A história do papamóvel





Os papas foram transportados em liteiras, carruagens e, desde 1929, em veículos motorizados de diversos fabricantes e nacionalidades. Quase todos os carros continuam no Vaticano, no Padiglione delle Carrozze, uma das três garagens papais e que pode ser visitada. Conheça a origem e a história de 20 papamóveis notáveis. Veja as fotos 

Séc. XVISede Gestatória

A Sede Gestatória é um trono feito para carregar os Papas. Era usado em certas ocasiões solenes e cerimônias pontifícias e conduzido no ombro por doze homens (palafrenieri, em italiano). Foi usada pela última vez pelo Papa João Paulo I, em 1978.

1826 Carruagem de Grande Gala

A carruagem foi construída em 1826 para o Papa Leão XII. Era puxada pelas ruas de Roma durante o século XIX por seis cavalos.
Em 1841, a pedido do Papa Gregório XVI, o veículo foi luxuosamente decorado com símbolos do poder papal em ouro.

Anos 1920 Os primeiros carros

Entre 1870 e 1929, uma disputa territorial com o governo italiano impediu os papas de sair do Vaticano. Somente após o confinamento, a ideia de que o Sumo Pontífice tivesse carros oficiais fez sentido. 
O Papa Pio XI aceitou de bom grado ter automóveis. As carruagens papais foram aposentadas e, em 1931, os carros do Vaticano passaram a ter placas com as letras SCV (Stato della Città del Vaticano). 
Os automóveis eram doados por fiéis endinheirados, entre eles um Bianchi Tipo 15, um Fiat 525, um Isotta Fraschini, um Citroën C6 Lictoria e um Graham-Paige. 
Começava a história dos papamóveis.

1929 Graham-Paige 837

A limusine foi presenteada pela fábrica americana tornou-se a preferida nas viagens de Pio XII. A parte traseira da carroceria apresentava botões para acender sinais que eram vistos pelo chofer. Os Papas podiam ordenar, por exemplo, “mais rápido” ou “mais devagar”. Sua carroceria foi desenhada elo americano LeBaron.

1930 Mercedes-Benz Nürburg 460 Pullman

Primeiro Mercedes-Benz presenteado pela fábrica alemã ao Papa, iniciando uma tradição que perdura até hoje. A ideia foi de Robert Katzenstein, homem de marketing da Daimler-Benz. Com projeto de ninguém menos do que Ferdinand Porsche, o Nürburg 460 tem motor de oito cilindros em linha, 4.622cm³ e modestos 80cv - alcançando a máxima de 100km/h. Uma pomba bordada na forração do teto representa o Espírito Santo. Há um painel com comandos elétricos para dar instruções ao motorista.

1943 Mercedes 230

Quando os americanos bombardearam Roma, em 1943, o Papa Pio XII deixou o Vaticano a bordo de um Mercedes 230 (da geração W153, lançada em 1938) para confortar a população da cidade devastada. Era um modelo relativamente discreto para o Sumo Pontífice. O Mercedes, contudo, quebrou e o Papa voltou ao Vaticano a bordo de seu velho Graham Paige 837.

196 0Mercedes-Benz 300 d Landaulet

O Papa João XXIII encomendou à Daimler-Benz um carro do tipo landaulet, cuja parte traseira da capota é de lona e pode ser aberta em aparições públicas. O carro era 10 centímetros mais alto e a tinha distância entre-eixos 45cm maior do que a do modelo convencional. 
Seu motor de 3,0 litros e 160cv permitiria alcançar 160km/h - mas duvidamos que João XXIII tenha chegado perto disso...Outras modernidades para 1960 eram um intercomunicador e ar-condicionado.

1965 Mercedes-Benz 600 Landaulet

O modelo era moda entre monarcas, chefes de estado e popstars da década de 1960. Orgulhosa de sua luxuosa criação, a fábrica alemã preparou uma 600 com modificações especialmente para o Papa Paulo VI. 
As portas traseiras eram 25,6 cm mais largas, para facilitar o acesso do Sumo Pontífice. Como na antecessora, havia ar-condicionado e intercomunicador. Para mover o gigante de 6,24m de comprimento foi providenciado um motor V8 de 6.332cm³ e 250cv.

1966 Mercedes-Benz 300 SEL Landaulet

O sedã foi modificado para ser menor, mais prático e discreto que o modelo 600. Não tinha luxo nem ar-condicionado.
O modelo foi utilizado pelo menos até a década de 1990, já no pontificado de João Paulo II. Um detalhe diferente desse automóvel é que o trono (normalmente em posição central) pode ser movido para o lado, abrindo espaço para um passageiro em um banquinho dobrável. Após o atentado de 1981, o carro recebeu blindagem.







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