceis mas cheios de graça e de esperança que vivemos hoje, não temos o direito de nos acomodar (Romanos 12,2), passando insensivelmente ao lado das dores dos nossos irmãos, vivam eles aqui perto ou lá longe.
A Quaresma é um tempo de graça, de verdade e de escuta em alta fidelidade. É também um tempo de prova. Tempo de rasgar novas avenidas de nova sensibilidade, de abrir caminhos de caridade mais intensa, sempre a partir da Vida nova do Ressuscitado, sempre a caminho da Vida nova do Ressuscitado. Em boa verdade, é sempre bom e belo tomarmos consciência de que estamos hoje e aqui, a viver esta Quaresma do Ano da Graça de 2012, depois da Ressurreição do Senhor e por causa da Ressurreição do Senhor.
Depois da Ressurreição do Senhor e por causa da Ressurreição do Senhor. São estas as coordenadas nucleares da nossa estrada quaresmal. Não podemos, portanto, queridos irmãos, deixar de testemunhar que também hoje é possível, belo, bom e justo viver a existência humana de acordo com o Evangelho, e empenhar-nos, por isso e para isso, em viver uma vida verdadeira, plena, bela, de tal modo bela, que não seria possível explicá-la se Cristo não tivesse sido Crucificado e se não tivesse verdadeiramente Ressuscitado.
Querida Igreja desta Diocese de Lamego, não esqueças a tua identidade. Não te percas no caminho. Não te esqueças de onde vens e para onde vais. Não percas de vista Cristo Crucificado e Ressuscitado. E não te esqueças de que Ele continua vivo e atuante em ti, e solenemente exposto no rosto de cada irmão e irmã mais pequeninos.
Assim sendo e assim é, querida Igreja de Lamego, «enquanto temos tempo, façamos o bem para com todos» (Gálatas 6,10). E tu, meu irmão e minha irmã, «não deixes de fazer o bem a quem tem necessidade, quando está em tuas mãos fazê-lo. Não digas ao teu próximo: “Vai-te embora, volta amanhã e dar-te-ei, se tens aquilo de que ele necessita”» (Provérbios 3,27-28).
Lembro ainda, queridos irmãos, que esta viagem quaresmal é mais intransitiva do que transitiva. Não é tanto uma viagem exterior, nas estradas e no mapa. É mais, muito mais, uma viagem por dentro de nós, para refazer um coração que vê, entranhas que amam sem medida, pés que correm a anunciar o Evangelho, mãos abertas que acolhem e dão, mente cheia de grandes ideais. Ou, para o dizer com São Paulo: «Revesti-vos […] de entranhas de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e magnanimidade, levantando-vos uns aos outros e fazendo-vos graça uns aos outros» (Colossenses 3,12-13).
Amados irmãos, queria propor-vos também, para este itinerário quaresmal, uma maneira concreta de prestarmos atenção aos nossos irmãos, de olharmos pelos nossos irmãos, de perto e de longe. Falo do destino a dar ao nosso contributo quaresmal diocesano, que é uma das expressões da nossa caridade.
Olhando para os nossos irmãos de perto, vamos destinar uma parte do contributo da nossa caridade para o fundo solidário diocesano, para ajudar a aliviar os irmãos mais necessitados. Olhando para os nossos irmãos de longe, vamos destinar outra parte do contributo da nossa caridade para as missões de Malema e Nametil (Diocese de Nampula, Moçambique), para sentirmos também a alegria de levar um pouco de alívio a irmãos nossos que experimentam muito mais dificuldades do que nós.
Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, escuteiros, cantores, ministros da comunhão, membros de todas as associações, serviços e secretariados, todos os nossos seminaristas, todos os religiosos e religiosas, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação especial aos nossos emigrantes.
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo.
Fonte:
Agência Ecclesia
«Prestar atenção» significa, como bem indica o verbo grego katanoéô, olhar de forma nova, próxima e dedicada para os outros e pelos outros. Olhar atentamente para os outros será sempre, em boa verdade, olhar pelos outros, pondo-nos ao seu serviço. Este olhar novo, limpo e diaconal dissolve o nosso olhar tantas vezes patronal, e faz-nos compreender que o outro, qualquer outro, tem sempre prioridade e precedência sobre nós.
Este procedimento novo de nos descentrarmos de nós mesmos para ficarmos por amor atentos aos outros e a olhar pelos outros é o caminho por excelência ou hiperbólico da vida cristã, como bem nos indicou São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (12,31). Por isso, nos tempos difíceis mas cheios de graça e de esperança que vivemos hoje, não temos o direito de nos acomodar (Romanos 12,2), passando insensivelmente ao lado das dores dos nossos irmãos, vivam eles aqui perto ou lá longe.
A Quaresma é um tempo de graça, de verdade e de escuta em alta fidelidade. É também um tempo de prova. Tempo de rasgar novas avenidas de nova sensibilidade, de abrir caminhos de caridade mais intensa, sempre a partir da Vida nova do Ressuscitado, sempre a caminho da Vida nova do Ressuscitado. Em boa verdade, é sempre bom e belo tomarmos consciência de que estamos hoje e aqui, a viver esta Quaresma do Ano da Graça de 2012, depois da Ressurreição do Senhor e por causa da Ressurreição do Senhor.
Depois da Ressurreição do Senhor e por causa da Ressurreição do Senhor. São estas as coordenadas nucleares da nossa estrada quaresmal. Não podemos, portanto, queridos irmãos, deixar de testemunhar que também hoje é possível, belo, bom e justo viver a existência humana de acordo com o Evangelho, e empenhar-nos, por isso e para isso, em viver uma vida verdadeira, plena, bela, de tal modo bela, que não seria possível explicá-la se Cristo não tivesse sido Crucificado e se não tivesse verdadeiramente Ressuscitado.
Querida Igreja desta Diocese de Lamego, não esqueças a tua identidade. Não te percas no caminho. Não te esqueças de onde vens e para onde vais. Não percas de vista Cristo Crucificado e Ressuscitado. E não te esqueças de que Ele continua vivo e atuante em ti, e solenemente exposto no rosto de cada irmão e irmã mais pequeninos.
Assim sendo e assim é, querida Igreja de Lamego, «enquanto temos tempo, façamos o bem para com todos» (Gálatas 6,10). E tu, meu irmão e minha irmã, «não deixes de fazer o bem a quem tem necessidade, quando está em tuas mãos fazê-lo. Não digas ao teu próximo: “Vai-te embora, volta amanhã e dar-te-ei, se tens aquilo de que ele necessita”» (Provérbios 3,27-28).
Lembro ainda, queridos irmãos, que esta viagem quaresmal é mais intransitiva do que transitiva. Não é tanto uma viagem exterior, nas estradas e no mapa. É mais, muito mais, uma viagem por dentro de nós, para refazer um coração que vê, entranhas que amam sem medida, pés que correm a anunciar o Evangelho, mãos abertas que acolhem e dão, mente cheia de grandes ideais. Ou, para o dizer com São Paulo: «Revesti-vos […] de entranhas de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e magnanimidade, levantando-vos uns aos outros e fazendo-vos graça uns aos outros» (Colossenses 3,12-13).
Amados irmãos, queria propor-vos também, para este itinerário quaresmal, uma maneira concreta de prestarmos atenção aos nossos irmãos, de olharmos pelos nossos irmãos, de perto e de longe. Falo do destino a dar ao nosso contributo quaresmal diocesano, que é uma das expressões da nossa caridade.
Olhando para os nossos irmãos de perto, vamos destinar uma parte do contributo da nossa caridade para o fundo solidário diocesano, para ajudar a aliviar os irmãos mais necessitados. Olhando para os nossos irmãos de longe, vamos destinar outra parte do contributo da nossa caridade para as missões de Malema e Nametil (Diocese de Nampula, Moçambique), para sentirmos também a alegria de levar um pouco de alívio a irmãos nossos que experimentam muito mais dificuldades do que nós.
Com a ternura de Jesus Cristo, saúdo todas as crianças, jovens, adultos e idosos, catequistas, acólitos, leitores, escuteiros, cantores, ministros da comunhão, membros de todas as associações, serviços e secretariados, todos os nossos seminaristas, todos os religiosos e religiosas, todos os diáconos e sacerdotes que habitam e servem a nossa Diocese de Lamego ou estão ao serviço de outras Igrejas. Saúdo com particular afeto todos os doentes, carenciados e desempregados, e as famílias que atravessam dificuldades. Uma saudação especial aos nossos emigrantes.
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso bispo.
Fonte:
Agência Ecclesia
HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO
O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nos cantos das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. Os primeiros cristãos e discípulos de Cristo foram judeus convertidos que, perseverantes na oração, continuaram a cantar os salmos e cânticos do Antigo Testamento como estavam acostumados, embora com outro sentido. à medida que os não judeus gregos e romanos foram também se tornando cristãos, elementos da música e da cultura greco-franco-romana foram sendo acrescentados às canções judaicas.
O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo o seu auge nos séculos VII e VIII, quando foram feitas as mais lindas composições e, finalmente, nos séculos IX, X e XI, princípio da Idade Média; começa, então, sua decadência. Seu nome é uma homenagem ao papa Gregório Magno (540-604) que fez uma coletânea de peças, publicando-as em dois livros: o Antifonário, conjunto de melodias referentes às Horas Canônicas, e o Gradual Romano, contendo os cantos da Santa Missa. Ele também iniciou a "Schola Cantorum" que deu grande desenvolvimento ao canto gregoriano.
A partir da iniciativa de dom Mocquereau, no final do século XIX, o Mosteiro de São Pedro de Solesmes, na França, passou a ser o grande centro de estudos e prática do canto gregoriano. Seus monges, na época, deram início a um trabalho de paleografia (estudo dos manuscritos antigos) de canto gregoriano e de recuperação dos sinais escritos nos séculos VIII e IX.
Depois, surge a semiologia gregoriana, que é a interpretação dos sinais, com uma volta à fonte, estabelecendo uma interpretação mais autêntica do canto gregoriano; entre outros sobressai nesse trabalho dom Eugène Cardine, OSB.
