22/09/2020

São Francisco de Sales

"É o amor que dá o valor a todas as nossas obras."
(São Francisco de Sales)
Recado Santo - Mensagens que santificam

Narração do Dilúvio da Epopéia de Gilgamesk (Relato Babilônico)

Narração do Dilúvio da Epopéia de Gilgamesk

(Relato Babilônico)

GILGAMESH fez uma longa e difícil viagem para aprender de Utnapishtim como este veio a adquirir a vida eterna. Como resposta às suas perguntas, Utnapishtim conta a seguinte estória. Houve um tempo quando os deuses destruíram a antiga cidade de Shurupak mediante uma grande inundação. Mas Utnapishitim, alertado por Ea (Enki), conseguiu sobreviver construindo um grande barco. Sua imortalidade foi uma dádiva concedida pelos deuses arrependidos em reconhecimento à sua ingenuidade e fidelidade ao restituir o sacrifício.

Shurupak - uma cidade que tu conheces e que está estabelecida à margem do Eufrates; era cidade antiga, (como eram) os deuses que nela (habitavam), quando seus corações levaram os deuses a provocarem uma grande inundação. Ali estavam Anu, Enlil seu pai valente, seus conselheiros, N murta, seu arauto, Enuge, seu N. Ninigiku-Ea também esta ali com eles; ele repete suas palavras para a choça de juncos (casa de Utnapishitim): Choça de juncos, choça de juncos! Paredes! Paredes! Choça de juncos, dai ouvidos! Paredes reflitam! Homem de Shurupak (Utnapishtim), filho de Ubar-Tutu, Lágrimas descerão (sobre esta) casa, construa um barco! Abandone suas posses, busque pela vida. Despreze a propriedade e mantenha a alma viva. Entre no barco e tome consigo a semente de tudo que vive. O barco que tu deves construir deve ter estas dimensões. Iguais devem ser a largura e o comprimento. Como o Apsu (águas subterrâneas) tu deves lhe fazer um teto.

Eu compreendi e disse para Ea, meu Senhor: Eis me, meu senhor, ao que tu ordenares, ficarei honrado em cumprir. Contudo, o que eu devo dizer à cidade, ao povo e aos anciãos? Ea abriu sua boca para falar, dizendo-me a mim seu servo: desse modo tu deverás dizer-lhes: eu aprendi que Enlil é hostil para comigo, de maneira que eu não posso residir em vossa cidade, nem pôr os meus pés no território de Enlil. Para as profundezas, portanto, eu a mandarei, para crescer com meu senhor Ea. Quanto a vós derramarei em abundância, os pássaros mais seletos, os peixes mais raros. A terra ficará cheia de ricas colheitas. Aquele que ao anoitecer ordenar às espigas, choverá sobre ele uma chuva de trigo (para iludir aos habitantes de Shurupak quanto à real intenção da chuva). Com o primeiro raiar da aurora, a terra se ajuntará ao meu redor.

[N. do T.: aqui o texto está muito fragmentado para se traduzir]

Alguns devem levar betume, enquanto as demais coisas que são necessárias forem trazidas. No quinto dia eu apresentarei o madeiramento. Um acre (inteiro) era o seu pavimento, dez dúzias de cúbitos a altura de cada uma de suas paredes, doze cúbitos cada mureta do convés. Acabei de fazer cada um de seus lados e os juntei. Eu a fiz com seis pavimentos, dividindo o barco em sete partes, seu pavimento plano eu dividi em nove partes. Fiz a vedação. Fiz o mastro e preparei os suprimentos. Derramei oito medidas de betume na fornalha, três de asfalto e também espalhei por dentro. Ao lado de uma de óleo que a calafetação consumiu, e duas de óleo que o barqueiro utilizou. Eu imolei dois bois para o povo, e uma ovelha a cada dia. Mosto, vinho, óleo e vinagre eu ofereci aos trabalhadores para que bebessem,como também água do rio, para que eles pudessem festejar o Ano Novo... no sétimo dia o barco ficou pronto. O lançamento foi muito difícil, de maneira que eles tinham que erguer a prancha para cima e para baixo, até que dois terços da estrutura entrasse na água. Por causa de tudo que eu tinha carregado; por tudo que eu tinha carregado de prata; por tudo que eu tinha carregado de ouro; por tudo que eu tinha carregado de todos os seres vivos. Toda minha família e parentes que eu mandei a bordo do barco. Os animais do campo, as criaturas selvagens do campo, toda a tripulação que embarquei.

