São Brás, Bispo e Mártir (+ Sebaste, Armênia, 316)
Foi médico e depois bispo de Sebaste, onde sofreu o martírio por não sacrificar aos deuses pagãos. É invocado especialmente contra as doenças da garganta, porque certa vez salvou, conforme narram as Atas de sua vida, um menino que estava para morrer por ter engolido uma espinha de peixe.
Categoria: Era Cristã
26 de Janeiro São Timóteo
São Timóteo, Mártir, e São Tito, Confessor (+ Ásia Menor, séc. I)
São Timóteo foi batizado pelo Apóstolo São Paulo, que lhe escreveu duas Epístolas na qual o chama discípulo caríssimo, amado filho e irmão. Acompanhou São Paulo em suas viagens apostólicas. Foi o primeiro bispo de Éfeso e morreu apedrejado e espancado por pagãos. São Tito, também convertido por São Paulo, acompanhou-o em algumas viagens e realizou missões delicadas em Corinto. Feito mais tarde bispo de Creta, ali morreu.
Categoria: Era Cristã
21 de Janeiro Santa Inês
Santa Inês, Virgem e Mártir (+ Roma, 304)
A fortaleza e a pureza de Santa Inês fizeram dela uma das santas mais conhecidas e admiradas do martirológio cristão. Tinha somente 13 anos e sofreu os mais cruéis tormentos para preservar a fé e a virgindade, sendo afinal decapitada.
Categoria: Era Cristã
A fortaleza e a pureza de Santa Inês fizeram dela uma das santas mais conhecidas e admiradas do martirológio cristão. Tinha somente 13 anos e sofreu os mais cruéis tormentos para preservar a fé e a virgindade, sendo afinal decapitada.
Categoria: Era Cristã
20 de Janeiro São Sebastião
São Sebastião, Mártir (+ Roma, 288)
Era oficial da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, foi condenado pelo imperador a ser atravessado por flechas. Milagrosamente curado das flechadas, reapresentou-se com coragem diante do tirano e increpou-o por sua impiedade. Foi então surrado até à morte, no circo de Roma. É padroeiro da cidade do Rio de Janeiro.
Categoria: Era Cristão
Era oficial da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, foi condenado pelo imperador a ser atravessado por flechas. Milagrosamente curado das flechadas, reapresentou-se com coragem diante do tirano e increpou-o por sua impiedade. Foi então surrado até à morte, no circo de Roma. É padroeiro da cidade do Rio de Janeiro.
Categoria: Era Cristão
18 de Janeiro Santa Prisca ( Priscila )
Santa Prisca (ou Priscila), Virgem e Mártir (+ Roma, Séc. I)
Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos quando São Pedro a batizou, em Roma. Sofreu pouco depois o martírio, por não ter sacrificado aos deuses pagãos. É considerada a primeira mártir do Ocidente.
Categoria: Era Cristã
Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos quando São Pedro a batizou, em Roma. Sofreu pouco depois o martírio, por não ter sacrificado aos deuses pagãos. É considerada a primeira mártir do Ocidente.
Categoria: Era Cristã
16 de Janeiro São Marcelo I
São Marcelo I, Papa e Mártir (+ Roma, 309)
Dedicou-se à reorganização da Igreja após a terrível perseguição de Diocleciano. Foi exilado pelo imperador Maxêncio e obrigado a trabalhar como escravo em sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em conseqüência dos maus tratos recebidos.
Categoria: Era Cristã
Dedicou-se à reorganização da Igreja após a terrível perseguição de Diocleciano. Foi exilado pelo imperador Maxêncio e obrigado a trabalhar como escravo em sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em conseqüência dos maus tratos recebidos.
Categoria: Era Cristã
08 de Janeiro São Pedro Tomás
São Pedro Tomás, Bispo e Mártir (+ Chipre, 1366)
Nascido na França, foi carmelita e se destacou como diplomata a serviço do Papado, sendo encarregado de difíceis negociações em vários países. Foi nomeado Legado Papal para todo o Oriente e, nessa condição, chefiou uma Cruzada que partiu de Chipre e atacou os muçulmanos em Alexandria. Durante o combate, conservou-se com a Cruz elevada, no meio dos que lutavam, e recebeu ferimentos em conseqüência dos quais faleceu alguns meses depois. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.
