Santo Ireneu de Lyon Textos


Santo Ireneu de Lyon

Padre da Igreja, nascido por volta de 125 a.D.,
Bispo de Lyon (atualmente, Sul da França)


Contra as heresias: «Proclamai a Boa Nova a toda a criação»

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Contra as heresias: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, é a mim que acolhe»

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Contra as heresias: «Hoje vimos maravilhas»

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Contra as heresias, I, 10, 1-2: «São Marcos transmite a todo o mundo a fé dos apóstolos»

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Contra as heresias, III, 11, 8-9: «São Mateus, um dos quatro evangelistas»

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Contra as Heresias, III,14: «São Lucas, companheiro e colaborador dos apóstolos»

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«Domingo de Pentecostes»

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Do Tratado Contra as heresias: «Ele enviou o Espírito Santo»

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Contra as heresias: «Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, quer dizer, então, que chegou até vós o Reino de Deus»

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Contra as heresias, III, 22: «Somos Seus irmãos porque Sua Mãe ouviu a palavra e a pôs em prática»

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Contra as heresias, IV, 20, 7: «O Filho revela o Pai» “Ninguém jamais viu a Deus.  O Filho único, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer” (Jo, 1, 18).

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Contra as heresias, III, 10-11: «Eu vos declaro: Elias já veio»

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Contra as heresias: «Tu revelaste-as aos pequeninos»

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Contra as heresias, III, 22, 3; 23, 1: «Filho de Adão»

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Contra as heresias: «O Deus dos vivos»

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Contra as heresias: «A vinha de Deus»

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Contra as Heresias: «Vem, segue-me»

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Contra as heresias: «Cristo revela o Pai»

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Contra as heresias: «Abraão viu o meu dia e ficou feliz»

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Fonte

Ecclesia

SÁBADO SANTO

NO SÁBADO SANTO honra-se a sepultura de Jesus Cristo e sua descida à mansão dos mortos; depois do sinal do Glória, começa-se a honrar sua gloriosa Ressurreição.

A noite do Sábado Santo, denominada também Vigília Pascal, é especialíssima e solene. A Vigília Pascal era antigamente celebrada à meia-noite, depois mudada, infelizmente, por questões práticas(?). Ela não pode, entretanto,  começar antes do início da noite, e deve terminar antes da aurora do domingo. – É considerada "a mãe de todas as santas vigílias", pois nesta a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, a consumação de toda a nossa fé, e celebra-a com os Sacramentos da Iniciação cristã.

Esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Cristo, tendo nas mãos velas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua Mesa.

A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:

1) A Celebração da Luz;

2) A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua Palavra e em sua Promessa;

3) O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do Sacramento do Batismo;

4) E por fim a tão esperada Comunhão Pascal, na qual rendemos ação de graças à Nosso Senhor por sua Gloriosa Ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.

Adoração da Santa Cruz na Sexta-Feira Santa

Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).
Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.
Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.
Fonte:
Canção Nova

INSTRUÇÃO SOBRE ALGUNS ASPECTOS A RESPEITO DOS SANTOS ÓLEOS

1. A História

            O óleo litúrgico é o óleo de oliveira. Servia no Antigo Testamento para a consagração do Altar, de Sacerdotes, profetas, reis e fazia parte dos sacrifícios. No Novo Testamento é mencionado como meio de honrar o hóspede (Lc 7, 46) e pessoas de estima (Maria Madalena), de curar doentes (Mc 6, 13).

            2. O Uso

            No rito moderno distinguem-se três espécies de óleos santos: o óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o óleo do crisma (é óleo misturado com bálsamo).

a) O óleo dos enfermos constitui matéria do Sacramento da Unção dos Enfermos. Dá a saúde corporal e espiritual, e constitui a unção real para o trono eterno.

b) O óleo dos catecúmenos servia na antiguidade cristã, como o Crisma, para unção dos catecúmenos. Chamava-se o óleo do exorcismo porque devia proteger o catecúmeno contra o demônio. Por isto, no rito do Batismo, a unção com este óleo é feita antes do Batismo.

c) O óleo do crisma remonta, como o óleo dos catecúmenos, ao princípio do terceiro século e se chamava “óleo de ação de graças”. É matéria do Sacramento da Confirmação. Significa a santificação pelo Espírito Santo e sua presença na alma. Por isso, a unção com o Crisma se faz depois do Batismo. É empregado para a ordenação de bispos e presbíteros, na consagração das igrejas e dos altares.