No começo do século XX, o papa Pio X pede aos monges beneditinos para fazerem uma edição moderna à luz dos manuscritos, surgindo então a Edição Vaticana e em 1985 foi lançada uma outra edição chamada "Graduale Triplex" (Gradual Tríplice) com as três notações do canto gregoriano: a Vaticana, a de Laon (França) e a de Saint Gaal (Suíça).
Após a realização do Concílio Vaticano II (1965), o latim deixou de ser a língua oficial na liturgia da Igreja, e as celebrações litúrgicas passaram a ser realizadas na língua vernácula de cada país e a prática do canto gregoriano ficou restrita aos mosteiros e a grupos de admiradores e aficionados da beleza desta "palavra-cantada".
As principais características do canto gregoriano, também conhecido como canto chão, são: as melodias são cantadas em uníssono (monódico), sem predominância de vozes, ou seja, rigorosamente homofônico; de ritmo livre, sem compasso, baseado apenas na acentuação e no fraseado; cantado "a capella", isto é, sem acompanhamento de instrumentos musicais e suas letras são em latim, tiradas, em sua grande maioria, dos textos bíblicos, sobretudo os salmos.
Em 1994 houve um "renascimento" do canto gregoriano quando foi lançado pela EMI, em CD, um disco que havia sido gravado há mais de 20 anos pelos monges do Mosteiro de Santo Domingo de Silos, norte da Espanha – o disco alcançou o primeiro lugar em vendas em vários países, atingindo a marca de 5 milhões de cópias vendidas.
O conjunto
alemão Enigma que gravou o disco MCMXC A.D. com músicas de rock (Sadness e outras) em estilo gregoriano e fez bastante sucesso em todo o mundo, além de outros grupos que lançaram os CDs: The Ultimate Compilation – Real Sadness & Other Gregorian Mysteries; Gregorian Dance e o Chantmania, gravado pelo The Benzedrine Monks of Santo Domonica.
alemão Enigma que gravou o disco MCMXC A.D. com músicas de rock (Sadness e outras) em estilo gregoriano e fez bastante sucesso em todo o mundo, além de outros grupos que lançaram os CDs: The Ultimate Compilation – Real Sadness & Other Gregorian Mysteries; Gregorian Dance e o Chantmania, gravado pelo The Benzedrine Monks of Santo Domonica.
Recentemente surgiram outros dois ótimos grupos que também lançaram músicas de rock em estilo gregoriano: The sound of silence, Tears in heaven, In the air tonight, Eden (Sarah Brightman), When a man loves a woman e outras. Vale a pena conhecê-los e visitar a página deles: Masters of Chant e Lesiëm
Você pode ouvir o canto gregoriano, inclusive o CD Rorate do Coral Gregoriano de Belo Horizonte, e músicas sacras na Radio Set.
Musicas Gregorianas:
Canto Gregorianos
Fonte:
Canto Gregoriano
Os 30 pecados do músico católico
1- Fazer do altar um palco;
2- Impor sempre seu gosto pessoal;
3- Cantar por cantar;
4- Só toco se for do meu jeito ;
5- Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração e do padre;
6- Escolher sempre as mesmas músicas;
7- Nunca sorrir;
8- Usar instrumentos desafinados;
9- Tocar músicas de novela em casamento;
10- Afinar os instrumentos durante a missa;
11- Colocar letra religiosa em música da parada ;
12- Nunca estudar liturgia;
13- Não prestar atenção na letra do canto;
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher as músicas;
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto;
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones;
17- Coral que canta tudo sozinho;
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo);
19- Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa;
20- Não avisar ao padre as horas que serão cantadas;
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão,teclado...);
22- Ensaiar tudo antes da missa;
23- Cantar músicas desconhecidas;
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção;
25- Fazer de conta que está em um show de rock;
26- Perder contato com a assembléia;
27- Músicas fora da realidade e do tempo litúrgico;
28- Fazer o máximo de barulho;
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade;
30- Repetir no fim de cada celebração: vocês são ótimos / eu sou apenas o máximo!
Fonte:
Paróquia Cristo Rei
2- Impor sempre seu gosto pessoal;
3- Cantar por cantar;
4- Só toco se for do meu jeito ;
5- Ir sempre contra a idéia da equipe de celebração e do padre;
6- Escolher sempre as mesmas músicas;
7- Nunca sorrir;
8- Usar instrumentos desafinados;
9- Tocar músicas de novela em casamento;
10- Afinar os instrumentos durante a missa;
11- Colocar letra religiosa em música da parada ;
12- Nunca estudar liturgia;
13- Não prestar atenção na letra do canto;
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher as músicas;
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto;
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones;
17- Coral que canta tudo sozinho;
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo);
19- Distrair a assembléia com conversas paralelas durante a missa;
20- Não avisar ao padre as horas que serão cantadas;
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão,teclado...);
22- Ensaiar tudo antes da missa;
23- Cantar músicas desconhecidas;
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção;
25- Fazer de conta que está em um show de rock;
26- Perder contato com a assembléia;
27- Músicas fora da realidade e do tempo litúrgico;
28- Fazer o máximo de barulho;
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade;
30- Repetir no fim de cada celebração: vocês são ótimos / eu sou apenas o máximo!
Fonte:
Paróquia Cristo Rei
CANTO E MÚSICA NA LITURGIA PÓS-CONCÍLIO VATICANO II
Este subsídio resume de maneira sugestiva o que de mais importante vem se definindo como rumos e diretrizes para o fazer litúrgico-musical entre nós, desde a promulgação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, do Concílio Vaticano II, em 1963. É o resultado significativo de sucessivos encontros promovidos pelo Setor de Música Litúrgica da CNBB, ao longo do ano de 2004, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Sul. O mais desejável seria que todos os servidores da arte musical na Liturgia se dessem tempo, regularmente, para meditar cada um dos documentos sobre música na Liturgia, especialmente, a própria
Fonte:
MÚSICA LITÚRGICA
Quando uma música é litúrgica ou não? Quem nos responde é o próprio Concílio Vaticano II, em 1963. Há 40 anos, portanto. No capítulo VI da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, dedicado à música sacra, o Concílio nos ensina o seguinte: "A música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados" (n.º 112). Como se vê, o Concílio diz que a música sacra será tanto mais santa, isto é, litúrgica, "quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica".
Este é o critério fundamental para discernir se uma música é litúrgica ou não. Em outras palavras, ela (a música) é litúrgica quando está a serviço do mistério de Deus que se celebra na liturgia. Vamos repetir: a música é litúrgica na medida em que estiver intimamente ligada à ação litúrgica. E, no caso da missa, o que é uma ação litúrgica? São as diferentes ações que se realizam para celebrar o mistério de Deus em Cristo: procissões (entrada, ofertório, comunhão), ritos iniciais, proclamação da Palavra, proclamação da Oração Eucarística, comunhão, despedida, etc.
Então, uma música é litúrgica na medida em que expressar o mistério de Deus celebrado em cada uma dessas ações, sem esquecer também do tempo em que estamos (Advento, Natal, Quaresma, Tempo Pascal, Tempo Comum, Festa especial do Senhor, de Maria ou outro santo). Por exemplo, qual é o mistério de Deus que celebramos no momento de iniciar a celebração? É o mistério do Deus que nos acolhe em sua casa, nos reúne em comunidade (em assembléia) para nos comunicar sua Boa Nova e sua Vida, na Palavra proclamada e na Eucaristia celebrada.
A música deve expressar, de alguma maneira, o mistério deste Deus e a nossa oração a este Deus "hospitaleiro"; nos ritos iniciais, a música deve expressar o Deus que nos reúne e nos prepara para ouvir a sua Palavra e participar da sua Ceia. Na liturgia da Palavra, a música deve expressar o mistério de Deus que fala ao seu povo reunido, e da assembléia que fala para Deus. No ofertório, a música que acompanha a ação litúrgica deve expressar, de alguma maneira, o mistério de Deus que nos reúne em torno à sua mesa para celebrar a Eucaristia e, ao mesmo tempo, o mistério da assembléia que se coloca como oferta para Deus.
Na comunhão, a música deve expressar o mistério de Deus que entra em comunhão conosco, para entrarmos também nós em comunhão uns com os outros, em favor da vida. E assim por diante... Assim sendo, com base nesses critérios emanados pela Igreja na Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II, aponto a seguir, para os músicos de nossas comunidades, algumas orientações práticas importantes.
ORIENTAÇÕES PRÁTICAS
Em primeiro lugar, os músicos devem ter sempre em mente que são parte da assembléia. Por isso, não devem tocar nem cantar "para" a assembléia, mas "com" a assembléia. Seu papel (isto é, tocando e cantando "com" o povo presente) é dar apoio à assembléia centrada naquilo que se celebra na liturgia. O centro (no caso da missa) é a mesa da Palavra e o altar, a Palavra proclamada e o sacrifício de Cristo. Por isso, junto com a assembléia, os músicos celebrem (tocando e cantando) aquilo que acontece na mesa da Palavra e no altar do Senhor. E não outra coisa!
Conseqüentemente, que os músicos toquem e cantem (como a assembléia faz) com a atenção voltada para a Palavra e para o altar. Por isso, fiquem mais voltados para este centro de atenção, e não simplesmente "de frente" para a assembléia (como se estivessem tocando e cantando "para" o povo). Importantíssimo: os músicos tomem muito cuidado para não "roubar a cena" do mistério que se celebra na mesa da Palavra e na mesa da Eucaristia. Sua atuação deve antes "convergir" e levar a "convergir" para este centro. O estilo show "rouba a cena" (tira a atenção!) daquilo que é central na celebração. Isso não deve acontecer.
O mistério de Deus é o mais importante. E mais: cantem e toquem músicas que "batem" realmente com a ação litúrgica que se realiza e com o momento (e época) da celebração. Não é qualquer música, só porque é "bonita"... Como diz o Concílio, tem que ser música que esteja "intimamente ligada com a ação que se realiza". E ainda: dentro do princípio de que a música deve estar intimamente ligada à ação litúrgica, quando termina a ação, cessa também a música. Finda a procissão de entrada, ou de ofertório, ou de comunhão, pára também a música. Nada de "espichar" o canto com as restantes estrofes que sobram.
