Mostrando postagens com marcador Roma Antiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Roma Antiga. Mostrar todas as postagens

Marcvs Avrelivs Severvs Alexander, Marco Aurélio Alexandre Severo (209 - 235)



 Nascido em Roma, o último monarca da dinastia dos Severos. Filho de Julia Mamaea e Gessius Marcianus e neto de Julia Maesa, irmã de Julia Domna. Como resultado das maquinações da avó, foi adotado (221) como seu filho e herdeiro por seu primo o imperador Heliogabalus e, como este, também era considerado filho bastardo de Caracalla. Tornou-se imperador com apenas 13 anos de idade (222) substituindo Heliogábalus, após este ser morto pelos soldados revoltados ao descobrirem as intenções do imperador em tentar assassinar seu jovem primo, que era muito querido entre eles. Apesar da pouca idade, o Senado lhe concedeu o título de Pater Patriae, o Pai da Pátria, por se livrarem do antecessor e por temor e respeito as poderosas legiões romanas que estavam do lado do novo soberano. Calmo e religioso, mandou montar santuários que continham estátuas de diversos deuses a quem adorava, e abrandou o tratamento aos seguidores de Jesus Cristo, removendo algumas das severas leis que discriminavam os cristãos. Nomeou prefeito do suprimento de trigo e prefeito pretoriano Domitius Ulpianus, um jurista famoso nascido em Tiro, cuja maior parte de seus trabalhos foi escrita durante o reinado de Caracalla (212-217) e que viria a ser assassinado pela própria guarda pretoriana (224) por propor leis que limitassem o poder desses pretorianos. Casou-se com Barbia Orbiana (225) e exilada (227), por causa do envolvimento de seu pai com movimentos de insubordinação. Com a queda do império persa e a ascensão dos Sassânidas, dinastia que floresceu na Pérsia do século III ao VII, em substituição ao enfraquecido império arsácida, a fronteira do Oriente começou a correr perigo. Sob a liderança de Ardashir I, rei da Pérsia (224-241) e grande conquistador, fundador da dinastia sassânida que dominou o império persa até o ano em que foi derrotada pelos árabes (636), os persas invadiram a Mesopotâmia romana, antiga região do sudeste da Ásia compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, onde floresceram as civilizações suméria, assíria e arcadiana (230), e ameaçaram a Síria. No contra-ataque (231-232), os romanos sob o comando de seu imperador, forçaram Ardashir I a se retirar. Porém agitações no Reno obrigaram o soberano voltar para Roma (233), de onde ele se dirigiu à fronteira germânica (234). Em virtude de divergências políticas entre ele e suas tropas, visto que ele preferia as negociações e suas tropas as lutas, perdeu o controle dos militares e foi assassinado pelos soldados em um motim em Moguntiacum (235), encerrando assim a Dinastia dos Severus.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRSevAlx.html

Varivs Avitvs Bassianvs Marcvs Avrelivs Antoninvs,Heliogábalo (203 - 222)



Nascido na Síria, que por ser muito parecido com o ex-imperador Caracalla, pensavam ser ele seu filho bastardo. Filho de Julia Soaemias (sobrinha de Julia Domna) e de Sextus Varius Marcelus, foi proclamado imperador (218), por tropas orientais que haviam se rebelado contra o governo de Macrino, que o proclamaram augustus com a idade de 14 anos. Com a morte de Macrino, assumiu o trono em Roma e levou para a capital do império o culto do deus de Emesa, na Síria, El Gebal, divindade dos povos semitas ocidentais, ligada à tempestade, à chuva e à fertilidade, de onde derivou seu apelido e do qual era sacerdote. Esse comportamento escandalizou os senadores romanos e os soldados. Reconhecido como homossexual e travesti, insolitamente casou com três mulheres, Julia Paula, Aquilia Severa e Annia Faustina. Sob seu governo, os atores, dançarinos, aurigas e atletas atingiam posições de destaque com base em seus excessos sexuais, e nem sua mãe nem sua avó conseguiram controlá-lo. Ou seja, como imperador soltou a franga de vez e incontrolavelmente! Os soldados ficaram tão repugnados com sua conduta e a maioria já queria seu assassinato. Sua avó, Julia Maesa, convenceu-o a adotar seu primo, Severus Alexander, como filho e césar (221). Ciumento com o prestígio de Severo junto às tropas, planejou matá-lo, mas os soldados se revoltaram, e o mataram e também a sua mãe (222) e arrastaram seus corpos pelas ruas de Roma até e jogá-los no Tiber.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRHeliog.html

Marcvs Opellivs Macrinvs, Marco Opélio Macrino (166 - 218)