            3. Observações quanto ao manuseio e guarnição

            *Os Santos Óleos devem ser renovados?

Sim. Os Óleos a serem usados nos Sacramentos sejam abençoados ou consagrados recentemente pelo Bispo (cânon 847). Não devem ser usados Óleos velhos. Por isso entende-se que, por ocasião da Missa da Quinta-feira Santa, pela manhã, sejam levados pelos senhores Párocos os Óleos consagrados no dia (em virtude do novo ano, é conveniente esta renovação dos Santos Óleos).

*Que fazer com os Santos Óleos do ano anterior?

            Devem ser queimados. Como não sabemos precisar a evolução de uma possível deterioração dos Santos Óleos, devemos eliminá-los convenientemente. Assim: tomam-se flocos de algodão embebendo-os com os Óleos. Em seguida, coloca-se fogo tendo o cuidado para que os Santos Óleos não se derramem. Assim que o algodão foi consumido pelo fogo, sejam enterrados seus restos.

            *Como conservar os Santos Óleos?

            O Catecismo da Igreja Católica faz menção no n. 1183 para que o Crisma tenha um lugar para ser conservado e venerado. Perto dele podem-se colocar os outros dois óleos. O cânon 847 § 2 diz: “o Pároco obtenha do próprio Bispo os Santos Óleos e com diligência os conserve decorosamente guardados”.

            *Como lavar os vidrinhos?

            Devem ser cuidadosamente lavados com água quente. Esta água deposita-se em plantas ou enterra-se.

            *Que fazer com os vidrinhos vazios?

            Cada ano se precisa novos vidros. É recomendável que sejam trazidos à igreja Catedral para reposição.

            Em espírito de fé, devoção e unidade, colocamos nas mãos dos senhores Párocos este subsídio, para ajudar no trato com os Santos Óleos.

            Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral

Fontes:

A Bíblia de Jerusalém. São Paulo 19852.

Elliott, Peter J., Guía Práctica de Liturgia, EUNSA, 19983.

João Paulo PP II, Carta Apostólica Vicesimus Quintus Annus (04 de dezembro de 1988).

Vv.Aa., Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Vozes; São Paulo: Paulinas, Loyola, Ave-Maria, 19933.

Vv.Aa., Código de Direito Canônico. Conferência dos Bispos do Brasil. Edições Loyola, São Paulo, 199811.

Elaborado pelos Revmos. Mons. Américo Cemin e Pe. César Augusto Worst.

Paroquia da Piedade

Bênção dos Santos Óleos – rito antigo, no missa de Pio V

As notícias históricas apontam que a Bênção dos Santos Óleos era realizada já no século V.

A Bênção dos Santos Óleos era feita na 5ª feira Santa pelo Bispo, assistido por 12 sacerdotes, 7 diáconos e 7 subdiáconos, na missa solene, numa mesa colocada na frente do altar. A bênção do Óleo dos Enfermos era a mais simples, feita no final da Oração Eucarística, antes das palavras “per quem haec, omnia, Domine, sempre bona creas…” Depois da comunhão, fazia-se a bênção do Santo Crisma, de modo muito solene e, por fim, a bênção do Óleo dos Catecúmenos.

O Bispo, antes de abençoar os Santos Óleos, rezava uma oração de exorcismo sobre os óleos. Para a bênção do Santo Crisma, o Bispo e os 12 sacerdotes sopravam três vezes, em forma de cruz, sobre o Óleo Crismal, simbolizando a santificação do Espírito Santo. Depois da bênção, o Bispo e os sacerdotes faziam três reverências para os vasos que continham os Santos Óleos.

Bênção dos Santos Óleos – rito atual

A Bênção dos Santos Óleos, no atual rito da Liturgia Romana, é realizada de muito simples e obedece a seguinte ordem: o Óleo dos Enfermos acontece antes do término da Oração Eucarística, a bênção do Óleo dos Catecúmenos e a Consagração do Santo Crisma são feitos depois da comunhão. Por motivos pastorais, existe a possibilidade de que as Bênçãos sejam realizadas após a Liturgia da Palavra, depois da homilia.

