Inácio de Antioquia, 17 de Outubro

Bispo e Mártir (+ Roma, 107)

Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação.



Foi  bispo de Antioquia, sucedendo a São Pedro e Santo Evódio. Já idoso, levaram-no prisioneiro a Roma. Tendo sabido que os cristãos da Cidade Eterna faziam esforços para libertá-lo, escreveu-lhes uma carta célebre, em que dizia que seu mais veemente anseio era ser triturado pelos dentes das feras, como o trigo é moído para se transformar no pão que é apresentado ao Senhor. Sofreu, efetivamente, glorioso martírio no Coliseu, lançado às feras. É considerado um dos mais ilustres Padres Apostólicos, e dele restam escritos de grande valor teológico e incomparável beleza literária.

Confira as cartas escritas por ele:

Patrístico do período pré-nissênico foi o segundo bispo de Antióquia, assumindo a chefia desta comunidade depois de Evódio. Alguns estudiosos o consideram o terceiro bispo de Antioquia, pois consideram São Pedro (10 a. C. - 67)  o primeiro bispo, por este ter fundado esta comunidade. Também cognominado Theoforos que significa carregado por Deus, por ser identificado como a criança que Nosso Senhor Jesus Cristo tomou nos braços. Tornou-se célebre por sua peregrinação forçada, em cadeias, de Antioquia a Roma (~100-107). Nas paradas que fazia para descanso, escrevia à comunidades que o tinham recebido ou que lhe enviara representantes. Condenado em Roma durante o reinado (98-117) de Trajano (53-117) e, prestes a ser martirizado, a força de sua fé ficou demonstrada em uma Carta aos Romanos: "... Deixem-me ser pasto das feras, pelas quais chegarei a Deus. Sou o trigo de Deus, moído pelos dentes das feras para tornar-me o pão duro de Cristo... Quando o mundo não puder mais ver  o meu corpo, serei verdadeiramente discípulo de Cristo.". Na Liturgia Oriental sua memória é celebrada no dia 17 de outubro, enquanto que na Ocidental é celebrado no dia 1º de Fevereiro.
OBS:

A cidade de Antióquia foi fundada (300 a. C.) por Seleuco I Nicátor (354-281 a. C.), general de Alexandre Magno (356-323 a. C.) e herdeiro da satrapia da Babilônia, com o nome de Antiokheia, ou seja, cidade de Antíoco, em homenagem a seu pai e general de Filipe II da Macedônia (382-336 a. C.), este pai de Alexandre, hoje chamada de Antakya, na Turquia. Tornou-se a capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico. Conquistada pelos romanos (64 a. C.), conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do império depois de Roma e Alexandria, chegando a abrigar 500 mil habitantes. Evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé, tornou-se uma metrópole religiosa, sede de um patriarcado e centro de numerosas controvérsias, entre elas o arianismo, o monofisismo e nestorianismo.

Fonte:







GOVERNO ECLESIÁSTICO

A princípio, os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da Igreja. Esperavam que Cristo voltasse em breve, por isso tratavam os problemas internos à medida  que surgiam - geralmente de um modo muito informal.

Mas o tempo em que Paulo escreveu suas cartas às igrejas, os cristãos reconheciam a necessidade de organizar o seu trabalho. O Novo Testamento não nos dá um quadro pormenorizado deste governo da igreja primitiva. Evidentemente, um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Esses anciãos (ou presbíteros) eram escolhidos pelo Espírito Santo (At 20.28), mas os apóstolos os nomeavam (At 14.23). Por conseguinte, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes para o ministério. Alguns  ministros chamados  evangelistas parecem ter viajado de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos. Seu título significa "homens que manuseiam o evangelho". Alguns têm achado que eram todos representantes pessoais dos apóstolos, como Timóteo o foi de Paulo; outros supõem que obtiveram esse nome por manifestarem  um dom especial de evangelização. Os anciãos assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.

Algumas cartas do Novo Testamento referem-se a bispos na igreja primitiva. Isto é um tanto confuso, visto que esses "bispos" não formavam uma ordem superior da liderança eclesiástica como ocorre em algumas igrejas onde o título é usado hoje. Paulo lembrou aos presbíteros de Éfeso que eles eram bispos (At 20.28), e parece que ele usa os termos presbítero e bispo intercambiavelmente (Tt 1.5-9). Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisionar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros  da igreja primitiva, a saber, os presbíteros.

Paulo e os demais apóstolos reconheceram que o Espírito Santo concedia habilidades especiais de liderança a certas pessoas (1Co 12.28). Assim, quando conferiam um título oficial a um irmão ou irmã em Cristo, estavam confirmando o que o Espírito Santo já havia feito.

A igreja primitiva não possuía um centro terreno de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro de todos os seus poderes (At 20.28). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar  os ensinos de Cristo por intermédio de ministros que se devotavam a estudo especial, "que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). A igreja primitiva não oferecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo. Os cristãos convidavam os incrédulos para fazer parte de seu grupo, o corpo de Cristo   (Ef 1.23),  que seria salvo como um todo. Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Jesus voltaria para o seu povo, a "noiva" de Cristo (Ap 21.2; 22.17). Negavam que indivíduos pudessem obter poderes especiais de Cristo para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12).

PADRÕES DE ADORAÇÃO
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Não temos um quadro claro da adoração Cristã primitiva até 150 d.C., quando Justino Mártir descreveu os cultos típicos de adoração. Sabemos que a igreja primitiva realizava seus serviços no domingo, o primeiro dia da semana. Chamavam-no de "o Dia do Senhor" porque foi o dia em que Cristo ressurgiu dos mortos. Os primeiros cristãos reuniam-se no templo em Jerusalém, nas sinagogas, ou nos lares (At 2.46; 13.14-16; 20.7-8). Alguns estudiosos crêem que a referência aos ensinos de Paulo na escola de Tirano (At 19.9) indica que os primitivos cristãos às vezes alugavam prédios de escola ou outras instalações. Não temos prova alguma de que os cristãos tenham construído instalações especiais para seus cultos de adoração durante mais de um século após o tempo de Cristo. Onde os cristãos eram perseguidos, se reuniam em lugares secretos como as catacumbas (túmulos subterrâneos) de Roma.