Nascido em Cesaréia, na Muritânia, que foi agente financeiro do poderoso prefeito pretoriano Caio Fúlvio Plautiano e, mais tarde, sob Caracalla (188-217), foi prefeito pretoriano. Arquiteto da morte de Caracalla, proclamou-se imperador após o assassinato do Imperador quando ambos estavam no Oriente, durante a campanha contra os partos. Foi o primeiro imperador que chegou a dirigir o império sem ter sido senador. Adotou o nome de Cesar Marcus Opelius Severus Macrinus Augustus e indicou seu filho, Marco Opélio Antonino Diadumeniano, para o cargo de césar (217) e depois augusto. Suas nomeações ilícitas provocaram hostilidade do Senado. Depois da batalha de Nisibis, onde não houve vencedor nem vencido, assinou um acordo de paz considerado vergonhoso  para as armas romanas. Após esta negociação desastrosa contra os partos, perdeu o apoio das legiões sírias. Tentou retornar a Roma, mas as tropas rebelaram-se na Síria, foi capturado e Heliogábalo (203-222) proclamado novo imperador. Derrotado e capturado, em função de sua incompetência militar e administrativa, foi executado assim como seu filho Diadumeniano (218) pelas tropas rebeldes.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRMacrin.html

Marcvs Avrelivs-Septimivs Bassianvs-Antoninvs, Caracala (188 - 217)



Nascido na Gália, cujo evento mais marcante de seu reinado talvez tenha sido o Édito de 212, que concedia cidadania romana a todos os habitantes livres das províncias do Império. Filho mais velho de Sétimo Severo (146-211) e Julia Domna (170-217), proclamou-se (195) filho de Marco Aurélio(121-180) mudando por isso o nome de Caracalla, apelido devido ao nome do manto que usava freqüentemente como capuz. Foi nomeado césar (196) e aceito imperador (197) pelos colégios sacerdotais e chamado augustus um ano depois. Depois de eliminar Plautiano, o todo-poderoso prefeito pretoriano e exilar sua filha Plautila e pretensa esposa (205), desenvolveu (205-208) uma intensa rivalidade com o seu irmão Geta. Ambos acompanharam o pai nas campanhas da Bretanha (208-211), período em que sua instabilidade mental começou a causar preocupação. Depois da morte de Severus (211), ele e o irmão abandonaram a campanha britânica e voltaram para Roma, onde a rivalidade entre os dois cresceu tanto que até que no fim do mesmo ano (211), Geta foi assassinado a seu mando. Sua instabilidade mental, o tratamento brutal que reservava ao Senado e a todos aqueles que se opunham a ele, e sua política fiscal muito severa fizeram com que se tornasse odiado, porém conseguiu manter-se no poder graças a sua notável habilidade com que conquistava a fidelidade dos soldados, fazendo-os cumprir suas ordens. Nos últimos anos de governo (213-217) promoveu uma campanha contra os partos no Oriente, até que foi assassinado por seu prefeito pretoriano e sucessor, Macrino (166-218). No seu governo construiu as famosas Termas de Caracala, uma super estrutura de banhos popular que consumia 18 milhões de água aquecidos por cerca de 50 fornalhas e com capacidade para atender mais de 200 mil pessoas simultaneamente, e tida como última grande obra de engenharia do Império Romano. O estudo do direito desenvolveu-se paulatinamente por obra dos juristas Gaio, Paulo, Papiniano, Ulpiano, Modestino, Tribuniano, este último encarregado a consolidação final do Direito Romano.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRCaraca.html

Lucius Septimius Severus, Lúcio Septímio Severo (146 - 211)



 De origem africana, fundador da dinastia dos Severos (193-235), e o primeiro imperador romano nascido em Leptis Magna, antiga cidade situada na costa do Mediterrâneo, a leste de Tripoli, no norte da África. Chegou à Roma no início da década de 160, e iniciou sua carreira militar. Foi eleito questor em Roma (169), degrau necessário para a posterior participação no Senado, e serviu como questor provincial na Sardenha (171), região insular da Itália no Mediterrâneo Ocidental, a 200 km da Península itálica. Nomeado legado (173), cargo de emissário ou oficial do estado-maior, do procônsul na África, Gaio Septímio Severo, voltou a Leptis e casou-se (176) com Paccia Marciana, que morreu sem ter filhos, poucos anos mais tarde. Tornou-se pretor (177), comandante de legião na Síria (180-182) e nomeado governador da Galia Lugdunense (184), antiga região da Europa que compreendia a França, parte do território Belga e oeste da Alemanha. Viúvo, casou-se (187) com Julia Domna, membro de importante família de sacerdotes de Emesa, com teve os filhos Caracalla (188) e Geta (189). Tornou-se governador da Sicília (190), cônsul e governador da Panônia (191). Após os assassinatos de Cômodo (192) e de Pertinax (193), impôs-se pelas armas contra os partidários de Dídio Juliano e foi proclamado imperador por suas tropas, jurando vingar a morte de seu predecessor, chegando até a acrescentar Pertinax a seu próprio nome. Para combater Pescênio Niger que havia sido proclamado imperador pelas legiões do Oriente, marchou para a Itália, encontrando pouca resistência, e, depois que a maioria do Senado o apoiou, Dídio Juliano foi morto e os pretorianos que haviam assassinado Pertinax fugiram. Niger foi finalmente derrotado e morto em Antióquia (194), cidade do sul da Turquia, hoje chamada Antakya. Puniu severamente as cidades e as províncias desleais e iniciou (195) a invasão do Mesopotâmia, onde subjugou os árabes osroenes, Adiabenes e Cenitas. Voltou a Roma (196) e marchou para Lyon para enfrentar o antes aliado Albino que, depois de violenta batalha, viu suas tropas dispersarem-se e suicidou-se. O vitorioso imperador reorganizou as províncias do noroeste e voltou para Roma, onde se vingou dos senadores que haviam apoiado Albino, seguindo uma sua característica política: recompensar os amigos prodigamente e castigar os inimigos com severidade. Mais afeito ao campo de batalha, nomeou Caracalla imperador (197) e partiu par uma campanha vitoriosa contra os persas (198-199), em seguida visitou o Egito, onde se empenhou em extensa reforma administrativa. Mais tarde, visitou a Síria, voltando a Roma (203) para celebrar o jubileu de dez anos de governo, com a construção de um magnífico arco do triunfo e participar da celebração dos Jogos Seculares (204). Organizou uma expedição para a Bretanha (207), levando consigo a esposa e os dois filhos e lá permaneceu até sua morte (211) em York, após realizar com sucesso várias campanhas no norte, com o desejo de expandir o controle de Roma sobre toda a ilha. Preocupado com a instabilidade mental de Caracala, fez com que Geta (209) se tornasse césar, segundo posto de comando após o imperador. Seu último conselho para os filhos, em seu leito de morte, foi: "Não disputem um com o outro, dêem dinheiro aos soldados e desprezem todos os outros". Como governante demonstrou ser um sábio administrador e reformador e mantenedor da obediência às leis, porém devido ao temperamento inconstante, sua capacidade inflexível de trabalho e sua política de expansão das fronteiras do Império, transformaram-no numa personagem difícil de avaliar com justiça.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LuciusSS.html