Categoria: Era Cristã
Nascido na França, foi carmelita e se destacou como diplomata a serviço do Papado, sendo encarregado de difíceis negociações em vários países. Foi nomeado Legado Papal para todo o Oriente e, nessa condição, chefiou uma Cruzada que partiu de Chipre e atacou os muçulmanos em Alexandria. Durante o combate, conservou-se com a Cruz elevada, no meio dos que lutavam, e recebeu ferimentos em conseqüência dos quais faleceu alguns meses depois. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.
Categoria: Era Cristã
02 de Janeiro: São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno,
(+ 379 e + 390)
Os dois Santos celebrados conjuntamente pela Igreja foram amigos e seguiram carreiras paralelas. Ambos provinham de famílias de santos, ambos foram monges, bispos e lutaram contra o arianismo, a grande heresia da época. São Basílio era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia e irmão de São Gregório de Nissa, de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. Foi bispo de Cesaréia e escreveu a célebre Regra dos Monges do Oriente. São Gregório Nazianzeno era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, e irmão de Santa Gorgônia. Como Patriarca de Constantinopla, presidiu ao primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo. Foi perseguido pelos hereges arianos, que o forçaram a deixar sua cátedra, retornando então à vida de monge.
Categoria: Era Cristã
Os dois Santos celebrados conjuntamente pela Igreja foram amigos e seguiram carreiras paralelas. Ambos provinham de famílias de santos, ambos foram monges, bispos e lutaram contra o arianismo, a grande heresia da época. São Basílio era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia e irmão de São Gregório de Nissa, de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. Foi bispo de Cesaréia e escreveu a célebre Regra dos Monges do Oriente. São Gregório Nazianzeno era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, e irmão de Santa Gorgônia. Como Patriarca de Constantinopla, presidiu ao primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo. Foi perseguido pelos hereges arianos, que o forçaram a deixar sua cátedra, retornando então à vida de monge.
Categoria: Era Cristã
1 de Janeiro: Bem-aventurada Virgem Maria
Antigamente, nesta data se celebrava a Circuncisão do Menino Jesus. Atualmente, nela se celebra a Santíssima Virgem, que o Concílio de Éfeso (ano 431) proclamou "Theotókos" (Mãe de Deus).
Categoria: Era Cristã
Categoria: Era Cristã
CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DIVINUS PERFECTIONIS MAGISTER
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
JOÃO PAULO II
SOBRE A NOVA LEGISLAÇÃO RELATIVA ÀS CAUSAS DOS SANTOS.
Mestre e modelo divino da perfeição, celebrado juntamente com o Pai e com o Espírito Santo como o “único Santo”, Cristo Jesus amou a Igreja como uma esposa e entregou-se por ela para a santificar e tornar gloriosa aos seus olhos. Com efeito, depois de ter dado aos seus discípulos o preceito de imitar a perfeição do Pai, enviou sobre eles o Espírito Santo a fim de os mover interiormente a amar a Deus com todo o coração e a amarem-se uns aos outros como Ele os amou. Os discípulos de Cristo – como exorta o Concílio Vaticano II – chamados e justificados no Senhor Jesus não segundo as suas obras mas segundo o Seu desígnio e a Sua graça, no Baptismo e na fé foram constituídos de facto filhos de Deus e participantes da natureza divina, e, por isso, verdadeiramente santos (LG, 40).