Crêem os eruditos que os primeiros cristãos adoravam nas noites de domingo, e que seu culto girava em torno da Ceia do Senhor. Mas nalgum  ponto os cristãos começavam a manter dois cultos de adoração no domingo, conforme descreve Justino Mártir - um bem cedo de manhã e outro ao entardecer. As horas eram escolhidas por questão de segredo e para atender às pessoas trabalhadoras que não podiam comparecer aos cultos de adoração durante o dia.

ORDEM NO CULTO 
Geralmente o culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. O serviço improvisado de adoração dos cristãos no dia de Pentecostes sugere um padrão de adoração que podia ter sido geralmente adotado. Primeiro Pedro leu as Escrituras, depois pregou um sermão que aplicou as Escrituras à situação presente dos adoradores (At 2.14-36). As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas, seguindo o exemplo do próprio Senhor.  Os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação (1Co 14.26).

A CEIA DO SENHOR 
Os primitivos cristãos tomavam a refeição simbólica da Ceia do Senhor para  comemorar a Última Ceia, na qual Jesus e seus discípulos observaram a tradicional festa judaica da Páscoa. Os temas dos dois eventos eram os mesmo. Na Páscoa os judeus regozijavam-se porque Deus os havia libertado de seus inimigos e aguardavam com expectação o futuro como filhos de Deus. Na  Ceia do Senhor, os cristãos celebravam o modo como Jesus os havia libertado do pecado e expressavam sua esperança pelo dia quando Cristo voltaria   (1Co 11.26).  A princípio, a Ceia do Senhor era uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava  com oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.

Algumas pessoas conjeturavam que os cristãos estavam participando de um rito secreto quando observavam a Ceia do Senhor, e inventaram estranhas histórias a respeito desses cultos. O imperador Trajano proscreveu essas reuniões secretas por volta do ano 100 dC. Nesse tempo os cristãos começaram a observar a Ceia do Senhor durante o culto matutino de adoração, aberto ao público.

O BATISMO
O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no tempo de Paulo  (Ef 4.5). Contudo, os cristãos não foram os primeiros a celebrar o batismo. Os judeus batizavam seus convertidos gentios; algumas seitas judaicas praticavam o batismo como símbolo de purificação, e João Batista fez dele uma importante parte de seu ministério. O Novo Testamento não diz se Jesus batizava regularmente seus convertidos, mas numa ocasião, pelo menos, antes da prisão de João, ele foi encontrado batizando. Em todo o caso, os primitivos cristãos eram batizados em nome de Jesus, seguindo o seu próprio exemplo (Mc 1.10; Gl 3.27).

Parece que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo de vários modos - como símbolo da morte de uma pessoa para o pecado (Rm 6.4; Gl 2.12), da purificação  de pecados (At 22.16; Ef 5.26), e da nova vida em Cristo (At 2.41; Rm 6.3). De quando em quando toda a família de um novo convertido era batizada (At 10.48; 16.33; 1Co 1.16), o que pode significar o desejo da pessoa de consagrar a Cristo tudo quanto tinha.

O CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO
O Novo Testamento não apresenta evidência alguma de que a igreja primitiva observava quaisquer dias santos, a não ser sua adoração no primeiro dia da semana (At 20.7; 1Co 16.2; Ap 1.10). Os cristãos não observam o domingo como dia de descanso até ao quarto século de nossa era, quando o imperador Constantino designou-o como um dia santo para todo o Império Romano. Os primitivos cristãos não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.

O historiador Eusébio diz-nos que os cristãos celebravam a Páscoa desde os tempos apostólicos; 1Coríntios 5.6-8 talvez se refira a uma Páscoa cristã na mesma ocasião da Páscoa judaica. Por volta do ano 120 d.C., a igreja de Roma mudou a celebração para o domingo após a Páscoa judaica enquanto a igreja Ortodoxa Oriental continuou a celebrá-la na Páscoa Judaica.

CONCEITO DE IGREJA NO NOVO TESTAMENTO
É interessante pesquisar vários conceitos de igreja no Novo Testamento. A Bíblia refere-se aos primeiros cristãos como família e templo de Deus, como rebanho e noiva de Cristo, como sal, como fermento, como pescadores, como baluarte sustentador da verdade de Deus, de muitas outras maneiras. Pensava-se na igreja como uma comunidade mundial única de crentes, da qual cada congregação local era afloramento e amostra. Os primitivos escritores cristãos muitas vezes se referiam à igreja como o "corpo de Cristo" e o "novo Israel".  Esses dois conceitos revelam muito da compreensão que os primitivos cristãos tinham da sua missão no mundo.

O CORPO DE CRISTO
Paulo descreve a igreja como "um só corpo em Cristo" (Rm 12.5) e "seu corpo" (Ef 1.23). Em outras palavras, a igreja encerra numa comunhão única de vida divina todos os que são unidos a Cristo pelo Espírito Santo mediante a fé. Esses participam da ressurreição  (Rm 6.8), e são há um tempo chamados e capacitados  para continuar seu ministério de servir e sofrer para abençoar a outros (1Co 12.14-26). Estão ligados numa comunidade que personifica o reino de Deus no mundo.

Pelo fato de estarem ligados a outros cristãos, essas pessoas entendiam que o que faziam com seus próprios corpos e capacidades era muito importante (Rm 12.1; 1Co 6.13-19; 2Co 5.10). Entendiam que as várias raças e classes tornam-se uma em Cristo (1Co 12.3; Ef  2.14-22), e deviam se aceitar e amarem uns aos outros de um modo que revelasse tal realidade.

Descrevendo a igreja com o corpo de Cristo, os primeiros cristãos acentuaram que Cristo era a cabeça da igreja (Ef 5.23). Ele orientava as ações da igreja e merecia todo o louvor que ela recebia. Todo o poder da igreja para adorar e servir era dom de Cristo.

O NOVO ISRAEL
Os primitivos cristãos identificavam-se com Israel, povo escolhido de Deus. Acreditavam que a vinda e o ministério  de Jesus cumpriram a promessa de Deus aos patriarcas (Mt 2.6; Lc 1.68; At 5.31), e sustentavam que Deus havia estabelecido uma Nova Aliança com os seguidores de Jesus (2Co 3.6; Hb 7.22, 9.15).

Deus, sustentava eles, havia estabelecido seu novo Israel na base da salvação pessoal, e não  em linhagem de família. Sua igreja era uma nação espiritual que transcendia a todas as heranças culturais e nacionais. Quem quer que depositasse fé na Nova Aliança de Deus, rendesse a vida a Cristo, tornava-se descendente espiritual de Abraão e, como tal, passava a fazer parte do "novo Israel" (Mt 8.11; Lc 13.28-30; Rm 4.9-25; Gl 3-4; Hb 11-12).