Pvblivs Helvivs Pertinax, Públio Pertinax (~135 - 193)



 Provisórios,  nascido na Ligúria, região do Noroeste da Itália que compreendia as províncias de Gênova, Imperia, La Spezia e Savona, e que foi professor antes de entrar por uma carreira nos serviços imperiais. Depois de ocupar vários postos militares e administrativos (160-170), foi promovido ao Senado. Foi comandante de uma legião, e depois governador da Mésia Superior. Eleito cônsul (175), esteve com Marco Aurélio no Oriente, depois da revolta de Avídio Cássio, e foi nomeado governador da Mésia Inferior, da Dácia, região situada às margens do rio Danúbio, atual Romênia, e da Síria (176-179). Suspeito (182) de ligações com conspiradores contra o imperador Cômodo, suspendeu sua atividade pública, voltando como governador nomeado da Bretanha (185-187), nome que ficou conhecida a Inglaterra, sob o domínio dos celtas bretões e dos romanos, até a invasão anglo-saxônica, no século V da era cristã. Tornou-se governador da África (188) e voltou para Roma (189) para ocupar o cargo de prefeito urbano, oficial civil da classe senatorial, que atuava como delegado do imperador desde os tempos de Augustus, que se preocupava principalmente com a manutenção da ordem pública e tinha funções judiciais importantes. Após o assassinato de Cômodo (192), foi proclamado imperador pela guarda pretoriana e aprovado pelo Senado. No poder promoveu uma série de medidas populares, especialmente contra os excessos de antecessor. Porém logo caiu em desgraça até que um destacamento da guarda pretoriana iniciou uma nova conspiração, assassinou-o e fincou sua cabeça em um poste. OBS: A guarda pretoriana era um corpo de tropas estacionadas em Roma, criado por Augusto (27 a. C.) para que integrasse a escolta imperial e as tropas palacianas com nove falanges de quinhentos soldados, portando armas semelhantes às dos legionários. O poder de seu oficial comandante (prefeito pretoriano), bem como seu papel na escolha dos imperadores, foram consideráveis.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRPertin.html

Lucius Aelius Aurelius Comoddus, Lúcio Aélio Aurélio Cômodo (161 - 192)