Entre estes, em todos os tempos, Deus escolhe muitos para que, seguindo mais de perto o exemplo de Cristo, dêem testemunho glorioso do Reino dos céus com o derramamento de sangue ou com o exercício heróico das virtudes. A Igreja, que desde os primeiros tempos do cristianismo sempre acreditou que os Apóstolos e os Mártires em Cristo estão estreitamente unidos connosco, venerou-os juntamente com a Bem-Aventurada Virgem Maria e com os Santos Anjos, e implorou devotamente o auxílio da sua intercessão. A estes, em curto espaço de tempo, juntaram-se outros que imitaram mais de perto a virgindade e a pobreza de Cristo e, finalmente, todos aqueles que pelo singular exercício das virtudes cristãs e dos carismas divinos suscitaram a devoção e a imitação dos fiéis. Contemplando a vida dos que seguiram fielmente Cristo, sentimo-nos incitados com maior força a procurar a Cidade futura, ao mesmo tempo que nos é ensinada uma via segura através da qual, no meio das vicissitudes do mundo, segundo o estado e a condição de cada um, possamos chegar à perfeita união com Cristo, isto é, à santidade. Assim, rodeados por uma tão grande nuvem de testemunhas através dos quais Deus se torna presente e nos fala, sentimo-nos fortemente atraídos para alcançar o seu Reino no céu, por meio do exercício das virtudes.
Acolhendo estes sinais e a voz do Senhor com a maior reverência e docilidade, a Sé Apostólica, desde tempos imemoriais, pela importante missão que lhe foi confiada de ensinar, santificar e governar o Povo de Deus, propõe à imitação, veneração e invocação dos fiéis homens e mulheres que sobressaem pelo fulgor da caridade e das outras virtudes evangélicas, declarando-os Santos e Santas num acto solene de canonização, depois de ter realizado as investigações oportunas. A Instrução “Causarum canonizationis”, que o nosso predecessor Sixto V deu à Congregação dos Sagrados Ritos por ele fundada, foi-se desenvolvendo no decurso dos tempos com novas normas. Tal sucedeu sobretudo por obra de Urbano VIII, tendo Prospero Lambertini (depois Papa Bento XIV) recolhido as experiências do passado, coligindo-as para o futuro na obra intitulada De Servorum Dei beatificatione et beatorum canonizatione, que permaneceu como regra junto da Congregação dos Ritos por quase dois séculos. Normas deste género foram por fim substancialmente recebidas pelo Código de Direito Canónico em 1917. No entanto, uma vez que nos nossos tempos o progresso das disciplinas históricas tornou clara a necessidade de dotar a Congregação competente de um instrumento de trabalho que melhor correspondesse aos postulados da crítica, o nosso predecessor Pio XI, no dia 6 de Fevereiro de 1930, com a Carta Apostólica Già da qualche tempo, instituiu motu próprio a “Secção histórica” junto da Sagrada Congregação dos Ritos, entregando àquela a tarefa de estudar as causas históricas (AAS 22 (1930) 87-88). O mesmo pontífice, no dia 4 de Janeiro de 1939, ordenou a publicação das Normae Servandae in construendis processibus ordinariis super causis historicis, AAS 31 (1939) 174-175), com as quais tornou de facto supérfluo o processo “apostólico”, de modo que, desde então, para as causas históricas fosse feito um único processo de autoridade ordinária.
Paulo VI com a Carta Apostólica, Sanctitas clarior do dia 19 de Março de 1969 (AAS 61 (1969) 149-153), estabeleceu que, no que toca à recolha de provas e com prévia autorização da Santa Sé, também para as causas recentes se fizesse um único processo instruído pelo Bispo. O mesmo Pontífice, com a Constituição Apostólica Sacra Rituum Congregatio (AAS 61 (1969) pp.297-305), do dia 8 de Maio de 1969, no lugar da Sagrada Congregação dos Ritos constituiu dois novos dicastérios. A um deles foi atribuída a regulação do culto divino e ao outro o tratamento das causas dos Santos; nesta mesma ocasião alterou neles o modo de proceder. Por fim, depois das experiências recentes, pareceu-Nos oportuno rever o procedimento de instrução das causas e dar um ordenamento à referida Congregação para as Causas dos Santos, indo deste modo ao encontro das exigências dos estudiosos e dos pedidos dos nossos irmãos no episcopado, que várias vezes solicitaram um procedimento mais ágil, sem que fosse prejudicada a solidez das investigações num tema tão sério. Além disso, pensámos que, à luz da doutrina sobre a colegialidade proposta pelo Concílio Vaticano II, seria conveniente associar os Bispos à Sé Apostólica no tratamento das Causas dos Santos. Assim, para o futuro, abrogadas todas as leis de qualquer género sobre este assunto, estabelecemos que sejam observadas as normas que se seguem. Para ler o texto completo clique aqui
Fonte: Vaticano
Fatos históricos da primeira missa no Brasil
Frei Henrique de Coimbra (Coimbra c. 1465 — Olivença, 14 de setembro de 1532) foi um frade e bispo português, célebre missionário na Índia e na África, tendo viajado na frota de Pedro Álvares Cabral em 1500. No Brasil é conhecido por ter celebrado a primeira missa no país, no dia 26 de Abril de 1500.