CARACTERÍSTICAS
Algumas qualidades comuns emergem das muitas imagens da igreja que encontramos no Novo Testamento. Todas elas mostram que a igreja existe porque Deus trouxe à existência. Cristo comissionou seus seguidores a levar avante a sua obra, e essa é a razão da existência da igreja.

As várias imagens que o Novo Testamento apresenta da igreja acentuam que o Espírito Santo a dota de poder e determina a sua direção. Os membros da igreja participam de uma tarefa comum e de um destino comum sob a orientação do Espírito.

A igreja é uma entidade viva e ativa. Ela participa dos negócios deste mundo; demonstra o modo de vida que Deus tenciona para todas as pessoas, e proclamam a Palavra de Deus para a era presente. A unidade e a pureza espirituais da igreja estão em nítido contraste com a inimizade e a corrupção do mundo. É responsabilidade da igreja em todas as congregações particulares mediante as quais ela se torna visível, praticar a unidade, o amor e  cuidado de um modo que mostre que Cristo vive verdadeiramente naqueles que são membros do seu corpo, de sorte que a vida deles é a vida de Cristo neles. 


Fonte:

O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida

Santo Vivo

Culto aos Fieis Defuntos e todos Santos

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

Festa de Todos os Santos

Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Fonte: Wikipédia

Portal de Noticias: Repórter Católico

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Fonte: Repórter Católico

Novas tecnologias são analisadas por bispos e comunicadores

“A partir da Revolução Industrial não comunicamos um para o outro. E, sim, um para muitos”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo, doutor Mauro Wilton de Souza. Na primeira palestra desta quarta feira, 13, no 1º Seminário de Comunicação dos Bispos do Brasil (Secobb), a evolução dos modelos de comunicação foi destaque.

Segundo Wilton, a sociedade está em constante mutação e, hoje, o modelo capitalista de comunicação – emissor, receptor e mensagem –  já é redesenhado. Os cyberespaços quebram a estrutura vertical e tornam todo emissor um receptor.

O professor citou as redes sociais como novos paradigmas de uma sociedade plural, que precisa se comunicar e resgata um elemento esquecido da antropologia: as comunidades. Os grupos de relacionamento virtual são capazes de trazer o indivíduo para o coletivo a uma velocidade impressionante. Como exemplo, ele conta um caso curioso pelo qual passou recentemente. “Outro dia, quando saí de uma aula na USP, alguém disparou – 'Professor, o pessoal no Twitter adorou a sua aula!' Minha aula havia sido 'twitada' e, assim, ultrapassado os muros da universidade”, declarou.

O professor conta também que tantas tecnologias e conexões implicam em uma série de responsabilidades. “Precisamos ficar atentos ao mundo, ao que está acontecendo. Hoje, todos nós somos jornalistas. E precisamos agregar ética, transparência e verdade aos fatos, para que erros como os da imprensa britânica, que chocaram o mundo recentemente, não se repitam”, afirmou.

O Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Scherer, encerrou a manhã de debates e lembrou episódios em que a culpa foi lançada à instituição. Acusações como: “A Igreja católica foi aliada da ditadura militar. A Igreja católica promoveu o nazismo e o holocausto. Igreja católica promove pedofilia”, ressaltou. Um exemplo da falta de comunicação, o que exige reflexão.

Dom Odilo fez um apelo para que a Igreja se comunique mais e melhor. “Nós comunicamos pouco a nossa verdade. Não só a da fé, mas a verdade eclesial, o que somos e como vivemos. Muitas vezes não comunicamos os trabalhos sociais. As pessoas devem saber mais sobre os trabalhos da Igreja”.

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Fonte: Canção Nova

São Clemente Romano: Cartas aos Coríntios

INTRODUÇÃO

A Igreja de Deus estabelecida transitoriamente em Roma à Igreja de Deus
estabelecida transitoriamente em Corinto, aos eleitos santificados na
vontade de Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo: que a graça e a paz vos
sejam dadas em plenitude da parte de Deus todo-poderoso, por Jesus Cristo.

CAPÍTULO I

1 - Por causa das desgraças e calamidades que repentina e continuamente se
abateram sobre nós, talvez estejamos a tratar tardiamente dos
acontecimentos que se deram entre vós, meus caros, e daquele motim, não
conveniente a eleitos de Deus, iniciado por algumas pessoas irrefletidas e
audaciosas, de uma forma sórdida e ímpia, surgido de tal ponto de loucura,
que o vosso nome, dantes estimado, acatado e celebrado por todos, fosse
seriamente denegrido.
2 - Ora, quem é que esteve entre vós e não elogiou vossa fé extraordinária e
firme? Quem não admirou vossa piedade consciente e suave em Cristo?
Quem não louvou a tradição da vossa hospitalidade generosa? Ou quem não
vos felicitou por vossa doutrina perfeita e segura?
3 - Fazíeis tudo sem distinguir as pessoas e andáveis dentro dos preceitos de
Deus, sujeitando-vos aos vossos guias e respeitando devidamente os vossos
anciãos. Aos jovens, transmitíeis conceitos prudentes e honrosos; às
mulheres, recomendáveis para que cumprissem todos os seus deveres com
consciência irrepreensível, de forma santa e pura, amando
convenientemente seus maridos; e ainda as ensináveis a administrar a vida
doméstica dentro das normas de obediência e da mais absoluta discrição.