Shamash havia me estipulado um tempo: quando ele ficasse inquieto à noite ordenaria que chovesse uma chuva de destruição. Entre em teu barco e feche a porta! E ele declarou que o tempo havia chegado: aquele que fica inquieto à noite ordenou que chovesse uma chuva de destruição. E notei a aparência do tempo. O tempo era terrível de se contemplar. Para fechar (todo) o barco, Puzur-Amurri, o barqueiro, teve minha ajuda para juntar tudo que era necessário. Com o primeiro raiar da aurora, uma nuvem negra ergueu-se no horizonte. Dentro dela os trovões de Adad (deus da tempestade e da chuva), enquanto Shallat e Hanish (Arautos de Adad) iam adiante, movendo-se como precursores sobre as colinas e o planalto. Erregal (Nergal, o deus do mundo subterrâneo) faz o anúncio (fora da barragem); Apresenta-se Ninurta e ordena que se abram os diques. Annunaki eleva as tochas, colocando a terra em chamas com seus raios. A consternação de Adad chega aos céus, tornando tudo que era luz em treva. A extensa terra foi destruída como um vaso de barro (que cai)! Por um dia a tempestade devastou (a tudo), amontoando rapidamente tudo o que devastou, submergindo as montanhas, sobrepujando as pessoas como numa batalha. Ninguém podia ver seu companheiro, nem pode o povo ser reconhecido desde o céu. Os deuses (que habitavam a cidade) estavam assustados por causa do dilúvio, e, retiraram-se ascendendo ao céu de Anu. Os deuses encolheram-se como cães que se agacham contra a parte baixa de um muro. Ishtar gritava como uma mulher no trabalho (de parto), a senhora de voz suave entre os deuses gemia em voz alta: ai, os dias passados voltaram para o barro, por que me conduzi erroneamente na assembléia dos deuses, como eu pude me conduzir desse modo na assembléia dos deuses, ordenando uma batalha para a destruição de meu povo, quando fui eu mesma quem o fez nascer! Como as ovas dos peixes eles enchem o mar! Os deuses de Anunaki choraram com ela, seus lábios se cerraram... (ao ver a) todos. Seis dias e seis noites sopram aos ventos, da inundação enquanto varre a terra. Quando chegou sétimo dia, a inundação (levou) a tempestade e acalmou a batalha, que havia sido feita como (faz) um exército. O mar se calou, a tempestade ficou imóvel, a inundação cessou. Eu observei o tempo: a calmaria se estabeleceu, e toda a humanidade retornou ao barro. A paisagem era tão plana como um telhado. Abri uma escotilha, e senti a luz sobre meu rosto. Curvei-me lentamente, assentei-me e chorei, e as lágrimas desceram pela minha face. Eu olhei ac redor para as linhas da costa no grande mar: em cada uma das quatorze (regiões); lá emergia uma região (montanha).

O barco veio a se deter sobre o monte Nisir. O monte sustentou firmemente o barco, não permitindo nenhum movimento.

[N. do T.: aqui há um trecho indecifrável o1 perdido]

(Por seis dias o barco fico, firmemente preso ao Monte Nisir.) Quando chegou o sétimo dia eu me apresentei e liberte uma pomba. A pomba foi adi ante, mas voltou; não havia lugar para repousar por isso ele voou ao redor e voltou. Então me apresentei e libertei uma andorinha. A andorinha foi adi ante, mas retornou; não havia lugar para repousar por isso ela voou ao redor e voltou.