Pois a finalidade da música sacra é acompanhar (solenizar) a ação litúrgica, celebrando o mistério. Outra coisa muito importante: evitem fazer muito barulho! Já está mais que provado: o mistério de Deus, a gente o sente é na suavidade, na calma, na serenidade, no silêncio. Por isso, os músicos - na arte de tocar e cantar - devem deixar, em primeiro lugar, o mistério de Deus "aparecer"! E é no silêncio que ele se manifesta.
Por isso, privilegiem a maneira suave e silenciosa de tocar e cantar. Enfim, uma última sugestão: a música litúrgica deve ter sempre um caráter orante. Por isso, os músicos devem cantar e tocar na liturgia com espírito de oração. Orando! Sua música deve ser oração em forma de sons e acordes. Canto, sons, e acordes, tudo oração.
Fonte:
Tradição Apostólica de Hipólito de Roma
2. Parte I - Ministérios Ordenados e Não Ordenados
2.1 - Introdução
Já tratamos de forma conveniente sobre os carismas, esses dons que Deus pôs à disposição dos homens desde o princípio, conforme Sua vontade, atraindo para Si a imagem que Dele se afastara. Agora, movidos pelo amor que devemos a todos os santos, atingimos o ponto máximo da tradição: o que diz respeito às igrejas. Todos, assim, bem instruídos, devem conservar a tradição que perdura até hoje e, conhecendo-a através de nossas palavras, devem permanecer absolutamente firmes, já que o ocorrido recentemente (heresia ou erro) foi motivado pela ignorância e também pelos ignorantes. Que o Espírito Santo conceda a graça perfeita àqueles que crêem na verdade ortodoxa, para que aqueles que lideram a Igreja possam saber como ensinar e preservar tudo de forma conveniente.
2.2 - Escolha e Consagração dos Bispos
Deve ser ordenado bispo aquele que tenha sido eleito incontestavelmente por todo o povo. Quando for chamado por seu nome e aceito por todos, reunir-se-ão, no domingo, todo o povo, o presbitério e os bispos. Então, após o consentimento de todos, os bispos imporão as mãos sobre ele e o presbitério permanecerá imóvel. Todos permanecerão em silêncio, orando no coração pela vinda do Espírito Santo. A seguir, um dos bispos, por consenso geral, imporá as mãos sobre o que está sendo ordenado e rezará, dizendo: "Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai da misericórdia e Deus de todo consolo, que habitas nas alturas e baixas o olhar para o humilde; tu, que sabes de todas as coisas antes de nascerem; tu, que deste as leis da tua Igreja pela palavra da graça, elegendo a raça dos justos de Abraão, desde o princípio, constituindo-os chefes e sacerdotes; tu, que não deixaste teu santuário sem administração; tu, que desde o princípio dos séculos, te agradas em ser glorificado por estes que elegeste, derrama neste momento a força que sai de ti, o Espírito de liderança que deste ao teu querido Filho, Jesus Cristo, e que Ele concedeu aos santos apóstolos, de forma que constituíram a tua Igreja por toda a parte, o teu Templo, para louvor e glória eterna do teu nome. Pai, que conheces os corações, permita a este teu servo que escolheste para o episcopado, apascentar o teu rebanho santo, desempenhando o primado do sacerdócio de forma irrepreensível perante ti, servindo-te noite e dia. Concede-lhe tornar propícia a tua imagem, incessantemente, oferecendo os sacrifícios da tua Santa Igreja e, com um espírito de superior sacerdócio, possuir o dom de perdoar os pecados conforme a tua ordem, distribuir os cargos [eclesiásticos] segundo o teu preceito, desatar quaisquer laços conforme o poder que deste aos apóstolos e ser do teu agrado, pela mansidão e pureza de coração, para que te ofereça um perfume agradável, por teu Filho, Jesus Cristo, pelo qual te damos glória, poder e honra, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém".
2.3 - Oração Eucarística
Assim que se tenha tornado bispo, todos ofereçam-lhe o ósculo da paz, saudando-o por tornar-se digno. Os diáconos, então, oferecer-lhe-ão o sacrifício e ele, após impor suas mãos [sobre o sacrifício] dará graças, juntamente com todo o presbitério, dizendo: "O Senhor esteja convosco". Todos responderão: "E com o teu espírito". [Dirá:] "Corações ao alto". [Responderão:] "Já os oferecemos ao Senhor". [Dirá:] "Demos graças ao Senhor". [Responderão:] "Pois é digno e justo". Em seguida, prosseguirá: "Nós te damos graças, ó Deus, por teu Filho querido, Jesus Cristo, que nos enviaste nos últimos tempos, [Ele que é nosso] Salvador e Redentor, porta-voz da tua vontade, teu Verbo inseparável, por meio de quem fizeste todas as coisas e, por ser do teu agrado, enviaste do céu ao seio de uma Virgem; aí presente, cresceu e revelou-se teu Filho, nascido do Espírito Santo e da Virgem. Cumprindo a tua vontade, obtendo para ti um povo santo, ergueu as mãos enquanto sofria para salvar do sofrimento todos aqueles que em ti confiaram. Se entregou voluntariamente à Paixão para destruir a morte, quebrar as cadeias do demônio, esmagar o poder do mal, iluminar os justos, estabelecer a Lei e trazer à luz a ressurreição. [Ele] tomou o pão e deu graças a ti, dizendo: 'Tomai e comei: isto é o meu Corpo que será destruído por vossa causa'. [Depois,] tomou igualmente o cálice e disse: 'isto é o meu sangue, que será derramado por vossa causa. Quando fizerdes isto, fá-lo-eis em minha memória'. Por isso, lembramos de sua morte e ressurreição e oferecemos-te o pão e o cálice, dando-te graças por nos considerardes dignos de estarmos na tua presença e de te servir. E pedimos: envie o teu Espírito Santo ao sacrifício da Santa Igreja, reunindo todos os fiéis que receberem a eucaristia num só rebanho, na plenitude do Espírito Santo, para fortalecer nossa fé na verdade. Concede que te louvemos e glorifiquemos, por teu Filho, Jesus Cristo, pelo qual te damos glória, poder e honra, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na tua Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém".
2.4 - Bênção do Azeite, Queijo e Azeitonas
Se alguém oferecer azeite, consagre-o como se consagrou o pão e o vinho, não com as mesmas palavras, mas com o mesmo Espírito. Dê graças, dizendo: "Assim como por este óleo santificado ungiste reis, sacerdotes e profetas, concede também, ó Deus, a santidade àqueles que com ele são ungidos e aos que o recebem, proporcionando consolo aos que o experimentam e saúde aos que dele necessitam". Do mesmo modo, se alguém oferecer queijo e azeitonas, diga: "Abençoa este leite coalhado, unindo-nos à tua caridade. Concede, ainda, que este fruto da oliveira não se afaste da tua doçura por ser um exemplo da abundância que tiraste da árvore para a vida dos que em ti esperam". E, a cada bênção, diga: "Gloria a ti, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém".
2.5 - Ordenação dos Presbíteros
Ao se ordenar um presbítero, o bispo (e os demais presbíteros) impõe-lhe as mãos sobre sua cabeça e, como citamos acima, rezará dizendo: "Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo: baixa o olhar sobre este teu servo e transmite a ele o Espírito da graça e do conselho do presbitério, para que ele possa ajudar e governar o teu povo com o coração puro, da mesma forma como baixaste o olhar sobre o teu povo escolhido e ordenaste a Moisés que selecionasse anciãos, nos quais derramaste o Espírito que tinhas dado ao teu servo. E agora, Senhor, dissipando-nos o Espírito da tua graça, conserva-o eternamente em nós e torna-nos dignos de te servir com simplicidade de coração e de te louvar por teu Filho, Jesus Cristo, pelo qual te damos glória, poder e honra, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém".
2.6 - Ordenação dos Diáconos
Seja o diácono eleito conforme acima referido e ordenado impondo-lhe as mãos apenas do bispo, como prescrevemos. Somente o bispo impõe-lhe as mãos porque o diácono não está sendo ordenado para o sacerdócio, mas apenas para se por à serviço do bispo, para executar o que este lhe ordenar. Ele não participa do conselho clerical, mas cuida da administração, informando ao bispo tudo o que for necessário. Não recebe o Espírito comum do presbitério, do qual participam os presbíteros, mas o que lhe é confiado pelo poder do bispo, razão pela qual somente o bispo ordena o diácono. Porém, na ordenação do presbítero, também os presbíteros imponham as mãos, em virtude do Espírito comum e semelhante do seu cargo: estes, por terem apenas o poder de receber, mas não o de comunicar o Espírito, não ordenam os clérigos mas, na ordenação do presbítero, imponham as mãos enquanto o bispo ordenar. Sobre o diácono, diga [o bispo]: "Ó Deus, que criaste todas as coisas e as ordenaste pelo Verbo, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que enviaste para cumprir a tua vontade e para nos revelar o teu desejo, concede a este servo, que escolheste para servir a tua Igreja, o Espírito Santo da graça, do cuidado e do trabalho, para apresentar em santidade, no teu Santuário, o que te for oferecido pelo herdeiro do sumo sacerdote, para a glória do teu nome, e também para que, exercendo de forma irrepreensível e de coração puro o seu ministério, alcance um grau superior para te louvar e glorificar por teu Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, pelo qual te damos glória, poder e honra, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na Santa Igreja, agora e pelos séculos dos séculos. Amém".
2.7 - Os Confessores
Não se deve impor as mãos sobre um confessor candidato ao diaconato ou presbiterato se este já tiver sido preso por causa do nome do Senhor. Na realidade, a dignidade de presbítero é igual à honra da sua confissão. Porém, ser-lhe-ão impostas as mãos se for ordenado bispo. Contudo, se o confessor não tiver sido levado à frente do magistrado, nem posto a ferros, nem aprisionado, nem condenado a uma outra pena, mas apenas desprezado por causa do nome do Senhor e castigado de forma branda, deve-se impor as mãos sobre ele para qualquer função que lhe seja digno. Que o bispo dê graças, tal como mencionamos. Porém, não é necessário que, dando graças, se utilize das mesmas palavras que mencionamos, como se o fizesse de memória; pelo contrário, reze cada um segundo suas possibilidades. Se alguém tiver capacidade de rezar uma oração mais longa ou mais solene, melhor; contudo, se outro proferir uma oração mais simples, deixai-o pois o correto é rezar de acordo com a ortodoxia.