 (180-192), nascido em Lanúvio, Lácio, último representante da dinastia dos Antoninos, cujo governo foi marcado por ações de crueldade e violência, principalmente depois de descobrir uma conspiração para assassiná-lo tramada por sua irmã Lucila (183), a quem mandou executar juntamente com um grupo de senadores com quem estava aliada. Filho e sucessor de Marco Aurélio e de Faustina, pertencente à extensa galeria de loucos que passaram pelo poder supremo de Roma. Recebeu o título de César (166) e o de co-imperador (176) e logo que assumiu o poder absoluto, após a morte do pai, mudou seu nome para Marco Aurélio Cômodo Antonino. No início de seu reinado, conservou os serviços dos melhores auxiliares de seu pai, embora agisse contra seus conselhos ao concluir, imediatamente, um tratado que envolvia o pagamento de pesados subsídios e a evacuação das guarnições romanas dos territórios que haviam sido ocupados por Marco Aurélio. Voltou a Roma, onde foi muito bem recebido, mas as coisas logo começaram a se complicar. Ocioso, corrupto e dissoluto, embora um historiador da época estivesse mais inclinado a interpretar suas falhas como uma vulnerabilidade às más influências, promoveu shows de gladiadores, cuja paixão pelo combate desses, como espectador e como participante, que o levou a seus maiores excessos. A partir da descoberta da conspiração de Lucila, comandou uma onda de extermínio que acabou por desestruturar o governo. No campo militar, depois de firmada a paz nas fronteiras germânicas, teve que enfrentar (184) os caledônios da Bretanha que atravessaram a Muralha de Antonino e invadiram o sul da Escócia. Foram necessárias três campanhas, comandadas pelo governador Ulpius Marcelus, para que eles fossem contidos. Com a evolução de sua doença mental, trocou o nome de Roma para Colônia de Cômodo, e imaginou-se a encarnação de Hércules, adotando as roupas e as armas do herói e impondo a adoração de sua pessoa (190) como a reencarnação viva do herói mitológico grego. Organizou uma extravagante série de jogos que duraram duas semanas (192) e na qual tomou parte pessoalmente. Apareceu no Senado como cônsul vestido com roupas de gladiador. Aproveitando a oportunidade, por decisão dos conselheiros do império e sua própria esposa Márcia, foi estrangulado e morto por um campeão de luta corporal, o famoso atleta Narcissus e enterrado no Mausoléu de Adriano. Em virtude de seu desastrado governo, sua morte encerrou a dinastia dos antoninos e deu início a uma guerra civil que interrompeu os 84 anos de estabilidade em que viviam os romanos.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LuciusAA.html

Marcvs Aelivs Avrelivs Vervs, César Marco Aurélio Antonino Augusto (121 - 180)



 Oimperador filósofo,Filósofo estóico e imperador romano (161-180) nascido em Roma, conhecido como o imperador-filósofo. De uma família de grande prestígio: o avô paterno era cônsul e prefeito de Roma, sua avó materna herdou uma das maiores fortunas de Roma e uma tia paterna era casada com Tito Aurélio Antonino, que veio a ser imperador e que o tomou como filho adotivo e um dos seus sucessores. O imperador Adriano anunciou (136) como sucessor Lúcio Cômodo, porém com a morte deste (138), Adriano escolheu Antonino para suceder-lhe, com o compromisso de adotar como filhos dois jovens: Lúcio Vero, filho de Cômodo, e Marco Aurélio. Conviveu assim com a fortuna e o poder e recebeu de mestres gregos esmerada educação humanística. Foi três vezes cônsul e casou-se com a filha do imperador (145), Faustina. Dois anos depois recebeu o imperium e a tribunicia potestas, os maiores poderes formais do império. Com a morte de Antonino (161), assumiu o trono com Lúcio Vero. Comandados por Vero, os romanos lutaram contra os partos (162-166), que haviam invadido a Síria. Embora vitoriosos, na volta trouxeram a peste que dizimou muitos romanos. Enquanto ambos realizavam uma expedição punitiva ao longo do Danúbio (168), hordas  invadiram a Itália foi invadida pelos germânicos que sitiaram Aquiléia, porém coma a volta dos governantes os invasores foram derrotados (169). Logo depois Vero morreu subitamente, mas o novo imperador continuou a luta e restaurou a fronteira do Danúbio. Tratou então de pacificar as províncias do Oriente. Visitou Antióquia, Alexandria e Atenas, mas nessa viagem, perdeu a imperatriz Faustina. Dividiu então o governo com seu filho Cômodo (177), com quem retomou as guerras do Danúbio. Morreu em Viena e, apesar das tantas guerras e dos afazeres do governo, foi um homem de fino trato, misericordioso com os inimigos, justo nas suas decisões, além de dedicado profundamente à filosofia. Considerado o mais nobre dos imperadores pagãos, para muitos historiadores seu reinado coincidiu com a idade de ouro do Império Romano. Considerado o último grande estóico da antiguidade, escreveu vasta correspondência e deixou um pequeno e extraordinário livro, Recordações ou Meditações, onde condensou todo seu pensamento. Escrito em grego durante seus momentos de meditação, inclusive durante os intervalos de duras batalhas, um clássico trabalho do estoicismo, era composto de uma série de máximas, sentenças e reflexões, que traduzia como mensagem geral um ato de fé na razão e na coragem ante a adversidade. Ensinava que o ideal a ser buscado não era a felicidade, mas a tranqüilidade e o domínio das paixões e emoções, que seriam obtidos pela harmonia com a natureza e a aceitação de suas leis. Não se pode dizer que foi um pensador original, pois suas idéias se inspiraram claramente no estoicismo de Epicteto, com pequenas nuances do neo-platonismo. Filosoficamente pregava que o homem era constituído de três princípios: o corpo (simples carne), a alma (pneuma) e a mente (princípio superior).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MarcuAAn.html


Lucius Aelius Verus, Lúcio Aélio Vero (130 - 169)