Em seguida, me apresente e libertei um corvo. O corvo foi adiante e vendo que as água haviam diminuído, ele comeu fez círculos, grasnou, e não retornou. Eu deixei todos saírem para os quatro ventos e ofereci um sacrifício. Fiz uma libação no topo do monte. Alinhei de sete em sete vasos no devido lugar e amontoei cana, cedro e murta. Os deuses sentiram o aroma, os deuses sentiram o doce aroma, os deuses se ajuntaram como aves sobre o sacrificador. Assim que a grande deusa (Ishtar/Ninurti) se aproximou, ela ergueu grandes jóias que Anu fabricou para seu punho; Sim, deuses presentes, tão certo quanto este lápis-lazuli em meu pescoço eu não esquecerei, me lembrarei destes dias, não (os) esquecendo jamais. Que os deuses se aproximem do ofertante; (Contudo,) Enlil não se aproxime dele, por que ele, sem moderação, trouxe o dilúvio e meu povo foi entregue à destruição.

Tão logo Enlil se aproximou, e viu o barco, Enlil ficou furioso, ele ficou cheio de ira contra os deuses Igigi (deuses celestiais): Alguma alma vivente escapou? Nenhum homem deveria escapar à destruição!

Ninurta abriu sua boca para falar, dizendo ao valente Enlil: quem outro, além de Ea, pode fazer planos? Ea sozinho é quem sabe todas as questões? Ea abriu sua boca para falar, dizendo ao valente Enlil: tu é o mais sábio dos deuses, tu herói, como pudestes tu, sem medida, trazer o dilúvio? Sobre o pecador imponha seu pecado, sobre o transgressor imponha sua transgressão!

Ao invés de trazer-lhes o dilúvio, melhor seria que um leão se levantasse para diminuir a humanidade!

Ao invés de trazer-lhes o dilúvio, melhor seria que um lobo se levantasse para diminuir a humanidade!

Ao invés de trazer-lhes o dilúvio, que a peste se levantas-se para ferir a humanidade! Não fui eu quem descobriu o segredo dos grandes deuses. Eu fiz com que Atrahasis (Extrema-mente Sábio, um epíteto de Utnapishtim) tivesse um sonho, e ele percebeu (descobriu) o segredo dos deuses.

Agora receba este conselho com relação a ele! Imediatamente Enlil deixou o barco. Sustentando-me pela mão, me levou para fora. Ele levou minha esposa para fora e a fez se prostrar ao meu lado. Ficando de pé entre nós, tocou nossas frontes e nos abençoou: Até agora Utnapishtim foi humano. Daqui em diante Utnapishtim e sua esposa serão como os deuses. Utnapishtim habitará longe, na montanha dos rios! Assim ele me tomou e me fez habitar muito longe, na montanha dos rios. Fim

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo

(Sermo 46,18-19: CCL 41,544-546) (Séc.V)

A Igreja, qual videira, ao crescer estende-se por todos os lados

Por todo monte, por toda colina e por toda a face da terra se dispersaram (Ez 34,6). Que significa: Por toda a face da terra se dispersaram?Entregando-se a tudo que é terreno, amam o que brilha na face da terra, preferem isto. Não querem morrer para que sua vida fique escondida em Cristo. Por toda a face da terra, pelo amor às coisas terenas; ou porque há ovelhas desgarradas por toda a face da terra. Estão em diversos lugares; uma só mãe, a soberba, as deu à luz, como uma só, a nossa mãe católica, gerou todos os fiéis cristãos dispersos por todo o mundo.

Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade. Contudo esta mãe católica, este pastor dentro dela procura por toda parte os desgarrados, fortifica os enfermos, cura os doentes, pensa os fraturados; a uns por meio destes, a outros por meio daqueles, sem se conhecerem mutuamente. No entanto ela a todos conhece porque por todos se estende.