2.8 - As Viúvas
Uma viúva, ao ser instituída, não é ordenada, mas eleita pela simples inscrição do nome. Se o seu marido já morreu há muito tempo, seja instituída; contudo, se o seu marido não morreu há muito tempo, não se confie nela; mas se for velha, seja experimentada por algum tempo porque, muitas vezes, as paixões envelhecem com o que as abriga no seu seio. Seja, portanto, a viúva instituída pela palavra e que se junte às demais. Não serão impostas as mãos sobre ela pois não oferece o sacrifício, nem exerce a liturgia. A ordenação é para o clero, por causa da liturgia; a viúva é instituída para a oração, que pertence a todos.
2.9 - Os Leitores
O leitor é instituído no momento em que o bispo lhe entrega o Livro. Sobre ele também não são impostas as mãos.
2.10 - As Virgens
Não serão impostas as mãos sobre a virgem, pois bastará sua decisão para fazer dela uma virgem.
2.11 - Os Subdiáconos
Também não serão impostas as mãos sobre o subdiácono. Ele será nomeado para seguir o diácono.
2.12 - O Dom da Cura
Se alguém disser que recebeu o dom da cura por revelação, não serão impostas as mãos sobre ele: os fatos demonstrarão se está dizendo a verdade.
3. Parte II - Catecúmenos e Liturgias Diversas
3.1 - Os Novatos
Aqueles que são trazidos pela primeira vez para escutar a Palavra, sejam direcionados aos catequistas, antes da chegada do povo, e sejam interrogados sobre a razão pela qual resolveram se aproximar da fé. Aqueles que os trouxerem, dêem testemunho deles, informando se estão preparados para ouvir a Palavra. Sejam também interrogados sobre a vida que levam: se possuem esposa, se são escravos... Se algum deles for escravo de um fiel (=irmão de fé) e o seu senhor permitir, que escute a Palavra; mas se o seu senhor não der bom testemunho dele, seja recusado. Se o seu senhor for pagão, seja-lhe ensinado a agradar seu senhor, para que se evite a blasfêmia. Se um homem possui mulher ou se uma mulher possui marido, sejam ensinados a se suportarem, o homem com a mulher e a mulher com o marido. Porém, se um homem não vive com a mulher, seja ensinado a não fornicar, recebendo a mulher conforme a Lei ou permanecendo como está. Se alguém estiver possuído pelo demônio, não escute a Palavra doutrinária enquanto não for purificado.
3.2 - Profissões Proibidas
Deve-se interrogar, também, a respeito dos trabalhos e ocupações exercidos por aqueles que se apresentam para ser instruídos. Aquele que possui prostíbulo: desista ou seja recusado. O escultor ou pintor: seja ensinado a não produzir ídolos, isto é, cesse ou seja recusado. O ator que representa no teatro: cesse ou seja recusado. O pedagogo: é bom que cesse, ensinando somente se não possuir outra habilitação. O cocheiro competidor e os que freqüentam espetáculos de luta: cessem ou sejam recusados. O gladiador, o treinador de gladiadores, o bestiário e os empresários de lutas gladiatórias: cessem ou sejam recusados. O sacerdote ou guardião de ídolos: abandone-os ou seja recusado. O soldado que recebe o poder de matar: não matará ninguém, mesmo se isto lhe for ordenado, nem prestará juramento. Se não concordar, seja recusado. O que possui poder de gládio e o magistrado da cidade, que se reveste de púrpura: renunciem ou sejam recusados. O catecúmeno e o fiel que desejam se tornar soldados: sejam recusados por desprezarem a Deus. A prostituta, o pervertido, o homossexual e qualquer outro que pratiquem atos indizíveis: sejam recusados por serem impuros. O mágico: não deve ser apresentado para o interrogatório. O feiticeiro, o astrólogo, o adivinho, o intérprete de sonhos, o charlatão, o ilusionista e o fabricante de amuletos: renunciem ou sejam recusados. A concubina, se for escrava do amante, se tiver educado os filhos e se tiver unido apenas a esse homem: pode ouvir a Palavra; caso contrário, seja recusada. Aquele que possuir uma concubina: renuncie a ele e receba uma mulher conforme a Lei; se não o quiser, seja recusado. Se tivermos omitido algo, as próprias ocupações dirão [se são ou não permitidas], pois todos nós temos o Espírito de Deus.
3.3 - Os Catecúmenos
Os catecúmentos devem escutar a Palavra por três anos. Se algum deles for dedicado e atencioso, não lhe será considerado o tempo: somente o seu caráter, e nada mais, será julgado. Cessando o catequista a instrução, rezarão os catecúmenos em particular, separados dos fiéis. As mulheres, sejam elas catecúmenas ou fiéis, permanecerão rezando em particular em qualquer parte da igreja. Ao concluírem as orações, ainda não darão a paz porque o seu ósculo ainda não será santo. Os fiéis, porém, saudar-se-ão, reciprocamente: os homens aos homens e as mulheres às mulheres; os homens não deverão saudar as mulheres. Estas devem cobrir a cabeça com um manto que não seja feito de linho, pois este tipo não serve para cobrir [a cabeça]. Após a prece, o catequista imporá as mãos sobre os catecúmenos, rezará e os dispensará; não importa se é clérigo ou leigo: aquele que prega a doutrina deve assim agir. Se um catecúmeno for preso por causa do nome do Senhor, não deve se desesperar: se sofrer violência e morrer antes de ter recebido o perdão de seus pecados, será justificado por ter experimentado o batismo em seu sangue.
3.4 - Os Batizandos
Escolhidos aqueles que receberão o batismo, examinar-se-á suas vidas: se viveram com dignidade durante o catecumenato, se honraram as viúvas, se visitaram os doentes, se praticaram apenas boas obras. Ouvirão o Evangelho se aqueles que os apresentaram testemunharem a seu favor, dizendo que assim agiram. Sejam impostas as mãos diariamente sobre eles a partir do momento em que foram separados e sejam, ao mesmo tempo, exorcizados. Aproximando-se o dia do batismo, o bispo exorcizará cada um deles, para saber se é puro. Se algum deles não for bom ou puro, será colocado à parte, pois não ouviu a Palavra com fé, já que não possível que o estranho se oculte para sempre. Sejam os batizandos instruídos para que se lavem e banhem no quinto dia da semana; se uma mulher estiver menstruada, será posta à parte e receberá o batismo num outro dia. Os que receberão o batismo jejuarão na véspera do sábado e, no sábado, serão todos reunidos num mesmo local designado pelo bispo. Serão ordenados todos aqueles que rezarem e se ajoelharem; impondo as mãos sobre eles, o bispo exorcizará todos os espíritos impuros, para que fujam e não retornem mais. Terminando o exorcismo, soprar-lhe-á em suas faces. Após marcá-los na fronte, nos ouvidos e narinas com o sinal da cruz, ele ordenará que se levantem. Então permanecerão vigilantes durante toda a noite: ler-se-á para eles e também serão instruídos. Os batizandos não devem ter nada em seu poder, exceto o que trouxeram para a eucaristia. O que se tornou digno deve participar do sacrifício na mesma hora.
3.5 - O Batismo
Ao cantar do galo, rezar-se-á, primeiramente, sobre a água. Deve ser água corrente, na fonte ou caindo do alto, exceto em caso de necessidade; se a dificuldade persistir ou se tratar de caso de urgência, deve-se usar a água que encontrar. Os batizandos se despirão e serão batizadas, primeiro, as crianças. Todos os que puderem falar por si próprios, falem; contudo, os pais ou alguém da família falem por aqueles que não puderem falar por si mesmos. Depois batizem-se os homens e, por último, as mulheres (que deverão estar de cabelos soltos e sem os enfeites de ouro e prata que levaram). Ninguém deve descer às águas portando objetos estranhos. No instante previsto para o batismo, o bispo renderá graças sobre o óleo que será posto em um vaso e será chamado de óleo de ação de graças. Tomará também um outro óleo que exorcizará e será denominado de óleo de exorcismo. Então o diácono trará o óleo de exorcismo e ficará à esquerda do presbítero; outro diácono pegará o óleo de ação de graças e ficará à direita do presbítero. Acolhendo cada um dos que recebem o batismo, manda renunciar, dizendo: "Renuncia a ti, Satanás, a todo teu serviço e a todas as tuas obras". Terminada a renúncia de cada um, ungirá com o óleo de exorcismo, dizendo-lhe: "Afaste-se de ti todo espírito impuro". E irá entregá-lo nu ao bispo ou ao presbítero que está junto da água, batizando. O diácono também descerá com ele e, ao chegar à água aquele que será batizado, aquele que batiza lhe dirá, impondo-lhe as mãos sobre ele: "Crês em Deus Pai todo-poderoso?". E aquele que é batizado responda: "Creio". Imediatamente, com a mão pousada sobre a sua cabeça, batize-o uma vez, dizendo a seguir: "Crês em Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Espírito Santo e da Virgem Maria, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, morrendo e sendo sepultado e, vivo, ressurgiu dos mortos no terceiro dia, subindo aos céus e sentando-se à direita do Pai, donde julgará os vivos e os mortos?". Quando responder: "Creio", será batizado pela segunda vez. E dirá mais uma vez: "Crês no Espírito Santo, na Santa Igreja e na ressurreição da carne?". Responderá o que está sendo batizado: "Creio", e será batizado pela terceira vez. Depois de subir da água, será ungido com o óleo santificado pelo presbítero, que dirá: "Unjo-te com o óleo santo em nome de Jesus Cristo". Após isto, cada um se enxugará e se vestirá, entrando, a seguir, na igreja.