No rito realizado dentro da missa, no momento da apresentação dos dons, os diáconos e, na falta deles, os presbíteros ou mesmo leigos, levam os óleos ao presbitério com a seguinte ordem: primeiro, o ministro leva o vaso com perfumes. Em seguida vem o ministro com o óleo dos catecúmenos, seguido do ministro com o óleo dos enfermos e, por fim, o ministro que traz o óleo do crisma. É costume que os vasos que contém estes óleos venham cobertos com véus de cor roxa (óleo dos enfermos), verde (óleo dos catecúmenos) branco (óleo do crisma). Cada um dos ministros que traz os vasos com óleos, apresenta-os ao bispo e diz em alta voz: “eis o óleo do crisma” e assim procedem os demais ministros, cada qual nomeando o respectivo óleo.

Para a consagração do Santo Crisma, todos os presbíteros reúnem-se ao redor do vaso que contém o óleo crismal. O bispo prepara os perfumes que serão colocados dentro do óleo do Crisma e, após misturar o perfume no óleo crismal, sopra sobre o vaso do crisma, como sinal do sopro do Espírito Santo. Durante a oração consacratória, o bispo e todos os presbíteros fazem a imposição das mãos, estendendo a mão direita invocando o Espírito Santo, para que consagre o Crisma.

Fonte:

www.liturgia.pro.br

SANTOS ÓLEOS

Entre os símbolos sacramentais usados pela Liturgia da Igreja, óleo simboliza a alegria e o perfume do Espírito Santoem nós. Assimcomo o óleo penetra no ungido, assim penetra a graça divina naquele que foi ungido sacramentalmente.
Óleo é uma palavra de origem latina, “oleum”, derivada do grego “élaion”, que designa o óleo extraído dos olivais (élaia).
O óleo tem a finalidade faz brilhar o rosto (Sl 103, 15) e é símbolo da alegria (Sl 44, 8).  Penetrante, sua unção significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética (Ex 29, 7). Mesmo edifícios e objetos são consagrados com a unção do óleo (Gn 28, 18). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo é também o ungüento que alivia as dores e que fortalece os lutadores, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
A Liturgia da Igreja privilegia três óleos, chamando-os de “Santos Óleos”: Óleo dos enfermos, Óleo dos catecúmenos e Óleo do Santo Crisma. Os dois primeiros Santos Óleos são abençoados e o terceiro, o Óleo Crismal, é consagrado na missa crismal que o Bispo celebra com todo o seu presbitério na 5ª feira santa pela manhã.
Óleo dos Catecúmenos concede a força do Espírito Santo aqueles que serão batizados para que possam ser lutadores de Deus, ao lado de Cristo, contra o Espírito do mal. Este óleo poderá ser abençoado pelo padre, antes de ser usado. Por motivos pastorais, a unção com o Óleo Catecumenal poderá ser omitido na celebração do Batismo ou antes da celebração do mesmo. O batizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.
Óleo dos Enfermos que, em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo padre, antes da unção do enfermo, é um sinal sensível utilizado pelo sacramento da Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.
Santo Crisma é um óleo perfumado utilizado nas unções consacratórias dos seguintes sacramentos: depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte; na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do néo-sacerdote. Também é usado em outros ritos consacratórios, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas). Em todos estes casos, o Santo Crisma recorda a vinda do Espírito Santo que penetra as pessoas como o óleo impregna a cada um deles que o toca. Ele faz com que pessoas sejam ungidas com a unção real, sacerdotal e profética de Jesus Cristo.
Os Santos Óleos, de modo particular o Santo Crisma, têm caráter sacramental. Antigamente, os Óleos eram guardados dentro de um pequeno sacrário, costume este que está voltando em muitas comunidades, como sinal de respeito.
As Bênçãos dos óleos são com finalidade sacramental, quer dizer, para uso no sacramento, devendo ser queimado logoem seguida. Nãose benzem óleos pela rádio e nem mesmo nas missas para que as pessoas levem para as casas para ungir doentes, por exemplo.
Fonte:

Ofício das Trevas ou Tenebrae

 Academia Internacional de Estudos Litúrgicos São Gregório Magno, tem o prazer de trazer a todos a forma Clássica do Ofício das Trevas ou Tenebrae, segundo as rubricas e textos do Breviarium Romanum de 1960, último promulgado pelo beato papa João XXIII.
Ofício das Trevas na Forma Extraordinária existe em três dias da Semana Santa: Quinta-feira, Sexta-Feira e Sábado, sendo composto de duas horas litúrgicas (as Matinas e as Laudes) e, por regra, celebra-se antecipadamente na noite anterior (o de Quinta, na noite da Quarta-feira Santa, por exemplo). Enquanto rezam-se os salmos, apagam-se as velas, deixando a igreja na escuridão, por isso seu nome de Ofício das Trevas.
Diz-nos o documento Paschalis Sollemnitatis (n. 40) sobre ele:
Este oficio, outrora chamado das trevas, conserve o devido lugar na devoção dos fiéis, para contemplar em piedosa meditação a paixão, morte e sepultura do Senhor, à espera do anúncio da sua ressurreição.
E aqui temos, pois, uma versão bilingue (latim/português) do Ofício das Trevas na Forma Extraordinária, contendo também as rubricas para o que é necessário para sua celebração. Este texto é o da Quinta-feira Santa, por isso, o dia ideal de sua celebração seria a Quarta-feira Santa, mas para as paróquias que não seguem a Forma Extraordinária, não parece errado usá-lo como subsídio em qualquer outro dia da Semana Santa.
O texto vem em duas formas:
Leitura e uso (em pdf com páginas corridas).
Impressão (pronto para ser levado às gráficas e impresso em livreto).
Esperamos que seja útil e pedimos a divulgação!
Caso procurem o Ofício das Trevas na Forma Ordinária, podem encontrá-los aqui: Sexta-feira Santa eSábado Santo.
FONTE:

Lumen Veritatis


Lumen Veritatis - Revista de Inspiração Tomista


É  uma Revista de publicação trimestral editada pelo IFAT-ITTA que pretende ser um instrumento de divulgação do pensamento de São Tomás de Aquino e de incremento da cultura cristã, promovendo um diálogo crítico entre o pensamento escolástico e as demais correntes filosóficas.

Edições anteriores

Joseph Ratzinger. Jesus de Nazaré: Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição

Carlos Werner Benjumea

Resumo


O segundo volume do livro “Jesus de Nazaré”, do Papa Bento XVI, veio a lume recentemente, confirmando a grande expectativa causada pelo anúncio de sua iminente publicação. Foram já vendidos cerca de um milhão de exemplares da obra, editada em sete línguas. A versão em português do Brasil chegou às livrarias em maio de 2011, por meio da editora Planeta.

Palavras-chave


Bento XVI; Ratzinger livros; Ratzinger Jesus de Nazaré; Jesus de Nazaré Ratzinger Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição; exegese

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OS MISTÉRIOS DA VIDA DE CRISTO NAS CARTAS DE SANTO INÁCIODE ANTIOQUIA E SUA IMPORTÂNCIA ATUAL

Álvaro Barreiro

RESUMO


O objetivo deste artigo é mostrar o lugar central que ocupam os mistérios da vida de Cristo – especialmente a encarnação e o nascimento, a paixão, a morte e a ressurreição – nas cartas de Santo Inácio de Antioquia e as razões pelas quais ocupam esse lugar. Ainda que de maneira muito breve, acenaremos também à importância que têm os mistérios da vida de Cristo na estrutura e na dinâmica dos Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola. O que pretendemos mostrar com o nosso estudo é a importância e a atualidade dos mistérios da vida de Cristo para viver e testemunhar a fé cristã nos nossos dias. De fato, nas pessoas que nos nossos dias, na passagem do século XX para o século XXI, praticam a contemplação – e a conseqüente reflexão – sobre a vida de Jesus, sobre suas palavras e ações, continuam a brotar, como em Inácio de Antioquia, na passagem do século I para o século II, e em Inácio de Loyola, no século XVI, o amor apaixonado a Jesus Cristo, o desejo de segui-lo e o desejo de entregar-se ao serviço da comunidade dos seus discípulos, que é a Igreja, e ao serviço dos mais necessitados e excluídos das nossas sociedades.

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Fonte:

A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

J. B. Libânio

RESUMO


A Escatologia é sempre um tema mordente. Quando a Igreja tridentina se entregou à gigantesca empresa de elevar o nível espiritual de uma Europa saída da Idade Média menos cristã que se julgava, lançou mão do grande recurso da pregação ameaçadora dos Novíssimos. Quando em certos rincões a Teologia parecia sem futuro, brota como fonte renovadora a Teologia do Futuro. A Escatologia é seiva que revitaliza.