Ela se assemelha à videira que, ao crescer, se estende por todos os lados; junto dela há ramos inúteis, cortados pela foice do agricultor por causa de sua esterilidade, de sorte que a videira é podada, não amputada. Estes ramos, onde foram cortados, aí ficaram.

A videira, porém, crescendo por todos os lados, não só conhece os ramos presos a ela, mas ainda os que foram cortados. Todavia aí vai buscar os erradios porque a respeito dos ramos partidos diz o Apóstolo: Deus é poderoso para enxertá-los de novo (Rm 11,23). Quer compares a ovelhas desgarradas do rebanho, quer a ramos cortados da videira, não é menos poderoso Deus para reconduzir as ovelhas do que é para enxertar os ramos, pois é o grande pastor, o agricultor verdadeiro. E por toda a face da terra se dispersaram; e não houve quem as buscasse, quem as reconduzisse; entre os maus pastores, porém, não houve um homem que as procurasse (cf. Ez 34,7).

Por isso ouvi, pastores, a palavra do Senhor: Por minha vida, diz o Senhor Deus (cf. Ez 34,7). Vede por onde começa. Como por um juramento de Deus, um testemunho de sua vida: Por minha vida, diz o Senhor. Os pastores morreram, mas as ovelhas estão em segurança; o Senhor vive. Por minha vida, diz o Senhor Deus. Quais os pastores que morreram? Os que procuravam seu interesse, não ode Jesus Cristo. Haverá então e se poderão encontrar pastores que não busquem o que é seu, mas o que pertence a Jesus Cristo? Sem dúvida alguma, haverá e decerto se encontrarão; não faltam nem faltarão jamais.


Responsório 2Cor 3,4.6.5

R. Por Cristo nós temos confiança em Deus;

* Ele fez-nos idôneos para sermos ministros

de uma nova aliança, porém, não da letra,

mas sim do espírito.

V. Não que fôssemos aptos de pensar por nós mesmos

qualquer coisa de bom: porém, vem de Deus

a nossa aptidão. * Ele fez-nos.


Oração

Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

25ª Semana do Tempo ComumI Semana do Saltério I TERÇA-FEIRA Laudes

25ª Semana do Tempo Comum
I Semana do Saltério
I TERÇA-FEIRA
Laudes
V. Vinde, ó Deus em meu auxílio. 
R. Socorrei-me sem demora. 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.(Aleluia)

Hino
Já vem brilhante aurora 
o sol anunciar. 
De cor reveste as coisas, 
faz tudo cintilar.
Ó Cristo, Sol eterno, 
vivente para nós, 
saltamos de alegria, 
cantando para vós.
Do Pai Ciência e Verbo, 
por quem se fez a luz, 
as mentes, para vós, 
levai, Senhor Jesus.
Que nós, da luz os filhos, 
solícitos andemos. 
Do Pai eterno a graça 
nos atos expressemos.
Profira a nossa boca 
palavras de verdade, 
trazendo à alma o gozo 
que vem da lealdade.
A vós, ó Cristo, a glória 
e a vós, ó Pai, também, 
com vosso Santo Espírito, 
agora e sempre. Amém.

Salmodia 
Ant. 1 Quem tem mãos puras e inocente coração 
subirá até o monte do Senhor.
Salmo 23(24) 
Entrada do Senhor no templo
Na Ascensão, as portas do céu se abriram para o Cristo (Sto. Irineu). 
1 Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, * 
o mundo inteiro com os seres que o povoam; 
2 porque ele a tornou firme sobre os mares, * 
e sobre as águas a mantém inabalável. 

3 'Quem subirá até o monte do Senhor, *
quem ficará em sua santa habitação?' 
=4 'Quem tem mãos puras e inocente coração, † 
quem não dirige sua mente para o crime, *
nem jura falso para o dano de seu próximo. 