3.6 - A Confirmação
Impondo as mãos sobre eles, o bispo fará a invocação, dizendo: "Senhor Deus, que os tornaste dignos de merecer a remissão dos pecados pelo banho da regeneração, torna-os dignos de ser repletos do Espírito Santo; lança sobre eles a tua graça para que te sirvam conforme a tua vontade, pois a ti são a glória, ao Pai, ao Filho e com o Espírito Santo na Santa Igreja, pelos séculos dos séculos. Amém". Após isto, derramará o óleo santo nas mãos e dirá, colocando as mãos sobre a sua cabeça: "Eu te unjo com o óleo santo, no Senhor Pai todo-poderoso e em Jesus Cristo e no Espírito Santo". Marcando-o na fronte com o sinal da cruz, oferecer-lhe-á o ósculo, dizendo: "O Senhor esteja contigo". O que foi marcado responderá: "E com o teu Espírito". Assim deve proceder com cada um. Em seguida, rezarão com todo o povo, não podendo rezar com os fiéis enquanto não atingirem tudo isso. Após a oração, oferecerão o ósculo da paz.
3.7 - A Primeira Eucaristia
Os diáconos oferecerão o sacrifício ao bispo e este dará graças sobre o pão, como exemplo do Corpo de Cristo, e sobre o cálice do vinho preparado, para imagem do Sangue que foi derramado por amor de todos que crêem nele. Fará o mesmo sobre o leite e o mel misturados, recordando a plenitude da promessa feita aos antepassados; nessa promessa, Deus anunciou a "terra onde correm leite e mel". Por ela, Cristo ofereceu a sua Carne e, assim como crianças, se alimentam os que crêem, tornando suave a amargura do coração pela docilidade da Palavra. Da mesma maneira, o bispo renderá graças sobre a água do sacrifício, como representação do batismo, para que o homem interior, isto é, a alma, obtenha os mesmos dons que o corpo. Todos esses fatos devem ser explicados pelo bispo a todos que recebem. Partindo o pão e distribuindo-o em pedaços, dirá: "O Pão Celestial em Jesus Cristo". E o que está recebendo responderá: "Amém". Se não forem suficientes os presbíteros, peguem os cálices também os diáconos e, com dignidade, coloquem-se em ordem: primeiro o que segura a água; em segundo, o que segura o leite; em terceiro, o que segura o vinho. Os que recebem provem de cada cálice e, aquele que dá, diga três vezes: "Em Deus Pai todo-poderoso". Responda o que recebe: "Amém". [O que dá:] "E em Nosso Senhor Jesus Cristo". [O que recebe:] "Amém". [O que dá:] "E no Espírito Santo e na Santa Igreja". E responda "Amém". Assim se procederá com cada um. Após a cerimônia, rapidamente pratiquem o bem, agradem a Deus, vivam corretamente, coloquem-se à disposição da Igreja, praticando o que aprenderam e progredindo na piedade. Isto, de maneira resumida, vos transmito sobre o santo batismo e o santo sacrifício, pois já fostes instruídos sobre a ressurreição da carne e tudo o demais, conforme está escrito. Se algo deve ser recordado, diga o bispo secretamente aos que tiverem recebido o batismo, para que os não fiéis não venham a conhecer antes de também receberem. Esta é a ficha branca aludida por João ao dizer: "Um novo nome foi escrito nela e ninguém o conhece a não ser aquele que a receberá".
4. Parte III - Outros Temas e Práticas
4.1 - A Comunhão Dominical
4.1 - A Comunhão Dominical
No domingo pela manhã, o bispo distribuirá a comunhão, se puder, a todo o povo com as próprias mãos, cabendo aos diáconos o partir do pão; os presbíteros também poderão parti-lo. Quando o diácono apresentar a eucaristia ao presbítero, estenderá o vaso e o próprio presbítero o tomará e distribuirá ao povo pessoalmente. Nos outros dias, os fiéis receberão a eucaristia de acordo com as ordens do bispo.
4.2 - O Jejum
As viúvas e as virgens devem jejuar e rezar freqüentemente pela Igreja. Os presbíteros e os leigos podem jejuar quando quiserem. O bispo, porém, não pode jejuar a não ser no dia em que todo o povo o faz, pois é possível que alguém queira levar algo até a igreja, não podendo ele recusar pois, se parte o pão, deverá prová-lo.
4.3 - O Ágape
Caso o presbítero não esteja presente, o diácono dará, em casos de urgência, o sinal [signum] aos enfermos com cuidado. Após dar o necessário e receber o que for distribuído, dará graças e aí comerão. Todos aqueles que recebem algo devem dar com cuidado: se alguém receber algo para levar a uma viúva, um doente ou alguém que se dedique à Igreja, devem levá-lo no mesmo dia; se não o fizer, deve levar no dia seguinte, acrescentando com algo de seu por ter permanecido na sua casa o pão dos pobres.
4.4 - A Lucerna
No início da noite, com a presença do bispo, o diácono trará a lucerna e aquele, de pé no meio de todos os fiéis presentes, dará graças. Primeiramente, fará a saudação, dizendo: "O Senhor esteja convosco". O povo responderá: "E com o teu Espírito". [Dirá:] "Demos graças ao Senhor". E responderão: "É digno e justo. A Ele convém a grandeza e a exaltação com a glória". Não dirá: "Corações ao alto" porque já o faz no sacrifício, mas rezará da seguinte forma: "Graças te damos, Senhor, pelo teu Filho Jesus Cristo Nosso Senhor, pelo qual nos iluminaste, revelando-nos a luz incorruptível. Atingindo agora o fim do dia e chegando a noite, tendo-nos saturado a luz do dia que criaste para nos saciar, e não carecendo agora da luz da tarde pela tua graça, louvamos-te e glorificamos-te, pelo teu Filho Jesus Cristo Nosso Senhor, por quem a ti a glória, o poder e a honra, com o Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém". Responderão todos: "Amém". Terminada a ceia, de pé, todos rezarão e os meninos e as virgens entoarão salmos. A seguir, o diácono, ao receber o cálice preparado do sacrifício, entoará um desses salmos que possui a palavra "Aleluia". Se o presbítero ordenar, entoará outro salmo do mesmo tipo. Depois que o bispo oferecer o cálice, dirá um dos que a este se referem, tudo com "Aleluia", e todos repetirão. Recitando-os, repetirão sempre "Aleluia", que significa "louvamos Aquele que é - Deus". Glória e louvor Àquele que criou o Universo somente pelo Verbo. Concluído o salmo, o bispo abençoará o cálice e distribuirá os pedações de pão aos fiéis.
4.5 - A Ceia
Os fiéis presentes, durante a ceia, antes de cortarem o seu próprio pão, receberão das mãos do bispo o pedaço de pão que é uma "eulogia" e não a eucaristia, Corpo do Senhor. É preciso que todos tomem o cálice e rendam graças sobre ele antes de beberem. Portanto, com pureza, comam e bebam. Aos catecúmenos será dado o pão de exorcismo e oferecido um cálice. O catecúmeno não participará da ceia do Senhor. Durante todo o sacrifício, aquele que se serve deve ser digno de quem o convidou, pois para isso foi chamado a entrar sob o seu teto. Agora, quando comerdes e beberdes, fazei-o com dignidade e não com irresponsabilidade, para que ninguém fique zombando ou para que aquele que te convidou não se entristeça com a vossa afronta, esperando ser digno que os santos entrassem em sua casa porque, diz, vós sois o sal da terra. Se alguém oferecer a todos aquilo que se chama em grego apoforeton, aceitai a vossa parte. Porém, se fordes convidado a comer, fazei-o de forma a sobrar, para que todos comam o suficiente e para que aquele que vos convidou possa mandar algo a quem quiser, como sobras dos santos, e fique feliz com a vossa atenção. Comendo, sirvam-se em silêncio os convidados, sem discussões, falando somente o que for permitido pelo bispo, respondendo-lhe se perguntar algo. Ao falar o bispo, calem-se todos, com discrição e respeito, até que ele volte a fazer perguntas. Se os fiéis comparecerem à ceia sem o bispo, com a presença de um presbítero ou um diácono, deverão comer com a mesma dignidade e apressar-se a receber o pão bento da mão do presbítero ou diácono. Também o catecúmeno receba o pão do exorcismo. Reunindo-se leigos, procedam com prudência, pois um leigo não pode conferir o pão bento. Comam todos em nome do Senhor, pois agrada a Deus quando todos, iguais e sóbrios, somos ciosos do nosso comportamento, mesmo entre os gentios. As viúvas convidadas para a ceia devem ser de idade madura e devem ser dispensadas antes do final da tarde. Quem não puder convidá-las por causa do cargo que exercem, deve dispensá-las após dar-lhes alimento e vinho que tomarão em casa da forma que lhes agradar.
4.6 - Frutos Oferecidos ao Bispo
Todos devem se apressar a trazer os primeiros frutos da estação ao bispo. Este irá oferecê-los e abençoá-los e, citando quem os oferece, dirá: "Graças te damos, ó Deus, e te oferecemos as primícias dos frutos que nos deste para que os tomemos, nutrindo-os pelo teu Verbo, ordenando à terra que os produza com alegria o alimento dos homens e de todos os animais. Por causa disso tudo, te louvamos, ó Deus, e também por tudo que nos proporcionaste, provendo para nós toda a criação dos mais diversos frutos. Por teu Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, por quem a ti a glória pelos séculos dos séculos. Amém".
4.7 - Bênção dos Frutos
Os frutos que podem ser abençoados são a uva, o figo, a romã, a azeitona, a pêra, a maçã, a amora, o pêssego, a cereja, a amêndoa e os damascos. Não podem [ser abençoados] a melancia, o melão, os pepinos, a cebola, o alho ou qualquer outro legume. Pode-se oferecer, às vezes, flores: rosas e lírios, mas não outras. E, sobre todas as coisas, os que as recebem dêem graças ao santíssimo Deus, para a sua glória.
4.8 - Jejum da Páscoa
Na Páscoa, ninguém coma antes de se fazer o sacrifício, pois quem assim proceder não terá seu jejum considerado. Se uma mulher estiver grávida ou não se sentir bem, não podendo jejuar durante os dois dias, jejue pelo menos no sábado, já que é necessário; mas será um jejum de pão e água. Se alguém, por algum problema, se esquecer da Páscoa, jejue após a Qüinquagésima. A imagem passou, cessando no segundo mês, mas todo aquele que tiver aprendido a verdade deverá jejuar.