 (161 - 169) nascido em Roma, adotado por Antonino Pio como um dos seus sucessores em virtude do compromisso assumido com seu antecessor:  o imperador Adriano anunciou (136) como sucessor Lúcio Cômodo, porém com a morte deste (138), Adriano escolheu Antonino para suceder-lhe, com o compromisso de adotar como filhos dois jovens: Lúcio Vero, filho de Cômodo, e Marco Aurélio Vero, que o imperador chamava de Veríssimo, ou muito confiável, um jogo de palavras com o sobrenome Verus. Filho de Lúcio Aélio César, passou a chamar-se Lucius Aelius Verus. Durante o reinado de Antonino Pio, foi colega de estudos de Marco Aurélio e tomou com este, parte nos conselhos do imperador. Praticante de esportes e admirador dos espetáculos de gladiadores, tornou-se cônsul pela primeira vez (154) e numa segunda oportunidade com Marco Aurélio (161). Com a morte de Antonino Pio (161), tornou-se co-imperador com Marco Aurélio, na primeira gestão colegiada. Por insistência de Marco, embora Lúcio fosse dez anos mais moço, o Senado concedeu a Lucius Verus o poder tribunício, o imperium proconsular e o título de augustus, elevando-o ao mesmo nível do irmão. Quando Antonino morreu, Marco já era cônsul pela terceira vez e Lúcio, pela segunda vez. Na primavera (162), foi para o Oriente para enfrentar a ameaça dos partos, e lá ficou até eliminá-la (165-166), após casar (164) com Lucilla, segunda filha do co-imperador e amigo. Voltou para Roma (166) e partiu para o norte com o sogro (168), passando o inverno em Aquiléia. No início do ano seguinte (169), quando se dirigia para a fronteira do norte, morreu de ataque cardíaco perto de Altino.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRLVerus.html

Tito Aurélio Fulvo Boiônio Antonino, Antonino Pio (86 - 161)



Nascido em Lanúvio, no Lácio, que sob sua administração (138-161), o Império Romano atingiu o apogeu, em um período sem inovações, mas de grande prosperidade e equilíbrio. Oriundo da nobreza, foi cônsul, governador da província da Ásia e conselheiro de Adriano, que o adotou e designou seu sucessor. Quando Adriano morreu, convenceu o Senado a lhe conferir honras divinas, o que lhe teria valido o cognome Pio. Reformou a justiça, abrandando os rigores da legislação, e administrou habilmente as finanças. Uma rebelião na Bretanha levou-o a construir ali um muro de defesa, para reforçar o erguido por Adriano e garantir o domínio romano na região. As revoltas na Bretanha, Mauritânia, Judéia, Egito e Dácia revelaram os primeiros sinais de fraqueza do império, mas não chegaram a lhe abalar a segurança. Seu nome foi dado à dinastia iniciada por Nerva, em que a sucessão se fazia por adoção. Seu sucessor, após sua morte em Lório, na Etrúria, adotado por indicação de Adriano, foi Marco Aurélio.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AntoninP.html

Públio Aélio Adriano [ Pvblivs Aelivs Hadrianvs] (76 - 138)



Terceiro imperador romano (117-138) da dinastia dos antoninos, nascido em Itálica, Bética, hoje na Espanha, um dos mais importantes da história romana: adotou muitas leis de cunho social e valorizou a posse produtiva da terra junto aos agricultores. Filho de Públio Aélio Adriano e Domicia Paulina, tornou-se um homem culto, amante das artes e do direito, e como tribuno da II Legião, distinguiu-se em sucessivas campanhas militares empreendidas por seu tio e antecessor, o imperador Trajano. Foi nomeado chefe do exército e governador da Síria antes de ser adotado por Trajano, a quem sucedeu (117) após o falecimento do imperador. Em seu governo empenhou-se em reforçar a unidade do império e garantir sua prosperidade. Incentivou as relações entre as províncias do império e aboliu a subordinação das províncias à metrópole e criou uma federação de cidades gregas, denominada Panhellenium. Contribuiu ativamente para a consolidação do direito romano, a cidadania e a liberdade religiosa. Estendeu o direito do Lácio às províncias, abrandou as leis que regiam a escravidão e encomendou a Salvius Julianus a elaboração do Edictum Perpetuum, obra que serviria de ponto de partida para toda a literatura jurídica desde então. Reestruturou o conselho imperial, reformou a legislação e organizou os diferentes setores da vida pública. Para garantir a presença romana em todo o império, fez constantes viagens como soberano romano, por todo o Império. Esteve na Bretanha, onde mandou construir uma imensa linha fortificada conhecida como Muralha de Adriano. Foi três vezes à Grécia, onde concluiu a construção do templo de Zeus Olímpico, iniciada pelos Psistratos cinco séculos antes. Construiu oa famoso edifício do Panteão e reuniu um grande número de obras de arte e nos últimos anos de seu reinado, permaneceu em Roma. Governou com mais severidade e proporcionou ao império um período de esplendor, realizando um governo onde a engenharia romana atingiu o seu auge, sendo ele próprio um grande arquiteto e projetista de edifícios com cúpulas. Adotou Arrio Antonino, (138) que lhe sucedeu no trono com o nome de Antonino Pio. Morreu em 10 de julho desse mesmo ano em Baias, Itália, e foi sepultado no magnífico mausoléu que mandara construir em Roma, hoje conhecido como Castelo de Sant'Angelo.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PubliAdr.html