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Fonte:

O matrimônio – entre o ideal cristão

Por Mestranda em Teologia do Programa de Estudos Pós Graduados em Teologia, PUC/SP. E-mail: reginagraciani@uol.com.br

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No AT, obedece ao desenvolvimento histórico-cultural de Israel: baseado em documentos bem antigos, aparece a família patriarcal, onde o marido é o núcleo fundamental em torno do qual se organiza a família israelita. O matrimônio permite a poligamia, mas a monogamia foi o estado mais frequente na família judaica e considerada a forma ideal (Gn 2,21-24). Ainda relacionado ao matrimônio, há em Israel:

• o tabu do incesto

• o levirato: um irmão ou parente deve dar descendência ao defunto com a viúva

• o divórcio: por meio de libelo ou de repúdio; as mulheres não podiam pedir o divórcio

O casamento adquire um caráter religioso ao ser introduzido no âmbito da Aliança.

O livro de Tobias descreve um matrimônio ideal reunindo todos os elementos positivos: fecundidade, amor personalista, clima religioso. Na família de Tobias se vê como os valores humanos e terrenos são vividos à luz de Deus, com quem o casal trata confidencialmente.

No NT, se vê que a revelação de Jesus Cristo vem completar o mistério do amor conjugal: seu ensinamento se coloca na linha de querer levar à plena realização a realidade do amor tal como foi dado pelo Criador.

A Igreja primitiva, seguindo a orientação de Jesus, se ateve ao ideal de indissolubilidade: entre cristãos não pode existir divórcio. O NT reprova explicitamente o adultério, que é avaliado com gravidade. Além da falta de justiça que ele supõe, expressa no AT, ele adquire maior gravidade por ir contra a indissolubilidade do matrimônio, imagem da união de Cristo com a Igreja, e da igualdade em Cristo.

Na era patrística, o matrimônio é considerado como um âmbito da vida real no qual se devem verificar e pôr à prática as atitudes morais cristãs: é o âmbito da vocação cristã. A doutrina de Clemente de Alexandria diz que os fins do matrimônio não se reduzem à procriação, também contam o mútuo apoio e a vida de relação entre os casados. 

 Há o esboço de uma moral sexual matrimonial nesse sentido, aprofundada por Santo Agostinho. A moralidade da relação conjugal deste santo pode ser sintetizada assim: 

• a procriação dos $lhos é o $m do matrimônio; por conseguinte, o ato conjugal não é pecaminoso, embora ele não encontre nenhum outro ato humano que sirva de ocasião para que se transmita o pecado original; 

• é um ato legítimo e honroso, mais ainda, um dever, enquanto encaminhado para o $m ao qual está naturalmente ordenado. A experiência pessoal pecaminosa de Agostinho vivida em sua própria sexualidade pesou muito na atitude que adotou diante da condição humana. 

Os pensadores posteriores utilizaram tal teologia agostiniana como um critério seletivo, centrando-se principalmente em seus aspectos pessimistas. Assim, por esse caminho, se chegou a identi"car o prazer sexual como uma consequência da queda do homem e um pecado.

Na Idade Média, os séculos XI, XII e XIII foram decisivos para a sacramentalidade matrimonial, quando se esclarece a “essência” do casamento, prevalecendo a perspectiva de contrato diante da consumação sexual.

Para Alberto Magno, não há pecado na cópula matrimonial: a relação carnal entre esposos tem uma "nalidade sacramental além da intenção de procriar. Tomás se afastou da tendência agostiniana de suspeitar de todo prazer: é um fato natural enquanto governado pela razão. Diz ele que “Deus nada faz em vão”; se existem órgãos sexuais, é para que sejam utilizados. 

Dois aspectos re+etem a notável originalidade teórica e a grande sensibilidade prática de Tomás: a vida conjugal como máxima amizade e a instituição matrimonial como bem civil, a dimensão social ou cultural do matrimônio. As seitas heréticas dos séculos XII e XIII atacaram decididamente o conceito do matrimônio e se opuseram a um comportamento sexual normal e equilibrado. Os mais destacados adversários foram os cátaros, cujas teses eram: – todo prazer da carne é culposo; o matrimônio não é mais que a organização desse prazer (é um meretricium, um lupanar); – a geração humana é obra do diabo; ela faz descer a um corpo miserável uma alma que vivia feliz junto a Deus. – O concílio de Trento em sua doutrina sobre o matrimônio constitui a consolidação de um processo de “teologização” e “eclesialização” da instituição matrimonial. Trento introduziu a grande.