4.9 - Os Diáconos Trabalham com o Bispo
Que cada diácono, com seus subdiáconos, executem suas tarefas junto ao bispo. Também lhes serão recomendados os doentes, para que os visitem, caso seja de agrado do bispo, pois o doente sempre se alegra quando o chefe dos sacerdotes dele se lembra.
4.10 - A Oração
Os fiéis de Deus devem rezar assim que acordarem e levantarem, antes de tocar qualquer coisa. Só depois disso é que devem sair para o trabalho. Contudo, se houver instrução pela Palavra, que prefiram ouvir a Palavra de Deus, pois esta é o consolo da alma, e se apressem a ir para a igreja, onde o Espírito floresce.
4.11 - Comunhão Diária
Que todo fiel corra a receber a eucaristia antes de experimentar qualquer outra coisa. Se receber por causa de sua fé, não se prejudicará, mesmo sendo o homem mortal. Todos devem se esforçar para não permitir que o infiel prove a eucaristia, nem um rato ou outro animal; deve-se cuidar para que dela não caia uma migalha e se perca, pois ela é o Corpo de Cristo que deve ser comido pelos fiéis e não pode ser negligenciado. Consagrado o cálice em nome de Deus, que recebestes como a imagem do Sangue de Cristo, não queirais derramá-lo. Que o espírito hostil não venha lambê-lo, desprezando-o, pois serias culpado para com o Sangue, como quem despreza o valor pelo qual foi comprado.
4.12 - Reunião do Clero
Os diáconos e os presbíteros deverão se reunir diariamente no local determinado pelo bispo. Não se deixem de reunir a menos que a doença impeça. Reunindo-se todos, ensinem os que estão na igreja e, após a oração, dirija-se cada um ao seu trabalho.
4.13 - Os Cemitérios
Que ninguém encontre dificuldades para sepultar o irmão nos cemitérios, já que estes pertencem aos pobres. Porém, pague-se o salário ao coveiro, bem como o preço dos tijolos. O bispo deve sustentar guardas e zeladores para que nenhuma taxa seja cobrada àqueles que procuram os cemitérios.
4.14 - A Oração - II
Todo fiel, homem ou mulher, ao acordarem, lavem as mãos e rezem a Deus antes de tocar qualquer coisa. Só após isto, dirijam-se ao trabalho. Havendo instrução da Palavra de Deus, prefiram encaminhar-se ao local recordando que, na verdade, estão ouvindo a Deus na pessoa daquele que prega. Todo aquele que rezar na igreja vencerá a maldade do dia; aquele que teme a Deus considerará um grande mal não ter ido à instrução, principalmente se souber ler ou sabendo que o catequista estava presente. Que nenhum de vós se atrase para ir à igreja, lugar onde se ensina. Ao que fala, será concedido dizer o que é útil a cada um. Ouvirás coisas nas quais não imaginas e tirarás proveito do que o Espírito Santo vos disser pelo catequista. Vossa fé será reforçada com aquilo que ouvirdes. Aí também será dito o que deveis fazer em casa. Por isso, cada um deve se preocupar em ir à igreja, onde o Espírito Santo floresce. Nos dias em que não houver instrução, cada um em sua casa tome o Santo Livro e leia o que lhe parecer proveitoso. Se estiverdes em casa, rezai e bendizei a Deus na hora terceira. Se estiverdes num outro local, rezai a Deus no coração, pois foi nessa hora que Cristo se viu pregado no madeiro. Também por essa razão, a Lei do Antigo Testamento prescreve que se ofereça o pão da proposição, como imagem do Corpo e Sangue de Cristo, e a imolação do cordeiro, como imagem do Cordeiro perfeito: Cristo é o Pastor e o Pão que desceu do céu. Rezai, igualmente, na hora sexta pois, quando Cristo foi pregado na cruz, o dia se dividiu e as trevas surgiram. Nessa hora, todos rezarão uma oração fervorosa, imitando a voz Daquele que, ao rezar, cobriu de trevas toda a criação perante os judeus incrédulos. Façam, ainda, uma grande prece exaltando o Senhor por volta da hora nona, para sentirem como a alma dos justos glorifica a Deus, que não é mentiroso e lembra dos seus santos, enviando seu Verbo para iluminá-los. Foi nessa hora que Cristo, ferido no lado, verteu água e sangue, e iluminou o resto do dia até o final da tarde. Começando a dormir, Cristo originou o dia seguinte e concluiu a imagem da ressurreição. Rezai ainda antes de dormir. Por volta da meia-noite, levantai, lavai as mãos com água e rezai. Se vossa mulher estiver presente, rezai ambos; se ainda não for batizada, retirai-vos para outro quarto, rezai e voltai para a cama. Não hesitai, porém, de rezar, pois aquele que se encontra casado não está manchado. Em verdade, os que já tomaram banho não precisam tomar outro pois encontram-se limpos. Fazei o sinal da cruz com o sopro úmido, recolhendo a saliva com a mão, e o vosso corpo será purificado até os pés, pois o dom do Espírito e a água do banho, oferecidos por um coração puro como se saíssem de uma fonte, purificam todo aquele que crê. Assim, é necessário rezar nesse momento. Os antigos, que nos deixaram a tradição, ensinaram-nos que nessa hora toda criatura descansa um momento para louvar o Senhor; até mesmo as estrelas, as árvores e as águas param por um instante e, com toda a milícia dos anjos que servem a Deus, e junto com as almas dos justos, glorificam a Deus. Por esse motivo, todos os que crêem devem se apressar para rezar nessa hora. Para dar testemunho disso, assim diz o Senhor: "Eis que por volta da meia-noite ouviu-se o clamor dos que diziam: 'Aí vem o noivo. Saiam ao seu encontro'. E concluiu, dizendo: 'Vigiai, pois não sabeis a hora em que virá'". Quando o galo cantar, levantai e rezai, pois nessa hora, ao cantar do galo, os filhos de Israel negaram a Cristo, que conhecemos pela fé, confiantes na esperança da eterna luz da ressurreição dos mortos; temos os olhos fixos nesse dia. Fiéis: procedendo dessa forma, respeitando a tradição, instruindo-vos mutuamente e exortando os catecúmenos, não sereis tentados nem perecereis, pois o Cristo estará sempre presente na lembrança.
4.15 - O Sinal da Cruz
Durante a tentação, fazei piedosamente na fronte, o sinal da cruz, pois este é o sinal da Paixão reconhecidamente provado contra o demônio, desde que feito com fé e não para vos exibir diante dos homens, servindo eficazmente como um escudo: o Adversário, vendo quão grande é a força que sai do coração do homem que serve o Verbo (pois mostra o sinal interior do Verbo projetado no exterior), fugirá imediatamente, repelido pelo Espírito que está no homem. Era isso que o profeta Moisés representava através do cordeiro morto na Páscoa e ensinava ao aspergir o sangue nos batentes das portas: simbolizava a fé que agora se encontra em nós, ou seja, a fé no Cordeiro perfeito. Ora, persignando-nos na fronte e nos olhos com a mão, afastamos tudo aquilo que tenta nos destruir.
5. Final
Se estes ensinamentos forem recebidos com gratidão e fé ortodoxa, permitirão a edificação da Igreja e a vida eterna àqueles que crerem. Aconselho que [estes ensinamentos] sejam guardados por todos que tiverem o coração puro. Se todos ouvirem e seguirem a tradição dos apóstolos, nenhum herege (nenhum mesmo!) poderá vos afastar do reto caminho. Na verdade, muitas heresias se desenvolveram porque os chefes não quiseram aprender a doutrina dos apóstolos mas, seguindo a própria fantasia, fizeram o que quiseram, isto é, o que não deveriam fazer. Amados: se omitimos algo, Deus revelará [a verdade] aos que forem dignos, dirigindo a Igreja para que atraque no porto da paz.
Fonte:
Estrutura das Horas
Laudes (Oração da manhã)
· Invitatório: V. Abri, meus lábios ó Senhor. R. E minha boca anunciará vosso louvor. V. Glória ao Pai... R. Como era...
· Salmo Invitatório (geralmente o 94, mas pode ser também o 23, o 66 ou o 99).
· Hino: um para cada dia, exceto em tempos fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia: dois Salmos intercalados por um Cântico do AT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico: Benedictus
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
Horas Intermediárias (Nove, Doze, Quinze)
· Introdução: V. Vinde ó Deus em meu auxílio. R. E minha boca proclamará vosso louvor. V. Glória... R. Como era..
· Salmo Invitatório (geralmente o 94, mas pode ser também o 23, o 66 ou o 99).
· Hino: um para cada dia, exceto em tempos fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia: dois Salmos intercalados por um Cântico do AT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico: Benedictus
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
Horas Intermediárias (Nove, Doze, Quinze)
· Introdução: V. Vinde ó Deus em meu auxílio. R. E minha boca proclamará vosso louvor. V. Glória... R. Como era..
· Hino (fixo para cada hora)
· Salmodia: Três Salmos ou um menor e outro maior dividido em duas partes
· Leitura breve
· Responsório breve
· Oração final
· Salmodia: Três Salmos ou um menor e outro maior dividido em duas partes
· Leitura breve
· Responsório breve
· Oração final
Vésperas (Oração da Tarde)
· Introdução: V. Vinde ó Deus em meu auxílio. R. E minha boca proclamará vosso louvor. V. Glória... R. Como era..
· Hino: um para cada dia, exceto em tempos fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia: dois Salmos seguidos de um Cântico do NT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico: Magnificat
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
· Hino: um para cada dia, exceto em tempos fortes (quando o hino é próprio).
· Salmodia: dois Salmos seguidos de um Cântico do NT.
· Leitura Breve
· Responsório breve
· Cântico Evangélico: Magnificat
· Preces
· Pai Nosso
· Oração final
Completas (antes do repouso da noite)
· Introdução: Vinde ó Deus...