Henrique de Coimbra foi confessor de D. João II e do Convento de Jesus de Setúbal. Foi OBSERVANTE em Alenquer, no primeiro Convento Franciscano de Portugal. Na expedição de Pedro Álvares Cabral, Henrique de Coimbra dirigia um grupo de religiosos destinados às missões do Oriente. Já em Calecute, após o descobrimento do Brasil e a viagem até à Índia, cinco dos oito religiosos foram mortos no recontro com muçulmanos, na sequência da traição do Samorim. Face ao fracasso da missão, Henrique de Coimbra regressou a Portugal.D. Manuel I escolheu-o então para bispo de Ceuta, cuja confirmação foi dada pelo papa Júlio II a 30 de Janeiro de 1505.Em 1512 celebrou um acordo com o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, que levou à inclusão de Olivença no território do bispado de Ceuta. E foi em Olivença que estabeleceu a sede do seu bispado. Nesta localidade, Henrique de Coimbra construiu os paços episcopais, o tribunal e o aljube, para além da igreja de Santa Maria Madalena, que serviu como sé catedral e é "um dos espécimes mais nobres e mais puros do estilo manuelino" (Reinaldo dos Santos, O Manuelino). Seria neste templo que os restos mortais de Henrique de Coimbra seriam conservados.Em carta datada de, "dia de Cinza, do Mosteiro de Enxabregas", (4 de Março de 1500), cinco dias antes da partida da frota cabralina, Frei Henrique de Coimbra despede-se da abadessa do mosteiro, Soror Coleta Talhada, prenunciando a viagem que o levaria à Índia e à Terra de Santa Cruz: Creio que Deus quer que eu vá, e por isso vos não ouve. E, pois, Ele quer, é bem que queiramos nós todos. Não convém, pois, resistir à sua vontade, porque é sua ofensa não se conformar homem com ele e com o que ele quer e ordena12. Informa a madre que tinha chegado à cidade de Lisboa na segunda feira anterior (ele escrevia na quarta) e o rei o mandara chamar para determinar a sua partida (e assim concluiu que eu iria). A epístola deixa transparecer alguma apreensão, já que refere o facto de não saber se voltará de tal missão, afirmando em jeito de consolo: e, ainda que vá, não me espera logo a morte. Poderá ser que me vereis e a mais cedo do que pensais. Palavras quase proféticas já que o missionário regressaria ao Reino pela impossibilidade de concretizar a sua tarefa no Índico, ao contrário de alguns dos seus confrades que ali encontraram muito cedo, a morte. Destes, deixou-nos o autor da História Seráfica, o seguinte depoimento: «Seus companheiros eram os seguintes: Frei Gaspar, Frei Francisco da Cruz, Frei Simão de Guimarães e Frei Luís Salvador, todos quatro pregadores e excelentes letrados; Frei Masseu, sacerdote, organista e músico, que também com estas prendas podia ter parte na conversão das almas, havendo experiência certa de que o demónio também se afugenta com as suavidades das harmonias; Frei Pedro Neto, corista de ordens sacras; e Frei João da Vitória, frade leigo e do número daqueles idiotas em cuja boca imprime o Senhor dos humildes o que hão-se responder na presença dos tiranos»13.
A missa incluiu o acto do sermão, que, segundo Caminha, teve como tema a chegada dos portugueses e o achamento da terra e, embora, desconhecendo o sentido da cerimónia e muito menos o teor da mensagem pregado, os índios escutavam silenciosamente, mas com admiração. Para eles tudo isto também era novidade.Terminada a cerimónia, segundo a descrição de Caminha e dos cronistas que servem de apoio a este estudo, os índios fizeram grandes festas com danças, saltos, cânticos e trejeitos, tocando cornos e buzinas ou disparando setas para o ar em sinal de contentamento.