Marco Ulpio Trajano, o Imperador Trajanus



(98-117) nascido em Itálica, na Bética, no sul da Espanha, perto de Híspalis, depois Sevilha, primeiro de fora da península itálica, que levou as fronteiras do império ao ponto máximo de sua extensão geográfica e realizou um vasto programa de obras públicas. De família nobre, concluiu a formação militar junto ao pai, governador primeiro da Síria e depois da Ásia, à época de Vespasiano. Comandou uma legião na Espanha e participou das campanhas na Germânia, nas quais conquistou grande prestígio. Nomeado cônsul por Domiciano (91), mais tarde adotado por Nerva, a quem sucedeu (98). Eficiente administrador, reorganizou o império, com apoio decisivo do Senado, que lhe concedeu o título excepcional de optimus princeps. Manteve um contato permanente e íntimo com a intelectualidade romana como consta da correspondência que manteve com Plínio o Jovem. Reativou o comércio e a agricultura, reduziu a carga tributária e a realizou um ambicioso programa de obras em todo o império. Além de edifícios públicos, como o novo forum de Roma, construiu estradas, pontes, aquedutos, portos, banhos públicos e infra-estrutura sanitária. Algumas dessas obras sobrevivem ainda na Itália, Espanha, norte da África e Balcãs. Seu prestígio, no entanto, não se deveu somente aos êxitos na política interna, mas também às conquistas militares e territoriais, destinadas a aumentar e consolidar o poder de Roma e a proporcionar os recursos necessários para suas reformas. Ampliou o Exército e reforçou as fronteiras com a Germânia, derrotou os dácios em duas brilhantes campanhas e criou a nova província da Dácia (106), hoje Romênia. Assegurada a fronteira oeste do império, voltou a atenção para o leste. Anexou o reino da Nabatéia, a parte da Arábia que se estende a leste e sul da Judéia, e empreendeu uma guerra contra o poderoso reino parto (110), que culminou com a anexação da Armênia e da Mesopotâmia, a conquista das principais cidades partas e a chegou com suas tropas até ao golfo Pérsico. Com uma série de revoltas nos territórios recém-conquistados e nas comunidades judias de diversas províncias orientais (116) e com a saúde abalada, entregou o comando do Exército ao sobrinho Adriano, que seria seu sucessor, e partiu de Antióquia de volta para Roma, porém morreu na viagem (117), em Selino, posteriormente Selindi, Cilícia, no sul da Anatólia. Seu nome está ligado a um dos mais belos monumentos da escultura romana nos tempos imperiais e que continua impressionante mesmo muito depois de desaparecida a antiga civilização romana: a Coluna de Trajano. Como exemplar do nível da escultura daquele império, é uma seqüência de relevos narrativos e encontra-se na capital itlaiana. Sempre à vista de visitantes e moradores da cidade, a Coluna de Trajano tem a altura de um edifício de dez andares e foi construída (113) para homenagear o imperador, cuja estátua dourada estava colocada no topo e foi substituída no século XVI pela de São Pedro. O mármore da superfície é talhado de modo a parecer um pergaminho que se desenrola em espiral coluna acima, totalizando mais de 180 metros de comprimento. Incluindo mais de 2500 figuras humanas esculpidas em relevos rasos, a espiral mostra uma série de cenas das triunfais campanhas do imperador na Dácia, hoje região da Romênia. A extraordinária obra de arte com 150 episódios em sucessão, forma uma narrativa continua e clara do aventura dos romanos naquela conquista.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Trajanus.html

Cocceius ( Nerva ) (~ 30 - 98)



Nascido em Umbria, eleito pelo senado após o assassinato de Domiciano, em apenas dois anos de governo notabilizou-se como administrador justo e introduziu reformas liberais tornando-se um dos governantes mais queridos da história imperial, embora não tenha tido apoio militar. Sua carreira política sustentou-se na lealdade e respeito ao senado. Tanto o avô quanto o pai de Nerva, ambos com o mesmo nome dele, eram famosos por seus talentos jurídicos. Entretanto, não desenvolveu essa habilidade e tornou-se político e um poeta menor. Foi amigo e conselheiro de Vespasiano e de Domiciano. Não se conhecem experiências militares ou nomeações para governos provinciais em sua carreira, mas durante as crises como a da rebelião de Saturninus, ele permaneceu decididamente leal ao Senado. Por sua idade, sua dignidade e o fato de não ter filhos, não havendo, pois, perigo de que ele fundasse uma dinastia ou adotasse os métodos autocráticos, foi escolhido imperador provisório (96) em substituição a Domiciano. Em suas reformas liberais, permitiu que os exilados voltassem e foi proclamada a liberdade, a libertas. Nomeou conselheiros ilustres e veneráveis, como Frontinus e Virginius Rumus, concluiu os projetos de construção de Domiciano, e promoveu mudanças administrativas e reformas financeiras. Ocorreram, então (97), duas revoltas: uma, menor, chefiada pelo ambicioso, cujas origens o tentavam a dar um golpe, mas que nunca obtinha sucesso sequer para que fosse condenado à morte como punição; a outra, um distúrbio sério no qual foi levado a adotar Trajanus e morreu pouco depois. Não pode ser descrito como um imperador eficiente ou admirável, e seu governo contribuiu para a melhoria das relações entre o imperador e o Senado, continuadas por Trajano, adotado por ele como seu sucessor para por fim aos distúrbios provocados pelos seus pretensos substitutos como Calpurnius Crassus e Casperius Elianus, este da guarda pretoriana.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MarcuCoN.html