5 Sobre este desce a bênção do Senhor *
e a recompensa de seu Deus e Salvador'. 
6 'É assim a geração dos que o procuram, * 
e do Deus de Israel buscam a face'. 

=7 'Ó portas, levantai vossos frontões! † 
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, * 
a fim de que o Rei da glória possa entrar!' 

=8 Dizei-nos: 'Quem é este Rei da glória?' † 
'É o Senhor, o valoroso, o onipotente, * 
o Senhor, o poderoso nas batalhas!' 

=9 'Ó portas, levantai vossos frontões! † 
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, * 
a fim de que o Rei da glória possa entrar!'
=10 Dizei-nos: 'Quem é este Rei da glória?' † 
'O Rei da glória é o Senhor onipotente, * 
o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!' 
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Quem tem mãos puras e inocente coração 
subirá até o monte do Senhor. 
Ant. 2 Vossas obras celebrem a Deus 
e exaltem o Rei sempiterno.

Cântico Tb 13,2-8 
Deus castiga e salva
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia nos fez nascer de novo, para uma esperança viva (1Pd 1,3). 
2 Vós sois grande, Senhor, para sempre, * 
e vosso reino se estende nos séculos! 
– Porque vós castigais e salvais, * 
fazeis descer aos abismos da terra, 
– e de lá nos trazeis novamente: * 
de vossa mão nada pode escapar. 

3 Vós que sois de Israel, dai-lhe graças * 
e por entre as nações celebrai-o! 
– O Senhor dispersou-vos na terra * 
4 para narrardes sua glória entre os povos, 
– e fazê-los saber, para sempre, * 
que não há outro Deus além dele. 

5 Castigou-nos por nossos pecados, *
seu amor haverá de salvar-nos. 
– Compreendei o que fez para nós, * 
dai-lhe graças, com todo o respeito! 
6 Vossas obras celebrem a Deus * 
e exaltem o Rei sempiterno! 

– Nesta terra do meu cativeiro, * 
haverei de honrá-lo e louvá-lo, 
– pois mostrou o seu grande poder, * 
sua glória à nação pecadora! 
– Convertei-vos, enfim, pecadores, * 
diante dele vivei na justiça; 

– e sabei que, se ele vos ama, * 
também vos dará seu perdão! 
7 Eu desejo, de toda a minh'alma * 
alegrar-me em Deus, Rei dos céus. 
8 Bendizei o Senhor, seus eleitos, *
fazei festa e alegres louvai-o! 
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Vossas obras celebrem a Deus 
e exaltem o Rei sempiterno. 
Ant. 3 Ó justos, alegrai-vos no Senhor! 
Aos retos fica bem glorificá-lo. †

Salmo 32(33) 
Hino à providência de Deus
Por ele foram feitas todas as coisas (Jo 1,3) 
1 Ó justos, alegrai-vos no Senhor! *
Aos retos fica bem glorificá-lo. 

2 † Dai graças ao Senhor ao som da harpa, * 
na lira de dez cordas celebrai-o! 
3 Cantai para o Senhor um canto novo, *
com arte sustentai a louvação! 

4 Pois reta é a palavra do Senhor, *
e tudo o que ele faz merece fé. 
5 Deus ama o direito e a justiça, * 
transborda em toda a terra a sua graça. 

6 A palavra do Senhor criou os céus, *
e o sopro de seus lábios, as estrelas. 
7 Como num odre junta as águas do oceano, * 
e mantém no seu limite as grandes águas. 

8 Adore ao Senhor a terra inteira, *
e o respeitem os que habitam o universo! 
9 Ele falou e toda a terra foi criada, * 
ele ordenou e as coisas todas existiram. 

10 O Senhor desfaz os planos das nações * 
e os projetos que os povos se propõem. 
=
11 Mas os desígnios do Senhor são para sempre, † 
e os pensamentos que ele traz no coração, * 
de geração em geração, vão perdurar. 