Importa reter o sentido da festa na cerimónia religiosa. Esta dialética entre o lúdico e o sagrado foi depois "explorada" pelos missionários que entretanto chegariam, como instrumento de evangelização, sobretudo pelo aproveitamento da música e da expressão teatral como veículos de difusão da mensagem cristã26.
Do mesmo modo é importante reflectir sobre o significado da bandeira com a Cruz de Cristo, hasteada ao lado do altar enquanto decorria a celebração litúrgica. A mesma que tinha sido entregue pelo monarca, D. Manuel, em Belém, ao capitão-mor, e que acompanhava a frota. De novo, e desta vez em terras americanas, os dois níveis se interpenetravam como corolário da política de Estado então vigente.
A segunda grande cerimónia de cunho cristão foi a chantadura da cruz, a cujo símbolo ficou ligado o nome do lugar encontrado: "Terra de Vera Cruz": «E hoje, que é sexta-feira, primeiro dia de Maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira e fomos desembarcar acima do rio contra o sul, onde nos pareceu que seria melhor chantar a cruz, para melhor ser vista. Ali assinalou o capitão o lugar onde fizessem a cova para a chantar.
Enquanto a ficaram fazendo, ele como todos nós outros fomos pela cruz abaixo do rio, onde ela estava. Trouxemo-la dali com esses religiosos e sacerdotes diante cantando, à maneira de procissão.
Fonte: Instituto-camões
Maria Adelina Amorim
IMPORTÂNCIA E DIGNIDADE DAS EXÉQUIAS CRISTÃS
A liturgia cristã dos funerais é uma celebração do mistério pascal de Cristo. Nas Exéquias, a Igreja pede que os seus filhos, incorporados pelo Baptismo em Cristo morto e ressuscitado, com Ele passem da morte à vida e, devidamente purificados na alma, sejam associados aos santos e eleitos no Céu, enquanto o corpo aguarda a bem-aventurada esperança da vinda de Cristo e a ressurreição dos mortos. Por isso, a Igreja oferece pelos defuntos o Sacrifício Eucarístico, memorial da Páscoa de Cristo, eleva orações e faz sufrágios por eles, para que, pela comunhão de todos os membros de Cristo, todos aproveitem os frutos desta liturgia: auxílio espiritual para os defuntos, consolação e esperança para os que choram a morte. Ao celebrar as Exéquias dos seus irmãos, procurem os cristãos afirmar sem reservas a esperança na vida eterna, de tal modo, porém, que não pareçam ignorar ou menosprezar o modo de pensar e de proceder dos homens do seu tempo no que se refere aos defuntos. Quer se trate de tradições familiares, quer de costumes locais, quer de organizações constituídas para cuidar dos funerais, acolham de boa vontade tudo o que de bom encontrarem; mas o que de algum modo pareça contrário ao Evangelho, procurem transformá-lo, de modo que as Exéquias celebradas pelos cristãos exprimam a fé pascal e manifestem o espírito verdadeiramente evangélico.
Fonte: Ritual de Exéquias
AS BÊNÇÃOS NA VIDA DA IGREJA
Fiel à recomendação do Salvador, a Igreja participa do cálice de bênção, dando graças a Deus pelo seu dom inefável, adqui rido pela primeira vez no Mistério Pascal e em seguida comunicado a nós na Eucaristia. Efectivamente, a Igreja recebe no mistério eucarístico a graça e a virtude pelas quais se torna ela mesma uma bênção no mundo: como sacramento universal de salvação,exerce sempre entre os ho mens e em favor dos homens a obra da santifi cação e simultaneamente, unida a Cristo sua cabeça, glorifi ca o Pai no Espírito Santo. A Igreja, pelo poder do Espírito Santo, exprime de diversos modos este seu ministério e por isso instituiu diversas formas de bên ção; com elas convida os homens a louvar a Deus, anima-os a pedir a sua protecção, exorta-os a tornarem- se dignos da sua misericórdia pela santidade de vida, utiliza fórmulas de
oração para implorar os seus benefícios, a fi m de alcançar bom êxito naquilo que suplica.