Titvs Flavivs Domitianvs ( Tito Flávio Domiciano Augusto)



Nascido em Roma, considerado o último imperador da Dinastia Flávia e cuja política centralizadora e a atitude tirânica, semeou o terror entre os habitantes de Roma, e tornaram seu governo extremamente impopular. Segundo filho de Tito Flávio Vespasiano, e sucessor do irmão mais velho Tito Flávio Vespasiano, o filho, limitou os poderes do Senado, irritando ainda mais os senadores ao acumular os títulos de cônsul (82-88) e de censor perpétuo (85-96). Porém ainda internamente reorganizou a administração do império e designou membros da nobreza rural para importantes cargos públicos e, para financiar os gastos do exército e a construção de grandes obras, aumentou os impostos e promoveu confiscos de bens da aristocracia.. No campo militar obteve grandes vitórias como a conquista da Grã-Bretanha. Construiu uma fronteira fortificada ao longo do Danúbio e firmou uma paz vantajosa com os dácios. Negativamente desenvolveu a repressão política e as perseguições contra Cristãos e Judeus que aterrorizaram toda a população. Morreu assassinado (96), vítima de uma conspiração palaciana da qual aparentemente participou sua própria mulher, Domitia Longina. Longina era filha de Córbulo, e foi forçada a se divorciar de Aelius Lamia para se casar com o imperador, com quem teve apenas um filho (73), que não sobreviveu.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/TitusDom.html

Titvs Flavivs Vespasianvs Titus o filho (39 - 81)



Provavelmente nascido em Roma, filho mais velho e sucessor de Tito Flávio Vespasiano, que terminou a construção do Coliseu, obra iniciada por seu pai.. Educado por Britânico de quem se tornou grande amigo, distinguiu-se como tribuno militar na Bretanha e na Germânia, e foi indicado comandante de uma das legiões comandadas por seu pai na Judéia. Demonstrou notável bravura, e assumiu o comando da guerra quando seu pai foi proclamado imperador (69) adquirindo grande prestígio militar, após sufocar a Revolta Judia. Foi responsabilizado pelos judeus pela destruição de Jerusalém (70). Durante o reinado de Vespasiano, participou do poder imperial, ocupou sete consulados e comandou a guarda pretoriana. Por seu comportamento benevolente e senso de justiça com os mais desvalidos, principalmente durante as catástrofes, gozou de grande prestígio popular durante e depois de seu reinado, e que poderia ter sido diferente se ele tivesse governado mais tempo, pois embora demonstrasse além de generosidade e bom senso, alguma preocupação com a moralidade, seu governo também foi marcado por irritações e intrigas, principalmente vindas de seu irmão Domiciano. Morreu em Roma e durante seu curto reinado ocorreu a catástrofe do Vesúvio (79) e Roma sofreu um grande incêndio e foi atacada pela peste.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Titusfil.html

Titvs Flavivs Vespasianvs ( Tito Flávio Vespasiano) ( 9 - 79 )



Importante imperador romano (69-79) nascido em Falacrina, próximo à Sabine Reate, posterior Rieti, localidade do Lácio, também grafado na forma latina como Caesar Vespasianus Augustus, o fundador da dinastia Flávia, e que através de uma enérgica política pôs fim às guerras civis que assolaram Roma após a morte de Nero e promoveu a unidade interna do império. Filho de um coletor de impostos e integrante da classe dos cavaleiros, seguiu a carreira militar. Nomeado procônsul da África (63), depois foi designado por Nero para reprimir uma rebelião dos hebreus na Judéia (67). Conquistou toda a Judéia, exceto Jerusalém e coma morte de Nero (68), suspendeu a luta e procurou uma aliança com Muciano, governador da Síria. Apoiou o novo imperador, Galba, mas com o assassínio deste, a guerra civil foi inevitável. Proclamado imperador (69) pelas legiões egípcias, seguidas pelas da Síria e da Judéia e com o apoio de Muciano, combateu e venceu as forças de Vitélio, que foi derrotado e assassinado. Devido à sua origem humilde, operosidade e simplicidade, tornou-se muito popular e, em função deste prestígio, o Senado lhe delegou poderes excepcionais. Promoveu a estabilidade política e revitalizou a economia imperial por meio de rigorosa reforma tributária, desenvolveu um vasto programa de obras públicas como a restauração do Capitólio e o início da construção do Coliseu. Realizou também reformas militares e concedeu cidadania romana e direitos a várias províncias, com proveito para o tesouro imperial. O império foi ampliado e as fronteiras fortalecidas e proclamou cônsules e herdeiros seus filhos Tito e Domiciano, que reinariam um após o outro, criando a sucessão hereditária. Morreu sossegadamente em Aquae Cutiliae, nas proximidades de Sabine, sua terra natal, após breve enfermidade e um ano antes do término de sua grande obra de engenharia, o Coliseu.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/TitusVes.html