O crescimento da igreja e os grupos familiares

 Por  José Olavo da Costa, Mestre em Teologia pelo Instituto Bíblico Betel Brasileiro-PB, Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER, Graduado em Pedagogia pela UFRN e em Teologia pela Escola Superior de Teologia-EST, e Aluno do Curso de Filosofia da Faculdade Dom Heitor Sales – FAHS

É pertinente observarmos que a igreja primitiva surge e se estabelece por um longo período nos lares. Havia grade comunhão, pois “[...] partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46). Compreendemos que o propósito da comunhão e da singeleza de coração da igreja primitiva, ocorria na relação dos pequenos grupos familiares, ou seja, “de casa em casa”. As igrejas nos lares possibilitam um espaço ideal, para vivermos em favor do outro com responsabilidade recíproca. Isso não dispensará a confissão mútua de pecados. Como afirma Simson:
 Quando as pessoas confessam uma diante das outras seus pecados e se perdoam mutuamente (Cl 2.13), elas param de ter uma vida dúplice uns perante os outros, rompendo o poder do pecado oculto. Confessam suas próprias carências de perdão e graça, podem tirar as belas máscaras e finalmente ser autênticas, ganhando assim a aceitação e o amor de outros pecadores, que na verdade estão na mesma situação (Simson, 2001, p.104).

Somente os pequenos grupos, que se reúnem regularmente para desenvolver a mutualidade, geram o espaço onde os relacionamentos profundos podem acontecer. A igreja não conseguirá outro meio de ser igreja a menos que fracione seu rebanho em pequenas células (que chamamos de pequenos grupos) reprodutoras de relacionamentos (KIVITZ, 2008, p.63).

Para Grudem (2005, p. 88): “um pequeno grupo deve tratar de como as ovelhas podem aprender e graciosamente cuidar uma das outras conforme a palavra de Deus”. Vendo a necessidade que a igreja possui de compreender sobre a importância do cuidado mútuo de um para com o outro, seguindo o exemplo do amor de Cristo. Faz-se necessário discorre-se sobre a importância do ministério de casais como instrumento de crescimento da igreja local e do fortalecimento da comunhão no convívio familiar.

O crescimento da igreja e o ministério de casais

Entre o casal, ocorre à evangelização recíproca, feita por palavras e por gestos que testemunham o milagre intimo operado por Deus em cada um: “os cônjuges cristãos constituem um para o outro, para os filhos e demais familiares, cooperadores da graça e cooperadores da fé”. (SPREAFICO, 1992, p.82). 


DIVISÃO E CONTEÚDO: Evangelho de S. Mateus




Apesar dos característicos agrupamentos de narrações, não é fácil determinar o plano ou estabelecer as grandes divisões do livro. Dos tipos de distribuição propostos pelos críticos, podemos referir três:
1. Segundo o plano geográfico: o ministério de Jesus na Galileia (4,12b-13,58), a sua actividade nas regiões limítrofes da Galileia e a caminho de Jerusalém (14,1-20,34), ensinamentos, Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém (21,1-28,20).
2. Segundo os cinco “discursos”, subordinando a estes as outras narrações: resulta daí um destaque para a dimensão doutrinal e histórica da existência cristã.
3. Segundo o objectivo de referir o drama da existência de Jesus: Mateus apresenta o Messias em quem o povo judeu recusa acreditar (3,1-13,58) e que, percorrendo o caminho da cruz, chega à glória da Ressurreição (14-28).
Aqui, limitamo-nos a destacar:
I. Evangelho da Infância de Jesus (1,1-2,23);
II. Anúncio do Reino do Céu (3,1-25,46);
III. Paixão e Ressurreição de Jesus (26,1-28,20).