Para o texto complento, clique aqui

Fonte:

BIBLIOTHECA PATRISTICA

Clemente I, 23 de Novembro

Papa e Mártir (+ Roma, 97)


Escreveu uma famosa carta aos católicos de Corinto, restabelecendo com sua autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese. Trata-se de um documento de grande importância apologética, porque demonstra que, já naqueles tempos, se entendia que o Papa possuía uma verdadeira e efetiva autoridade sobre os demais bispos e as suas dioceses, e não apenas uma posição honorífica de precedência. Segundo a tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia, para onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados pelo imperador Domiciano.
São Clemente I,também conhecido como Clemente Romano (em latim, Clemens Romanus), foi o quarto papa da Igreja Católica, entre 92 e 101. Nascido em Roma, de família hebraica, foi o sucessor de Anacleto I (ou Cleto) e autor da Epístola de Clemente aos Coríntios (segundo Clemente de Alexandria e Orígenes), o primeiro documento de literatura cristã, endereçada à Igreja de Corinto. Ele foi o primeiro Papa Apostólico da Igreja. Discípulo de São Pedro, após eleito restabeleceu o uso da Crisma, seguindo o rito do primeiro Papa e iniciou o uso da palavra Amém nas cerimónias religiosas. É conhecido pela carta que escreveu para atender a um pedido da comunidade de Corinto, na qual rezava uma convincente censura à decadência daquela igreja, devida sobretudo às lutas e invejas internas entre os fiéis (consta que os presbíteros mais jovens teriam usurpado as prerrogativas dos mais velhos), estabelecia normas precisas referentes à ordem eclesiástica hierárquica (bispos, presbíteros, diáconos) e ao primado da Igreja de Roma, que se ressalta ainda mais pelo fato de São João Evangelista ainda estar vivo e não ter intervindo em tal crise.
Dividindo a cidade de Roma em sete distritos, determinou para  cada distrito um advogado, com a incumbência  de ativar conscienciosamente tudo que se relacionava aos cristãos, suas virtudes, os processos judiciários a que  haviam de responder, o modo como se haviam  perante a autoridade  perseguidora, declarações públicas que faziam, o martírio e  a morte. Estes protocolos, chamados  atos dos mártires, eram lidos  nas reuniões dos fiéis. Ao zelo  apostólico  do Santo Papa abriram-se  as  portas do próprio palácio imperial. Domitila, irmã do imperador Domiciano, cuja ferocidade contra os cristãos era conhecida, se converteu à Religião de  Jesus  Cristo. Ainda  mais:  exemplo foi de  todas as virtudes e  para os cristãos perseguidos,  um anjo de caridade, naqueles tempos aflitivos. 
   O imperador Trajano, vendo na propagação da religião cristã um perigo social e  religioso para o império e reconhecendo no Papa rival temível, citou-o perante o tribunal e  com ameaças de morte exigiu-lhe a abjuração da  fé e o culto dos deuses nacionais.  São Clemente não hesitou  nem um momento e  na presença da suprema  autoridade  romana, fez uma profissão de fé  belíssima, que não deixou o imperador em dúvida sobre a improficuidade do seu tentâmem. Aconteceu o que  era de esperar:   O Papa foi  condenado à morte.  O Breviário Romano,   diz que o santo Papa foi, com muitos cristãos, desterrado para a península da Criméia, onde haviam de  trabalhar nas pedreiras e minas. Se para Clemente era um consolo poder partilhar a  escravidão com seus filhos em Cristo, estes mais facilmente  se  conformavam com a triste sorte, vendo junto de si o Pai querido, o representante  de Deus  na Terra. 
   O que mais atormentava  os pobres cristãos, era a falta absoluta de  água,  no lugar onde trabalhavam. Muito penoso era o transporte deste precioso líquido, que só se achava na distância de  seis milhas. Clemente pediu a Deus que se compadecesse do povo, como se compadecera dos israelitas no deserto. Terminada a oração, viu no alto duma montanha um cordeirinho que,  com a  pata direita  levantada, parecia indicar um determinado lugar.  O santo Papa dirigiu-se  imediatamente ao lugar onde  lhe aparecera o cordeirinho e  com uma  enxada pôs-se a cavar a terra. Qual não lhe foi a alegria, quando logo ao primeiro golpe, viu brotar água, água deliciosa e  tão abundante que,  desde aquele  dia teve termo a aflição dos cristãos.  Estes  milagre não só contentou a estes;  também os  pagãos que,  vendo em Clemente um enviado do Céu, a ele  se dirigiram pedindo  fossem  aceitos como catecúmenos. Assim  muitos idólatras se  tornaram adoradores de Jesus Cristo e os templos pagãos, antes antros  do mais abjeto culto diabólico, transformaram-se em  igrejas cristãs.  Este espetáculo grandioso perante Anjos e  homens despertou naturalmente o ódio nos corações dos sacerdotes pagãos, que se apressaram em denunciar Clemente. 
       A resposta imperial não se deixou esperar. O governador  Aufidiano, autorizado por Trajano a  pôr um dique à propaganda  cristã, custasse o que custasse, condenou à morte Clemente e  intimou os cristãos a  que abandonassem a religião de Cristo. Algemado, foi  Clemente levado a um navio, que o transportou ao alto mar.  Lá chegado, puseram-lhe  uma âncora de  ferro ao pescoço e  precipitaram-no na água.  Isto aconteceu  a  23 de novembro do seu último ano apostólico.  Os cristãos  consternados  pela perda do seu Pastor, pediram a Deus que não deixasse o corpo do mártir entregue ao jogo das ondas, mas que restituísse ao carinho e à veneração dos  filhos espirituais.  
       Aufidiano e  sua  gente  mal se tinham afastado, quando o mar espontaneamente, retrocedeu a  uma distância de  três milhas, até o lugar onde  tinha  sido mergulhado o corpo do santo Papa-Mártir. O mais que aconteceu, foi de todo extraordinário. Aos olhos pasmados  dos cristãos apresentou-se  um pequeno templo de mármore branco. Pressurosos correram para lá e, chegando ao templo, nele encontraram o corpo de São Clemente, colocado num ataúde, tendo ao lado a âncora pesada. Quando se  dispuseram a retirar suas santas relíquias, Deus manifestou sua vontade, que não o fizessem;  que o deixassem repousar  no mesmo lugar  e  que o mar, anualmente, durante sete  dias, franqueasse o acesso ao túmulo. Assim aconteceu.  As relíquias de  São Clemente  ficaram no fundo do mar, guardadas  por santos Anjos, até o século IX, quando, sob o governo do Papa Nicolau I, os santos missionários Cirilo e  Metódio as  trouxeram para Roma,  onde foram depositadas  na Igreja de São Clemente, onde se acham  até  agora. 

Fonte:

Página Oriente

Wikipédia

Cidade Metz- França


No início de 451, Átila o Huno atravessou o Rio Reno e atacou diversas cidades da Gália. Metz foi atacada em 7 de abril. Os ataques de Átila culminariam com a Batalha dos Campos Cataláunicos. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi palco de uma grande batalha.