12 Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, *
e a nação que escolheu por sua herança! 
13 Dos altos céus o Senhor olha e observa; * 
ele se inclina para olhar todos os homens. 

14 Ele contempla do lugar onde reside *
e vê a todos os que habitam sobre a terra. 
15 Ele formou o coração de cada um *
e por todos os seus atos se interessa. 

16 Um rei não vence pela força do exército, * 
nem o guerreiro escapará por seu vigor. 
17 Não são cavalos que garantem a vitória; * 
ninguém se salvará por sua força. 

18 Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, * 
e que confiam esperando em seu amor, 
19 para da morte libertar as suas vidas * 
e alimentá-los quando é tempo de penúria. 

20 No Senhor nós esperamos confiantes, * 
porque ele é nosso auxílio e proteção!
21 Por isso o nosso coração se alegra nele, * 
seu santo nome é nossa única esperança. 

22 Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, * 
da mesma forma que em vós nós esperamos! 
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Ó justos, alegrai-vos no Senhor! 
Aos retos fica bem glorificá-lo. 

Leitura breve Rm 13,11b.12-13a 
Já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. Procedamos honestamente, como em pleno dia. 

Responsório breve 
R. 
Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, 
Meu escudo e proteção: em vós espero! R. Ó meu Deus.
V. Minha rocha, meu abrigo e Salvador.* Meu escudo.
Glória ao Pai. 
R. Ó meu Deus.

Cântico evangélico: Benedictus Lc 1,68-79
Ant. 
O Senhor fez surgir um poderoso Salvador, 
como falara pela boca de seus santos e profetas.
O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, * 
porque a seu povo visitou e libertou; 
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor, 

70 como falara pela boca de seus santos, * 
os profetas desde os tempos mais antigos, 
71 para salvar-nos do poder dos inimigos * 
e da mão de todos quantos nos odeiam. 

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, * 
recordando a sua santa Aliança 
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, * 
de conceder-nos 
74 que, libertos do inimigo, 
= a ele nós sirvamos sem temor † 
75 em santidade e em justiça diante dele, * 
enquanto perdurarem nossos dias. 

=
76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, † 
pois irás andando à frente do Senhor * 
para aplainar e preparar os seus caminhos, 
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados; 

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, * 
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
e na sombra da morte estão sentados
– e para dirigir os nossos passos, * 
guiando-os no caminho da paz. 
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. O Senhor fez surgir um poderoso Salvador, 
como falara pela boca de seus santos e profetas. 

Preces
Irmãos e irmãs, chamados a participar de uma vocação celeste, bendigamos a Jesus Cristo, pontífice da nossa fé; e aclamemos:
R. Senhor, nosso Deus e Salvador!
Rei todo-poderoso, que pelo batismo nos conferistes um sacerdócio régio, 
 fazei da nossa vida um contínuo sacrifício de louvor. R.
Ajudai-nos, Senhor, a guardar os vossos mandamentos, 
 para que, pela força do Espírito Santo, permaneçamos em vós e vós permaneçais em nós. R.
Dai-nos a vossa sabedoria eterna, 
 para que ela sempre nos acompanhe e dirija os nossos trabalhos. R.
Não permitais que neste dia sejamos motivo de tristeza para ninguém, 
– mas causa de alegria para todos os que convivem conosco. R.
(intenções livres)
Pai nosso…

Oração
Acolhei, Senhor, as preces desta manhã, e por vossa bondade iluminai as profundezas de nosso coração, para que não se prendam por desejos tenebrosos os que foram renovados pela luz de vossa graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe, 
nos livre de todo mal 
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ouçamos e pratiquemos a Palavra de Deus

Ouçamos e pratiquemos a Palavra de Deus
Terça, 22 de Setembro de 2020

"Jesus respondeu: 'Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática'" (Lucas 8,21).