A isto se destinam as bênçãos instituídas pela Igreja, sinais sensíveis que «signifi cam e realizam, cada um a seu modo, a santifi cação dos homens em Cristo» e a glorifi cação de Deus, que é o fi m para o qual se orientam todas as outras acções da Igreja As bênçãos, como sinais que se fundamentam na palavra de Deus e se celebram à luz da fé, pretendem ilustrar e devem manifestar a vida nova em Cristo, que tem a sua origem e crescimento nos sacra mentos da nova aliança instituídos pelo Senhor. Além disso, as bênçãos, que foram instituídas imitando de certo modo os sacramentos, signifi cam sempre efeitos principalmente espirituais,que se alcançam graças à súplica da Igreja. Com esta convicção, a Igreja manifesta sempre a sua solicitude para que a celebração da bênção se oriente verdadeiramente para o louvor e glorifi caçãode Deus e se ordene ao proveito espiritual do seu povo. Para que isto apareça com mais clareza, as fórmulas de bênção, segundo a antiga tradição, têm como objectivo principal glorifi car a Deus pelos seus dons,
implorar os seus benefícios e afastar do mundo o poder do Maligno. Glorificando a Deus em todas as coisas e procurando principalmente a manifestação da glória de Deus aos homens __ tanto os já renascidos como os que vão renascer pela graça __ a Igreja, cele brando as bênçãos, louva o Senhor por eles e com eles nas diversas circunstâncias da vida e invoca para eles a sua graça. Por vezes a Igreja abençoa também as coisas relacionadas com a actividade humana ou com vida litúrgica e também com a piedade e o culto,mas tendo sempre em conta os homens que utilizam essas coisas e actuam nesses lugares. Na verdade, o homem, em cujo favor Deus quis todas as coisas boas, é o receptáculo da sua sabedoria, e por isso, com a celebração da bênção, o homem pretende manifestar que utiliza de tal modo as coisas criadas que, com o seu uso, busca a Deus, ama a Deus e serve fi elmente o único Deus.
oração para implorar os seus benefícios, a fi m de alcançar bom êxito naquilo que suplica.
A isto se destinam as bênçãos instituídas pela Igreja, sinais sensíveis que «signifi cam e realizam, cada um a seu modo, a santifi cação dos homens em Cristo» e a glorifi cação de Deus, que é o fi m para o qual se orientam todas as outras acções da Igreja As bênçãos, como sinais que se fundamentam na palavra de Deus e se celebram à luz da fé, pretendem ilustrar e devem manifestar a vida nova em Cristo, que tem a sua origem e crescimento nos sacra mentos da nova aliança instituídos pelo Senhor. Além disso, as bênçãos, que foram instituídas imitando de certo modo os sacramentos, signifi cam sempre efeitos principalmente espirituais,que se alcançam graças à súplica da Igreja. Com esta convicção, a Igreja manifesta sempre a sua solicitude para que a celebração da bênção se oriente verdadeiramente para o louvor e glorifi caçãode Deus e se ordene ao proveito espiritual do seu povo. Para que isto apareça com mais clareza, as fórmulas de bênção, segundo a antiga tradição, têm como objectivo principal glorifi car a Deus pelos seus dons,
implorar os seus benefícios e afastar do mundo o poder do Maligno. Glorificando a Deus em todas as coisas e procurando principalmente a manifestação da glória de Deus aos homens __ tanto os já renascidos como os que vão renascer pela graça __ a Igreja, cele brando as bênçãos, louva o Senhor por eles e com eles nas diversas circunstâncias da vida e invoca para eles a sua graça. Por vezes a Igreja abençoa também as coisas relacionadas com a actividade humana ou com vida litúrgica e também com a piedade e o culto,mas tendo sempre em conta os homens que utilizam essas coisas e actuam nesses lugares. Na verdade, o homem, em cujo favor Deus quis todas as coisas boas, é o receptáculo da sua sabedoria, e por isso, com a celebração da bênção, o homem pretende manifestar que utiliza de tal modo as coisas criadas que, com o seu uso, busca a Deus, ama a Deus e serve fi elmente o único Deus.