· Hino: fixo
· Salmodia: um Salmo ou dois
· Leitura breve
· Responsório breve (fixo)
· Cântico Evangélico: Nunc dimittis
· Oração final
· Hino: fixo
· Salmodia: um Salmo ou dois
· Leitura breve
· Responsório breve (fixo)
· Cântico Evangélico: Nunc dimittis
· Oração final
· Antífona final a Nossa Senhora
Ofício das Leituras (sem hora marcada)
· Introdução: Vinde ó Deus...
· Hino
· Salmodia: geralmente um Salmo dividido em três partes
· Leitura Bíblica
· Responsório breve
· Leitura Hagiográfica (de um santo) ou Patristica (de um dos primeiros escritores da Igreja)
· Responsório breve.
· Oração final
· Hino
· Salmodia: geralmente um Salmo dividido em três partes
· Leitura Bíblica
· Responsório breve
· Leitura Hagiográfica (de um santo) ou Patristica (de um dos primeiros escritores da Igreja)
· Responsório breve.
· Oração final
Fonte:
Rito bizantino
litúrgicos de Antioquia e Jerusalém, complementada pelo luxo da igreja e corte imperiais. Possui quatro ordinários para a celebração eucarística, conhecida como Divina Liturgia: Divina Liturgia de São João Crisóstomo, Divina Liturgia de São Basílio, Divina Liturgia de São Gregório Nazianzeno dos Dons Pré-Santificados e Divina Liturgia de São Tiago.
É usado na maioria das Igrejas Ortodoxas e nas seguintes igrejas católicas orientais:
Igreja Católica Ítalo-Albanesa
Igreja Católica Bizantina Macedônia
Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma
Igreja Católica Russa
Igreja Católica Rutena
Igreja Greco-Católica Eslovaca
Igreja Greco-Católica Ucraniana
Fonte:
Wipédia
É usado na maioria das Igrejas Ortodoxas e nas seguintes igrejas católicas orientais:
Igreja Católica Ítalo-Albanesa
Igreja Católica Bizantina Macedônia
Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma
Igreja Católica Russa
Igreja Católica Rutena
Igreja Greco-Católica Eslovaca
Igreja Greco-Católica Ucraniana
Fonte:
Wipédia
Culto aos Fieis Defuntos e todos Santos
Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.
Festa de Todos os Santos
Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Fonte: Wikipédia
A MISSA PASSO A PASSO
Deve ser sentido como elemento congregador da assembleia e marcar o sentido da
celebração do dia.
A Missa começa, verdadeiramente, quando todos, de pé, esperam a entrada do
presidente da celebração.
A reverência ao altar
O altar é o sinal de Jesus Cristo presente no meio da comunidade (daí a importância da
inclinação perante ele e do beijo do(s) celebrante(s).
Sinal da Cruz e saudação inicial
a assembleia está reunida.
De seguida, a saudação inicial do presidente exprime a presença de Deus (Uno e
Trino) no interior da assembleia:
«Em nome do Pai…» - significa, precisamente, em que qualidade e em nome de quem «A graça de N.S.J.C….»; a que a assembleia responde: «Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo».
É uma forma ritual com poucas variantes, porque não é uma saudação de mera
cordialidade humana, mas realizada em nome de Deus. Trata-se de um diálogo de amor entre
Deus e o homem – de Deus que vem até nós para nos elevar até Si.
Ato penitencial
Todavia, este diálogo de amor parte da verdade. Aliás, qualquer diálogo de amor deve
partir da verdade daqueles que se amam. Reconhecemos que, apesar de Deus nos abrir o Seu
coração, há uma distância infinita entre nós e Ele. E, por isso, realizamos, logo de início, um
acto penitencial.
Não é um exame de consciência. É um momento de silêncio, de preparação do
coração e da mente para o mistério a celebrar e de reconhecimento do poder salvífico de Deus.
Glória
De repente, a atmosfera de penitência dá lugar à alegria exuberante; podemos dizer,
mesmo, estrondosa. Na celebração opera-se uma reviravolta. É o canto da reconciliação, a
aproximação entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.
Hino trinitário, por excelência, porque nesta explosão de alegria e louvor somos
envolvidos pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Oração Colecta
A oração colecta encerra esta fase dos primeiros contactos entre nós e Deus.
É uma oração em que o presidente, interpretando os sentimentos, os desejos e a
vontade da assembleia, colige tudo isso numa única prece e dirige-a a Deus, em nome dessa
mesma assembleia, a qual responde
palavras exprimem.
«Ámen», expressando a sua adesão plena ao que as Liturgia da Palavra
- No diálogo entre Deus e o homem, Deus fala sempre em primeiro lugar. Na realidade, só Ele
é capaz de tomar a palavra. A nós compete-nos, apenas, replicar, responder.
- Em cada Domingo, são colocados perante nós alguns dos aspectos marcantes da obra
salvadora de Deus na história dos homens. A liturgia da Palavra assinala e concretiza o ritmo
do ano litúrgico que percorre os passos decisivos da história da Salvação. Daí, a importância
de as leituras serem bem captadas por todos.
- A liturgia da Palavra articula os 2 Testamentos e, por isso, à excepção do Tempo Pascal, a
1ª. Leitura
os casos, a 3ª. Leitura é sempre o
Tempo Pascal, a 1ª. Leitura é dos Actos dos Apóstolos, revelando as consequências da
ressurreição de Cristo, nomeadamente no que diz respeito ao surgimento e edificação
progressiva das primeiras comunidades cristãs (a Igreja).
- As
atentamente), assim como o Salmo responsorial à 1ª. Leitura.
- O
acabámos de escutar. E essa resposta não deriva dos nossos sentimentos espontâneos,
veiculados por palavras próprias, mas é feita com palavras que nos vêm da própria Escritura.
Resulta da tradição da oração do povo de Deus, que é de inspiração divina (é o Espírito Santo
que reza em nós, “com gemidos inefáveis”, como diz S. Paulo).
Por meio dos Salmos, a nossa resposta, a nossa oração, encontra-se em harmonia com a
palavra de Deus. Rezando os Salmos, entramos na oração de Jesus. São, aliás, as mais belas
orações que podemos rezar. Por eles, escapamos ao isolamento do eu, para que se faça a
vontade de Deus.
- Ao
é sempre do Antigo Testamento e a 2ª. Leitura do Novo Testamento. E, em todos Evangelho (escolhido entre os 4 evangelhos canónicos). No 2 primeiras leituras escutam-se na posição de sentado (atitude de quem ouve Salmo responsorial é um elemento lírico, poético, de resposta à palavra de Deus que Evangelho é dado um relevo especial: Colocamo-nos de pé, para ir ao encontro de Cristo; Quaresma). De qualquer forma, é sempre uma aclamação a Jesus Cristo;
É introduzido por uma aclamação própria (Aleluia, normalmente; excepto na É proclamado por um ministro próprio – diácono ou presbítero; Inicia-se com uma saudação que as outras leituras não têm; Faz-se o sinal da Cruz; Nas Missas mais solenizadas, incensa-se o evangeliário ou leccionário; - No Evangelho, é o próprio Jesus Cristo que nos fala (Deus, na pessoa do seu Filho). Ao
passo que a mensagem das outras leituras, embora seja palavra de Deus, é-nos comunicada
por um Seu intermediário (profeta, apóstolo…).
- Ao escutar o Evangelho, devemos descobrir ou captar nele a passagem, a expressão ou
palavra que entendemos nos é destinada pessoalmente e que deve ecoar em nós durante toda
a semana.
- Na Homilia, que se segue, o celebrante tratará de sublinhar aquilo que o Senhor quer dizer ao
conjunto da comunidade reunida; mas, para além disso, eu devo reter aquilo que o Senhor me
quer dizer a mim, pessoalmente.
- Um Evangelho bem proclamado é muito mais importante que a homilia que se lhe segue, por
mais bem elaborada que seja (e, isso, deve notar-se).
- A
ainda é mais importante: a leitura da palavra de Deus. Por isso, é mau sinal, ou, pelo menos,
fraco entendimento, escolher a Missa em que se participa apenas em função do pregador.
- A Homilia serve para sublinhar, para realçar os aspectos fundamentais e essenciais da
palavra escutada, ajudar os fiéis na sua compreensão e a tirar para a sua vida as respectivas
consequências; e não para evidenciar os dotes do pregador.
- O pregador fala em nome de Deus, irmão entre irmãos escolhido por Deus para falar em
nome do próprio Deus
pretexto a palavra de Deus. O pregador serve a palavra de Deus (aclara-a, enaltece-a, aplica-a
às situações concretas vividas pelos fiéis), mas nunca se pode servir da palavra de Deus.
- Segue-se a
ou Símbolo dos Apóstolos).
- É a adesão solene às verdades humano-divinas proclamadas em toda a liturgia da Palavra, e
a tomada de consciência de que a fé cristã não é, apenas, uma confiança abstracta em Deus,
mas que se refere à obra concreta de Salvação que Deus-Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo
realizaram e realizam nos homens.
- Não é uma oração individual, mas um acto de toda a Igreja, que excede as minhas hesitações
provenientes da minha pouca fé individual.
- A mesa da liturgia da Palavra conclui com a
No fim de escutar a palavra de Deus, de fazer eco dessa mesma palavra, de louvar e
agradecer a Sua obra de Salvação e expressar a sua fé no Deus, Uno e Trino, Criador e
Salvador, o povo de Deus reunido apresenta a esse mesmo Deus o mundo concreto em que
vive e as suas necessidades temporais e espirituais.
- Por ser universal, a Oração dos Fiéis deve conter, pelo menos, 4 dimensões de petição:
1) A Igreja e as necessidades da sua missão;
2) Os dirigentes da causa pública e a vida temporal do mundo;
3) Aqueles que passam necessidades, dificuldades ou sofrimentos;
4) A comunidade local e as suas necessidades e aspirações.
- O fim/objectivo essencial desta Oração é apresentar diante de Deus todos os homens e as
suas necessidades, sem pedir nada em concreto para este grupo ou aquele ou para esta ou
aquela situação muito concreta, mas, com simplicidade e caridade, recordá-los perante Deus.