Os parentes de Jesus não conseguiam se aproximar d'Ele, mas alguns deles queriam uma proximidade física. Achamos que a proximidade física é a mais importante, é claro que, fisicamente, queremos estar próximos de pessoas que queremos bem. Você conhece alguém que, fisicamente, esteve mais próximo de Jesus do que a Virgem Maria? Alguém, neste mundo, trouxe Jesus no seu ventre, carregou por nove meses, amamentou, cuidou, criou, amou, pegou no colo, cuidou quando era menino, deu banho, viu Ele crescer e se transformar no homem que nós amamos, o Mestre Jesus?

Então, a proximidade física Maria já tinha, e mais ainda, a proximidade da intimidade com a verdade de Jesus. É essa que Jesus está apresentando para aqueles que estão ouvindo. "Não adianta estarem aqui somente me vendo", a advertência era para eles. A advertência é também para nós, porque até podemos receber a Eucaristia, podemos até estar na Missa todos os dias, podemos até participar de muitos grupos de Igreja, mas não é isso que cria intimidade com Jesus, não é isso que cria identidade familiar com Ele.

O que cria intimidade familiar com Jesus é, primeiro, ouvir a Sua Palavra. Sabemos que ouvir não é uma coisa simples, é preciso dedicação para ouvir. Como escutamos muito pouco aquilo que é a verdade.
Não passemos um dia sequer sem ouvir a Palavra de Deus, meditá-la, ruminá-la, deixar que ela ilumine a nossa vida
Nossos ouvidos estão muito soltos e seduzidos por tantos barulhos que estão à nossa volta. Para ouvir a Palavra de Deus é preciso se abstrair ou se purificar de tantos barulhos para nos colocarmos na sintonia da Palavra.

Ouvir a Palavra de Deus é a missão principal de um discípulo de Jesus, debruçar-se sobre a Palavra, deixar que ela penetre em nossos ouvidos. Uma vez que a escutamos, é preciso praticá-la. E, muitas vezes, apanhamos nas duas lições: ouvimos pouco e praticamos menos ainda.

Não vamos praticar na integridade da Palavra, se não a ouvirmos; e se não ouvirmos a Palavra, é óbvio que não seremos os bons discípulos que seguem o Mestre Jesus. Por isso, nos aproximemos do Senhor e da Sua Palavra. Não passemos um dia sequer sem ouvir a Palavra de Deus, meditá-la, ruminá-la, sem deixar que ela ilumine a nossa vida.

Pratiquemos, pois é assim que, de verdade, criamos intimidade com o Mestre Jesus.

Deus abençoe você!

Inácio de Santhiá

Inácio de Santhiá
Terça, 22 de Setembro
Lourenço Maurício nasceu no dia 05 de junho de 1686, em Santhiá, na Itália. Era o quarto de seis filhos, da rica família cristã. Aos sete anos ficou órfão de pai. Desde menino ele cresceu na oração e amadureceu a sua vocação sacerdotal.

Em 1717 torna-se capuchinho e muda seu nome par Inácio. Desde então foi enviado para vários Conventos, sempre obediente e honrado por poder servir os irmãos da Ordem com a sua humilde pessoa.

Em 1727 passou a residir numa paróquia e tornou-se confessor, tarefa que desempenhou nos últimos vinte e quatro anos de vida. Neste ministério demonstrou toda sua caridade paterna, sabedoria e ciência, adquiridas nos livros e através das orações contemplativas. A todos recebia com a maior caridade, porque os pecadores eram os filhos mais doentes e, necessitados de acolhida e compreensão. Passou a ser chamado de: "padre dos pecadores e dos desesperados".

Mas em 1731 o seu bom conceito de guia experiente e sábio, o levou à ocupar os cargos de mestre dos noviços. Sua intenção era formar os jovens para a vida, a mortificação, a penitência, e instruía, corrigia e encorajava com atenção e palavras amorosas, fazendo o caminho difícil se tornar ameno.

Morreu com sua fama de santidade no dia 21 de setembro de 1770 em admirável tranqüilidade.