Fonte: Ritual de Benção
BEATO João Paulo II
Hoje foi beatificado o cidadão universal, João Paulo II. Soube amar e deixou-se amar por todos. Foi o grande anunciador do Kerigma a todos que pediu para que ninguém tivesse medo e abrisse as portas a Cristo! O operário, professor, que viveu em regimes de exceção em sua terra natal é para nós o sinal que em qualquer situação podemos corresponder à graça de Deus para viver a nossa vocação à santidade.São muitos os enfoques desse homem de Deus e poderíamos discorrer sobre tantos assuntos, mas creio que, hoje, temos necessidade de refletir a importância de uma fé madura com pessoas que se convertem e se tornam discípulas missionárias anunciadoras do Cristo Ressuscitado. A misericórdia de Deus e o tempo da Páscoa, nesse dia que nos recorda toda a questão social com relação ao trabalho, sem dúvida, que necessitamos de uma fé que se traduza em atos, mas também que seja aprofundada no conhecimento e na vida.
O Beato João Paulo II tanto com seus escritos, como suas homilias e mensagens foi alguém que procurou aprofundar a fé como um bom catequista, além de tantas outras virtudes.
Quando falamos de catequistas, logo pesamos em testemunhas vivas tanto da mensagem como do próprio Cristo. Numa catequese verdadeiramente cristocêntrica, o catequista não pode ser senão uma testemunha não só em palavras, mas também em atitudes junto aos seus catequizandos. Porque a grande missão da catequese se dá mediante o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Assim quando dizemos ou pesamos em exemplos ou testemunhos de pessoas com relação a catequese, logo nos vêm aqueles e aquelas que trabalham junto conosco, que se doam no trabalho catequético junto a nossas comunidades, como também alguns que se destacam mais no amor e na vivência do Múnus de Ensinar da Igreja.
Na sua primeira visita ao Brasil em 1980, durante uma homilia em Porto Alegre, o Papa João Paulo II fez uma belíssima exortação aos catequistas, que é muito atual. No início de sua pregação o Romano Pontífice exorta: "Filhos diletíssimos, vim para conhecer-vos melhor, para escutar-vos, para entrar em diálogo convosco, para mostrar-vos que a Igreja está perto de vós e partilha os vossos problemas, as vossas dificuldades e sofrimentos, as vossas esperanças".
Percebemos, com esta saudação, que o Papa veio ao nosso país com um desejo muito grande de escutar o apelo do nosso povo, de conhecer melhor a Igreja no Brasil e, principalmente, dialogar, conhecendo os nossos problemas, na busca de encontrar novos caminhos. Como sucessor de Pedro, veio encorajar todos os brasileiros a permanecerem unidos na fé.
O educador na fé procura continuar a missão iniciada por Jesus guiado pelo Espírito Santo. Este serviço na Igreja é de fundamental importância. O Santo Padre valorizando o ministério dos catequistas afirma: "Que serviço mais belo que o do catequista que anuncia a Palavra divina, que se une com amor, confiança e respeito ao próprio irmão, para ajudá-lo a descobrir e realizar os desígnios providenciais de Deus sobre ele?" Eis que a missão do catequista consiste também em fomentar que as nossas comunidades sejam mais acolhedoras e catequizadoras. O catequista é um anunciador da Palavra, alguém que procura de fato vivenciá-la no dia a dia.
O testemunho do Papa João Paulo II é fundamental, pois não se pode separar a fé da vida quotidiana. O educador na fé tem uma tarefa extremamente árdua e delicada, porque a catequese não é um simples ensino, mas a transmissão de uma mensagem de vida e salvação, como jamais será possível encontrar em outras expressões do pensamento humano. Quem diz “mensagem”, diz algo mais do que doutrina.
A mensagem não se limita a expor idéias, ela exige uma resposta, pois é interpelação entre pessoas, entre aquele que propõe e aquele que responde. A mensagem é vida. Cristo anunciou a Boa Nova, a salvação e a felicidade. Por ser uma mensagem de vida, é que o Papa, todas as quartas-feiras, em audiência geral no Vaticano, catequiza o povo.