Catedral Saint Etienne 
Tem uma bela Catedral (sécXIII – XVI), Ruínas Galo-Romanas e um Bispado. Sob o domínio dos*merovíngios, foi a capital da *Austrásia. Foi adquirida pela França no reinado de Henrique II e defendida vitoriosamente por Francisco de Guise contra Carlos V (1552) Bazaine se deixou envolver pelos prussianos e *capitulou em 1870. *Metz foi alemã de 1871 a 1918. Terra natal de *Verlaine.


Um Milagre em Metz

Merovíngios – relativo à Primeira Dinastia de reis francos.
Capitular – Render
Austrásia – Reino oriental da Gália dos francos. Capital, Metz
Metz – Capital da Gália
Verlaine – Famoso poeta francês, natural de Metz

Fonte:
Universo Católico
Wikipédia

Estevão, 26 de Dezembro

Diácono, primeiro mártir, Jerusalém séc. I



Santo Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos de Jerusalém. Pregava admiravelmente e obtinha numerosas conversões para o Cristianismo, razão pela qual incorreu no ódio dos judeus inimigos da Igreja nascente. Preso e condenado como blasfemo, foi apedrejado. Tem a glória de ser o Protomártir, ou seja, o primeiro mártir que derramou seu sangue por amor a Jesus Cristo.

Depois do Pentecostes, os apóstolos dirigiam o anúncio da mensagem cristã aos mais próximos, aos hebreus, aguçando o conflito apenas acalmado da parte das autoridades religiosas do judaísmo. Como Cristo, os apóstolos conheceram logo as humilhações dos flagelos e da prisão, mas apenas libertados das correntes retomam a pregação do Evangelho. A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, colocou tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos.

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e o fez com tanto sucesso que os judeus “apareceram de surpresa, agarraram Estêvão e levaram-no ao tribunal. Apresentaram falsas testemunhas, que declararam: "Este homem não faz outra coisa senão falar contra o nosso santo templo e contra a Lei de Moisés. Nós até o ouvimos afirmar que esse Jesus de Nazaré vai destruir o templo e mudar as tradições que Moisés nos deixou."

Estêvão, como se lê nos Actos dos Apóstolos, cheio de graça e de força, como pretexto de sua autodefesa, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiro, resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter falado contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem fora do Templo. Demonstrou, de facto, que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus, mas os seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, "taparam os ouvidos e atiraram-se todos contra ele, em altos gritos. Expulsaram-no da cidade e apedrejaram-no."

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedra, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a Cruz: "Senhor, não os condenes por causa deste pecado." Em 415 a descoberta das suas relíquias suscitou grande emoção na cristandade. A festa do primeiro mártir foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal.

Segundo os Actos dos Apóstolos, Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e ressureição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Segundo Étienne Trocmé, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo dos 7. Foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado a ser apedrejado (Act, 8). Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.O seu nome vem do grego Στέφανος (Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir. Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a Norte de Jerusalém. Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451. O culto de Santo Estêvão encontra-se associado à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes, integradas no ciclo de festividades do Solstício do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste de Portugal .

Fonte:

Lepanto

Wikipédia

Evangelha Quotidiano



Igreja Católica em Bangladesh ganha uma nova diocese

A Igreja Católica em Bangladesh, país de maioria muçulmana (89%) entre seus quase 150 milhões de habitantes, ganhou hoje uma nova diocese. Batizada de Sylhet, a criação da nova circunscrição eclesiástica pelo Papa foi informada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
Como primeiro bispo, Bento XVI nomeou Dom Bejoy Nicephorus D'Cruze, O.M.I., até o presente momento bispo da diocese de Khulna.
A nova diocese pertencia à Arquidiocese de Dhaka, capital de Bangladesh, como diocese sufragânea da sede metropolitana. Sylhet compreenderá 40% do território da arquidiocese, que tem uma população de quase nove milhões de pessoas, dentre as quais 17 mil são católicas.
A nova diocese abrange quatro distritos civis de Sylhet, Sunamganj, Habiganj e Moulibazar e conta com seis paróquias, sete sacerdotes diocesanos e 14 religiosos, 30 religiosas e somente um seminário. Em caráter provisório a igreja paroquial de Lokhipur, a 100 km de Sylhet, será a catedral da Diocese de Sylhet.
Segundo estimativas recentes, os cristãos, mais especificamente os católicos romanos, são apenas cerca de 0,7% da população.

Fonte:
Gaudium Press

Santa Felicidade e seus Sete Filhos



Mártires (+ Roma, séc. II) Foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio.

Felicidade e os seus sete filhos foram martirizados por volta de 162. Eram eles: Januário, Félix, Filipe, Silano, Alexandre, Vital e Marcial. S. Januário foi açoitado e moído com pranchas de chumbo; S. Félix e S. Filipe, açoitados até a morte; Silano, afogado no rio Tibre; Alexandre, Vital e Marcial e a mãe foram decapitados. S. Pedro Crisólogo disse a respeito de S. Felicidade:
Olhai para esta mãe, a quem a vida dos filhos enchia de ansiedade, a quem a morte dos filhos devolveu a segurança. Feliz aquela cujos filhos serão na glória futura uma espécie de candelabro de sete braços. Feliz dela, porque o mundo não pôde arrebatar-lhe nenhum daqueles que lhe pertenciam. No meio dos cadáveres mutilados e ensangüentados daquelas oferendas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa.

São Vilibaldo


Confessor (+ Alemanha, 790)

Roma e Alemanha

Espiritualidade São Vilibaldo (Guilhebaldo, ou ainda Willibrord), era filho de São Ricardo, rei dos saxões. Segundo a tradição, sua mãe, Winna, era irmã de São Bonifácio, apóstolo da Alemanha. São Vilibaldo foi educado na abadia de Waldreim. Acompanhou o pai e o irmão Vinebaldo numa peregrinação à Roma. Seu pai, que não queria tal ideal para filho, antes de são Vibaldo partir para Roma, morreu em Lucca, Itália. De Roma, São Vilibaldo partiu para a Terra Santa e ali permaneceu sete anos. Por volta de 728, retornou à Itália, entrando para um mosteiro beneditino, mosteiro de Monte Cassino, onde exerceu o cargo de porteiro. Em 738 foi enviado à Roma, a serviço da Ordem, onde se encontrou com Bonifácio, o apóstolo da Alemanha. Seu tio, são Bonifácio, o apóstolo da Alemanha convidou-o para trabalhar com ele, como sacerdote. Este o levou consigo para a Alemanha, onde foi ordenado Sacerdote, e 15 anos mais tarde sagrou-o bispo de Eichstadt. Fundou um mosteiro ao estilo do de Monte-Cassino e presidiu a vários concílios alemães. Morreu provavelmente no ano 790. Local morte Alemanha Eichstadt Morte No ano 790.