Beija-se após a proclamação. Homilia constitui uma parte importante da liturgia da Palavra, mas não pode afogar a que (in persona Christi), e não para veicular opiniões pessoais, tendo como Profissão de Fé (Credo) – seguindo uma de duas fórmulas (nicenoconstantinopolitanaOração dos Fiéis ou Oração Universal. Liturgia da Eucaristia
Se a liturgia da Palavra faz com que cada celebração seja diferente da outra (leituras
diversas e diferentes), a liturgia da Eucaristia tem um conteúdo idêntico em todas as Missas – o
conteúdo que lhe dá essência e fundamento – memorial da morte e ressurreição de Jesus
Cristo. Todas as Missas, em todos os lugares e tempos, são a mesma Missa: a da Páscoa de
Cristo. E, todavia, sempre novas – já que a Páscoa de Cristo é actualizada em cada uma das
Missas.
- A liturgia da Eucaristia começa com a
momento mais de gestos do que de palavras – está-se a preparar a mesa com os instrumentos
e os dons (pão e vinho) com que Jesus Cristo se vai oferecer em sacrifício de amor ao Pai e
nos vai arrebatar, a nós, nessa oferta.
- É um momento de calma entre dois tempos fortes e intensos da Missa: um que mobiliza toda
a atenção da nossa mente e do nosso coração para escutar Deus que nos fala (a liturgia da
Palavra) e outro que vai mobilizar todo o nosso espírito em comunhão com Cristo e os irmãos
(a liturgia da Eucaristia).
- Durante a preparação dos dons, a assembleia está sentada.
- O centro da atenção da assembleia muda da mesa da Palavra (ambão) para a mesa da
Eucaristia (altar).
- A preparação dos dons no altar é o dispor deste para que se torne mesa eucarística.
Preparados os dons, o celebrante convida à
preparação das oferendas ou dos dons. É um oração preparatória do sacrifício eucarístico («Orai, irmãos…»).
- A preparação dos dons termina, efectivamente, com a
oferendas
passagem para a
- A partir daqui, a celebração eucarística torna-se praticamente só oração (coração a coração).
Esta passagem não é fácil. Aqui, já não temos o alibi da palavra contextualizada, objecto da
nossa análise e reflexão. Agora é intimidade pura de natureza vertical. Fé e abandono – a
atitude da criança confiante no colo do Pai.
- A Oração Eucarística inicia com o
que a assembleia responde em diálogo, para que os fiéis se associem a ele, sacerdote, na
oração que, em nome de toda a comunidade, ele vai dirigir a Deus-Pai por intermédio de Jesus
Cristo.
- O fim da Oração Eucarística é que toda a assembleia se una a Cristo na proclamação das
maravilhas de Deus e na oblação (oferta) do Sacrifício. O Prefácio serve para nos indicar os
motivos da acção de graças (há diferentes Prefácios, consoante os aspectos específicos do
mistério da Salvação que estamos, em cada um dos dias, a celebrar).
- O Prefácio culmina com a aclamação explosiva de toda a assembleia Àquele que é 3 vezes
Santo, ou seja, a santidade absoluta; e representa a glorificação ao Pai, fonte de todos os
bens. A aclamação do
mesmo e único canto de louvor. Nele e por ele, toda a criação dá graças ao Senhor.
- E o Presidente faz-se eco da aclamação da assembleia:
Santo, sois a fonte de toda a santidade…».
essenciais do mistério e da história da Salvação (que variam consoante a
- O momento central chega com a
aquelas oferendas se encham da energia divina e se transformem realmente no Corpo e
Sangue de Cristo.
dizer que não é uma oração do povo, mas uma oração que o sacerdote, in persona Christi,
dirige a Deus e nela envolve o povo em oferenda. Por isso fala no plural. Mas, na realidade, na
Oração Eucarística, é Cristo que fala à comunidade pela voz do sacerdote, e não é a
comunidade que fala a si mesma. A comunidade, todavia, tem ocasião de manifestar a sua
adesão através de algumas respostas ou exclamações que se realizam em alguns momentos
concretos previstos pela estrutura da Oração.
oração presidencial sobre as (ou oblatas), que é recitada com a assembleia toda de pé. Esta oração opera a Oração Eucarística – a maior e mais importante oração da Igreja. Prefácio. O Prefácio representa o convite do Presidente, a «Santo» representa a união da Igreja terrena e da Igreja celeste num «Vós, Senhor, sois verdadeiramente E continua a oração, invocando aspectos Anáfora escolhida). Epiclese, isto é, a invocação do Espírito Santo para que Advertência: A Oração Eucarística é uma oração presidencial. Isto quer precisamente - Após a Epiclese, vem o
dos seus discípulos e renovação e actualização dessa sua presença mo meio de nós, seus
discípulos hoje). Aqui se recorre às próprias palavras de Jesus:
o meu Sangue»,
Mim».
- Este memorial torna-se, assim, garantia da Páscoa definitiva, a qual antecipamos em cada
Eucaristia. No fundo, cada Eucaristia celebrada é memorial (memória actualizada) daquilo que
se passou, historicamente, há 2 mil anos e antecipação daquilo que se passará,
escatologicamente, na Páscoa definitiva. Isto, aliás, é bem evidente nas Orações Eucarísticas,
sobretudo na III e na IV.
- Ao memorial da Ceia, segue-se uma
obra realizada por Jesus Cristo continue em nós, que celebramos o memorial, e para que
realizemos, nós também, enquanto comunidade de crentes, aquilo que Jesus realizou.
- Todavia, ainda que acção de graças e memorial da obra salvadora, a Oração Eucarística não
esquece que a Salvação definitiva não chegou ainda e que estamos a caminho. Há um
caminho duro e, por vezes, doloroso a percorrer; e, daí, a necessidade de, na Oração, recordar
as necessidades da Igreja e do mundo. Não já de modo específico, como na Oração dos Fiéis,
mas de maneira mais geral.
- A Oração Eucarística olha, portanto, em 4 direcções: o Pai, Jesus, o Espírito Santo e a Igreja,
Condensa em si 4 formas de oração: louvor, comemoração, súplica, intercessão.
- A Oração Eucarística termina com uma aclamação final de carácter trinitário (
relato da Ceia de Jesus (memorial da presença de Jesus no meio «Isto é o meu Corpo», «Isto é a que se segue um pedido, que é um mandato: «Fazei isto em memória de 2ª. Epiclese, ou invocação do Espírito Santo, para que a Doxologia): «Por Cristo, com Cristo e em Cristo…»,
respondendo
a que a assembleia exprime a sua adesão total «Amen!». - Após a Oração Eucarística, seguem-se os
- É para este acto que conduz toda a celebração eucarística – alimentar-se do Corpo e Sangue
de Jesus Cristo (o Banquete Pascal, para o qual é convidada toda a Igreja).
- A Comunhão propriamente dita é antecedida e preparada por 3 ritos: o Pai-Nosso, o gesto da
Paz e a Fracção do Pão.
- Com o
petição o que na Eucaristia se realiza e manifestamos o desejo de tudo aquilo que se nos vai
dar sacramentalmente na Comunhão, ou seja, o pão deste mundo e o pão da vida, o reino de
Deus, o perdão de Deus, a capacidade do perdão mútuo, a libertação do mal.
- O
simpatia). Nele está envolvido o nosso compromisso de trabalhar pela comunhão e
reconciliação entre os irmãos como condição para participar dignamente na mesa do Senhor.
- Não é um gesto de reconciliação individual apenas, mas de reconciliação comunitária. Com o
gesto da paz universal que nos foi trazida por Jesus Cristo, dizemos que, sacramentalmente,
as divisões entre os homens estão superadas, mas que, na realidade concreta e histórica,
ainda não estão; mas que nós nos comprometemos a trabalhar incansavelmente para as
superar.
- A
dispersassem a dar abraços e beijos a toda a gente que se encontra nas imediações, e se o
sacerdote não se precipitasse a realizá-lo. De facto, era precisamente por este gesto que era
intitulada a Eucaristia nas comunidades cristãs primitivas. Porque ele é o ponto culminante de
toda a Eucaristia; porventura, o gesto mais simbólico de toda a celebração.
- O Pão é partido para significar que do único pão que é Jesus Cristo vai participar toda a
assembleia, isto é, ela é uma comunidade porque se alimenta do mesmo pão – Jesus Cristo.
- Enquanto se fracciona o Pão, canta-se ou recita-se o
significar que aquele pão partido é Jesus Cristo partido e entregue à morte por nós.
ritos da Comunhão. Pai-Nosso, a oração do Senhor e a oração dos filhos do mesmo Pai, convertemos em gesto da Paz tem um sentido profundo e comprometedor (não é um cumprimento de Fracção do Pão seria, ou deveria ser, um gesto muito expressivo se as pessoas não se «Cordeiro de Deus», que quer (Aqui cabe uma referência ao gesto de colocar no cálice uma pequena partícula de pão
– costume muito antigo em que em todas as Igrejas se colocava no cálice um pedaço do pão
consagrado na Missa celebrada pelo Bispo – sinal de comunhão com o seu pastor de todas as
comunidades, significando, ao mesmo tempo, que todas as Missas em todas as igrejas são a
“replicação” da Missa celebrada pelo Bispo na sede diocesana).
- Segue-se, então, a distribuição do pão, ou
procissão, se aproximam da mesa do Senhor.
- Terminada a Comunhão, deveria haver uns momentos de silêncio e recolhimento, de
interiorização e acalmia em relação à intensidade do acto da comunhão.
- O rito da Comunhão termina com a
Comunhão propriamente dita, em que os fiéis, em Oração depois da Comunhão. Ritos de Conclusão
-É o momento em que o Celebrante invoca sobre toda a assembleia, que a seguir se vai
dispersar, a força e a
cada um e na comunidade. Para que a festa do Domingo continue e se repercuta na vida
quotidiana com a graça e a paz do Senhor.
- Com estes ritos, a celebração eucarística abre-se ao exterior: torna-se missionária. Deus
abençoa e envia:
- Não há qualquer dúvida: o culto cristão não é um acto pontual e separado no interior da nossa
vida quotidiana – desemboca em compromissos concretos.
bênção de Deus, para que aquilo que se celebrou continue a actuar em «Ide em paz…».
Fonte:
Fátima, 13 de Dezembro de 2008
Diác. Acácio Lopes
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