Sendo assim, diante do reconhecimento da Igreja, o Beato João Paulo II, no seu longo e profícuo pontificado, foi um Papa que foi Papa e também um grande exemplo de catequista em seu zelo e amor a Jesus Cristo e a sua Igreja; fez o que devia fazer, porém de maneira extraordinária no modo como fez e nos meios usados para isso. O Beato João Paulo II, grande catequista que foi e fez com amor e usou dos recursos que o mundo moderno lhe ofereceu, o que lhe proporcionou ser um Papa Santo e exemplo de um grande catequista, carregando em seu coração de Papa as dores e as alegrias de toda a humanidade.
Amando os seus, no caminho do amor de Jesus Cristo, soube fazer com que nos colocássemos no mesmo caminho. Não teve receio de conhecer o mundo e de ser conhecido por ele, não teve medo de abraçar e de ser abraçado, não sucumbiu à tentação de resguardar-se, mas viu e deixou-se ver, até mesmo em sua fragilidade física durante as doenças e no final de sua vida. Não esperou as pessoas, foi ao encontro delas, estreitando-as em seus braços.
Como Papa, mas também antes como fiel, catequista, padre e bispo, viveu oblativamente, fazendo de sua vida uma oferenda a Deus através do serviço à Igreja. Assim vivendo, perdendo a sua vida para retomá-la depois, tornou-se semente que morre, produzindo muitos e bons frutos que enriqueceram a Igreja e tornaram o mundo melhor e mais bonito.
A sua vida foi uma experiência “de morte”, a sua morte é uma fonte de vida. A sua existência torna-se um estímulo para vivermos a fé, a esperança e a caridade de modo novo, como servos cuja preocupação não deve ser outra senão a de fazer a Vontade do Pai, como fez Jesus Cristo, obediente até à morte e morte de cruz, e que se tornou fonte de salvação para a humanidade. Como “servo dos servos de Deus”, o Beato João Paulo II fez o que devia ter feito, foi um autêntico cristão servindo a Igreja como Papa.
Agradecemos a Deus a vida e o ministério do Papa João Paulo II, agora nosso Beato. Nós nos alegramos com a sua beatificação, associamo-nos à oração de toda a Igreja e, oxalá, esperamos que sua vida de fé, de discípulo e missionário de Jesus Cristo, seja estímulo para buscarmos, também nós, a santidade como modo fecundo de vida, respondendo positiva e propositivamente ao dom da santidade que Deus nos oferece em Jesus Cristo, morto e ressuscitado para a nossa santificação.
Assumindo a Catequese como prioridade no seu pontificado, o papa motivou nos países a elaboração de diretórios nacionais e regionais adaptando-os a cada realidade. Respondendo a esse desejo a Igreja no Brasil que busca, na Iniciação Cristã encontrar o melhor caminho para aprofundar a fé de nosso povo.
Toda a Igreja hoje expressa sua gratidão e amor ao Santo Padre, o Beato João Paulo II, pela sua doação, serviço, instrução e entrega da vida. Ele, como ninguém, soube ser presença cristã no limiar do século XXI anunciando e vivendo valores importantes para a pessoa humana. Hoje pedimos: Beato João Paulo II, roga por nós!
† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte: Rádio Vaticano
Kyriakós, Ekkesia, Ecclesia, Igreja
A palavra Igreja, deriva do grego Kyriakós ( que pertence ao Senhor ), serve para traduzir o termo ekkesia, utilizado pela Septuaginta para indicar Israel como o povo da Aliança com Javé.Os cristãos retomaram a tradição da Aliança veterotestamentária e consideravam-se como Igreja de Deus a comunidade da salvação escatológica. A palavra ekkesia, tradução hebraico qahal, foi significamente conservada, tal qual, quando se passou para a língua latina (ecclesia) além de indicar Igreja Local.
Fonte: Lenzenweger,Josef
Historia da Igreja Católica
editora Loyola
Fonte: Lenzenweger,Josef
Historia da Igreja Católica
editora Loyola
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