Era príncipe saxão, filho do rei São Ricardo. Depois de passar alguns anos no mosteiro beneditino de Montecassino, acompanhou São Bonifácio, que segundo a tradição era seu tio, na evangelização da Germânia. Foi ordenado sacerdote e sagrado bispo de Eichstadt, na Baviera, por São Bonifácio. 

A MISSA PASSO A PASSO

Deve ser sentido como elemento congregador da assembleia e marcar o sentido da
celebração do dia.
A Missa começa, verdadeiramente, quando todos, de pé, esperam a entrada do
presidente da celebração.
A reverência ao altar
O altar é o sinal de Jesus Cristo presente no meio da comunidade (daí a importância da
inclinação perante ele e do beijo do(s) celebrante(s).
Sinal da Cruz e saudação inicial
a assembleia está reunida.
De seguida, a saudação inicial do presidente exprime a presença de Deus (Uno e
Trino) no interior da assembleia:
«Em nome do Pai…» - significa, precisamente, em que qualidade e em nome de quem «A graça de N.S.J.C….»; a que a assembleia responde:
«Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo».
É uma forma ritual com poucas variantes, porque não é uma saudação de mera
cordialidade humana, mas realizada em nome de Deus. Trata-se de um diálogo de amor entre
Deus e o homem – de Deus que vem até nós para nos elevar até Si.
Ato penitencial
Todavia, este diálogo de amor parte da verdade. Aliás, qualquer diálogo de amor deve
partir da verdade daqueles que se amam. Reconhecemos que, apesar de Deus nos abrir o Seu
coração, há uma distância infinita entre nós e Ele. E, por isso, realizamos, logo de início, um
acto penitencial.
Não é um exame de consciência. É um momento de silêncio, de preparação do
coração e da mente para o mistério a celebrar e de reconhecimento do poder salvífico de Deus.
Glória
De repente, a atmosfera de penitência dá lugar à alegria exuberante; podemos dizer,
mesmo, estrondosa. Na celebração opera-se uma reviravolta. É o canto da reconciliação, a
aproximação entre o céu e a terra, entre Deus e o homem.
Hino trinitário, por excelência, porque nesta explosão de alegria e louvor somos
envolvidos pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Oração Colecta
A oração colecta encerra esta fase dos primeiros contactos entre nós e Deus.
É uma oração em que o presidente, interpretando os sentimentos, os desejos e a
vontade da assembleia, colige tudo isso numa única prece e dirige-a a Deus, em nome dessa
mesma assembleia, a qual responde
palavras exprimem.
«Ámen», expressando a sua adesão plena ao que as Liturgia da Palavra
- No diálogo entre Deus e o homem, Deus fala sempre em primeiro lugar. Na realidade, só Ele
é capaz de tomar a palavra. A nós compete-nos, apenas, replicar, responder.
- Em cada Domingo, são colocados perante nós alguns dos aspectos marcantes da obra
salvadora de Deus na história dos homens. A liturgia da Palavra assinala e concretiza o ritmo
do ano litúrgico que percorre os passos decisivos da história da Salvação. Daí, a importância
de as leituras serem bem captadas por todos.
- A liturgia da Palavra articula os 2 Testamentos e, por isso, à excepção do Tempo Pascal, a
1ª.
Leitura
os casos, a 3ª. Leitura é sempre o
Tempo Pascal, a 1ª. Leitura é dos Actos dos Apóstolos, revelando as consequências da
ressurreição de Cristo, nomeadamente no que diz respeito ao surgimento e edificação
progressiva das primeiras comunidades cristãs (a Igreja).
- As
atentamente), assim como o Salmo responsorial à 1ª. Leitura.
- O
acabámos de escutar. E essa resposta não deriva dos nossos sentimentos espontâneos,
veiculados por palavras próprias, mas é feita com palavras que nos vêm da própria Escritura.
Resulta da tradição da oração do povo de Deus, que é de inspiração divina (é o Espírito Santo
que reza em nós, “com gemidos inefáveis”, como diz S. Paulo).
Por meio dos Salmos, a nossa resposta, a nossa oração, encontra-se em harmonia com a
palavra de Deus. Rezando os Salmos, entramos na oração de Jesus. São, aliás, as mais belas
orações que podemos rezar. Por eles, escapamos ao isolamento do eu, para que se faça a
vontade de Deus.
- Ao
é sempre do Antigo Testamento e a 2ª. Leitura do Novo Testamento. E, em todos Evangelho (escolhido entre os 4 evangelhos canónicos). No 2 primeiras leituras escutam-se na posição de sentado (atitude de quem ouve Salmo responsorial é um elemento lírico, poético, de resposta à palavra de Deus que Evangelho é dado um relevo especial:
Colocamo-nos de pé, para ir ao encontro de Cristo;
Quaresma). De qualquer forma, é sempre uma aclamação a Jesus Cristo;
É introduzido por uma aclamação própria (Aleluia, normalmente; excepto na
É proclamado por um ministro próprio – diácono ou presbítero;
Inicia-se com uma saudação que as outras leituras não têm;
Faz-se o sinal da Cruz;
Nas Missas mais solenizadas, incensa-se o evangeliário ou leccionário;
- No Evangelho, é o próprio Jesus Cristo que nos fala (Deus, na pessoa do seu Filho). Ao
passo que a mensagem das outras leituras, embora seja palavra de Deus, é-nos comunicada
por um Seu intermediário (profeta, apóstolo…).
- Ao escutar o Evangelho, devemos descobrir ou captar nele a passagem, a expressão ou
palavra que entendemos nos é destinada pessoalmente e que deve ecoar em nós durante toda
a semana.
- Na Homilia, que se segue, o celebrante tratará de sublinhar aquilo que o Senhor quer dizer ao
conjunto da comunidade reunida; mas, para além disso, eu devo reter aquilo que o Senhor me
quer dizer a mim, pessoalmente.
- Um Evangelho bem proclamado é muito mais importante que a homilia que se lhe segue, por
mais bem elaborada que seja (e, isso, deve notar-se).
- A
ainda é mais importante: a leitura da palavra de Deus. Por isso, é mau sinal, ou, pelo menos,
fraco entendimento, escolher a Missa em que se participa apenas em função do pregador.
- A Homilia serve para sublinhar, para realçar os aspectos fundamentais e essenciais da