Avlvs Vitellivs ( Aulo Vitélio) (~20 - 69)



Imperador romano (69) de origem incerta, descendente da família  dos Vitellius, de enorme influência no tempo de Calígula e de Claudius I, graças à popularidade que Lucius Vitellius gozava junto a esses imperadores. Ocupou uma série de postos, em que revelou sua tendência para o vício e a desonestidade. Aproveitando-se do fraco prestígio popular do imperador Galba junto à população, foi convencido por Titus Vinius e Aulus Caecina Alienus a expulsar Galba com o auxílio dos exércitos do Reno, que ele comandava (69). A vitória final foi obtida facilmente, após derrotar as tropas de Otho, em Bedriaco, na Planície da Lombardia e assumiu o trono. Porém como imperador entregou-se à glutonaria, e não conseguiu lidar adequadamente com o exército que o levara ao trono. Os progressos espetaculares dos Flavius fizeram com que ele condenasse Roma aos horrores de uma luta durante a qual o Capitólio foi completamente queimado e que só terminou com a morte do imperador pelas tropas dos Flávius. As tropas dos Flavius, comandadas por Antonius Primus, tiveram sucesso, embora pagassem um alto preço, inclusive com a morte de Sabinus, irmão de Vespasianus.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRAVitel.html

Marcvs Salvivs Otho (~35 - 69)

Imperador romano de curto mandato (69) provavelmente nascido em Roma, descendente da ilustre família de Marco Sálvio Otho, embora não fosse particularmente antiga ou nobre, cujo pai merecera grandes elogios e fora promovido por Cláudio I por descobrir uma conspiração. Amigo íntimo de Nero, participou de sua vida desregrada. Era marido de Popéia antes desta se casar com Nero. Nomeado como governador para a Lusitânia, tornou-se partidário de Galba, mas organizou um complô que matou o imperador, quando soube que ele havia indicado Pisano Liciniano seu sucessor. Uma vez imperador, parecia determinado a superar Nero, mas o avanço do exército do Reno contra a Itália, sob o comando de Vitélio, não lhe deu trégua. Marchou para o norte e foi derrotado em Bedriaco, na Planície da Lombardia. Após a irreversível derrota cometeu suicídio com uma coragem e uma dignidade espantosas numa pessoa tão desregrada.

Servius Sulpicius Galba (3 a.C. - 69 d. C)

Imperador de Roma (68-69) que foi assassinado após nomear como seu sucessor, um jovem tímido e impopular, Lucius Calpurnius Pisanus Licinianus. Descendente de uma família muito antiga e ilustre, os Sulpicius, foi protegido de Augustus, Tiberius e Livia, bem como de Caligula e Claudius I. Cônsul (33) e administrador da Aquitânia, Germânia, enviado por Caligula para impor a disciplina depois da revolta de Lentulus Getulicus, África e Hispania Tarraconensis, onde passou oito anos durante o reinado de Nero, ganhando prestígio por sua competência e integridade. Vindex persuadiu-o a lutar pelo poder, rebelou-se (68) contra Nero, e a ação da guarda pretoriana sob o comando de Nymphidius Sabinus facilitou a tarefa, e foi proclamado imperador. Honesto e eficiente em posições subalternas, nos comandos das províncias, mostrou-se pouco a vontade para se adaptar ao poder supremo, transformando-se em uma figura impopular. Excessivamente severo, auxiliado por figuras desleais e arrogantes como Titus Vinius, Lacanus e Icelus, e com as medidas administrativas antipáticas tomadas, terminou assassinado pelos pretorianos que puseram Otho em seu lugar.

INTRODUÇÃO À LITERATURA LATINA



Quem lê uma história da literatura latina encontrase diante
de uma narrativa contínua, uma narrativa
complexa na qual se encontram personagens diversos
– os escritores – que produzem suas obras. Ao ler assim,
tudo em seqüência, não se dá conta de quanto
trabalho, no tempo, foi necessário aos estudiosos para
reconstruir um quadro dos fatos e dos acontecimentos
literários tal que se possa, hoje, no estado atual do
conhecimento, defini-lo como completo.
O fato é que, de todos os textos da literatura clássica,
alguns se conservaram mais ou menos íntegros,
outros nos chegaram mutilados mais ou menos gravemente,
de outros permaneceram somente algum
pequeno fragmento, outros ainda desapareceram por
completo e sabemos só (por testemunhas indiretas)
que existiram um dia. O mesmo texto que lemos estampado
em edições não é senão o ponto de chegada
de uma história acidentada, no curso da qual sofreu
deformações e prejuízos de vários tipos que o tornaram
 cá e lá defeituoso ou talvez incorreto. O trabalho
dos filólogos providencia com perícia e paciência a
restituição da originária correção dos textos. Em resumo,
tanto a história da literatura grega ou latina
como os textos das obras que as acompanham, se
não tivessem sido integrados pelo trabalho dos estudiosos,
 resultariam muito mais lacunosos e incertos
do que hoje o são. Leia mais sobre....