TEOLOGIA
Escrevendo entre judeus e para judeus, Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. A partir do exemplo do Senhor, reflecte a praxe eclesial de explicar o mistério messiânico mediante o recurso aos textos da Escritura e de interpretar a Escritura à luz de Cristo. Esta característica marcante contribui para compreender o significado do cumprimento da Lei e dos Profetas: Cristo realiza as Escrituras, não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos da Escritura neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.
Nele ressaltam cinco blocos de palavras ou “discursos” de Jesus: 5,1-7,28; 8,1-10,42; 11,1-13,52; 13,53-18,35; 19,1-25,46. Ocupam um importante lugar na trama do livro, tendo a encerrá-los as mesmas palavras (7,28), e apresentam sucessivamente: “a justiça do Reino” (5-7), os arautos do Reino (10), os mistérios do Reino (13), os filhos do Reino (18) e a necessária vigilância na expectativa da manifestação última do Reino (24-25).
Desde o séc. II, o Evangelho de Mateus foi considerado como o “Evangelho da Igreja”, em virtude das tradições que lhe dizem respeito e da riqueza e ordenação do seu conteúdo, que o tornavam privilegiado na catequese e na liturgia. O Reino proclamado por Jesus como juízo iminente é, antes de mais, presença misteriosa de salvação já actuante no mundo. Na sua condição de peregrina, a Igreja é “o verdadeiro Israel” onde o discípulo é convidado à conversão e à missão, lugar de tensão ética e penitente, mas também realidade sacramental e presença de salvação. Não identificando a Igreja com o Reino do Céu, Mateus continua hoje a recordar-lhe o seu verdadeiro rosto: uma instituição necessária e uma comunidade provisória, na perspectiva do Reino de Deus.
Como os outros Evangelhos, o de Mateus refere a vida e os ensinamentos de Jesus, mas de um modo próprio, explicitando a cristologia primitiva: em Jesus de Nazaré cumprem-se as profecias; Ele é o Salvador esperado, o Emanuel, o «Deus connosco» (1,23) até à consumação da História (28,20); é o Mestre por excelência que ensina com autoridade e interpreta o que a Lei e os Profetas afirmam acerca do Reino do Céu (= Reino de Deus); é o Messias, no qual converge o passado, o presente e o futuro e que, inaugurando o Reino de Deus, investe a comunidade dos discípulos a Igreja do seu poder salvífico.
Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de David e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.

Testemunho dos Padres da Igreja sobre Evangelho de S. Mateus

Papias
Este pai apostólico, que foi discípulo do apóstolo João ou do presbítero João, identificou este evangelho como de Mateus, apóstolo do Senhor:
"Mateus compôs sua história [a respeito de Jesus] em dialeto hebraico e cada um traduzia segundo a sua capacidade" (Papias de Hierápolis - História Eclesiástica de Eusébio)

Ireneu
O bispo de Lyon, na França, declarou o seguinte a respeito deste evangelho e seu autor:
"Mateus, de fato, produziu seu evangelho escrito entre os hebreus no dialeto deles..." (Irineu de Lyon - História Eclesiástica de Eusébio)

Orígenes
Declara a autoria deste Evangelho a Mateus, conferindo-lhe natureza autoritária:
"Segundo aprendi com a tradição a respeito dos quatro evangelhos, que são os únicos inquestionáveis em toda Igreja de Deus em todo o mundo. O primeiro é escrito de acordo com Mateus, o mesmo que fora publicano, mas depois apóstolo de Jesus Cristo, o qual, tendo-o publicado para os convertidos judeus o escreveu em hebraico" (Orígenes - História Eclesiástica de Eusébio)

Eusébio
O bispo de Cesareia, que herdou a formação teológica de Orígenes, aceita o testemunho antigo e aprova a autoria de Mateus neste evangelho:
"...de todos os discípulos, Mateus e João são os únicos que nos deixaram comentários escritos e, mesmo eles, foram forçados a isso. Mateus tendo primeiro proclamado o evangelho em hebraico, quando estava para ir também às outras nações, colocou-o por escrito em sua língua natal e assim, por meio de seus escritos, supriu a necessidade de sua presença entre eles." (Eusébio de Cesareia - História Eclesiástica)

Edward Nicholson (1881) seguindo Jerônimo (Em Mattheum 12:13) sustenta que existia entre as comunidades dos Nazarenos e Ebionitas, um evangelho comumente referido como o Evangelho dos Hebreus. Ele foi escrito em aramaico e sua autoria era atribuída a São Mateus. De fato, os Padres da Igreja, enquanto o Evangelho dos hebreus ainda circulava e era lido, sempre se referiam a ele com respeito. Os primeiros Padres da Igreja (Clemente de Alexandria, Irineu, Orígenes, Jerônimo, etc) todos fizeram suas referências a este evangelho de Mateus.

Bernhard Pick (1882) acredita que o apóstolo Mateus escreveu um relato de testemunha ocular em hebraico, sobre a vida de Jesus, muito antes de qualquer um dos evangelhos canônicos e que este Evangelho dos hebreus era considerado autêntico, realizada em grande consideração pelos primeiros líderes da Igreja e foi a base para evangelhos futuros, incluindo o Evangelho de Mateus na Bíblia.