palavra escutada, ajudar os fiéis na sua compreensão e a tirar para a sua vida as respectivas
consequências; e não para evidenciar os dotes do pregador.
- O pregador fala em nome de Deus, irmão entre irmãos escolhido por Deus para falar em
nome do próprio Deus
pretexto a palavra de Deus. O pregador serve a palavra de Deus (aclara-a, enaltece-a, aplica-a
às situações concretas vividas pelos fiéis), mas nunca se pode servir da palavra de Deus.
- Segue-se a
ou Símbolo dos Apóstolos).
- É a adesão solene às verdades humano-divinas proclamadas em toda a liturgia da Palavra, e
a tomada de consciência de que a fé cristã não é, apenas, uma confiança abstracta em Deus,
mas que se refere à obra concreta de Salvação que Deus-Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo
realizaram e realizam nos homens.
- Não é uma oração individual, mas um acto de toda a Igreja, que excede as minhas hesitações
provenientes da minha pouca fé individual.
- A mesa da liturgia da Palavra conclui com a
No fim de escutar a palavra de Deus, de fazer eco dessa mesma palavra, de louvar e
agradecer a Sua obra de Salvação e expressar a sua fé no Deus, Uno e Trino, Criador e
Salvador, o povo de Deus reunido apresenta a esse mesmo Deus o mundo concreto em que
vive e as suas necessidades temporais e espirituais.
- Por ser universal, a Oração dos Fiéis deve conter, pelo menos, 4 dimensões de petição:
1) A Igreja e as necessidades da sua missão;
2) Os dirigentes da causa pública e a vida temporal do mundo;
3) Aqueles que passam necessidades, dificuldades ou sofrimentos;
4) A comunidade local e as suas necessidades e aspirações.
- O fim/objectivo essencial desta Oração é apresentar diante de Deus todos os homens e as
suas necessidades, sem pedir nada em concreto para este grupo ou aquele ou para esta ou
aquela situação muito concreta, mas, com simplicidade e caridade, recordá-los perante Deus.
Beija-se após a proclamação. Homilia constitui uma parte importante da liturgia da Palavra, mas não pode afogar a que (in persona Christi), e não para veicular opiniões pessoais, tendo como Profissão de Fé (Credo) – seguindo uma de duas fórmulas (nicenoconstantinopolitanaOração dos Fiéis ou Oração Universal. Liturgia da Eucaristia
Se a liturgia da Palavra faz com que cada celebração seja diferente da outra (leituras
diversas e diferentes), a liturgia da Eucaristia tem um conteúdo idêntico em todas as Missas – o
conteúdo que lhe dá essência e fundamento – memorial da morte e ressurreição de Jesus
Cristo. Todas as Missas, em todos os lugares e tempos, são a mesma Missa: a da Páscoa de
Cristo. E, todavia, sempre novas – já que a Páscoa de Cristo é actualizada em cada uma das
Missas.
- A liturgia da Eucaristia começa com a
momento mais de gestos do que de palavras – está-se a preparar a mesa com os instrumentos
e os dons (pão e vinho) com que Jesus Cristo se vai oferecer em sacrifício de amor ao Pai e
nos vai arrebatar, a nós, nessa oferta.
- É um momento de calma entre dois tempos fortes e intensos da Missa: um que mobiliza toda
a atenção da nossa mente e do nosso coração para escutar Deus que nos fala (a liturgia da
Palavra) e outro que vai mobilizar todo o nosso espírito em comunhão com Cristo e os irmãos
(a liturgia da Eucaristia).
- Durante a preparação dos dons, a assembleia está sentada.
- O centro da atenção da assembleia muda da mesa da Palavra (ambão) para a mesa da
Eucaristia (altar).
- A preparação dos dons no altar é o dispor deste para que se torne mesa eucarística.
Preparados os dons, o celebrante convida à
preparação das oferendas ou dos dons. É um oração preparatória do sacrifício eucarístico
(«Orai, irmãos…»).
- A preparação dos dons termina, efectivamente, com a
oferendas
passagem para a
- A partir daqui, a celebração eucarística torna-se praticamente só oração (coração a coração).
Esta passagem não é fácil. Aqui, já não temos o alibi da palavra contextualizada, objecto da
nossa análise e reflexão. Agora é intimidade pura de natureza vertical. Fé e abandono – a
atitude da criança confiante no colo do Pai.
- A Oração Eucarística inicia com o
que a assembleia responde em diálogo, para que os fiéis se associem a ele, sacerdote, na
oração que, em nome de toda a comunidade, ele vai dirigir a Deus-Pai por intermédio de Jesus
Cristo.
- O fim da Oração Eucarística é que toda a assembleia se una a Cristo na proclamação das
maravilhas de Deus e na oblação (oferta) do Sacrifício. O Prefácio serve para nos indicar os
motivos da acção de graças (há diferentes Prefácios, consoante os aspectos específicos do
mistério da Salvação que estamos, em cada um dos dias, a celebrar).
- O Prefácio culmina com a aclamação explosiva de toda a assembleia Àquele que é 3 vezes
Santo, ou seja, a santidade absoluta; e representa a glorificação ao Pai, fonte de todos os
bens. A aclamação do
mesmo e único canto de louvor. Nele e por ele, toda a criação dá graças ao Senhor.
- E o Presidente faz-se eco da aclamação da assembleia:
Santo, sois a fonte de toda a santidade…».
essenciais do mistério e da história da Salvação (que variam consoante a
- O momento central chega com a
aquelas oferendas se encham da energia divina e se transformem realmente no Corpo e
Sangue de Cristo.
dizer que não é uma oração do povo, mas uma oração que o sacerdote, in persona Christi,
dirige a Deus e nela envolve o povo em oferenda. Por isso fala no plural. Mas, na realidade, na
Oração Eucarística, é Cristo que fala à comunidade pela voz do sacerdote, e não é a
comunidade que fala a si mesma. A comunidade, todavia, tem ocasião de manifestar a sua
adesão através de algumas respostas ou exclamações que se realizam em alguns momentos
concretos previstos pela estrutura da Oração.