Reflexão: Durante tempos turbulentos, santo Inácio soube ser o conforto e a ajuda para quem a ele se dirigia. Passou sua vida a ensinar o catecismo aos pequeninos e aos adultos, com uma competência, diligência e proveito verdadeiramente singulares. Orientou exercícios espirituais, especialmente para os religiosos, aos quais, com a palavra e com o exemplo, soube conduzir à espiritualidade cristã e franciscana.

Oração: Senhor, nosso Deus, que chamastes o Vosso servo, Santo Inácio de Santhià ao caminho da perfeição evangélica e o fizestes mestre e modelo das virtudes cristãs, concedei-nos a graça de vivermos na nossa vida a santidade do Vosso Filho Jesus Cristo, que vive convosco na unidade do Espírito Santo. 

21/09/2020

Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero

Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero

(Hom. 21:CCL, 122,149-151) (Séc.VI)

Jesus viu-o, compadeceu-se dele e o chamou

Jesus viu um homem chamado Mateus, assentado à banca de impostos, e disse-lhe: Segue-me (Mt 9,9). Viu-o não tanto com os olhos corporais quanto com a vista da íntima compaixão. Viu o publicano, dele se compadeceu e o escolheu. Disse-lhe então: Segue-me. Segue, quis dizer, imita; segue, quis dizer, não tanto pelo andar dos pés, quanto pela realização dos atos. Pois quem diz que permanece em Cristo, deve andar como ele andou (1Jo 2,6).

E levantando-se, o seguiu (Mt 9,9). Não é de admirar que o publicano, ao primeiro chamado do Senhor, tenha abandonado os lucros terrenos de que cuidava e, desprezando a opulência, aderisse aos seguidores daquele que via não possuir riqueza alguma. Pois o próprio Senhor que o chamara exteriormente com a palavra, interiormente lhe ensinou por instinto invisível a segui-lo, infundindo em seu espírito a luz da graça espiritual. Com esta compreenderia que quem o afastava dos tesouros temporais podia dar-lhe nos céus os tesouros incorruptíveis.

E aconteceu que, estando ele em casa, muitos publicanos e pecadores vieram e puseram-se à mesa com Jesus e seus discípulos (Mt 9,10). A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores o exemplo da penitência e do perdão. Belo e verdadeiro prenúncio! Aquele que seria apóstolo e doutor dos povos, logo no primeiro encontro arrasta após si para a salvação um grupo de pecadores. Assim inicia o ofício de evangelizar desde os primeiros começos de sua fé aquele que viria a realizar este ofício plenamente com o merecido progresso das virtudes. Contudo se quisermos indagar pelo sentido mais profundo deste acontecimento nós o entenderemos: a Mateus foi muito mais grato o banquete na casa do seu coração, preparado pela fé e pelo amor do que o banquete terreno que ele ofereceu ao Senhor. Atesta-o aquele mesmo que diz: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo (Ap 3,20).

Ouvindo a sua voz, abrimos a porta para recebê-lo, ao aceitarmos de bom grado suas advertências secretas ou evidentes e nos pormos a realizar aquilo que compreendemos como o nosso dever. Ele entra para que ceemos, ele conosco e nós com ele, porque, pela graça de seu amor, habita nos corações dos eleitos para alimentá-los sempre com a luz de sua presença. Possam assim os eleitos cada vez mais progredir no desejo do alto, e ele mesmo se alimente com os desejos deles como com pratos deliciosos.


Responsório

R. Habilidoso escritor e instruído na lei

do seu Deus, no alto céu,

* De corpo e alma dedicou-se ao estudo,

à observância e ao ensino dos preceitos de Cristo,

conduzido e amparado pela mão de seu Deus.

V. O Evangelho da glória do Deus imenso e santo

lhe foi confiado. * De corpo e alma.

São Francisco de Sales

"É o amor que dá o valor a todas as nossas obras." (São Francisco de Sales) Recado Santo - Mensagens que santificam