oração presidencial sobre as (ou oblatas), que é recitada com a assembleia toda de pé. Esta oração opera a Oração Eucarística – a maior e mais importante oração da Igreja. Prefácio. O Prefácio representa o convite do Presidente, a «Santo» representa a união da Igreja terrena e da Igreja celeste num «Vós, Senhor, sois verdadeiramente E continua a oração, invocando aspectos Anáfora escolhida). Epiclese, isto é, a invocação do Espírito Santo para que Advertência: A Oração Eucarística é uma oração presidencial. Isto quer precisamente
- Após a Epiclese, vem o
dos seus discípulos e renovação e actualização dessa sua presença mo meio de nós, seus
discípulos hoje). Aqui se recorre às próprias palavras de Jesus:
o meu Sangue»,
Mim».
- Este memorial torna-se, assim, garantia da Páscoa definitiva, a qual antecipamos em cada
Eucaristia. No fundo, cada Eucaristia celebrada é memorial (memória actualizada) daquilo que
se passou, historicamente, há 2 mil anos e antecipação daquilo que se passará,
escatologicamente, na Páscoa definitiva. Isto, aliás, é bem evidente nas Orações Eucarísticas,
sobretudo na III e na IV.
- Ao memorial da Ceia, segue-se uma
obra realizada por Jesus Cristo continue em nós, que celebramos o memorial, e para que
realizemos, nós também, enquanto comunidade de crentes, aquilo que Jesus realizou.
- Todavia, ainda que acção de graças e memorial da obra salvadora, a Oração Eucarística não
esquece que a Salvação definitiva não chegou ainda e que estamos a caminho. Há um
caminho duro e, por vezes, doloroso a percorrer; e, daí, a necessidade de, na Oração, recordar
as necessidades da Igreja e do mundo. Não já de modo específico, como na Oração dos Fiéis,
mas de maneira mais geral.
- A Oração Eucarística olha, portanto, em 4 direcções: o Pai, Jesus, o Espírito Santo e a Igreja,
Condensa em si 4 formas de oração: louvor, comemoração, súplica, intercessão.
- A Oração Eucarística termina com uma aclamação final de carácter trinitário (
relato da Ceia de Jesus (memorial da presença de Jesus no meio «Isto é o meu Corpo», «Isto é a que se segue um pedido, que é um mandato: «Fazei isto em memória de 2ª. Epiclese, ou invocação do Espírito Santo, para que a Doxologia):
«Por Cristo, com Cristo e em Cristo…»,
respondendo
a que a assembleia exprime a sua adesão total «Amen!».
- Após a Oração Eucarística, seguem-se os
- É para este acto que conduz toda a celebração eucarística – alimentar-se do Corpo e Sangue
de Jesus Cristo (o Banquete Pascal, para o qual é convidada toda a Igreja).
- A Comunhão propriamente dita é antecedida e preparada por 3 ritos: o Pai-Nosso, o gesto da
Paz e a Fracção do Pão.
- Com o
petição o que na Eucaristia se realiza e manifestamos o desejo de tudo aquilo que se nos vai
dar sacramentalmente na Comunhão, ou seja, o pão deste mundo e o pão da vida, o reino de
Deus, o perdão de Deus, a capacidade do perdão mútuo, a libertação do mal.
- O
simpatia). Nele está envolvido o nosso compromisso de trabalhar pela comunhão e
reconciliação entre os irmãos como condição para participar dignamente na mesa do Senhor.
- Não é um gesto de reconciliação individual apenas, mas de reconciliação comunitária. Com o
gesto da paz universal que nos foi trazida por Jesus Cristo, dizemos que, sacramentalmente,
as divisões entre os homens estão superadas, mas que, na realidade concreta e histórica,
ainda não estão; mas que nós nos comprometemos a trabalhar incansavelmente para as
superar.
- A
dispersassem a dar abraços e beijos a toda a gente que se encontra nas imediações, e se o
sacerdote não se precipitasse a realizá-lo. De facto, era precisamente por este gesto que era
intitulada a Eucaristia nas comunidades cristãs primitivas. Porque ele é o ponto culminante de
toda a Eucaristia; porventura, o gesto mais simbólico de toda a celebração.
- O Pão é partido para significar que do único pão que é Jesus Cristo vai participar toda a
assembleia, isto é, ela é uma comunidade porque se alimenta do mesmo pão – Jesus Cristo.
- Enquanto se fracciona o Pão, canta-se ou recita-se o
significar que aquele pão partido é Jesus Cristo partido e entregue à morte por nós.
ritos da Comunhão. Pai-Nosso, a oração do Senhor e a oração dos filhos do mesmo Pai, convertemos em gesto da Paz tem um sentido profundo e comprometedor (não é um cumprimento de Fracção do Pão seria, ou deveria ser, um gesto muito expressivo se as pessoas não se «Cordeiro de Deus», que quer
(Aqui cabe uma referência ao gesto de colocar no cálice uma pequena partícula de pão
– costume muito antigo em que em todas as Igrejas se colocava no cálice um pedaço do pão
consagrado na Missa celebrada pelo Bispo – sinal de comunhão com o seu pastor de todas as
comunidades, significando, ao mesmo tempo, que todas as Missas em todas as igrejas são a
“replicação” da Missa celebrada pelo Bispo na sede diocesana).
- Segue-se, então, a distribuição do pão, ou
procissão, se aproximam da mesa do Senhor.
- Terminada a Comunhão, deveria haver uns momentos de silêncio e recolhimento, de
interiorização e acalmia em relação à intensidade do acto da comunhão.
- O rito da Comunhão termina com a
Comunhão propriamente dita, em que os fiéis, em Oração depois da Comunhão.
Ritos de Conclusão
-É o momento em que o Celebrante invoca sobre toda a assembleia, que a seguir se vai
dispersar, a força e a
cada um e na comunidade. Para que a festa do Domingo continue e se repercuta na vida
quotidiana com a graça e a paz do Senhor.
- Com estes ritos, a celebração eucarística abre-se ao exterior: torna-se missionária. Deus
abençoa e envia:
- Não há qualquer dúvida: o culto cristão não é um acto pontual e separado no interior da nossa
vida quotidiana – desemboca em compromissos concretos.
bênção de Deus, para que aquilo que se celebrou continue a actuar em «Ide em paz…».



Fonte:

Fátima, 13 de Dezembro de 2008
Diác. Acácio Lopes


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